“Existe algo podre no reino da Dianamarca”
Depois da palhaçada do início do ano (com todo respieto aos profissionais do entretenimento), em que a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, que protagonizou com o sindicato dos professores uma verdadeira luta livre, com baxarias em estilo pastelão, com direito à juíz(a), o rede estadual novamente aparece como destaque negativo na imprensa.
Distribuir material didático que ensina errado (e erra com dois de nossos vizinhos mais ilustres, que inclusive fazem parte do nosso Mercosul) aos alunos de 5ª a 8ª série, a SEE concentrou esforços para detonar com a aprendizagem das crinaças da 3ª série.
Primeiro, distribuiu às escolas livros paradidáticos de conteúdo adulto e totalmente inadequado do ponto de vista ético, estético e moral. Mesmo que esse material estivesse destinado aos alunos do EJA ou do Ensino Médio, ainda sim não seria naa educativo a difusão por parte da rede estadual, por meio de seu recurso paradidático, de um conteúdo supostamente humorístico, carregado de preconceitos, racismos e conotação sexual. Entretanto, O QUE ISSO ESTARIA FAZENDO NAS MÃOS DE CRIANÇAS DA 3º SÉRIE?
Oportunismo mediocre? Depois que diversos veículos de comunicação já esgotaram esse tema o professortemporário se presta a chutar co cachorro morto e tirar uma casquinha das tapalhadas do Estado?
Antes fosse… Não contentes com a trapalhada em questão, a SEE novamente bombardeia a compreensão das crianças da 3ª série, dese vez com um livro e poemas contemporâneos, recheado de violência e sonteúdo adulto. (Por que a 3ª série? Será que é uma tática de estimular nas crianças a sexualidade precoce para antecipar o início de suas vids sexuais e assim conseguir a ampliação do eleitorado? Pode ser parte de uma experiência genética, que busca cobaias para um Programa de Aceleração do Crescimento das crianças, visando eleitores devidamente programados já para 2010…)
Num levantamento prévio da própria SEE, acuda pela imprensa, de início cinco livros além dos objetos de escândalo já foram apontados como inadequados
Que a qualidade do ensino público em São Paulo é deprimente já se sabe, já que o Estado ocupa uma das últimas posições na ideb nacional (que comparado aos exames internacionais é o 72º de 75 avaliados), uma das últimas posições no exame da OAB e uma das primeiras na proporção população livre/população carcerária.
Que o governo, que mesmo que quisesse não consertaria isso até 2010, demonstra claramente o interesse de creditar o fracasso do ensino público na conta dos professores, também se percebe.
Que a educação pública em São Paulo é uma pedra no sapato dos planos de candidatura do governador, a própria SEE percebeu.
Agora, se nós professores nos limitarmos a assistir essa piada sem reflexão, sem comentar e explicar para nossos alunos, pais e comunidade, a distroção que o governo está fazendo, nós seremos piada.
O governo bateu, insistiu e induziu a população a acreditar que a culpa pela falta de qualidade na escola é dos professores (por isso o programinha se chama + qualidade na escola…), mas, esse mesmo governo conseguiu provar, em três situações distintas, que NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA GERENCIAR A EDUCAÇÃO (por isso a quastão da municipalização ganha força; estão passando a bola…)
O que fazer então? Nós professores devemos usar nosso espaço e a própria escola, na conversa cotidiana com os alunos e reuniões de pais, para ESCLARECER (não partidarizar…) aos pais a verdadeira causa para o fracasso escolar dos seus filhos.