http://www.vunesp.com.br/concursos/seed0902/edital_5_11.pdf
Saiba também as regras dessa prova, que será realizada nos dias 13 e 20 de dezembro de 2009Resolução SE – 68, de 1-10-2009
Dispõe sobre a contratação de docentes por tempo determinado, de que trata a Lei Complementar nº 1.093, de 16 de julho de 2009, e dá providências correlatas
O Secretário da Educação, tendo em vista as disposições da Lei Complementar nº 1.093, de 16 de julho de 2009, bem como do Decreto nº 54.682, de 13 de agosto de 2009, que a regulamenta, e considerando a necessidade de estabelecer normas e critérios relativos à contratação temporária de docentes, para reger classes e ministrar aulas nas escolas da rede pública estadual, Resolve:
Art. 1º – A contratação de docentes, nas escolas estaduais, dar-se-á para atender necessidade temporária de regência de classes ou de magistério de aulas, quando se verificarem situações de:
I – saldo de classes ou de aulas disponíveis, em decorrência de dispensa, demissão, exoneração, readaptação, falecimento e aposentadoria de docente, ou de aumento da demanda escolar, com a criação de novas unidades ou ampliação das já existentes;
II – o número reduzido de aulas não justificar a criação de cargo;
III – impedimentos legais de docentes responsáveis pela regência de classe ou magistério de aulas, em decorrência de licenças ou afastamentos a qualquer título.
Art. 2º – A contratação, nos termos desta resolução, será precedida de processo seletivo que compreenderá, obrigatoriamente, prova eliminatória, cuja nota obtida pelo candidato será acrescentada às respectivas pontuações por tempo de serviço e por títulos, para fins de classificação no processo anual de atribuição de classes e aulas, de que trata o artigo 45 da Lei Complementar nº 444/85.
§ 1º – A nota da prova terá valor máximo de 80,0 (oitenta) pontos, sendo que o candidato que obtiver nota inferior a 40,0 (quarenta) pontos estará eliminado do processo seletivo, ficando impedido de participar do processo de atribuição de classes e aulas do ano de referência.
§ 2º – Observado o disposto no artigo 6º do Decreto nº 54.682/2009, especificamente para a contratação de docentes, aplicar-se-ão ao processo de seleção as mesmas normas e critérios estabelecidos na resolução que regulamenta o processo anual de atribuição de classes e aulas na rede estadual de ensino.
§ 3º – Ao ser contemplado com a atribuição de classe ou de aulas, de acordo com a classificação que obtiver no processo a que se refere o parágrafo anterior, o docente terá sua contratação celebrada de imediato e assumirá o exercício correspondente na mesma data da assinatura do contrato, caracterizando sua anuência à atribuição.
Art. 3º – O prazo de vigência da contratação de docentes limita-se ao ano letivo fixado no calendário escolar.
Art. 4º – na vigência de uma contratação, os direitos e deveres ficarão suspensos durante o(s) período(s) em que o docente contratado tenha interrupção de exercício, em decorrência de perda, por qualquer motivo, da classe ou das aulas anteriormente atribuídas.
§ 1º – A interrupção de exercício, a que se refere o caput deste artigo, será iniciada na ocorrência de:
1 – retorno do docente responsável pela regência da classe ou magistério das aulas, que vinha sendo substituído;
2 – remoção ou provimento do cargo correspondente à função-atividade, objeto da contratação;
3 – retirada da classe ou da totalidade das aulas na necessidade de atendimento à constituição da jornada de trabalho de docente titular de cargo ou para composição da carga horária de docente estável, nos termos da legislação pertinente.
§ 2º – no período de interrupção de exercício não haverá remuneração ao docente nem concessão de benefício, vantagem, licença ou afastamento de qualquer espécie.
§ 3º – Será cessada a interrupção de exercício no momento em que o docente contratado venha a assumir classe ou aulas que lhe sejam atribuídas, sendo-lhe facultada a possibilidade de aceitar ou não esta atribuição.
Art. 5º – O contrato do docente será extinto automaticamente ao final do ano letivo, não se excluindo a possibilidade de extinção antecipada, em razão de:
I – pedido expresso do contratado;
II – descumprimento de obrigação legal ou contratual.
§ 1º – A extinção antecipada do contrato, nos termos deste artigo, será processada sem direito à indenização.
§ 2º – O docente contratado, que venha a iniciar período de interrupção de exercício, poderá, substitutivamente à permanência nesta situação, solicitar a qualquer tempo, desde que sem efeito retroativo, a extinção de seu contrato, na forma que prevê o disposto no inciso I deste artigo.
§ 3º – Previamente ao ato de extinção do contrato, que se fundamente nos termos do inciso II deste artigo, será assegurada ao contratado a oportunidade de defesa, a ser apresentada no prazo de 3 (três) dias úteis, contados a partir da data de sua notificação, devendo o procedimento de extinção, se for o caso, ser concluído no prazo de 10 (dez) dias, contados da data de apresentação da defesa ou do término do referido prazo.
Art. 6º – Extinto o contrato, ao final do ano letivo ou antecipadamente, fica vedada nova contratação do docente, mesmo que para o exercício de função diversa, antes de decorrido o prazo de 200 (duzentos) dias, contados a partir da data da extinção.
§ 1º – Durante a vigência de um contrato, não poderá haver outra contratação do mesmo docente, mesmo que seja para função diversa em outro campo de atuação.
§ 2º – O disposto neste artigo aplica-se igualmente às contratações a título eventual.
Art. 7º – na vigência do contrato, o docente não poderá se afastar do exercício da função, objeto da contratação, para exercer outras atribuições e/ou atividades diversas, a título de designação, afastamento ou nomeação em comissão.
§ 1º – o docente contratado poderá ter exercício em mais de uma unidade escolar e, conforme o caso, em mais de uma Diretoria de Ensino, de acordo com as aulas que lhe sejam atribuídas, sendo que sua carga horária poderá sofrer alterações, para maior ou menor, no decorrer do ano letivo.
§ 2º – As alterações, a que se refere o parágrafo anterior, inclusive as que ocasionalmente venham a zerar a carga horária do docente, abrindo período de interrupção de exercício, deverão ser registradas, por competência do Diretor de Escola, em documento próprio, conforme modelo a ser expedido pelo órgão setorial de recursos humanos.
§ 3º – O docente contratado por uma Diretoria de Ensino, com posterior atribuição de aulas em unidade escolar de outra Diretoria, nos termos da regulamentação vigente, caso venha a ter sua carga horária zerada na Diretoria da contratação, deverá ter o contrato de trabalho e o respectivo documento de alterações de carga horária, a que se refere o parágrafo anterior, remetidos, juntamente com seu prontuário, para a Diretoria de Ensino em que permanecer com aulas atribuídas.
Art. 8º – Durante o período da contratação, o docente estará sujeito aos mesmos deveres, proibições e responsabilidades previstos na Lei nº 10.261/68, bem como, subsidiariamente, às disposições da Lei Complementar nº 444/85.
Art. 9º – Serão considerados como efetivamente trabalhados os dias em que o docente contratado se ausentar em virtude de:
I – casamento, até 2 (dois) dias consecutivos;
II – falecimento de pais, irmãos, cônjuge, companheiro(a) ou filhos, até 2 (dois) dias consecutivos;
III – serviço obrigatório por lei.
§ 1º – O docente contratado poderá requerer ao Diretor de Escola, na vigência da contratação, abono ou justificação de faltas ao trabalho, observadas as seguintes condições:
1 – as abonadas, até o limite de 2 (duas), sendo 1 (uma) por mês, sem desconto de pagamento;
2 – as justificadas, até o limite de 3 (três), sendo 1 (uma) por mês, com perda da remuneração referente ao dia.
§ 2º – O requerimento do docente, para abono ou justificação de falta, deverá ser apresentado por escrito, no primeiro dia de aula subsequente ao da ausência, de acordo com seu horário de trabalho, para deliberação do Diretor de Escola.
§ 3º – no caso de inobservância ao disposto no parágrafo anterior, a falta do docente será considerada injustificada.
§ 4º – Somente poderá ocorrer 1 (uma) falta injustificada durante a vigência da contratação, sendo que a segunda ocorrência será considerada como de descumprimento de obrigação contratual por parte do docente, implicando a possibilidade de extinção do contrato, nos termos do artigo 8º da Lei Complementar nº 1.093/2009.
§ 5º – As faltas abonadas e as justificadas não serão consideradas para caracterizar situação de descumprimento de obrigação contratual.
Art. 10 – Na(s) ausência(s) e/ou no não cumprimento de hora(s) de trabalho, o docente contratado terá consignada(s) falta(s)-aula e/ou falta(s)-dia, de acordo com a proporcionalidade relativa à sua carga horária semanal, observadas as disposições do Decreto nº 39.931, de 30 de janeiro de 1995. Parágrafo único – ao docente contratado, aplicam-se as disposições da Lei Complementar nº 1.041, de 14 de abril de 2008.
Art. 11 – As normas e os critérios para inscrição e classificação dos candidatos à contratação, bem como as formas de contrato e os procedimentos referentes às situações de habilitação ou de qualificação para a docência, são os mesmos que se encontram estabelecidos na resolução que regulamenta os processos anuais de atribuição de classes e aulas, observadas as disposições dos artigos 28, 29 e 30 da Lei Complementar nº 836, de 30 de dezembro de 1997.
§ 1º – O docente contratado será remunerado de acordo com a quantidade de horas da carga horária que lhe seja atribuída.
§ 2º – o valor do salário a ser pago ao docente contratado, desde que devidamente habilitado, será calculado com base no valor do vencimento inicial da classe de cargos correspondente à função que for ocupar, não podendo este valor ser ultrapassado sob hipótese alguma.
§ 3º – ao docente contratado fica assegurado o pagamento do décimo terceiro salário, calculado à base de 1/12 (um doze avos) por mês trabalhado ou fração superior a 15 (quinze) dias, no ano letivo de referência.
Art. 12 – na classificação dos docentes contratados e dos candidatos à contratação, para o processo anual de atribuição de classes e aulas, ocorrendo empate em quaisquer das faixas de habilitação/qualificação, antes da aplicação dos critérios de desempate, estabelecidos em regulamento específico, será dada prioridade de atribuição ao participante que tenha idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, de acordo com o disposto na Lei Federal nº 10.741/2003 – Estatuto do Idoso.
Art. 13 – na inexistência de docente em condições de assumir substituições nas ausências ou impedimentos legais de outro professor, por período não superior a 15 (quinze) dias, poderá haver contratação de docente, devidamente habilitado ou qualificado, para atuar e ser remunerado a título eventual.
Parágrafo único – Também poderá ministrar aulas de sua habilitação/qualificação ou assumir a regência de classe, a título eventual, nas situações previstas no caput deste artigo, o docente contratado, no correspondente campo de atuação, que se encontre com limite de carga horária inferior ao máximo permitido.
Art. 14 – o docente contratado ficará vinculado ao Regime Geral de Previdência Social – RG PS, nos termos da legislação federal, devendo incidir sobre sua remuneração mensal o desconto relativo ao recolhimento previdenciário.
Parágrafo único – Sobre a remuneração mensal do docente contratado não incidirá o desconto relativo à assistência médica e hospitalar, de que trata o artigo 164 da Lei Complementar nº 180, de 12 de maio de 1978.
Art. 15 – As contratações temporárias de docentes, nos termos da Lei Complementar nº 1.093/2009, serão celebradas pelos Dirigentes Regionais de Ensino, nas respectivas áreas de jurisdição.
Art. 16 – o órgão setorial de recursos humanos da Secretaria da Educação poderá expedir normas complementares, necessárias à execução das disposições da presente resolução, em especial na realização do processo de seleção, precedente às contratações de docentes, a cada ano letivo.
Art. 17 – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
CENTRO DE SELEÇÃO E MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAL
São Paulo, 4 de novembro de 2009
Senhores Dirigentes,
Em razão de questionamentos encaminhados a este Departamento, informamos que a inscrição para Prova do Processo Seletivo Simplificado para Docentes, está sendo realizada no período de 03 a 20/11/2009, no site da Fundação Vunesp: www.vunesp.com.br .
De acordo com o Edital publicado no DOE de 24/10/2009, o docente/candidato poderá se inscrever:
1.
Para o campo de atuação Classe e/ou
2.
Para o campo de atuação Educação Especial e/ou,
3.
Para o campo de atuação Aulas, em até 2 (duas) áreas, sendo 1 (uma) disciplina por área:
•
Linguagens e Códigos ( Língua Portuguesa, Inglês, Arte, Educação Física, Espanhol, Alemão, Japonês, Francês, Italiano e Língua e Cultura Étnica )
•
Ciências da Natureza e Matemática (Matemática, Ciências Físicas e Biológicas, Biologia, Física e Química )
•
Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia )
Na Ficha de Inscrição, o interessado, no campo OPÇÃO DE CLASSE/ AULA poderá se inscrever em todas as opções que for de direito, selecionando-as individualmente, antes de voltar à Ficha de Inscrição e concluir sua inscrição.
Em razão da ocorrência de que candidatos – Processo Seletivo Simplificado PEB I e PEB II, não oficializaram corretamente o preenchimento do campo de opção para prova, alertamos que é permitido ao candidato refazê-la, realizando uma única inscrição, contendo todas as disciplinas/classe de opção para prova.
As provas serão realizadas em 2 (dois) domingos sequenciais, sendo distribuídos das seguintes formas:
1º Domingo (13/12/09)
Manhã: Campo de Atuação Classe (PEB I)
Tarde: Área de Linguagens e Códigos
2º Domingo (20/12/09)
Manhã: Área de Ciências da Natureza e Matemática
Tarde: Área de Ciências Humanas e Educação Especial
Esclarecemos que a nota obtida na disciplina objeto da prova será utilizada para classificação nas demais disciplinas da mesma área em que o candidato for habilitado. Exemplificando, o docente inscrito para a prova de Matemática será classificado nas disciplinas de Ciências Físicas e Biológicas, Física, e/ou Química, de acordo com sua habilitação e assim, sucessivamente.
Na possibilidade, solicitamos informar aos interessados, o acima exposto.
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA DOCENTES
EDITAL DE ABERTURA DE INSCRIÇÃO PARA PROVA
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, nos termos do Inciso II do artigo 2º da Lei Complementar 1.093, de 16 de julho de 2009 , Resolução SE – 68, de 01 de outubro de 2009 e Inciso V da Instrução Normativa – UCRH 2/2009, de 21 de setembro de 2009, torna pública a abertura de inscrições para a prova do Processo Seletivo Simplificado para Docentes admitidos nos termos da Lei Estadual nº 500/74 e Candidatos à contratação.
As provas do Processo Seletivo serão realizadas pela Fundação VUNESP, localizada a Rua Dona Germaine Burchard, nº 515 – Bairro Água Branca/Perdizes, São Paulo – SP – CEP 05062-002 – telefone (0xx11) 3874-6300.
I – DISPOSIÇÕES GERAIS
1.
A participação no Processo Anual de Atribuição de Classes /Aulas – 2010 compreenderá, obrigatoriamente, duas etapas :
1ª Etapa:- Inscrição para atribuição de classes / aulas de acordo com as disposições contidas na Portaria DRHU nº 72, de 13, publicada no DOE de 14/10/2009:
.
2ª Etapa:- Inscrição para realização de prova(s) relativas ao processo Seletivo Simplificado,
via Internet, no endereço eletrônico da Fundação VUNESP – www.vunesp.com.br , no período de 03 a 20/11/2009, iniciando-se no dia 3 de novembro de 2009 às 10h00 e encerrando-se impreterivelmente no dia 20 de novembro de 2009, às 16h00.
2.
Serão utilizados para fins de inscrição, os dados constantes no Cadastro Funcional da Secretaria da Educação, cujas informações permanecerão inalteradas no Formulário de Inscrição.
3.
Para inscrever-se, o candidato deverá acessar o endereço eletrônico da Fundação VUNESP – www.vunesp.com.br , através do “link” correlato ao Processo Seletivo Simplificado da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, preencher a Ficha de Inscrição, on-line, e transmitir os dados pela Internet, conforme os procedimentos estabelecidos abaixo:
3.1
-o docente, ao realizar a sua inscrição, digitará o CPF e obterá o Formulário Personalizado contendo dados pessoais, devendo preencher os dados relativos a opção pelo campo de atuação/disciplina em que deseja realizar a(s) prova(s);
3.2- o candidato que não obtiver o Formulário de Inscrição personalizado, deverá preencher os dados solicitados, sendo de sua inteira responsabilidade as informações prestadas.
4. O docente/ candidato poderá se inscrever:
4.1 para o campo de atuação Classe e/ou,
4.2 para o campo de atuação Aulas, em até 2 (duas) áreas , sendo 1 (uma) disciplina por área:
4.2.1
Linguagens e Códigos (Língua Portuguesa, Inglês, Arte e Educação Física);
4.2.2
Ciências da Natureza e Matemática (Matemática, Ciências Físicas e Biológicas, Biologia, Física e Química);
4.2.3
Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) e/ou;
4.3 para o campo de atuação Educação Especial.
5. O docente/candidato licenciado em Pedagogia, inscrever-se-á para a prova, no campo de atuação Classe.
6. O docente que estiver na condição de readaptado ou afastado a qualquer título, deverá efetuar a sua inscrição, ficando obrigatoriamente classificado, na Diretoria de Ensino à qual estiver jurisdicionada a unidade sede de controle de freqüência.
7. A Fundação VUNESP e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo não se responsabilizam por solicitação de inscrição não recebida por motivos de inconsistência de dados, de ordem técnica dos computadores, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como outros fatores de ordem técnica que impossibilitem a transferência de dados.
8. O descumprimento das instruções para inscrição implicará a não efetivação da mesma.
9. As informações prestadas no Formulário de Inscrição serão de inteira responsabilidade do docente/candidato, reservando-se à Secretaria da Educação, sem prejuízo das penas da lei, o direito de excluir do Processo Seletivo aquele que fornecer dados comprovadamente inverídicos ou falsos.
10. O candidato que deixar de realizar a prova, não constará da classificação e, conseqüentemente, não poderá participar do Processo de Atribuição de Aulas/2010.
II – INSCRIÇÃO DO CANDIDATO COM DEFICIÊNCIA
1.
Ao candidato com deficiência, que pretenda fazer uso das prerrogativas facultadas no Inciso VIII do artigo 37 da Constituição Federal/88 e no disposto pela Lei Complementar nº 683/92, é assegurado o direito de inscrição no presente Processo Seletivo, desde que se observe:
1.1
no ato da inscrição para atribuição de classe/aulas, na Unidade Escolar ou Diretoria de Ensino, o docente/candidato deverá declarar-se com deficiência.
1.2
no Formulário de Inscrição para prova – via Internet, o candidato deverá declarar-se nesta condição, especificando o tipo e o grau da deficiência.
2. O candidato com deficiência deverá solicitar, na Ficha de Inscrição para a prova, se necessário, condições especiais para realizar a prova, conforme segue:
2.1
o candidato portador de deficiência visual, deverá indicar no Formulário de Inscrição, o tipo de provas especial de que necessitará: Ampliada ou Ledor;
2.1.1 ao candidato inscrito como Portador de Necessidade Especial “visual” (amblíope) que solicitar prova especial Ampliada será oferecida prova neste sistema, com tamanho de letra correspondente a corpo 24;
2.2
o atendimento às condições solicitadas ficará sujeito à análise de viabilidade e razoabilidade do pedido;
2.3
o candidato portador de deficiência ou o candidato que por motivo de saúde necessitar de atendimento especial, deverá encaminhar solicitação, via SEDEX ou AR (Aviso de Recebimento), por escrito, até o término das inscrições, com justificativa acompanhada de parecer emitido por especialista da área de sua deficiência ou problema de saúde, à Fundação VUNESP, Rua Dona Germaine Burchard, 515 – Bairro Água Branca / Perdizes – São Paulo – CEP 05002-062.
3. O candidato que não atender dentro do prazo previsto para a inscrição, aos dispositivos mencionados no item 1 e seus subitens não terá a condição especial atendida e não terá a prova preparada, estando impossibilitado de realizá-la em condições especiais e/ou será considerado não portador de necessidade especial, seja qual for o motivo alegado.
4. O candidato com deficiência que não realizar a inscrição conforme instruções contidas neste Edital, não poderá impetrar recurso em favor de sua condição.
COMPETÊNCIAS E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARA AS PROVAS DOS PROFESSORES TEMPORÁRIOS EDIÇÃO COMPLETA E ATUALIZADA)
Diário Oficial Poder Executivo – Seção I quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Resolução SE – 80, de 3-11-2009
Dispõe sobre a definição de perfis de competências e habilidades requeridos para professores da rede pública estadual e bibliografia para exames e concursos, e dá providências correlatas
O Secretário da Educação, à vista do que lhe representou o Comitê Gestor de elaboração de provas, de que trata a Resolução SE 69/2000, e considerando a necessidade: de explicitação dos perfis de competências e habilidades desejáveis aos professores da rede pública estadual; de orientação dos processos de concursos públicos e de ações de formação continuada segundo tais perfis, resolve:
Artigo 1º – Aprova-se o Anexo que integra esta resolução com a indicação dos perfis de habilidades e competências requeridos de Professores PEB-I, PEB-II e de Educação Especial, bem como da bibliografia básica.
Artigo 2º – Os perfis de habilidades e competências, bem como a bibliografia básica indicada, serão requeridos na primeira etapa do concurso público para provimento de cargos de Professor Educação Básica II, para seleção de docentes temporários e para progressão na carreira.
Parágrafo único – Para as ações de formação continuada desenvolvidas no âmbito da Secretaria da Educação serão observados os mesmos perfis e bibliografia constantes do Anexo que integra esta resolução.
Artigo 3º – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Exames e Concursos de Professores PEB I / PEB II / Educação Especial – Perfis Profissionais – Outubro 2009
SUMÁRIO
1 PERFIL DOS PROFESSORES PEB-I
-
- Competências Técnicas Gerais
- 1.2 Fundamentação Pedagógica
- 1.3 Língua Portuguesa
- Matemática
1.5 Conhecimentos Gerais (História, Geografia e Ciências)
-
- Bibliografia para PEB I
1.7. Documentos para PEB I
- PERFIL DOS PROFESSORES PEB-II
- Parte Geral comum à todas as áreas
- Cultura geral e profissional
- Conhecimentos sobre crianças, jovens e adultos
- Parte Geral comum à todas as áreas
2.1.3 Conhecimentos sobre a dimensão cultural, social, política e econômica da educação 2.1.4 Conteúdos das áreas de conhecimento que são objeto de ensino
2.1.5 Conhecimento pedagógico
2.1.6 Conhecimento advindo da experiência
2.1.7 Conhecimentos para o desenvolvimento profissional
2.1.8 Competências do Professor – Parte Geral
2.1.9 Bibliografia para Parte Geral .
2.1.10 Documentos para Parte Geral
2.2 Perfil desejado para o professor de Língua Portuguesa
2.2.1 O professor de Língua Portuguesa deve apresentar o seguinte perfil:
2.2.2 Habilidades do professor de Língua Portuguesa
2.2.3 Bibliografia para Língua Portuguesa
2.2.4 Documentos para Língua Portuguesa
2.3 Perfil desejado para o professor de Arte
2.3.1 O professor de Arte deve apresentar o seguinte perfil:
2.3.2 Habilidades do professor de Arte
2.3.3 Bibliografia para Arte
2.3.4 Documentos para Arte
2.4 Perfil desejado para o professor de Educação Física
2.4.1 O professor de Educação Física deve apresentar o seguinte perfil:
2.4.2 Habilidades do professor de Educação Física
2.4.3 Bibliografia para Educação Física
2.4.4 Documentos para Educação Física
2.5 Perfil desejado para o professor de Língua Estrangeira Moderna – Inglês
2.5.1 O professor de Língua Estrangeira Moderna – Inglês deve apresentar o seguinte perfil:
2.5.2 Habilidades do professor de Língua Estrangeira Moderna – Inglês
2.5.3 Bibliografia para Língua Estrangeira Moderna – Inglês
2.5.4 Documentos para Língua Estrangeira Moderna – Inglês
2.6 Perfil desejado para o professor de Matemática
2.6.1 O professor de Matemática deve apresentar o seguinte perfil:
2.6.2 Habilidades do professor de Matemática
2.6.3 Bibliografia para Matemática
2.6.4 Documentos para Matemática
2.7 Perfil desejado para o professor de Ciências
2.7.1 O professor de Ciências deve apresentar o seguinte perfil:
2.7.2 Habilidades do professor de Ciências
2.7.3 Bibliografia para Ciências
2.7.4 Documentos para Ciências
2.8 Perfil desejado para o professor de Física
2.8.1 O professor de Física deve apresentar o seguinte perfil:
2.8.2 Competências específicas do professor de Física
2.8.3 Habilidades do professor de Física
2.8.4 Bibliografia para Física
2.8.5 Documentos para Física
2.9 Perfil desejado para o professor de Química
2.9.1 O professor de Química deve apresentar o seguinte perfil:
2.9.2 Habilidades do professor de Química
2.9.3 Bibliografia para Química
2.9.4 Documentos para Química
2.10 Perfil desejado para o professor de Biologia
2.10.1 O professor de Biologia deve apresentar o seguinte perfil:
2.10.2 Habilidades do professor de Biologia .
2.10.3 Bibliografia para Biologia
2.10.4 Documentos para Biologia
2.11 Perfil desejado para o professor de História
2.11.1 O professor de História deve apresentar o seguinte perfil:
2.11.2 Habilidades do professor de História
2.11.3 Bibliografia para História
2.11.4 Documentos para História
2.12 Perfil desejado para o professor de Geografia
2.12.1 O professor de Geografia deve apresentar o seguinte perfil:
2.12.2 Habilidades do professor de Geografia
2.12.3 Bibliografia para Geografia
2.12.4 Documentos para Geografia
2.13 Perfil desejado para o professor de Filosofia
2.13.1 O professor de Filosofia deve apresentar o seguinte perfil:
2.13.2 Habilidades do professor de Filosofia
2.13.3 Bibliografia para Filosofia
2.13.4 Documentos .
2.14 Perfil desejado para o professor de Sociologia
2.14.1 O professor de Sociologia deve apresentar o seguinte perfil:
2.14.2 Habilidades do professor de Sociologia .
2.14.3 Bibliografia para Sociologia
2.14.4 Documentos para Sociologia
- PERFIL DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
- O professor de Educação Especial deve apresentar o seguinte perfil:
3.2 Habilidades do professor de Educação Especial
3.2.1 Deficiência Física
3.2.2 Deficiência Auditiva
3.2.4 Deficiência Intelectual
-
- Bibliografia para Educação Especial .
3.3.1 Deficiências / Inclusão – Geral
3.3.2 Deficiência Auditiva
3.3.3 Deficiência Física
3.3.4 Deficiência Mental
3.3.5 Deficiência Visual
-
- Documentos para Educação Especial
- 3.4.1 Deficiências / Inclusão Geral
3.4.2 Deficiência Física.
3.4.3 Deficiência Mental .
3.4.4 Deficiência Visual
PERFIL DOS PROFESSORES PEB-I
Competências Técnicas Gerais
1. Compreender os processos de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos considerando as dimensões cognitivas, afetivas e sociais.
2. Ser proficiente no uso da língua portuguesa em todas as situações sociais, atividades e tarefas relevantes para o exercício profissional.
3. Dominar os conteúdos relacionados às áreas de conhecimento (Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Ciências Naturais) objetos da atividade docente.
4. Gerenciar a classe, organizando o tempo, o espaço e o agrupamento dos estudantes, de modo a potencializar as aprendizagens.
5. Selecionar e utilizar diferentes recursos didáticos, ajustando- os às necessidades de aprendizagem dos estudantes.
6. Avaliar a eficiência de situações didáticas para a aprendizagem dos estudantes, envolvendo diferentes conhecimentos presentes no currículo escolar.
7. Avaliar a aprendizagem dos estudantes através de estratégias diversificadas e utilizar a análise dos resultados para reorganizar as propostas de trabalho.
8. Analisar e utilizar o resultado de avaliações externas e de estudos acadêmicos para reflexão sobre suas ações reconhecendo pontos que necessitam mudanças.
9. Dominar os conteúdos relacionados aos temas sociais urgentes (saúde, sustentabilidade ambiental etc.) objetos da atividade docente e informar-se sobre os principais acontecimentos da atualidade que provocam impactos sociais, políticos e ambientais reconhecendo a si mesmo como agente social e formador de opinião no âmbito de sua atuação profissional.
10. Pautar decisões e escolhas pedagógicas por princípios éticos democráticos de modo a não reproduzir discriminações e injustiças.
Bibliografia para PEB I
1. CURTO, Lluís Maruny; MORILLO, Maribel M. & TEIXIDÓ, Manuel M. Escrever e ler – Volume I e II. Porto Alegre. Artmed, 2000.
2. DOLZ , J. e SCHNEUWLY, B. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita. Elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (francófona). In “Gêneros Orais e escritos na escola”. Campinas(SP): Mercado de Letras; 2004.
3. ECHEVERRÍA, M. P. P.; POZO, J. I. Aprender a resolver problemas e resolver problemas para aprender. In: POZO, J. I. (Org.). A solução de problemas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
4. FERREIRO, Emília. Com todas as letras. São Paulo: Editora Cortez,1996.
5. __________. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo:Editora Cortez,1996.
6. _________. Cultura escrita e educação: conversas de Emilia Ferreiro com José Antonio Castorina, Daniel Goldin e Rosa MariaTorres. Porto Alegre: Artmed, 2001.
7. FIORIN, J. L. In: Introdução ao pensamento de Bakhtin. São Paulo: Ática; 2006.
8. GERALDI, J. W. Linguagem e Ensino. Exercícios de militância e divulgação. Campinas (SP): ALB – Mercado de Letras, 1996.
9. LATAILLE, Yves et alii. Piaget, Vygotsky, Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão. SP, Summus, 1992
10. LERNER, Delia. Ler e escrever na escola. O real, o possível e o necessário. Porto Alegre. Artmed. 2002
11. LERNER, D. e SADOVSKY, P. O sistema de numeração: um problema didático. In: PARRA, Cecília; SAIZ Irmã; [et al] (Org.). Didática da Matemática: Reflexões Psicopedagógicas. Tradução por Juan Acuña Llorens. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. p. 73-155.
12. NEMIROVSKY, Myriam. O Ensino da Linguagem escrita. Artmed, 2002.
13. SCHNEUWLY, Bernard. Palavra e ficcionalização: Um caminho para o ensino da linguagem oral. In “Gêneros Orais e escritos na escola”. Campinas(SP): Mercado de Letras; 2004.
14. SMOLKA, Ana Luíza Bustamante. A criança na fase inicial da escrita. Alfabetização como processo discursivo. São Paulo (SP): Cortez;Campinas (SP): Editora da Universidade Estadual de Campinas, 2003.
15. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Editora Artmed, 1998.
16. TEBEROSKY, Ana, COLOMER, Teresa. Aprender a Ler e a Escrever – uma proposta construtivista. Porto Alegre Artmed. 2002.
17. ZABALA, Antoni. A Prática Educativa – Como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
18. VYGOTSKY. L.S. Formação social da mente. Martins Fontes. São Paulo. 2007.
19. WEISZ, Telma. O Diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002.
Documentos para PEB I
PROGRAMA LER E ESCREVER – Documentos disponibilizados no site do Ler e Escrever: http://lereescrever.fde.sp.gov.br
ORIENTAÇÕES CURRICULARES DO ESTADO DE SÃO PAULO:
LÍNGUA PORTUGUESA E MATEMÁTICA – CICLO I
DOCUMENTOS OFICIAIS
Resolução SE Nº 86/2007 – Institui, para o ano de 2008, o Programa “Ler e Escrever”, no Ciclo I das Escolas Estaduais de Ensino Fundamental das Diretorias de Ensino da Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo.
Resolução SEE – 96, de 23/12/2008 – Estende o Programa “Ler e Escrever”para as Escolas Estaduais de Ensino Fundamental do Interior.
LISTA DOS MATERIAIS DO LER E ESCREVER
• Guia de Planejamento e Orientações Didáticas do Professor Alfabetizador – 1ª série – volume 1 e 2.
• Caderno de Planejamento e Avaliação do Professor Alfabetizador – 1ª série
• Guia de Planejamento e Orientações Didáticas – 2ª série – volume 1 e 2
• Guia de Planejamento e Orientações Didáticas – 3ª série – volume 1 e 2
• Material do Professor – Programa Intensivo no Ciclo(PIC) 3ª série – volume 1 e 2
• Guia de Planejamento e Orientações Didáticas – 4ª série – volume único
• Material do Professor — Programa Intensivo no Ciclo(PIC)4ª série – volume 1, 2 e 3
BOLSA ALFABETIZAÇÃO – http://escolapublica.fde.sp.gov.br/
DECRETO Nº 51.627, DE 1º DE MARÇO DE 2007
Institui o Programa “Bolsa Formação – Escola Pública e Universidade”
Resolução SE-90, de 8-12-2008
Dispõe sobre a expansão e aperfeiçoamento do Projeto Bolsa Escola Pública e Universidade na Alfabetização.
Resolução SE-91, de 8-12-2008
Dispõe sobre constituição de equipe de gestão institucional para ampliação e aperfeiçoamento do Projeto Bolsa Escola Pública e Universidade na Alfabetização,
no âmbito do Programa Bolsa Formação – Escola Pública e Universidade.
PERFIL DOS PROFESSORES PEB-II
Parte Geral comum a todas as áreas Cultura geral e profissional
Uma cultura geral ampla favorece o desenvolvimento da sensibilidade, da imaginação, a possibilidade de produzir significados e interpretações do que se vive e de fazer conexões – o que, por sua vez, potencializa a qualidade da intervenção educativa. Do modo como é entendida aqui, cultura geral inclui um amplo espectro de temáticas: familiaridade com as diferentes produções da cultura popular e erudita e da cultura de massas e atualização em relação às tendências de transformação do mundo contemporâneo. A cultura profissional, por sua vez, refere-se àquilo que é próprio da atuação do professor no exercício da docência. Fazem parte desse âmbito temas relativos às tendências da educação e do papel do professor no mundo atual. É necessário, também, que os cursos de formação ofereçam condições para que os futuros professores aprendam a usar tecnologias de informação e comunicação, cujo domínio é importante para a docência e para as demais dimensões da vida moderna.
Conhecimentos sobre crianças, jovens e adultos
A formação de professores deve assegurar o conhecimento dos aspectos físicos, cognitivos, afetivos e emocionais do desenvolvimento individual tanto de uma perspectiva científica quanto à relativa às representações culturais e às práticas sociais de diferentes grupos e classes sociais. Igualmente relevante é a compreensão das formas diversas pelas quais as diferentes culturas atribuem papéis sociais e características psíquicas a faixas etárias diversas. A formação de professores deve assegurar a aquisição de conhecimentos sobre o desenvolvimento humano e sobre a forma como diferentes culturas caracterizam as diferentes faixas etárias e sobre as representações sociais e culturais dos diferentes períodos: infância, adolescência, juventude e vida adulta. Igualmente importante é o conhecimento sobre as peculiaridades dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais. Para que possa compreender quem são seus alunos e identificar as necessidades de atenção, sejam relativas aos afetos e emoções, aos cuidados corporais, de nutrição e saúde, sejam relativas às aprendizagens escolares e de socialização, o professor precisa conhecer aspectos psicológicos que lhe permitam atuar nos processos de aprendizagem e socialização; ter conhecimento do desenvolvimento físico e dos processos de crescimento, assim como dos processos de aprendizagem dos diferentes conteúdos escolares em diferentes momentos do desenvolvimento cognitivo, das experiências institucionais e do universo cultural e social em que seus alunos se inserem. São esses conhecimentos que o ajudarão a lidar com a diversidade dos alunos e a trabalhar na perspectiva da escola inclusiva. É importante que, independentemente da etapa da escolaridade em que o futuro professor vai atuar, ele tenha uma visão global sobre esta temática, aprofundando seus conhecimentos sobre as especificidades da faixa etária e das práticas dos diferentes grupos sociais com a qual vai trabalhar. Conhecimentos sobre a dimensão cultural, social, política e econômica da educação Este âmbito, bastante amplo, refere-se a conhecimentos relativos à realidade social e política brasileira e a sua repercussão na educação, ao papel social do professor, à discussão das leis relacionadas à infância, adolescência, educação e profissão, às questões da ética e da cidadania, às múltiplas expressões culturais e às questões de poder associadas a todos esses temas. Diz respeito, portanto, à necessária contextualização dos conteúdos, assim como o tratamento dos Temas Transversais – questões sociais atuais que permeiam a prática educativa como ética, meio ambiente, saúde, pluralidade cultural, trabalho, consumo e outras – seguem o mesmo princípio: o compromisso da educação básica com a formação para a cidadania e buscam a mesma finalidade: possibilitar aos alunos a construção de significados e a necessária aprendizagem de participação social. Igualmente, políticas públicas da educação, dados estatísticos, quadro geral da situação da educação no país, relações da educação com o trabalho, relações entre escola e sociedade são informações essenciais para o conhecimento do sistema educativo e, ainda, a análise da escola como instituição – sua organização, relações internas e externas – concepção de comunidade escolar, gestão escolar democrática, Conselho Escolar e projeto pedagógico da escola, entre outros.
Conteúdos das áreas de conhecimento que são objeto de ensino
Incluem-se aqui os conhecimentos das áreas que são objeto de ensino em cada uma das diferentes etapas da educação básica. O domínio desses conhecimentos é condição essencial para a construção das competências profissionais apresentadas nestas diretrizes. Nos cursos de formação para a educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental é preciso incluir uma visão inovadora em relação ao tratamento dos conteúdos das áreas de conhecimento, dando a eles o destaque que merecem e superando abordagens infantilizadas de sua apropriação pelo professor. Nos cursos de formação para as séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, a inovação exigida para as licenciaturas é a identificação de procedimentos de seleção, organização e tratamento dos conteúdos, de forma diferenciada daquelas utilizadas em cursos de bacharelado; nas licenciaturas, os conteúdos disciplinares específicos da área são eixos articuladores do currículo, que devem relacionar grande parte do saber pedagógico necessário ao exercício profissional e estar constantemente referidos ao ensino da disciplina para as faixas etárias e as etapas correspondentes da Educação Básica.
Em ambas situações é importante ultrapassar os estritos limites disciplinares, oferecendo uma formação mais ampla na área de conhecimento, favorecendo o desenvolvimento de propostas de trabalho interdisciplinar, na Educação Básica. São critérios de seleção de conteúdos, na formação de professores para a Educação Básica, as potencialidades que eles têm no sentido de ampliar:
a) a visão da própria área de conhecimento que o professor em formação deve construir;
b) o domínio de conceitos e de procedimentos que o professor em formação trabalhará com seus alunos da educação básica;
c) as conexões que ele deverá ser capaz de estabelecer entre conteúdos de sua área com as de outras áreas, possibilitando uma abordagem de contextos significativos.
São critérios de organização de conteúdos, as formas que possibilitam:
a) ver cada objeto de estudo em articulação com outros objetos da mesma área ou da área afim;
b) romper com a concepção linear de organização dos temas, que impede o estabelecimento de relações, de analogias etc.
Dado que a formação de base, no contexto atual da educação brasileira, é muitas vezes insuficiente, será muitas vezes necessária a oferta de unidades curriculares de complementação e consolidação desses conhecimentos básicos. Isso não deve ser feito por meio de simples “aulas de revisão”, de modo simplificado e sem o devido aprofundamento. Essa intervenção poderá ser concretizada por programas ou ações especiais, em módulos ou etapas a serem oferecidos aos professores em formação. As Diretrizes e os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio devem ser usados como balizadores de um diagnóstico a ser, necessariamente, realizado logo no início da formação.
Convém destacar a necessidade de contemplar na formação de professores conteúdos que permitam analisar valores e atitudes. Ou seja, não basta tratar conteúdos de natureza conceitual e/ou procedimental. É imprescindível que o futuro professor desenvolva a compreensão da natureza de questões sociais, dos debates atuais sobre elas, alcance clareza sobre seu posicionamento pessoal e conhecimento de como trabalhar com os alunos.
Conhecimento pedagógico
Este âmbito refere-se ao conhecimento de diferentes concepções sobre temas próprios da docência, tais como, currículo e desenvolvimento curricular, transposição didática, contrato didático, planejamento, organização de tempo e espaço, gestão de classe, interação grupal, criação, realização e avaliação das situações didáticas, avaliação de aprendizagens dos alunos, consideração de suas especificidades, trabalho diversificado, relação professor-aluno, análises de situações educativas e de ensino complexas, entre outros. São deste âmbito, também, as pesquisas dos processos de aprendizagem dos alunos e os procedimentos para produção de conhecimento pedagógico pelo professor.
Conhecimento advindo da experiência
O que está designado aqui como conhecimento advindo da experiência é, como o nome já diz, o conhecimento construído “na” e “pela” experiência. Na verdade, o que se pretende com este âmbito é dar destaque à natureza e à forma com que esse conhecimento é constituído pelo sujeito. É um tipo de conhecimento que não pode ser construído de outra forma senão na prática profissional e de modo algum pode ser substituído pelo conhecimento “sobre” esta prática. Saber – e aprender – um conceito ou uma teoria é muito diferente de saber – e aprender – a exercer um trabalho. Trata-se, portanto, de aprender a “ser” professor.
Perceber as diferentes dimensões do contexto, analisar como as situações se constituem e compreender como a atuação pode interferir nelas é um aprendizado permanente, na medida em que as questões são sempre singulares e novas respostas precisam ser construídas. A competência profissional do professor é, justamente, sua capacidade de criar soluções apropriadas a cada uma das diferentes situações complexas e singulares que enfrenta. Assim, este âmbito de conhecimento está relacionado às práticas próprias da atividade de professor e às múltiplas competências que as compõem e deve ser valorizado em si mesmo. Entretanto, é preciso deixar claro que o conhecimento experiencial pode ser enriquecido quando articulado a uma reflexão sistemática. Constrói-se, assim, em conexão com o conhecimento teórico, na medida em que é preciso usá-lo para refletir sobre a experiência, interpretá-la, atribuir-lhe significado.
Conhecimentos para o desenvolvimento profissional
A definição dos conhecimentos exigidos para o desenvolvimento profissional origina-se na identificação dos requisitos impostos para a constituição das competências. Desse modo, além da formação específica relacionada às diferentes etapas da Educação Básica, requer a sua inserção no debate contemporâneo mais amplo, que envolve tanto questões culturais, sociais, econômicas, como conhecimentos sobre o desenvolvimento humano e sobre a própria docência.
Competências do Professor – Parte Geral
Competências relativas aos fundamentos do processo educativo.
C.I – Compreender o processo de sociabilidade e de ensino e aprendizagem na escola e nas suas relações com o contexto no qual se inserem as instituições de ensino e atuar sobre ele.
H1 – Identificar as novas demandas que a sociedade do conhecimento está colocando para a educação escolar.
H2 – Identificar formas de atuação docente, possíveis de serem implementadas, considerando o contexto das políticas de currículo da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, nas dimensões sala de aula, escola e diretoria.
C.II – Situar a escola pública no seu ambiente institucional e explicar as relações (hierarquias, articulações, obrigatoriedade, autonomia) que ela mantém com as diferentes instâncias da gestão pública, utilizando conceitos tais como:
* sistema de ensino; sistema de ensino estadual e municipal;
* âmbitos da gestão das políticas educacionais – nacional, estadual e municipal, MEC, Secretarias Estaduais e Municipais, Conselho Nacional de Educação;
* legislação básica da educação: LDB, diretrizes curriculares nacionais, atos normativos da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e papel do Conselho Estadual de Educação de SP;
* carreira do magistério – legislação e mudanças recentes.
H3 – Identificar a composição, os papéis e funções da equipe de uma escola e as normas que devem reger as relações entre os profissionais que nela trabalham.
H4 – Reconhecer principais leis e normas que regulamentam a profissão de professor, sendo capaz de identificar as incumbências do professor, tal como prescritas pelo Art. 13 da LDB, em situações concretas que lhe são apresentadas.
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:
I – participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
II – elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
III – zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV – estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento;
V -ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente os períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
VI – colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.
C.III – Reconhecer a importância de participação coletiva e cooperativa na elaboração, gestão, desenvolvimento e avaliação do projeto educativo e curricular da escola, identificando formas positivas de atuação em diferentes contextos da prática profissional, além da sala de aula.
H5 – Diante de um problema de uma escola caracterizada, indicar os aspectos que merecem ser discutidos e trabalhados coletivamente pela equipe escolar.
H6 – Identificar os diferentes componentes do Projeto Pedagógico.
H7 – Escolher entre as justificativas apresentadas as que mais se adequam ao papel do professor na elaboração e/ou execução desse Projeto.
C.IV – Promover uma prática educativa que leve em conta as características dos alunos e de seu meio social, seus temas e necessidades do mundo contemporâneo e os princípios, prioridades e objetivos do projeto educativo e curricular.
H8 – Analisar os fatores socioeconômicos que afetam o desempenho do aluno na escola e identificar ações para trabalhar com esses impactos externos, seja no sentido de aproveita-los como enriquecimento dos conteúdos curriculares seja no sentido de atenuar eventuais efeitos negativos.
C.V – Compreender o significado e a importância do currículo para garantir que todos os alunos façam um percurso básico comum e aprendam as competências e habilidades que têm o direito de aprender, sabendo identificar as diferenças entre o Currículo que é praticado (colocado em ação) na escola e as Diretrizes e Parâmetros Curriculares Nacionais.
H9 – Compreender as fases de desenvolvimento da criança e do jovem e associar e explicar como a escola e o professor devem agir para adequar o ensino e promover a aprendizagem em cada uma dessas etapas.
H10 – Caracterizar, explicar e exemplificar o que pode ser uma parceria colaborativa dos pais com a escola, tendo em vista melhorar a qualidade das aprendizagens dos alunos.
Competências referentes ao domínio do conhecimento pedagógico
C.VI – Diante de informações gerais sobre a escola, a idade da turma, a etapa (Fundamental ou Médio) e o ano (série), bem como sobre os recursos pedagógicos existentes e outras condições pertinentes da escola, propor situações de aprendizagem de sua disciplina, nas quais sejam explicitadas e explicadas:
* o que o aluno deverá aprender com a situação proposta;
* o conteúdo a ser ensinado;
* o tempo de duração e sua distribuição;
* as formas de agrupamento dos alunos nas atividades previstas;
* a forma de apresentar e comunicar aos alunos os objetivos da situação;
* as atividades de professor e aluno distribuídas no tempo, de modo a ficar claro o percurso a ser realizado para que a aprendizagem aconteça;
* o tipo de acompanhamento que o professor deve fazer ao longo do percurso;
* as estratégias de avaliação e as possíveis estratégias de recuperação na hipótese de problemas de aprendizagem.
H11 – Identificar e justificar a importância dos organizadores de situações de aprendizagem (competências e habilidades que os alunos deverão constituir; conteúdos curriculares selecionados; atividades do aluno e do professor; avaliação e recuperação).
H12 – Reconhecer estratégias para gerenciar o tempo em sala de aula, nas seguintes situações, considerando a diversidade dos alunos, os objetivos das atividades propostas e as características dos próprios conteúdos:
* Existência de alunos que aprendem mais depressa e alunos mais lentos;
* Tempo insuficiente para dar conta do conteúdo previsto no plano de trabalho (anual, bimestral, semanal);
* Sugerir e explicar formas de agrupamento dos alunos, indicando as situações para as quais são adequadas.
H13 – Utilizar estratégias diversificadas de avaliação da aprendizagem e, a partir de seus resultados, reconhecer propostas de intervenção pedagógica, considerando o desenvolvimento de diferentes capacidades dos alunos;
H14 – Compreender o significado das avaliações externas – nacionais e internacionais – que vêm sendo aplicadas no Brasil e reconhecer alcances e limites do uso dos resultados que o país vem apresentando nessas avaliações na última década.
H15 – Identificar as principais características do SARESP após suas modificações de 2007.
H16 – Interpretar adequadamente o IDEB – como se constrói, para que serve, o que significa para a educação escolar brasileira.
Competências referentes ao conhecimento de processos de investigação que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica
C.VII – Demonstrar domínio de processos de ação e investigação que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica.
H17 – Diante de situações-problema relativas às relações interpessoais que ocorrem na escola, identificar a origem do problema e as possíveis soluções.
H18 – Dada uma situação de sala de aula, identificar os aspectos relevantes a serem observados e o registro mais adequado dessas observações.
H19 – Identificar e/ou selecionar dados de investigações ou estudos relevantes para a prática em sala de aula.
Competências referentes ao gerenciamento do próprio desenvolvimento profissional
H20 – Identificar dados e informações sobre a organização, gestão e financiamento dos sistemas de ensino, sobre a legislação e as políticas públicas referentes à educação para uma inserção profissional crítica.
Bibliografia para Parte Geral
1. 10.OLIVEIRA, Marta K. de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento; um processo sócio-histórico. 4. ed. São Paulo: Scipione,1997.
2. ASSMANN, Hugo. Metáforas novas para reencantar a educação – epistemologia e didática. Piracicaba: Unimep, 2001.
3. COLL, César e outros. O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 2006.
4. COLL, César; MARTÍN, Elena e colaboradores. Aprender conteúdos & desenvolver capacidades. Porto Alegre: Artmed, 2004.
5. CONTRERAS, José. A autonomia dos professores. São Paulo: Cortez, 2002.
6. DELORS, Jacques e EUFRAZIO, José Carlos. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, 1998.
7. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. São Paulo: Paz e Terra, 2008.
8. GARDNER, Howard; PERKINS, David; PERRONE, Vito e colaboradores. Ensino para a compreensão. A pesquisa na prática. Porto Alegre: Artmed, 2007.
9. HARGREAVES, Andy. O ensino na sociedade do conhecimento: educação na era da insegurança. Porto Alegre: Artmed, 2003.
10. HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001.
11. LERNER, Délia. Ler e escrever na escola: o real, o possível, o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.
12. MARZANO, Robert J.; PICKERING, Debra J.; POLLOCK, Jane E. Ensino que funciona: estratégias baseadas em evidências para melhorar o desempenho dos alunos. Porto Alegre: Artmed, 2008.
13. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2006.
14. PERRENOUD, Philippe. 10 novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
15. PIAGET, Jean. Para onde vai a educação?. Rio de Janeiro: José Olimpio, 2007.
16. PIAGET, Jean. Psicologia e pedagogia: a resposta do grande psicólogo aos problemas do ensino. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1998.
17. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.
18. TEDESCO, Juan Carlos. O novo pacto educativo. São Paulo: Ática, 2001.
19. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da Aprendizagem – Práticas de Mudança: por uma praxis transformadora. São Paulo: Libertad, 2003.
20. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Documentos para Parte Geral
1. BRASIL. MEC. DCNs do Ensino Fundamental. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1998/ pceb004_98.pdf
2. BRASIL. MEC. DCNs do Ensino Médio – Parecer 15/98. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1998/ pceb015_98.pdf
3. BRASIL. MEC/INEP. Fundamentos teórico-metodológicos do ENEM. Disponível em: http://www.publicacoes.inep.gov.br/ detalhes.asp?pub=4005
4. BRASIL. MEC/INEP. IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Disponível em: http://portalideb.inep.gov.br/
5. BRASIL. MEC/INEP. Prova Brasil e o SAEB. Disponível em: http://provabrasil.inep.gov.br/
6. BRASIL. MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais. Introdução. Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEF,1997. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/ seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
7. BRASIL. MEC/SEMTEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEGSEMTEC, 2002.
8. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio: Documento de Apresentação. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov. br/portais/Portals/18/arquivos/PropostaCurricularGeral_Internet_md.pdf
Perfil desejado para o professor de Língua Portuguesa
Ensinar português é respeitar, antes de tudo, a língua que o aluno traz. É saber não emudecê-lo em sua enunciação. É interagir com seus enunciados, fazendo aí ampliar a palavra que garante a expressão genuína da relação eu – outro. Esse professor e esse aluno devem construir juntos saberes e fazeres que os levem a compartilhar conhecimentos da língua e da literatura, vivenciar experiências tanto na grandeza da dimensão social, quanto no mergulho das singularidades do eu. Só assim se constroem sentidos e significados. Só assim se tece a ética da convivência, firmada no compromisso da liberdade. Saber lidar com o movimento pendular entre teoria e prática, tendo como norte o ato didático, é buscar intencionalidades para que os conteúdos sejam problematizados e as formas ajustadas em processos de criação.
O professor de Língua Portuguesa deve apresentar o seguinte perfil:
1. Conhecer, compreender e problematizar o fenômeno linguístico e o literário nas dimensões discursiva, semântica, gramatical e pragmática.
2. Construir um olhar dialético, no espaço didático, entre o que é intrinsecamente linguístico e as instâncias subjetivas e sociais.
3. Reconhecer as múltiplas possibilidades de construção de sentidos, em situações de produção e recepção textuais.
4. Construir intertextualidades, analisando tema, estrutura composicional e estilo de objetos culturais em diferentes linguagens, tais como literatura, pintura, escultura, fotografia e textos do universo digital.
5. Reconhecer os pressupostos teóricos que embasam os conceitos fundantes da disciplina na práxis didática dos processos de ensino-aprendizagem.
6. Ampliar sua história de leitor, desenvolvendo maior autonomia e fruição estética.
7. Refletir sobre a prática docente, articulando dialogicamente os sujeitos envolvidos, os materiais pedagógicos, as metodologias adequadas e os procedimentos de avaliação.
8. Reconhecer o ato didático como processo dinâmico de investigação, intencionalidade e criação.
9. Saber criar situações didáticas que favoreçam a autonomia, a liberdade e a sensibilidade do aluno.
10. Desenvolver uma atuação profissional pautada pela ética e pela responsabilidade das interações sociais.
Habilidades do professor de Língua Portuguesa
1. Estabelecer relações entre diferentes teorias sobre a linguagem, reconhecendo a pluralidade da natureza, da gênese e da função de formas de expressão verbais e não verbais.
2. Reconhecer a língua como fonte de legitimação de acordos e condutas sociais e de experiências humanas manifestas nas formas de sentir, pensar e agir na vida social, com base na análise de sua constituição e representação simbólica.
3. Identificar e justificar marcas de variação linguística, relativas aos fatores geográficos, históricos, sociológicos e técnicos; às diferenças entre a linguagem oral e a escrita; à seleção de registro em situação interlocutiva (formal, informal); aos diversos componentes do sistema linguístico em que a variação se manifesta: na fonética, no léxico, na morfologia e na sintaxe.
4. Justificar a presença de variedades linguísticas em registros de fala e de escrita, nos seguintes domínios: sistema pronominal; sistema de tempos verbais e emprego dos tempos verbais; casos de concordância e regência nominal e verbal para recuperação de referência e manutenção da coesão do texto.
5. Analisar as implicações discursivas decorrentes de possíveis relações estabelecidas entre forma e sentido, por meio de recursos expressivos: utilização de recursos sintáticos e morfológicos que permitam alterar o sentido da sentença para expressar diferentes pontos de vista.
6. Identificar e justificar o uso de recursos lingüísticos expressivos em textos, relacionando-os às intenções do enunciador, articulando conhecimentos prévios e informações textuais, inclusive as que dependem de pressuposições e inferências (semânticas e pragmáticas) autorizadas pelo texto, para explicar ambiguidades, ironias e expressões figuradas, opiniões e valores implícitos, bem como as intenções do enunciador / autor.
7. Analisar, comparar e justificar os diferentes discursos, em língua falada e em língua escrita, observando sua estrutura, sua organização e seu significado relacionado às condições de produção e recepção.
8. Articular informações linguísticas, literárias e culturais, estabelecendo relações entre linguagem e cultura, comparando situações de uso da língua em diferentes contextos históricos, sociais e espaciais e reconhecendo as variedades lingüísticas existentes e os vários níveis e registros de linguagem.
9. Relacionar o texto literário com os problemas e concepções dominantes na cultura do período em que foi escrito e com os problemas e concepções do momento presente.
10. Analisar criticamente as obras literárias, não somente por meio de uma interpretação derivada do contato direto com elas, mas também pela aplicação das categorias de diferentes obras de crítica e de teoria literárias.
11. Analisar criticamente textos literários e identificar a intertextualidade (gêneros, temas e representações) nas obras da literatura em língua portuguesa.
12. Estabelecer e discutir as relações dos textos literários com outros tipos de discurso e com os contextos em que se inserem.
13. Reconhecer e valorizar a expressão literária popular, estabelecendo diálogos intertextuais com a produção literária erudita, identificando e justificando pela análise de texto, formas e modos de representação linguística do imaginário coletivo e da cultura.
14. Identificar as características de textos em linguagens verbais e não verbais, analisando e comparando suas especificidades na transposição de uma para outra.
15. Analisar criticamente propostas curriculares de Língua e Literatura para a Educação Básica, identificando os pressupostos teóricos no processo de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, com base na metodologia indicada no Currículo do Estado de São Paulo para Língua Portuguesa.
16. Identificar a aplicação adequada de diferentes experiências didáticas para solucionar problemas de ensino-aprendizagem de produção de texto escrito na escola, justificando os elementos relevantes e as estratégias utilizadas.
17. Identificar e justificar o uso adequado de diferentes teorias e métodos de leitura, em análise de casos, para resolver problemas relacionados ao ensino-aprendizagem de leitura na escola.
18. Identificar e justificar o uso de materiais didáticos em diferentes experiências de ensino-aprendizagem de língua e literatura, reconhecendo os elementos relevantes e as estratégias adequadas.
19. Identificar e justificar estratégias de ensino, em análise de casos, que favoreçam o processo criativo e a autonomia do aluno.
20. Justificar estratégias de ensino, em análises de casos, que possibilitem a fruição estética de objetos culturais.
Bibliografia para Língua Portuguesa
1. BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
2. BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1997.
3. CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade. 10ª. Ed. São Paulo: Ouro sobre Azul, 2008.
4. COLOMER, Teresa; CAMPS, Anna. Ensinar a ler, ensinar a compreender. Porto Alegre: Artmed, 2002.
5. EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Editora, 2006.
6. FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e mudança social. Brasília: UNB, 2008.
7. KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor – Aspectos cognitivos da leitura. Campinas, São Paulo: Pontes, 2005.
8. KOCH, Ingedore G. Villaça. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 2008.
9. MARCUSCHI, Luiz Antônio: Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2007.
10. MARTINS, Nilce Sant’anna. Introdução à estilística. São Paulo: EDUSP, 2008.
11. NOLL, Volker. O português brasileiro: formação e contrastes. São Paulo: Globo, 2008.
12. SARAIVA, José Antonio. Iniciação à Literatura Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras.
13. SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas / São Paulo: Mercado de Letras, 2004.
14. SOUZA, Mauro Wilton de (org.). Sujeito, o lado oculto do receptor. São Paulo: Brasiliense, 1995.
15. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed,1998.
Documentos para Língua Portuguesa
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.
br/portais/Portals/18/arquivos/Prop_LP_COMP_red_md_20_03. pdf
Perfil desejado para o professor de Arte
A Arte é área de trânsito entre fronteiras do conhecimento. As diversas linguagens artísticas são manifestações da dimensão simbólica do ser humano. A articulação das diversas linguagens (gestual, visual, sonora, corporal, verbal) e seus usos cotidianos se reflete na especificidade da experiência estética através das formas de Arte, que geram um tipo particular de conhecimento, diferente dos conhecimentos científicos, filosóficos, religiosos, um conhecimento humano, articulado no âmbito da sensibilidade, da percepção, da imaginação e da cognição. O processo de ensino-aprendizagem da arte pressupõe um professor capaz de refletir acerca de sua prática e de agir intencionalmente, guiando-se por princípios éticos e humanísticos, um professor que se revê no processo, aperfeiçoa-se na práxis educadora e constrói-se com seus alunos. Sua prática é inovadora, feita de materiais objetivos e subjetivos, do sonho e da realidade, do possível e do utópico, e está fundamentada em conhecimentos construídos durante sua trajetória. Como agente do processo de produção e recepção, o professor concebe a aula de Arte como proposições de experiências estéticas e artísticas, organizadas em torno do princípio dialógico, atento às histórias de vida de seus educandos e ao seu direito de conhecer e desfrutar do patrimônio cultural da humanidade. Lapidando suas potencialidades, oferece oportunidades e desafios para que eles criem, se expressem, leiam o mundo ao seu redor e ajam sobre ele. Assim, esse professor estabelece relações entre arte, conhecimento e cultura; cultiva o diálogo, a curiosidade, a cooperação, a pesquisa, a experimentação, a inventividade e a elaboração e instaura processos de concepção e de realização de projetos significativos para os alunos e a comunidade em que vive. Para isto, o professor deve respeitar o eixo epistemológico da linguagem de sua formação: teatro, música, dança, artes visuais e promover a articulação com as demais linguagens artísticas, possibilitando um entendimento mais acurado das relações transversais e interdisciplinares que a Arte é capaz de estabelecer com outros campos de conhecimento.
O professor de Arte deve apresentar o seguinte perfil:
1. Promover o processo simbólico inerente ao ser humano através das linguagens gestual, visual, sonora, corporal, verbal em situações de produção e apreciação, construindo com os alunos a relação dialética entre o eu e o outro, entre diferentes contextos culturais e diante de múltiplas manifestações artísticas.
2. Respeitar o eixo epistemológico da linguagem de sua formação específica em teatro, música, dança, artes visuais.
3. Ler e operar as relações entre forma-conteúdo em diálogo com a materialidade (matérias, suportes, ferramentas e procedimentos) nas linguagens das artes visuais, da dança, da música e do teatro, de acordo com sua formação.
4. Compreender, ampliar e construir conceitos sobre as linguagens da arte a partir de saberes estéticos, artísticos e culturais, tais como: história da arte, filosofia da arte, práticas culturais, relações entre arte e sociedade e o fazer artístico.
5. Valorizar os patrimônios culturais materiais e imateriais, promover a educação patrimonial e instigar a frequentação às salas de espetáculos e concertos, museus, instituições culturais e acontecimentos de cada região.
6. Trabalhar a intertextualidade e a interdisciplinaridade relacionando as diferentes formas de arte (teatro, dança, música e artes visuais) às demais áreas do conhecimento.
7. Compreender e pesquisar processos de criação em arte na construção de poéticas pessoais, coletivas ou colaborativas.
8. Compreender a aula de arte como um processo dinâmico, um ato comunicativo dialógico, ético e estético e como espaço de constituição de seres humanos dotados de autonomia, sensibilidade, criticidade e inventividade.
9. Refletir a respeito da prática docente, considerando dialogicamente os sujeitos envolvidos, os materiais pedagógicos, os procedimentos de avaliação e as metodologias adequadas, superando a dicotomia entre teoria e prática e colocando-se como agente do processo de produção e recepção que amplia seus conhecimentos e vivências nos campos da arte e da educação.
10. Empenhar-se na construção de uma práxis docente social e humana que reconhece o valor da experiência, do diálogo, da sensibilidade, da pesquisa, da imaginação, da experimentação e da criação, no exercício docente e nos processos formativos em arte.
Habilidades do professor de Arte
1. Demonstrar atualização em relação à produção artística contemporânea brasileira e estrangeira em sua multiplicidade de manifestações.
2. Demonstrar competência estética, reconhecendo processos que envolvem criação, pesquisa, experimentação, produção e apreciação, superando a dicotomia entre teoria e prática.
3. Demonstrar capacidade de ler, interpretar, criticar e relacionar e analisar comparativamente formas de arte produzidas em diferentes linguagens.
4. Demonstrar capacidade de ler e analisar criticamente as formas de arte, identificar e reconhecer situações de intertextualidades entre as diversas linguagens artísticas e entre elas e outras áreas de conhecimento, mantendo sempre o principio do eixo epistemológico de sua formação ao propor projetos de criação com os alunos.
5. Demonstrar capacidade de leitura, interpretação e compreensão de elementos visuais, sonoros, gestuais e sígnicos, nos mais variados textos verbais e não-verbais, interagindo, analisando, questionando, avaliando, reagindo à cultura visual, às sonoridades, aos gestos de pessoas e grupos, às diferentes mídias, à cultura de massa e à sociedade de consumo.
6. Reconhecer processos e experiências que valorizem a singularidade dos saberes populares e eruditos como fruto da intensa interação do ser humano consigo mesmo, com o outro, com seu meio, sua cultura e com seu tempo e espaço.
7. Demonstrar conhecimento de instrumentos que permitam identificar as características de seus alunos e a comunidade onde vivem, buscando aproximações e modos de acesso aos seus universos, instigando o contato significativo com a arte.
8. Reconhecer experiências que despertem a curiosidade do aluno em conhecer, fruir e fazer arte e contribuam para a ampliação de seu universo artístico e cultural.
9. Analisar e avaliar os processos criativos do/com o aluno a partir do eixo epistemológico da linguagem de sua formação em música, teatro, dança ou artes visuais, ao desenvolver projetos na linguagem específica e também projetos interdisciplinares entre as linguagens artísticas e com as outras áreas de conhecimento do currículo.
10. Ser capaz de operar com a linguagem artística de sua formação, com a especificidade de seus saberes e fazeres, contribuindo para o seu aprofundamento e as potenciais relações com as demais linguagens, especialmente por meio de conceitos abordados na proposta curricular.
11. Identificar experiências artísticas e estéticas que propiciem a ampliação do olhar, a escuta, a sensibilidade e as possibilidades de ação dos alunos e que indiquem a importância da escuta e da observação dos professores em relação às respostas dos alunos às ações propostas.
12. Identificar referenciais teóricos e recursos didáticos disponíveis, de acordo com as características dos contextos educativos, às necessidades dos alunos e às propostas educativas.
13. Demonstrar capacidade em operar com conceitos, conteúdos, técnicas, procedimentos, materiais, ferramentas e instrumentos envolvidos nos processos de trabalho propostos nas linguagens das artes visuais, da dança, da música e do teatro, de acordo com sua formação, compreendendo e articulando diferentes teorias e métodos de ensino que permitam a transposição didática dos conhecimentos sobre arte para situações de sala de aula.
14. Reconhecer e justificar a utilização de propostas que apresentem problemas relacionados à arte e estimulem o espírito investigativo, o desenvolvimento cognitivo e a práxis criadora dos alunos.
15. Ser capaz de operar com a práxis educativa em arte envolvendo o trabalho colaborativo com seus pares e a comunidade escolar de modo a buscar ultrapassar os limites e desafios apresentados pelas realidades escolares.
16. Demonstrar conhecimento sobre a mediação cultural no modo de organizar, acompanhar e orientar visitas a museus e mostras de arte, apresentações de espetáculos de teatro, música e dança, exibições de filmes, visitas a ateliês de artistas, entre outros, para aproximação entre as manifestações artísticas e a experiência estética dos alunos vivenciadas em sala de aula e na vida cotidiana.
17. Identificar e justificar a realização de projetos que propiciem a conquista da autonomia da expressão artística dos alunos e alimentem o desenvolvimento de ações que se estendam para além da sala de aula e do espaço escolar.
18. Demonstrar conhecimento no campo da história do ensino da arte no Brasil, bem como as diversas teorias e propostas metodológicas que fundamentam as práticas educativas em arte.
19. Identificar e selecionar processos de formação contínua, buscando modos de atualizar-se, participando da vida cultural de sua região.
20. Analisar criticamente propostas curriculares de Arte e participar dos debates e processos de formação contínua oferecidos pelas instituições culturais e educacionais.
Bibliografia para Arte
1. ALMEIDA, Berenice e PUCCI, Magda. Outras terras, outros sons. São Paulo: Callis, 2003.
2. BARBOSA, Ana Mae. Inquietações e mudanças no ensino da arte. São Paulo: Cortez, 2007.
3. BERTHOLT, Margot. História Mundial do Teatro. São Paulo: Perspectiva, 2004.
4. BOURCIER, Paul. História da Dança no Ocidente. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
5. DESGRANGES, Flávio. A Pedagogia do Espectador. São Paulo: Hucitec, 2003.
6. HERNANDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: ArtMed, 2000.
7. O que é cultura. In: SANTAELLA, Lúcia. Culturas e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003, p. 29-49.
8. OLIVEIRA, Marilda Oliveira de (org). Arte, Educação e Cultura. Santa Maria: Ed. da UFSM, 2007.
9. OSTROWER, Fayga Universos da Arte. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2004.
10. PAVIS, Patrice. A Análise dos Espetáculos. São Paulo: Perspectiva, 2008.
11. SALLES, Cecília Almeida. Gesto inacabado processo de criação artística. São Paulo: Annablume, 2007.
12. SANTOS, Inaicyra Falcão dos. Corpo e Ancestralidade: uma proposta pluricultural de dança, arte, educação. São Paulo: Terceira Margem, 2006
13. SCHAFER, R. Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Editora da UNESP, 2000.
14. SPOLIN, Viola. Jogos Teatrais na Sala de Aula. São Paulo: Perspectiva, 2008.
15. VERTAMATTI, Leila Rosa Gonçalves. Ampliando o Repertório do Coro Infanto-Juvenil – um estudo de repertório inserido em uma nova estética. São Paulo: UNESP, 2007; Rio de Janeiro: FUNARTE, 2008.
Documentos para Arte
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Programa Cultura é Currículo. Disponível em: http://culturaecurriculo.fde.sp.gov.br
2. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Arte para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/ Portals/18/arquivos/Prop_ART_COMP_red_md_20_03.pdf
Perfil desejado para o professor de Educação Física
Ensinar Educação Física é tratar pedagogicamente dos conteúdos culturais relacionados às práticas corporais. É reconhecer o patrimônio disponível na comunidade para aprofundá-lo, ampliá-lo e qualificá-lo criticamente. O ensino da Educação física proporciona aos alunos melhores condições para usufruto, participação, intervenção e transformação das manifestações da cultura de movimentos. Recorre a situações didáticas que promovem a análise e a interpretação dos jogos, danças, ginásticas, lutas e esportes, concebidos como textos historicamente produzidos e reproduzidos pelos diversos grupos que coabitam a sociedade. Portanto, significa conhecer o contexto no qual são produzidas estas práticas corporais, tratar pedagogicamente este conteúdo específico, conhecer os alunos e o currículo (programa de ensino), promover praticas de avaliação que levem o aluno ao conhecimento de si, da vida em grupo, da aprendizagem de conteúdos e da ética. Nas aulas, os artefatos culturais receberão, quando necessário, novos sentidos e significados, a fim de que se estabeleçam as condições necessárias para um diálogo respeitoso entre os alunos e destes com a pluralidade de formas expressivas presente na paisagem social.
O professor de Educação Física deve apresentar o seguinte perfil:
1. Reconhecer as manifestações da cultura corporal como formas legítimas de expressão de um determinado grupo social, bem como artefatos históricos, sociais e políticos.
2. Conhecer e compreender a realidade social para nela intervir, por meio da produção e ressignificação das manifestações e expressões do movimento humano com atenção à
variedade presente na paisagem social.
3. Demonstrar atitude crítico-reflexiva perante a produção de conhecimento da área, visando obter subsídios para o aprimoramento constante de seu trabalho no âmbito da Educação Física escolar.
4. Ser conhecedor das influências sócio-históricas que conferem à cultura de movimentos sua característica plástica e mutável.
5. Dominar os conhecimentos específicos da Educação Física e suas interfaces com as demais disciplinas do currículo escolar.
6. Relacionar os diferentes atributos das práticas corporais sistematizadas às demandas da sociedade contemporânea.
7. Dominar métodos e procedimentos que permitam adequar as atividades de ensino às características dos alunos, a fim de desenvolver situações didáticas que potencializem o enriquecimento da linguagem corporal por meio da participação democrática.
8. Demonstrar capacidade de resolver problemas concretos da prática docente e da dinâmica da instituição escolar, zelando pela aprendizagem e pelo desenvolvimento do educando.
9. Considerar criticamente as características, interesses, necessidades, expectativas e a diversidade presente na comunidade escolar nos momentos de planejamento, desenvolvimento e avaliação das atividades de ensino.
10. Ser capaz de articular no âmbito da prática pedagógica os objetivos e a prática pedagógica da Educação Física com o projeto da escola.
Habilidades do professor de Educação Física
1. Analisar criticamente as orientações da Proposta Curricular de Educação Física e sua adequação para a Educação Básica.
2. Identificar em diferentes relatos de experiências didáticas, os elementos relevantes às estratégias de ensino adequadas.
3. Identificar dificuldades e facilidades apresentadas pelos alunos por ocasião do desenvolvimento de atividades de ensino.
4. Reconhecer nas diferentes teorias e métodos de ensino as que melhor permitem a transposição didática de conhecimentos sobre os jogos, esportes, danças, lutas e ginásticas para a educação básica.
5. Reconhecer aspectos biológicos, neurocomportamentais e sociais aplicáveis em situações didáticas, que permitam trabalhar a educação física na perspectiva do currículo.
6. Conhecer os fundamentos teórico-metodológicos da Proposta Curricular de Educação Física, a fim de subsidiar a reflexão constante sobre a própria prática pedagógica.
7. Identificar estratégias de ensino que favoreçam a criatividade e a autonomia do aluno.
8. Analisar criticamente os conhecimentos da cultura de movimento disponíveis aos alunos, discriminando os procedimentos que utilizaram para acessá-los.
9. Identificar instrumentos que possibilitem a coleta de informações sobre o patrimônio cultural da comunidade, visando um diagnóstico da realidade com vistas ao planejamento de ensino.
10. Interpretar contextos históricos e sociais de produção das práticas corporais.
11. Reconhecer e valorizar a expressão corporal dos alunos, bem como do seu desenvolvimento em contextos sociais diferenciados, estabelecendo relações com as demais práticas corporais presentes na sociedade.
12. Analisar criticamente a presença contemporânea massiva das práticas corporais, fazendo interagir conceitos e valores ideológicos.
13. Identificar as diferentes classificações dos jogos, esportes, danças, lutas e ginásticas e os elementos que as caracterizam.
14. Reconhecer os fundamentos das diversas funções atribuídas às práticas corporais (lazer, educação, melhoria da aptidão física e trabalho).
15. Relacionar as modificações técnicas e táticas das modalidades esportivas às transformações sociais.
16. Analisar os recursos gestuais utilizados pelos alunos durante as atividades e compará-los com os gestos específicos da cada tema.
17. Identificar as formas de desenvolvimento, manutenção e avaliação das capacidades físicas condicionantes.
18. Identificar as variáveis envolvidas na realização de atividades físicas voltadas para a melhoria do desempenho.
19. Identificar a organização das diferentes manifestações rítmico-expressivas presentes na sociedade.
20. Analisar os reflexos do discurso midiático na construção de padrões e estereótipos de beleza corporal e na espetacularização do esporte.
Bibliografia para Educação Física
1. BETTI, M. Imagem e ação: a televisão e a Educação Física escolar. In: BETTI, M. (Org.) Educação Física e mídia: novos olhares, outras práticas. São Paulo: Hucitec, 2003.
2. BORGES, C. L. A formação de docentes de Educação Física e seus saberes profissionais. In: BORGES, C. L.; DESBIENS, J. F. (Orgs.). Saber, formar e intervir para uma Educação Física em mudança. Campinas: Autores Associados, 2005.
3. GOELLNER, S. V. A produção cultural do corpo. In: LOURO, G. L.; NECKEL, J. F. e GOELLNER, S. V. Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. Petrópolis: Vozes, 2003.
4. GUEDES, D. P. Educação para a saúde mediante programas de Educação Física escolar. Revista Motriz. Rio Claro, v. 5, n. 1, junho, 1999.
5. KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 1997.
6. LOMAKINE, L. Fazer, conhecer, interpretar e apreciar: a dança no contexto da escola. In: SCARPATO, M (Org.). Educação Física: como planejar as aulas na escola. São Paulo: Avercamp, 2007, p.39-57.
7. MARCELLINO, N. C. Lazer e Educação Física. In: DE MARCO, A. (Org.) Educação Física: cultura e sociedade. Campinas: Papirus, 2006.
8. NASCIMENTO, P. R. B.; ALMEIDA, L. A tematização das lutas na Educação Física escolar: restrições e possibilidades. Revista Movimento, Porto Alegre, v.13, n.3, p. 91-110, set-dez. 2007.
9. PAES, R. R. A pedagogia do esporte e os jogos coletivos. In: ROSE JÚNIOR, D. Esporte e atividade física na infância e na adolescência: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2009.
10. PALMA, A. Atividade física, processo saúde-doença e condições sócio-econômicas. Revista Paulista de Educação Física, v. 14, n. 1, p. 97-106, 2000.
11. RAMOS, V.; GRAÇA, A. B. S; NASCIMENTO, J. V. O conhecimento pedagógico do conteúdo: estrutura e implicações à formação em educação física. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v.22, n. 2, p. 161-171, abr./jun., 2008.
12. SCHIAVON, L. M.; NISTA-PICOLLO, Vilma L. Desafios da ginástica na escola. In: MOREIRA, E. C. (Org.). Educação Física escolar: desafios e propostas 2. Jundiaí: Fontoura, 2006, p.35-60.
13. SOARES, C. L. (Org.) Corpo e história. Campinas: Autores Associados, 2001.
14. SOUSA, E. S. e ALTMAN, H. Meninos e meninas: expectativas corporais e implicações na Educação Física escolar. Cadernos Cedes, ano XIX, n. 48, p. 52-68, 1999.
15. STIGGER, M. P. Educação Física, esporte e diversidade. Campinas: Autores Associados, 2005.
Documentos para Educação Física
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. Escola de tempo integral: oficinas curriculares de atividades esportivas e motoras; esporte, ginástica, jogo – ciclos I e II. São Paulo: SEE/CENP, 2007.
2. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Educação Física para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop_EDF_COMP_red_
md_20_03.pdf
Perfil desejado para o professor de Língua Estrangeira Moderna – Inglês
Aprender uma língua estrangeira se mostra relevante pela utilidade desse conhecimento e dessa habilidade para a vida das pessoas e, principalmente, pela experiência marcante e enriquecedora de vivenciar o outro, sejam eles os vários outros das línguas estrangeiras, ou os vários outros de uma mesma língua estrangeira. Desse modo, aprender uma língua estrangeira amplia a percepção sobre como os sentidos se constroem contextualmente e sobre a heterogeneidade que marca a linguagem, a língua e a comunicação; amplia, também, a percepção da diversidade cultural e social presente nas relações estabelecidas no universo da linguagem. Ressalte-se que essas aprendizagens assumem sua verdadeira razão de ser quando possibilitam que o aluno-cidadão dialogue criticamente com outras culturas e com a sua própria; essa possibilidade oferece ao aprendiz a percepção crítica de que embora a heterogeneidade e a variação sejam características da linguagem, tais variações não são livres e aleatórias e sim determinadas e restritas por contextos sociais específicos. Dessa maneira, as formas linguísticas e culturais do eu e do outro originam e pertencem cada qual a contextos diferentes, não podendo ser considerados melhores ou priores, mais desejáveis ou menos desejáveis independente de seus contextos. Sendo assim, ensinar uma língua estrangeira significa ensinar a lidar com a heterogeneidade, a diversidade e a diferença, compreendendo a relação dialógica eu-outro inerente à comunicação, à linguagem e às relações que se estabelecem cultural e socialmente. Significa também conhecer a relação entre a teoria e a prática e estar atento para a dinâmica entre ambas. Isso permite que o professor permanentemente seja protagonista de sua ação e tome, com autonomia e responsabilidade, as decisões pedagógicas que concorrem para a realização de seu trabalho e a consecução de seus objetivos. Ensinar uma língua estrangeira no mundo de hoje significa, ainda, promover uma formação de pessoas – alunos e cidadãos – com mente aberta para conhecimentos novos, para maneiras diferentes de pensar e ver o mundo, por meio da aprendizagem e conhecimento de uma língua estrangeira.
O professor de Língua Estrangeira Moderna – Inglês deve apresentar o seguinte perfil:
1. Conhecer e avaliar criticamente a presença das LEMs, em especial da língua inglesa, na cultura e na vida em sociedade, e articular essa presença ao despertar do interesse e à instauração do desejo de aprender.
2. Compreender um texto (oral ou escrito) em língua inglesa que aborde tanto temas concretos quanto abstratos, incluindo discussões educacionais pertinentes a seu campo de especialização, bem como compreender as relações entre o texto e seu contexto de produção.
3. Produzir textos (orais ou escritos), em língua inglesa, claros sobre uma gama de assuntos e explicar um ponto de vista mostrando vantagens e desvantagens sobre vários aspectos.
4. Compreender a linguagem como uma prática social, o que a torna heterogênea considerando-se que ela se constrói dentro de contextos variados, em que há diversidade cultural e social e reconhecer as múltiplas possibilidades de construção de sentidos, considerando-se que a linguagem se constrói de forma situada e contextual.
5. Compreender e analisar as intertextualidades e multimodalidades inerentes à linguagem e à comunicação na sociedade atual, tanto na língua materna quanto nas línguas estrangeiras.
6. Compreender que o ensino de língua inglesa na escola deve, além do focalizar os objetivos linguísticos e instrumentais, considerar objetivos educacionais e culturais.
7. Refletir sobre o papel educacional da língua inglesa no currículo escolar, reconhecendo que seu espaço didáticopedagógico lhe oferece possibilidades de investigação sobre a sua prática em um exercício de autonomia, criação e crítica, e estando sempre apto e pronto a aprender.
8. Compreender o valor da construção de conhecimento realizada conjuntamente entre professor e alunos e promover procedimentos didáticos, metodológicos e de avaliação adequados para criar na sala de aula um ambiente e processos propícios para a aprendizagem.
9. Perceber que a leitura e a escrita são atividades culturais e sociais – em que relações, visões de mundo e convenções são partilhadas – e, ao mesmo tempo, atividades individuais – em que estão envolvidas imaginação, criatividade e emoções.
10. Compreender a importância do diálogo e da interação com professores de outros componentes curriculares de forma a garantir conteúdos e atividades que contribuam para a educação global dos aprendizes.
Habilidades do professor de Língua Estrangeira Moderna – Inglês
1. Identificar situações coletivas de diálogo, bem como situações de interação em pequenos grupos, que promovem a autonomia dos alunos, ajudando-os a planejar, realizar e avaliar atividades articuladas em torno de textos (orais ou escritos) em língua inglesa.
2. Reconhecer entre situações propostas aquelas em que promovem o diálogo e a aproximação entre as temáticas e conteúdos curriculares, e o contexto da escola e a realidade do aluno.
3. Identificar as contribuições de diferentes ferramentas de apoio didático (Cadernos do Aluno e do Professor, dicionários bilíngues e monolíngues, livros didáticos e paradidáticos, equipamentos audiovisuais, laboratório de informática) para a promoção da aprendizagem.
4. Indicar, dentre dispositivos didáticos de diferenciação, aqueles que acolhem a diversidade no âmbito do grupo-classe, sem reduzir as situações de aprendizagem à tradução literal de textos ou à confecção de listas bilíngues de vocabulário.
5. Compreender as tecnologias da informação e da comunicação como elos que aproximam as vivências com a língua inglesa que os alunos têm fora da escola daquelas que são promovidas no interior da sala de aula.
6. Reconhecer, em situações de sala de aula, as concepções de língua, de ensino e de aprendizagem que subsidiam as práticas, distinguindo aquelas associadas a objetivos estritamente linguísticos daquelas que combinam objetivos linguísticos, culturais e educacionais.
7. Reconhecer e interpretar as limitações de práticas pedagógicas bastante difundidas tais como a tradução como atividade principal e a reprodução de textos (da lousa ou de outro portador para o caderno).
8. Indicar alternativas de práticas pedagógicas que apresentem maior sintonia entre os objetivos do currículo e as condições do contexto de ensino de Língua Estrangeira Moderna.
9. Relacionar os temas e conteúdos previstos no currículo de língua inglesa às possibilidades de construção, análise e problematização de visões de mundo.
10. Interpretar criticamente a diversidade de perspectivas da língua inglesa no mundo e na história (inglês nativo e não nativo, inglês como língua franca, inglês como língua internacional, inglês como língua global) e relacionar essas perspectivas aos objetivos de ensino da língua.
11. Indicar situações didáticas que promovam e estimulem formas adequadas e novas de aprender a aprender.
12. Identificar o dinamismo das relações entre oralidade e escrita, tanto em sua dimensão fonológico-grafológica (relação grafema-fonema), quanto em sua dimensão sociodiscursiva.
13. Analisar estrutura, organização e significação de textos (descritivos, narrativos e argumentativos), em língua inglesa.
14. Indicar estratégias de leitura que destaquem as relações entre um texto e seu contexto de produção, e justificar essa indicação com base na análise de elementos do próprio texto.
15. Identificar estratégias de leitura que destaquem a diferenças entre o contexto de leitura e o contexto de produção do texto.
16. Inferir o objetivo de um texto e a quem ele se dirige com base em pistas verbais e não verbais.
17. Identificar, dentre os vários sentidos de uma palavra ou expressão, aquele que é pertinente ao contexto em que está inserida.
18. Reconhecer a ideia central de um texto, tanto em situações em que é possível recuperar informações explícitas quanto naquelas em que as informações não estão proeminentes e é necessário fazer inferências.
19. Aplicar o conhecimento de regras e de convenções da língua inglesa (relativas à formação e classificação de palavras, tempos e modos verbais, conjunções, discurso direto e indireto, entre outras), relacionando-as a seus contextos de uso e às intenções que permeiam a comunicação.
20. Confrontar temas e visões de mundo expressos em textos diferentes, sejam eles ficccionais ou não-ficcionais.
Bibliografia para Língua Estrangeira Moderna – Inglês
1. BARCELOS, A.M.F. Reflexões acerca da mudança de crenças sobre ensino e aprendizagem de línguas. Revista Brasileira de Lingüística Aplicada. v. 7. n. 2. 2007. p. 109-38. (Opção de acesso: http://www.letras.ufmg.br/rbla/2007_2/05-Ana-Maria-
Barcelos.pdf.)
2. BRAIT, Beth (org). Bakhtin: conceitos-chave. São Paulo: Contexto, 2005.
3. CELANI, M. A. A. (org.). Professores e formadores em mudança: relato de um processo de reflexão e transformação da prática. Campinas, Mercado de Letras, 2003.
4. COPE, B.; KALANTZIS, M.. Multiliteracies: literacy learning and the design of social futures. London: Routledge, 2000.
5. GEE, J. P. Situated Language and Learning: a critique of traditional schooling. London, Routdlege, 2004.
6. GRADDOL, D. English Next. UK: British Council, 2006. Acesso online: http://www.britishcouncil.org/learning-researchenglishnext.htm
7. KERN, R. Literacy and language teaching. Oxford: Oxford University Press, 2000.
8. LUKE, A.; Freebody, P.. Shaping the Social Practices of Reading. In S. MUSPRATT, A. LUKE ; P. FREEBODY (eds) Constructing Critical Literacies. Cresshill, NJ: Hampton Press, 1997.
9. McCRUM, R. et all. The Story of English. 3. Ed. UK, Penguin, 2003.
10. NUNAN, D. Task based language teaching. Cambridge: Cambridge University Press, 2004.
11. PENNYCOOK, A. Global Englishes and Transcultural Flows, Routlege, 2007.
12. RICHARDS, J. C. & RENANDYA, W. A. Methodology in language teaching: an anthology of current practice. Cambridge: Cambridge University Press, 2002.
13. SMITH, Frank. Compreendendo a leitura. Porto Alegre: Artmed, 2003.
14. SWAN, M.. Practical English Usage. Oxford: Oxford University Press, 2005.
15. UR, Penny. A course in language teaching. Cambridge: Cambridge University Press, 1999.
Documentos para Língua Estrangeira Moderna – Inglês
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Língua Estrangeira Moderna para o Ensino Fundamental Ciclo II e
Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www. rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop_LEM_COMP_red_md_20_03.pdf
Perfil desejado para o professor de Matemática
Duas são as dimensões fundamentais na formação profissional do professor de Matemática:
* a competência técnica, no sentido do conhecimento dos conteúdos matemáticos a serem ensinados, bem como dos recursos metodológicos para apresentá-los aos alunos, com a compreensão do significado dos mesmos em contextos adequados, referentes aos universos da cultura, do trabalho, da arte, da ciência ou da tecnologia;
* o compromisso público com a Educação, decorrente de uma compreensão dos aspectos históricos, filosóficos, sociológicos, psicológicos, antropológicos, políticos e econômicos da educação e do ensino, o que viabilizará uma participação efetiva do professor como agente formador, tanto na conservação quanto na transformação da realidade. As duas dimensões citadas – a competência técnica e o compromisso público – são complementares e interdependentes, devendo ser avaliadas em provas gerais e de conteúdos específicos. Para a caracterização da competência específica do professor de Matemática, explicitaremos a seguir um elenco de dez formas mais usuais de manifestação das mesmas:
O professor de Matemática deve apresentar o seguinte perfil:
1. Gostar de Matemática, compreendendo o papel de sua disciplina como uma linguagem que complementa a língua materna, enriquecendo as formas de expressão para todos os
cidadãos, e munindo a ciência de instrumentos fundamentais para seu desenvolvimento;
2. Conhecer os conteúdos matemáticos com uma profundidade e um discernimento que lhe possibilite apresentá-los como meios para a realização dos projetos dos alunos, não tratando os conteúdos como um fim em si mesmo, nem vendo os alunos como futuros matemáticos, ou professores de matemática, mas sim como cidadãos que aspiram a uma boa formação pessoal;
3. Saber criar centros de interesse para os alunos, explorando situações de aprendizagem em torno das quais organizará os conteúdos a serem ensinados, a partir dos universos da arte, da cultura, da ciência, da tecnologia ou do trabalho, levando em consideração o contexto social da escola;
4. Saber mediar conflitos de interesse, dando a palavra aos alunos e buscando aproximar seus interesses, às vezes difusos, daqueles que estão presentes no planejamento escolar;
5. Ser capaz de identificar as ideias fundamentais presentes em cada conteúdo que ensina, uma vez que tais ideias ajudam a articular internamente os diversos temas da matemática, e a aproximar a matemática das outras disciplinas;
6. Ser capaz de mapear os diversos conteúdos relevantes, sabendo articulá-los de modo a oferecer aos alunos uma visão panorâmica dos mesmos, plena de significações tanto para a vida cotidiana quanto para uma formação cultural mais rica;
7. Saber escolher uma escala adequada em cada turma, em cada situação concreta, para apresentar os conteúdos que considera relevantes, não subestimando a capacidade de os alunos aprenderem, nem tratando os temas com excesso de pormenores, de interesse apenas de especialistas;
8. Ser capaz de construir relações significativas entre os conteúdos apresentados aos alunos e os temas presentes em múltiplos contextos, incluindo-se os conteúdos de outras disciplinas, favorecendo, assim, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade;
9. Saber construir narrativas que articulem os diversos elementos presentes nos conteúdos ensinados, inspirando-se na História da Matemática para articular ideias e enredos por meio dos quais ascendemos da efemeridade das informações isoladas à estabilidade do conhecimento organizado;
10. Ser capaz de alimentar permanentemente os interesses dos alunos, estimulando a investigação e a capacidade de pesquisar, de fazer perguntas, bem como de orientar e depurar interesses menos relevantes, assumindo, com tolerância, a responsabilidade inerente à função que exerce.
Habilidades do professor de Matemática
Um professor de Matemática deve ser capaz de mobilizar os conteúdos específicos de sua disciplina, tendo em vista o desenvolvimento das competências pessoais dos alunos. De acordo com a Proposta Curricular, as competências gerais a serem visadas são a capacidade de expressão em diferentes linguagens, de compreensão de fenômenos nas diversas áreas da vida social, de construção de argumentações consistentes, de enfrentamento de situações-problema em múltiplos contextos, incluindo-se situações imaginadas, não diretamente relacionadas com o prático-utilitário, e de formulação de propostas de intervenção solidária na realidade. Para construir uma ponte entre os conteúdos específicos e tais competências gerais, é necessário identificar, em cada conteúdo, as ideias fundamentais a serem estudadas: proporcionalidade, equivalência, ordem, medida, aproximação, problematização, otimização são alguns exemplos de tais ideias. Para isso, o professor deve apresentar certas habilidades específicas, associadas aos conteúdos da área, tendo sempre o discernimento suficiente para reconhecer que tais conteúdos constituem meios para a formação pessoal dos alunos. São apresentadas, a seguir, vinte de tais habilidades específicas a serem demonstradas pelo professor de Matemática:
1. Tendo por base as ideias de equivalência, ordem, construir o significado dos números (naturais, inteiros, racionais, irracionais, reais, complexos), bem como das operações realizadas com eles em diferentes contextos;
2. Enfrentar situações-problema em diferentes contextos, sabendo traduzir as perguntas por meio de equações, inequações ou sistemas de equações, e mobilizar os instrumentos matemáticos para resolver tais equações, inequações ou sistemas;
3. Tendo por base a dimensão simbólica do conceito de número, desenvolver de modo significativo a notação e as técnicas para representar algebricamente números e operações com eles, incluindo-se a ideia de matriz para representar tabelas de números (contagem de pixels em uma tela, coeficientes de um sistema de equações lineares, etc.)
4. Reconhecer equações e inequações como perguntas, saber resolver sistematicamente equações e inequações polinomiais de grau 1, 2, e conhecer propriedades das equações polinomiais de grau superior a 2, que possibilitem a solução das mesmas, em alguns casos (relações entre coeficientes e raízes, redução de grau, fatoração, etc.);
5. Tendo como referência as situações de contagem direta, construir estratégias e recursos de contagem indireta em situações contextualizadas (cálculo combinatório, binômio de Newton, arranjos, combinações, permutações);
6. Conhecer a ideia de medida de grandezas de variados tipos (comprimento, área, volume, massa, tempo, temperatura, ângulo etc.), sabendo expressar ou estimar tais medidas por meio da comparação direta da grandeza com o padrão escolhido, utilizando tanto unidades padronizadas quanto unidades não-padronizadas, e valorizando as ideias de estimativa e de aproximações;
7. Explorar de modo significativo a ideia de proporcionalidade (razões, proporções, grandezas direta e inversamente proporcionais) em diferentes situações, equacionando e resolvendo problemas contextualizados de regra de três simples e composta, direta e inversa;
8. Explorar regularidades e relações de interdependência de diversos tipos, inclusive as sucessões aritméticas e geométricas, representando relações de interdependência por meio de gráficos de variadas formas, e construindo significativamente o conceito de função;
9. Conhecer as principais características das funções polinomiais de grau 1, grau 2, … grau n, sabendo esboçar seu gráfico e relacioná-lo com as raízes das equações polinomiais correspondentes, e explorar intuitivamente as taxas de crescimento e decrescimento das funções correspondentes;
10. Conhecer as propriedades fundamentais de potências e logaritmos, sabendo utilizá-las em diferentes contextos, bem como sistematizá-las no estudo das funções exponenciais e logarítmicas;
11. Compreender e aplicar as relações de proporcionalidade que caracterizam as razões trigonométricas (seno, cosseno, tangente, entre outras) em situações práticas, bem como ampliar o significado de tais razões por meio do estudo das funções trigonométricas, associando as mesmas aos fenômenos periódicos em diferentes contextos;
12. A partir da percepção do espaço e das formas, construir uma linguagem adequada para a representação de tais percepções, reconhecendo e classificando formas planas (ângulos, triângulos, quadriláteros, polígonos, circunferências, entre outras) e espaciais (cubos, paralelepípedos, prismas, pirâmides, cilindros, cones, esferas, entre outras);
13. Com base nas propriedades características de objetos planos ou espaciais, desenvolver estratégias para construções geométricas dos mesmos, especialmente com instrumentos como régua e compasso, tendo em vista uma compreensão mais ampla do espaço em que vivemos, de suas representações e de suas propriedades;
14. Explorar a linguagem e as ideias geométricas para desenvolver a capacidade de observação, de percepção de relações como as de simetria e de semelhança, de conceituação, de demonstração, ou seja, de extração de consequências lógicas a partir de fatos fundamentais diretamente intuídos ou já demonstrados anteriormente;
15. Explorar algumas relações geométricas especialmente significativas, como as relativas às somas de ângulos de polígonos, aos Teoremas de Tales e de Pitágoras, e muito especialmente as relações métricas relativas ao cálculo de comprimentos, áreas e volumes de objetos planos e espaciais;
16. Explorar uma abordagem algébrica da geometria – ou seja, a geometria analítica, representando retas e curvas, como as circunferências e as cônicas, por meio de expressões analíticas e sabendo resolver problemas geométricos simples por meio do recurso a tais recursos algébricos;
17. Explorar de modo significativo as relações métricas e geométricas na esfera terrestre, especialmente no que tange a latitudes, longitudes, fusos horários;
18. Resolver problemas de escolhas que envolvem a idéia de otimização (máximos ou mínimos) em diferentes contextos, recorrendo aos instrumentos matemáticos já conhecidos, que incluem, entre outros temas, a função polinomial do 2º grau e algumas noções de geometria analítica;
19. Compreender a ideia de aleatoriedade, reconhecendo-a em diferentes contextos, incluindo-se jogos e outras classes de fenômenos, e sabendo quantificar a incerteza por meio do cálculo de probabilidades em situações que envolvem as noções de independência de eventos e de probabilidade condicional;
20. Saber organizar e/ou interpretar conjuntos de dados expressos em diferentes linguagens, recorrendo a noções básicas de estatística descritiva e de inferência estatística (média, mediana, desvios, população, amostra, distribuição binomial, distribuição normal, entre outras noções) para tomar decisões em situações que envolvem incerteza.
Bibliografia para Matemática
1. LOJKINE, Jean – A Revolução Informacional. São Paulo: Cortez Editora, 1995.
2. BESSON, Jean-Louis (Org.). A ilusão das estatísticas. São Paulo: Editora da UNESP, 1995.
3. BOYER, Carl B. História da Matemática. São Paulo: Edgard Blucher, 1996.
4. CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos Fundamentais da Matemática. Lisboa: Gradiva, 1998.
5. DAVIS, Philip J., HERSH, Reuben – O Sonho de Descartes. O mundo de acordo com a Matemática. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988.
6. COURANT, Richard, ROBBINS, Herbert. O que é Matemática? Uma abordagem elementar de métodos e conceitos. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2000.
7. DERTOUZOS, Michael. O que será? Como o novo mundo da informação transformará nossas vidas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
8. DEVLIN, Keith. O Gene da Matemática. O talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Record, 2004.
9. EGAN, Kieran. A mente educada. Os males da Educação e a ineficiência educacional das escolas. Rio de Janeiro: Editora Bertand Brasil, 2002.
10. GARBI, Gilberto G. A Rainha das Ciências – Um passeio histórico pelo maravilhoso mundo da Matemática. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2007.
11. LIMA, Elon Lajes et alii. A Matemática do Ensino Médio (3 volumes). Coleção do Professor de Matemática/Sociedade Brasileira de Matemática. Rio de Janeiro: SBM, 1999.
12. MLODINOW, Leonard. A janela de Euclides. A História da Geometria, das linhas paralelas ao hiperespaço. São Paulo: Geração Editorial, 2004.
13. MOLES, Abraham. A criação científica. São Paulo: Editora Perspectiva, 1998
14. SATOY, Marcus Du. A música dos números primos. A história de um problema não resolvido na matemática. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2007.
15. SBM – Sociedade Brasileira de Matemática. Revista do Professor de Matemática (RPM). São Paulo: IMEUSP (Publicação quadrimestral, números de 56 a 70).
Documentos para Matemática
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Matemática para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/Prop_MAT_COMP_red_md_20_03.pdf
Perfil desejado para o professor de Ciências
Embora esta não seja a única competência que se espera do professor de Ciências do Ensino Fundamental, é essencial que este profissional revele o domínio de conhecimentos específicos de Ciências Naturais – seus fenômenos, princípios, leis, modelos, suas linguagens, seus métodos de experimentação e investigação, sua contextualização histórica e social, suas tecnologias e relações com outras áreas do conhecimento, como também dos fundamentos que estruturam o trabalho curricular na disciplina e que dizem respeito à aplicação didática e metodológica desses conhecimentos na prática de sala de aula. Essa competência técnica pode se expressar, entre outras, pelas seguintes características desejáveis dos professores da disciplina:
O professor de Ciências deve apresentar o seguinte perfil:
1. Reconhecer a presença das Ciências na cultura e na vida em sociedade, na investigação de materiais e substâncias, da vida, da Terra e do cosmo e, em associação com as tecnologias, na produção de conhecimentos, manifestações artísticas, bens e serviços, assim como enfatizar esta presença para aproximar o conhecimento científico do interesse de crianças e jovens.
2. Identificar as ciências como dimensão da cultura humana, de caráter histórico, portanto, como produção de conhecimento dinamicamente relacionada a tecnologias e a outros âmbitos da cultura humana das quais também depende e com critérios de verificação fundados em permanente exercício da dúvida.
3. Promover e valorizar a alfabetização científico-tecnológica, ou seja, a capacidade de expressar e se comunicar com as linguagens da ciência, bem como de expressar o saber científico em diferentes linguagens.
4. Ser capaz de construir relações significativas entre os diferentes campos de conhecimento das ciências naturais (Física, Química e Biologia) em múltiplos contextos, incluindo-se também temas de outras áreas, favorecendo, assim, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade.
5. Compreender que o ensino de Ciências deve compor o desenvolvimento da cultura científica, juntamente com a promoção de competências, habilidades e valores humanos.
6. Conduzir a aprendizagem de forma a promover a emancipação e a capacidade de trabalho coletivo dos alunos, planejando e realizando atividades com sua participação ativa, e também demandando consulta e cooperação entre eles, em questões de caráter prático, crítico e propositivo.
7. Tratar temáticas que dialoguem com o contexto da escola e com a realidade dos alunos, antecedendo aquelas que transcendem seu espaço vivencial, respeitando as culturas regionais, mas orientando a construção conceitual com vistas a uma cultura científica de sentido universal.
8. Respeitar as etapas de desenvolvimento cognitivo dos alunos, utilizando linguagens e níveis de complexidade dos conteúdos disciplinares de forma compatível com a maturidade esperada da faixa etária típica de cada série.
9. Realizar e sugerir observações e medidas práticas que não se limitem a experiências demonstrativas ou laboratoriais, mas que também envolvam percepções e verificações do mundo real, em que sejam relevantes a participação e o registro feitos pelos alunos.
10. Ser capaz de motivar e fomentar os interesses dos alunos, estimulando a investigação e a capacidade de pesquisar e de fazer perguntas, assumindo, com tolerância e respeito, a responsabilidade inerente à função que exerce, o que também inclui cuidados com a sua própria formação contínua.
Habilidades do professor de Ciências
1. Reconhecer argumentos favoráveis e desfavoráveis à adoção de diferentes estratégias de ensino de Ciências, a partir da descrição de situações de ensino e de aprendizagem.
2. Estabelecer relações efetivas entre ambiente natural e ambiente construído pela intervenção humana, caracterizando o primeiro pela relação entre seres entre si e com os componentes inanimados do seu meio, e compreendendo o que deveria ser um uso sustentável dos recursos naturais, revelando necessidades e buscando discutir limites para a ação humana sobre o meio.
3. Compreender a participação do ar, da água, do solo e do fluxo de energia nos ecossistemas, com a função essencial da energia luminosa do Sol na produção primária de alimentos, assim como as relações alimentares entre produtores, consumidores e decompositores.
4. Caracterizar a dependência entre os sistemas vivos e as características ambientais geográficas de cada região, situando a diversidade de ecossistemas nas várias regiões brasileiras e a importância de sua preservação.
5. Identificar as características básicas dos seres vivos, como organização celular, obtenção de matéria e de energia e transferência de energia entre seres vivos.
6. Comparar diferentes grupos de plantas sob diferentes aspectos e, em particular, a reprodução de plantas com e sem flores.
7. Classificar e agrupar para compreender a variedade de espécies, apontando os reinos na classificação dos seres vivos e destacando semelhanças e diferenças entre eles.
8. Identificar características de grupos de vertebrados e invertebrados, identificando semelhanças e diferenças entre eles.
9. Identificar hipóteses e teorias sobre a origem e a evolução dos seres vivos, que revelam como fósseis e outros registros do passado mostram como se operaram transformações dos seres vivos ao longo do tempo, reconhecendo igualmente as causas e as consequências da extinção de espécies.
10. Demonstrar compreensão das estratégias e processos de ocupação dos espaços pelos seres humanos e das conseqüências da produção de alimentos, da obtenção de materiais do solo, do subsolo e da atmosfera e, ainda, da domesticação de vegetais e animais.
11. Demonstrar compreensão de como os ciclos naturais do ar e da água e a biomassa viva ou fóssil são aproveitados e processados para uso energético.
12. Identificar, em representações variadas, fontes e transformações de energia que ocorrem em processos naturais e tecnológicos, bem como selecionar, dentre as diferentes formas de se obter um mesmo recurso material ou energético, as mais adequadas ou viáveis para suprir as necessidades de determinada região.
13. Reconhecer transformações químicas do cotidiano e do sistema produtivo através da diferença de propriedades dos materiais e do envolvimento de energia nessas transformações e apontar necessidades e benefícios, assim como riscos e prejuízos ambientais relacionados a alterações de processos naturais e à contaminação por resíduos.
14. Compreender a constituição dos materiais, diferenciando conceitos de elementos, substâncias químicas, misturas, com suas propriedades físicas, revelando também uma visão microscópica que responda por suas propriedades, assim como ter uma compreensão das muitas radiações e de seu espectro, em correlação com as suas diversas aplicações.
15. Caracterizar a saúde como bem estar físico, mental e social, identificando seus condicionantes (alimentação, moradia, saneamento, meio ambiente, renda, trabalho, educação, transporte e lazer), e recorrendo a indicadores de saúde, sociais e econômicos para diagnosticar a situação de estados ou regiões brasileiras.
16. Reconhecer os agravos mais frequentes à saúde, suas causas, prevenção, tratamento e distribuição, bem como as funções dos diferentes nutrientes na manutenção da saúde.
17. Compreender o caráter sistêmico do corpo humano, descrevendo relações entre os sistemas, ósseo-muscular, endócrino, nervoso e os órgãos dos sentidos, mostrando também como se relacionam sexualidade e saúde reprodutiva e como as drogas interferem no organismo.
18. Construir uma representação da Terra, com suas dimensões, estrutura interna e modelos de placas tectônicas, associando essa compreensão com fenômenos naturais como vulcões, terremotos ou tsunamis.
19. Situar a Terra no universo, associando os movimentos da Terra aos aparentes da Lua, do Sol e das estrelas, às medidas de tempo diário, às estações do ano e eclipses, assim como ter uma compreensão do Sistema Solar, com as dimensões, distâncias e características dos planetas.
20. Reconhecer o aspecto cultural relacionado às constelações, bem como o movimento das estrelas no céu e sua relação com movimentos da Terra. Identificar o Sol como uma estrela e estabelecer o conceito de galáxia, compreendendo o movimento do Sol na Via Láctea.
Bibliografia para Ciências
1. AMBROGI, A.; LISBOA, J. C. F. Química para o magistério. São Paulo: Harbra, 1995.
2. ATKINS, P.; LORETTA, J. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 2ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
3. BOUER, J. Sexo & Cia: as dúvidas mais comuns (e as mais estranhas) que rolam na adolescência. 2 ed. São Paulo: Publifolha, 2002.
4. CACHAPUZ, A, CARVALHO, A. M. P., GIZ-PÉREZ, D. A Necessária renovação do Ensino de Ciências. São Paulo: Cortez, 2005.
5. CARVALHO, A. M. P.; GIL-PÉREZ, D. Formação de professores de Ciências. São Paulo: Cortez, 2003. Col. Questões da Nossa Época. Nº 26.
6. CARVALHO, ISABEL C. M., Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. Capítulo 1, p. 111 a 130, Capítulo 3, p. 149 a 160, Capítulo 5 p. 175A a 187 – 2ª Ed. São Paulo: Cortez, 2006.
7. CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre drogas psicotrópicas. Livreto informativo sobre drogas psicotrópicas. Disponível em: http://200.144.91.102/cebridweb/default.aspx
8. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A e PERNAMBUCO, M. M. Ensino de Ciências: Fundamentos e Métodos. São Paulo: Cortez, 2002.
9. FRIAÇA, A. C. S.; DALPINO, E.;SODRÉ JR.; L. JATENCO – PEREIRA, V. (orgs.) Astronomia: uma visão geral do universo. São Paulo: EDUSP, 2000.
10. Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. GIPEC – Grupo Interdepartamental de Pesquisa sobre Educação em Ciências. Geração e gerenciamento dos resíduos sólidos provenientes das atividades humanas / GIPEC. 2 ed. rev. Ijuí: Ed. Unijuí, 2003. (Coleção situação de estudo: ciências no ensino fundamental; 1)
11. GRUPO DE REELABORAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA. Física 1, 2 e 3. GREF. 5.ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001/2005.
12. KORMONDY, E. J. e BROWN, D.E. Ecologia humana. Capítulos 1, p. 1 a 22, Capitulo Capítulo 4 p. 61 a 75, Capitulo 5, p. 85 a 115, Capítulo 9. p. 186 a 224, Capítulo 10 p. 227 a 250. São Paulo: Atheneu Editora, 2002.
13. OKUNO, E. Radiações: Efeitos, Riscos e Benefícios. São Paulo: Harbra, 1998.
14. SADAVA, D. HELLER, H.C [et al] . 9 ed. Vida: a ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed, 2009. 3v. (Vol. 1. Célula e Hereditariedade; Volume 2. Evolução, diversidade e ecologia; Volume 3. Planetas e animais).
15. TEIXEIRA, W., TAIOLI, F., FAIRCHILD, T., TOLEDO, C. (orgs.). Decifrando a Terra. 2.ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009 .
Documentos para Ciências
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Ciências para o Ensino Fundamental Ciclo II. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/
Prop_CIEN_COMP_red_md_20_03.pdf
Perfil desejado para o professor de Física
O professor de Física para a Educação Básica deve antes de tudo revelar domínio de conhecimentos específicos de Física, ou seja, de seus fenômenos, princípios, leis, modelos, linguagens, métodos de experimentação e investigação, sua contextualização histórica e social, assim como de sua relação com as tecnologias e as demais ciências da natureza, mesmo com outras áreas do conhecimento. Tão essencial quanto isso, para sua atuação docente, deve também conhecer os fundamentos que estruturam o trabalho curricular na disciplina e que dizem respeito à aplicação didática e metodológica desses conhecimentos na prática de sala de aula, ou seja, ser capaz de fazer uso efetivo dessa cultura pedagógica. Esta competência científica e técnica deve se expressar, sobretudo, pelas seguintes características desejáveis nos professores da disciplina:
O professor de Física deve apresentar o seguinte perfil:
1. Reconhecer a presença das ciências, e entre elas especialmente da Física, na cultura e na vida em sociedade, na investigação da Terra, do cosmo, da vida, de materiais e substâncias e, em associação com as tecnologias, na produção de conhecimentos,
manifestações artísticas, bens e serviços, assim como enfatizar esta presença para aproximar o conhecimento científico do interesse de crianças e jovens.
2. Identificar as ciências como dimensão da cultura humana, de caráter histórico, portanto, com produção de conhecimento dinamicamente relacionada às tecnologias que produz e a outros âmbitos da cultura humana, das quais também depende e com critérios de verificação fundados em permanente exercício da dúvida, assim compreendendo a Física como composta de saberes em contínuo aperfeiçoamento e transformação.
3. Promover e valorizar a alfabetização científico-tecnológica, ou seja, a capacidade de expressar e se comunicar com as linguagens da ciência, bem como de expressar o saber científico em diferentes linguagens. Nesse sentido, saber ensinar as variáveis, grandezas e processos físicos para fazerem parte do acervo vocabular e conceitual dos estudantes.
4. Ser capaz de construir relações significativas entre a Física e os diferentes campos de conhecimento das ciências naturais, como os da Astronomia, Biologia, Geologia e Química, em contextos de caráter cultural, social, histórico e, em geral, interdisciplinar.
5. Compreender que o ensino da Física além de contribuir para o desenvolvimento da cultura científica, deve ao mesmo tempo promover competências gerais, habilidades técnicas e valores humanos.
6. Conduzir a aprendizagem da Física de forma a promover a capacidade de trabalho coletivo dos alunos, planejando e realizando atividades com sua participação ativa, e também demandando consulta e cooperação entre eles, em questões de caráter prático, crítico e propositivo.
7. Tratar temáticas que, envolvendo a Física de forma significativa, dialoguem com o contexto da escola e com a realidade do aluno, respeitando as culturas regionais, mas orientando a construção conceitual com vistas a uma cultura científica de sentido universal.
8. Respeitar as etapas de desenvolvimento cognitivo dos alunos, utilizando linguagens e níveis de complexidade dos conteúdos disciplinares da Física de forma compatível com a maturidade esperada dos estudantes da educação básica.
9. Realizar e sugerir observações e medidas físicas práticas que não se limitem a experiências demonstrativas ou laboratoriais, mas que também envolvam percepções e verificações do mundo real, em que sejam relevantes a participação e o registro feitos pelos alunos em situações de sua vivência pessoal, assim como de fenômenos naturais e de procedimentos do sistema produtivo e de serviços.
10. Ser capaz de motivar e fomentar os interesses dos alunos, estimulando a investigação e a capacidade de pesquisar e de fazer perguntas, assumindo, com tolerância e respeito as responsabilidades da função que exerce, o que também inclui uma contínua atenção à sua própria formação.
Competências específicas do professor de Física
Complementando as características gerais esperadas, demandam-se competências específicas dos professores de Física do Ensino médio, como ter condições para:
1. Dar continuidade ao aprendizado científico desenvolvido no Ensino Fundamental, que partiu da realidade próxima do aluno e o conduziu a uma primeira visão formal dos processos físicos, da constituição e propriedades da matéria e do cosmo, para agora garantir um maior aprofundamento conceitual tanto da problemática a ser tratada e seu contexto, quanto da compreensão das práticas científicas na física.
2. Desenvolver essa nova compreensão, contando com crescente protagonismo dos alunos já intelectualmente mais maduros, tendo como temas de estudo centrais: Movimentos – Variações e Conservações; Universo, Terra e Vida; Calor, Ambiente e Usos de Energia; Equipamentos Elétricos; Matéria e Radiação.
3. Ao organizar o ensino sob tais temas de estudo, compreender que correspondem a um rearranjo, com mais contexto e atualidade, de conteúdos mais tradicionalmente denominados como mecânica, termodinâmica, óptica, eletromagnetismo e física moderna, combinados de outra forma e acrescentados de elementos de cosmologia e de tecnologias contemporâneas.
Habilidades do professor de Física
Espera-se especialmente que os professores de Física do Ensino Médio estejam preparados para desenvolver esses temas nessa etapa escolar, com metodologias variadas, como as de investigação, leitura, experimentação, debate e projetos de trabalho em grupo, de forma a levarem seus alunos a enfrentar situações-problema em contextos reais de caráter vivencial, prático, tecnológico ou histórico, o que envolve a capacidade de:
1. Identificar, caracterizar e estimar grandezas do movimento: observar movimentos do cotidiano em termos de variáveis como distância percorrida, tempo, velocidade e massa; sistematizar movimentos, segundo trajetórias, variações de velocidade e outras características; realizar medida de tempo, percurso, velocidade média e demais grandezas mecânicas.
2. Compreender e calcular a quantidade de movimento linear, sua variação e conservação: a modificação nos movimentos decorrentes de interações, como ao se dar partida a um veículo; a variação de movimentos relacionada à força aplicada e ao tempo de aplicação, a exemplo de freios e dispositivos de segurança; a conservação da quantidade de movimento em situações cotidianas; as leis de Newton na análise do movimento de partes de um sistema mecânico e relacionadas com as leis de conservação.
3. Conceituar e fazer uso prático de trabalho e energia mecânica: trabalho de uma força como medida da variação do movimento, como numa frenagem; energia mecânica em situações reais e práticas, como em um bate-estacas; estimativa de riscos em situações de alta velocidade.
4. Conceituar e quantificar equilíbrio estático e dinâmico: condições para o equilíbrio de objetos e veículos no solo, na água ou no ar; amplificação de forças em ferramentas, instrumentos e máquinas; conservação do trabalho mecânico; evolução do trabalho mecânico nos transportes e máquinas.
5. Conhecer e dimensionar os constituintes do universo: massas, tamanhos, distâncias, velocidades, grupamentos e outras características de planetas, sistema solar, estrelas, galáxias e demais corpos astronômicos.
6. Comparar modelos explicativos do Sistema Solar (da visão geocêntrica à heliocêntrica) e da origem e constituição do Universo (em diferentes culturas).
7. Compreender o campo gravitacional em sua relação com massas e distâncias envolvidas, nos movimentos junto à superfície terrestre – quedas, lançamentos e balística, na conservação do trabalho mecânico e das quantidades de movimento lineares e angulares em interações astronômicas.
8. Discutir teorias e hipóteses históricas e atuais sobre origem, constituição e evolução do universo: etapas de evolução estelar – de sua formação à transformação em gigantes, anãs ou buracos negros; estimativas do lugar da vida no espaço e no tempo cósmicos; avaliação da possibilidade de existência de vida em outras partes do Universo; evolução dos modelos de Universo – matéria, radiações e interações fundamentais; o modelo cosmológico atual – espaço curvo, inflação e Big Bang.
9. Conceituar calor como energia: histórico da unificação calor-trabalho mecânico e da formulação do princípio de conservação da energia; a conservação de energia em processos físicos, como mudanças de estado e em máquinas mecânicas e térmicas ou em ciclos naturais. Fazer uso de propriedades térmicas.
10. Caracterizar a operação de máquinas térmicas sem ciclos fechados: potência e rendimento em máquinas térmicas reais, como motores de veículos; impacto social e econômico do surgimento das máquinas térmicas na primeira revolução industrial.
11. Associar entropia e degradação da energia: fontes de energia na Terra; transformações e degradação; o ciclo de energia no universo e as fontes terrestres de energia. Interpretar ou realizar um balanço energético nas transformações envolvidas no uso e na geração de energia.
12. Caracterizar o som e suas fontes: ruídos e sons harmônicos; timbres e fontes de produção; amplitude, frequência, comprimento de onda, velocidade e ressonância de ondas mecânicas; questões de som no cotidiano contemporâneo – audição humana, poluição sonora, limites e conforto acústicos.
13. Caracterizar a luz e suas fontes: formação de imagens, propagação, reflexão e refração da luz; sistemas de ampliação da visão, como lupas, óculos, telescópios e microscópios; luz e cor: a diferença entre cor das fontes de luz e a cor de pigmentos, o caráter policromático da luz branca, as cores primárias no sistema humano de percepção e nos aparelhos e equipamentos, adequação e conforto na iluminação de ambientes.
14. Interpretar o caráter eletromagnético de diferentes radiações e da luz e compreender suas características: emissão e absorção de luz de diferentes cores; evolução histórica da representação da luz como onda eletromagnética; transmissões eletromagnéticas; produção, propagação e detecção de ondas eletromagnéticas; equipamentos e dispositivos de comunicação, como rádio e TV, celulares e fibras óticas; evolução da transmissão de informações e seus impactos sociais.
15. Utilizar, conceituar e dimensionar circuitos elétricos: aparelhos e dispositivos domésticos e suas especificações elétricas, como potência e tensão de operação; modelo clássico de propagação de corrente em sistemas resistivos; avaliação do consumo elétrico residencial e em outras instalações e medidas de economia; perigos da eletricidade e medidas de prevenção e segurança.
16. Dominar e utilizar conceitos envolvendo correntes, forças e campos eletromagnéticos: propriedades elétricas e magnéticas de materiais e a interação por meio de campos elétricos e magnéticos; valores de correntes, tensões, cargas e campos em situações de nosso cotidiano; campos e forças eletromagnéticas; interação elétrica e magnética, o conceito de campo e as leis de Oersted e da indução de Faraday; a evolução das leis do eletromagnetismo como unificação de fenômenos antes separados.
17. Compreender e dimensionar motores e geradores em seu uso prático: constituição de motores e de geradores, a relação entre seus componentes e as transformações de energia; produção e consumo elétricos; produção de energia elétrica em grande escala em usinas hidrelétricas, termoelétricas e eólicas, e a estimativa de seu custo-benefício e seus impactos ambientais; transmissão de eletricidade em grandes distâncias; evolução da produção e do uso da energia elétrica e sua relação com o desenvolvimento econômico e social.
18. Conhecer constituição da matéria: modelos de átomos e moléculas para explicar características macroscópicas mensuráveis; a matéria viva e sua distinção com os modelos físicos de materiais inanimados; os modelos atômicos de Rutherford e Bohr; átomos e radiações; a quantização da energia na explicação da emissão e absorção de radiação pela matéria; a dualidade onda-partícula; as radiações do espectro eletromagnético e seu uso tecnológico, da iluminação incandescente e fluorescente aos raios X e ao laser.
19. Relacionar o núcleo atômico e sua constituição com sua radiatividade: núcleos estáveis e instáveis, radiatividade natural e induzida; a energia nuclear e seu uso médico, industrial, energético e bélico; radiatividade, radiação ionizante, efeitos biológicos e radioproteção; partículas elementares, evolução dos modelos dos átomos da Grécia clássica aos quarks; a diversidade das partículas sua detecção e identificação; a natureza e a intensidade das forças entre partículas.
20. Demonstrar domínio conceitual e prático de eletrônica e informática: propriedades e papéis dos semicondutores nos dispositivos microeletrônicos – elementos básicos da microeletrônica, no armazenamento e processamento de dados – discos magnéticos, CDs, DVDs, leitoras e processadores; impacto social e econômico contemporâneo da automação e da informatização.
Bibliografia para Física
1. AMALDI, Ugo. Imagens da física: as idéias e as experiências do pêndulo aos quarks. São Paulo: Scipione, 2007.
2. BEN-DOV, Yoav. Convite à física. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.
3. BERMANN, Célio. Energia no Brasil: para quê? Para quem? Crise e alternativas para um país sustentável. 2. ed. São Paulo: Livraria da Física, 2003.
4. CACHAPUZ, Antonio; CARVALHO, Anna Maria Pessoa, GIZ-PÉREZ, Daniel; PRAIA, João; VILCHES, Amaparo. Necessária renovação do Ensino de Ciências. São Paulo: Cortez, 2005.
5. CARVALHO, Anna Maria. Pessoa. (Org.). Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Thomson, 2005. p. 19-33.
6. CHAVES, Alaor S.; VALADARES, Eduardo C.; ALVES, Esdras G. Aplicações da Física Quântica do transistor à nanotecnologia. Coleção Temas atuais de Física / SBF. São Paulo: Livraria da Física. 2005.
7. DELIZOICOV, Demétrio; ANGOTTI, José André; PERNAMBUCO, Marta Maria. Ensino de Ciências: Fundamentos e Métodos. São Paulo: Cortez, 2003.
8. EINSTEIN, Albert; INFELD, Leopold. A evolução da física. Rio de Janeiro:JZE. 2008.
9. FEYNMAN, Richard. Física em 12 lições. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Sinergia/Ediouro, 2009.
10. FRIAÇA, Amâncio. Astronomia: uma visão geral do universo. São Paulo: EDUSP, 2002.
11. GRUPO DE REELABORAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA (GREF). Física. São Paulo: EDUSP, 2001/2005. 3 volumes: (Volume 1 – Mecânica; Volume 2 – Física térmica e óptica; Volume 3 – Eletromagnetismo)
12. HEWITT, Paul G. Física Conceitual. São Paulo: Bookman, 2002. 9ª Edição.
13. ROCHA, José Fernando. Origens e Evolução das idéias da Física. Salvador: EDUFBA, 2002
14. OKUNO, E. Radiação: efeitos, riscos e benefícios. São Paulo: Harbra, 1998.
15. RESNICK, Robert; HALLIDAY, David; WALKER, Jearl. Fundamentos de física. 8. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2009. 4 v.
Documentos para Física
1. BRASIL. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN+ ensino médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais; ciências da natureza, matemática e suas tecnologias. Brasília: MEGSEMTEC, 2002.
2. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Física para o Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em:
http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop_FIS_COMP_red_md_20_03.pdf
Perfil desejado para o professor de Química
Os professores de Química do ensino médio devem ter domínio dos conteúdos a serem ensinados, bem como dos recursos metodológicos para apresentá-los aos alunos, com a compreensão do significado desses conteúdos em contextos adequados, referentes aos universos da cultura, do trabalho, da arte, da ciência ou da tecnologia, dentre outros. Entretanto, estes saberes devem ser articulados de maneira a possibilitar a construção de uma visão de mundo por parte do educando em que ele, tendo ferramentas para tomar suas próprias decisões, se veja como um participante ativo, crítico e capaz de intervir na realidade. Além das características gerais esperadas de todos os professores de Ciências da Natureza, demandam-se competências mais específicas dos professores de Química, apresentadas a seguir.
O professor de Química deve apresentar o seguinte perfil:
1. Reconhecer a Química como parte da cultura humana, portanto de caráter histórico, que influencia outras áreas do saber, e é influenciada por elas.
2. Compreender o conhecimento químico como sendo estruturado sobre o tripé: transformações químicas, materiais e suas propriedades e modelos explicativos, entremeados pela linguagem científica simbólica própria da Química.
3. Conhecer os conteúdos fundamentais da Química com uma profundidade que permita identificar as ideias principais presentes nesses conteúdos e articulá-las, estabelecendo relações entre eles e abordando-os sob diferentes perspectivas, tendo em vista a formação do aluno como cidadão.
4. Avaliar as relações entre os conhecimentos científicos e tecnológicos e os aspectos sociais, econômicos, políticos e ambientais ao longo da história e na contemporaneidade, sendo capaz de organizar os conteúdos da Química, ao tratar o tripé transformações – materiais – modelos explicativos, em torno de temáticas que permitam compreender o mundo em sua complexidade.
5. Organizar o estudo da Química a partir de fatos perceptíveis, mensuráveis e próximos à vivência do estudante, caminhando para as possíveis explicações mais abstratas e que exigem modelos explicativos mais elaborados, de modo a respeitar o nível cognitivo do estudante e criar condições para seu desenvolvimento.
6. Compreender a ciência como construção humana, social e historicamente situada, estando, portanto, sujeita a debates, conflitos de interesses, incertezas e mudanças. Promover o ensino da Química de maneira condizente com esta visão, em contraposição à ideia de ciência como verdades absolutas e imutáveis.
7. Propor e realizar atividades experimentais de caráter investigativo com objetivo de conhecer fatos químicos e construir explicações científicas fundamentadas em dados empíricos e proposições teóricas. Desenvolver, neste percurso, habilidades e competências científicas tais como observar, registrar, propor hipóteses, inferir, organizar, classificar, ordenar e analisar dados, sintetizar, argumentar, generalizar e comunicar resultados, estando ciente das possibilidades e limitações da experimentação no desenvolvimento e na aprendizagem da ciência.
8. Valorizar, ao propor temas para o ensino, o tratamento de questões ambientais, de maneira articulada com outras áreas do conhecimento, tendo em vista o desenvolvimento de atitudes pró-ambientais, tanto em âmbito individual quanto coletivo.
9. Evidenciar, nas situações concretas da vida dos alunos, situações em que o conhecimento químico tratado em sala de aula se articula com a experiência cotidiana, seja refutando, corroborando ou aprofundando as concepções prévias dos estudantes.
10. Reconhecer o papel ativo do aluno na construção de seu próprio conhecimento, sabendo propor atividades que incentivem a pesquisa, a capacidade de fazer perguntas, de analisar problemas complexos, de construir argumentações consistentes, de comunicar ideias e de buscar informações em diferentes fontes.
Habilidades do professor de Química
Espera-se que os professores de Química do Ensino Médio, ao desenvolver os temas de ensino, considerem que estão preparando seus alunos para que possam avaliar as relações entre o desenvolvimento científico e tecnológico e as transformações na sociedade e ambiente ao longo da história, bem como ter uma postura crítica quanto às informações de cunho científicotecnológico veiculadas na mídia, reconhecendo a importância da cultura científica em nossa sociedade. Assim, os professores de Química devem estar aptos para realizar e tornar seus alunos capazes de:
1. Identificar as transformações químicas que ocorrem no dia-a-dia e no sistema produtivo, analisando as evidências de interações entre materiais e entre materiais e energia, o tempo envolvido nas interações e a reversibilidade desses processos, representando-as por meio de linguagem discursiva e simbólica, utilizando símbolos, fórmulas moleculares e estruturais e equações químicas.
2. Aplicar conhecimentos sobre propriedades específicas das substâncias para: identificar reagentes e produtos em uma transformação química; distinguir substâncias de misturas, avaliar e propor técnicas de separação dos componentes de misturas de substâncias, identificar diferentes materiais, prever o comportamento das substâncias quanto à solubilidade, flutuação e mudanças de estado físico, e relacionar tais propriedades aos usos que a sociedade faz de diferentes materiais
3. Analisar reações de combustão e outras transformações químicas de modo a: compreender aspectos qualitativos de uma combustão; estabelecer relações entre massas de reagentes, de produtos e a energia envolvida nas transformações químicas, fazendo previsões sobre tais quantidades; aplicar conhecimentos sobre poder calorífico de combustíveis; avaliar impactos ambientais relativos à obtenção e aos usos de combustíveis e metais.
4. Descrever e historiar as ideias sobre a constituição da matéria propostas por John Dalton utilizando-as para: explicar as transformações químicas como rearranjos de átomos; interpretar as leis de Lavoisier e Proust.
5. Compreender os modelos sobre a constituição da matéria propostos por Thomson, Rutherford e Bohr utilizando-os para explicar a natureza elétrica da matéria, as ligações químicas entre átomos, as radiações eletromagnéticas, a radiação natural, a existência de isótopos, relacionando o número atômico e o número de massa e algumas das propriedades específicas das substâncias.
6. A partir da interpretação da constituição dos materiais ao nível microscópico, fazer previsões sobre: a polaridade de ligações químicas e de moléculas, as interações intermoleculares, as propriedades de substâncias iônicas, moleculares e metálicas e de misturas de substâncias, tais como solubilidade, condutibilidade elétrica, temperaturas de fusão e de ebulição, e o estado físico, em determinadas condições de temperatura e pressão.
7. Considerando as modificações ocorridas ao longo do tempo, compreender a estrutura da Tabela Periódica e os critérios para sua organização, sabendo localizar os elementos nos grupos (famílias) e períodos e estabelecer relações entre posição, eletronegatividade, tipos de ligações químicas que os átomos tendem a estabelecer e as propriedades das substâncias formadas.
8. Compreender as ligações químicas em termos de forças elétricas de atração e repulsão e as transformações químicas como resultantes de quebra e formação de ligações, fazendo previsões e representando-as por meio de diagramas, da energia envolvida numa transformação química a partir de valores de energia de ligação, de modo a diferenciar processos endotérmicos e exotérmicos.
9. Estabelecer relações quantitativas envolvidas na transformação química em termos de quantidade de matéria, massa e energia, de modo a fazer previsões de quantidades de reagentes e produtos e da energia envolvidas em processos que ocorrem na natureza e no sistema produtivo, sabendo avaliar a importância social, econômica e ambiental destas relações nesses processos.
10. Identificar as matérias primas, os produtos formados, os usos considerando suas propriedades específicas, envolvidos nos processos de produção de metais, em especial do ferro e do cobre, bem como as implicações econômicas e ambientais na produção e no descarte desses metais.
11. Avaliar a qualidade de diferentes águas considerando o critério brasileiro de potabilidade e a demanda bioquímica de oxigênio, utilizando, para tal, o conceito de concentração, e cálculos com dados expressos em diferentes unidades (g.L-1, mol. L-1, ppm, % em massa) e temperaturas
12. Reconhecer fontes causadoras de poluição da água e identificar os procedimentos envolvidos no tratamento de água para consumo humano e de esgotos domésticos, aplicando conhecimentos relativos à separação de misturas, transformações químicas, pH e solubilidade, para a compreensão desses, sabendo propor medidas que tenham em vista a preservação dos recursos hídricos e o uso consciente da água tratada.
13. Compreender e aplicar os conceitos de oxidação, redução e reatividade para explicar as transformações químicas que ocorrem na corrosão de metais, eletrólises, pilhas e outras transformações químicas, reconhecendo as implicações sociais e ambientais desses processos
14. Reconhecer o ar atmosférico como fonte de materiais úteis ao ser humano, identificando os processos industriais envolvidos na separação de seus componentes, as utilizações destes últimos em sistemas naturais e produtivos, em especial, na síntese da amônia a partir dos gases nitrogênio e hidrogênio, considerando como a temperatura e a pressão do sistema e o uso de catalisadores afetam a rapidez e a extensão desta síntese, viabilizando-a ou não.
15. Reconhecer e controlar as variáveis que podem modificar a rapidez das transformações químicas e utilizar o modelo de colisões para explicá-las, sabendo conceituar energia de ativação, choques efetivos, assim como utilizar diagramas de energia para representar e avaliar as variações de energia envolvidas nas diferentes etapas das transformações químicas.
16. A partir do conhecimento da distribuição da água no planeta e da composição das águas naturais, reconhecer a hidrosfera como fonte de materiais úteis para o ser humano, os processos químicos envolvidos na obtenção de materiais a partir da água do mar, aplicando conhecimentos sobre equilíbrio químico e identificando as variáveis que podem perturbá-lo.
17. A partir das ideias de Arrhenius e do conceito de equilíbrio químico, interpretar e representar a ionização de ácidos, a dissociação de bases e reações de neutralização, em meio aquoso, estabelecendo relações quantitativas com o pH das soluções aquosas e considerando a importância desses conhecimentos na avaliação das características da água no ambiente e no sistema produtivo.
18. Reconhecer a biosfera como fonte de materiais úteis ao ser humano, identificando os principais componentes da matéria viva, dos recursos fossilizados e dos alimentos – carboidratos, lipídeos, proteínas e vitaminas -, utilizando representações das estruturas das substâncias orgânicas para explicar as diferentes funções orgânicas e o fenômeno da isomeria.
19. Compreender e avaliar os processos de obtenção de combustíveis a partir da biomassa, de derivados do petróleo, de carvão mineral e de gás natural, e as implicações sócioambientais relacionadas aos usos desses materiais.
20. Avaliar de maneira sistêmica – interrelacionando os ciclos biogeoquímicos da água, do nitrogênio, do oxigênio, e do carbono – e sob a ótica do desenvolvimento sustentável, as perturbações provocadas pelo ser humano na atmosfera, hidrosfera e biosfera, tais como: emissão de gases como SO2, CO2, hidrocarbonetos voláteis, CFCs, NO2 e outros óxidos de nitrogênio; chuva ácida, aumento do efeito estufa, redução da camada de ozônio, uso de detergentes, praguicidas, metais pesados, combustíveis fósseis e biocombustíveis, para propor ações corretivas e preventivas e busca de alternativas para a preservação da vida no planeta.
Bibliografia para Química
1. BAIRD, Colin. Química ambiental. Trad. Recio, M.A.L e Carrera, L.C.M; supervisão técnica: Grassi, M.T. 2ª. edição. Porto Alegre: Bookmann, 2002.
2. CANTO, E. L. Minerais, Minérios, Metais: De onde vêm? Para onde vão? 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2008.
3. CHALMERS, A. F. O que é ciência afinal?. 2a. reimp., trad Fifer, R. São Paulo: Brasiliense, 2009.
4. CHASSOT, A. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 2ª ed. Ijuí: Ed. UNIJUÍ, 2001.
5. GRUPO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO QUÍMICA. Interações e Transformações – Química para o Ensino Médio. Livros I, II. Guia do professor: livro do aluno – São Paulo, 1995/2007.
6. GRUPO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO QUÍMICA. Interações e Transformações – Química e a Sobrevivência – Atmosfera – fonte de materiais. São Paulo, EDUSP, 1998.
7. GRUPO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO QUÍMICA. Interações e Transformações – Química para o Ensino Médio. Livros I, II. Guia do Professor: livro do aluno – São Paulo, 2007, 1995.
8. KOTZ, J. C. e TREICHELJ Jr, P. M. Química Geral e Reações Químicas. São Paulo: Thomson Learning (Pioneira), 2005/2009. v. 1 e 2
9. MARZZOCO, A.T., TORRES, B.B. Bioquímica Básica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 3ª Ed, 2007.
10. PESSOA de CARVALHO, A. M.; GIL-PEREZ, D. (2001). Formação de professores de ciências. 9ª. ed . São Paulo: Ed Cortez, 2009.
11. QNESC. Cadernos temáticos da revista Química Nova na Escola. Caderno Temático #1 – Química Ambiental; Caderno Temático #2 – Novos Materiais; Caderno Temático #3 – Química de Fármacos; Caderno Temático #4 – Estrutura da Matéria: uma visão molecular; Caderno Temático #5 – Química, Vida e Ambiente; Caderno Temático #7 – Representação Estrutural em Química. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos.
12. ROCHA, J. C.; ROSA, A. H.; CARDOSO, A. A. Introdução à Química Ambiental. Porto Alegre: Bookman, 2009.
13. SOLOMONS, T.W.G. Química Orgânica. Vol. 1 e 2, Rio de Janeiro: J LTC, 2009.
14. TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C.; SILVA, R. R. A atmosfera terrestre. Coleção Polêmica. 2ª ed. São Paulo: Ed. Moderna, 2008.
15. ZANON, L.B. (org.) MALDANER, O A. (org). Fundamentos e Propostas de Ensino de Química para a Educação Básica no Brasil. Ijuí: UNJUÍ, 2007.
Documentos para Química
1. BRASIL. Orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias – PCN+. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/CienciasNatureza.pdf.
2. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. CENP. “Oficinas temáticas no ensino público: formação continuada de professores” SE/CENP. São Paulo: FDE, 2007. Versão impressa e versão digital disponível em: http://www.educacao.sp.gov.br. (selecionar “rede do saber”, arquivos, selecionar “listar todos os arquivos, p. 10, “oficinas de química”.)
3. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Química para o Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em:http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop_QUI_COMP_red_md_20_03.pdf
Perfil desejado para o professor de Biologia
Os professores da Área de Ciências da Natureza devem ter domínio dos conteúdos a serem ensinados, bem como dos recursos metodológicos para apresentá-los aos alunos, compreendendo do significado desses conteúdos não só dentro de sua área específica de atuação, mas também em contextos variados, como nos universos da cultura, do trabalho, da arte, da ciência ou da tecnologia. Além das características gerais esperadas de todos os professores de Ciências da Natureza, demandam-se competências mais específicas dos professores de Biologia, listadas a seguir:
O professor de Biologia deve apresentar o seguinte perfil:
1. Reconhecer a Biologia como um ramo do conhecimento científico, passível de análise, teste, experimentação e dúvida. Reconhecer que esse campo do saber humano é gerador de conhecimento e de avanços tecnológicos, além de contribuir para a qualidade de vida das pessoas.
2. Reconhecer a Biologia como parte da cultura humana, portanto de caráter histórico, que influencia outras áreas, como as artes, as ciências humanas, as tecnologias, a produção de bens e serviços, e é influenciada por elas.
3. Conhecer os conteúdos fundamentais da Biologia com uma profundidade e desenvoltura que lhe permita abordá-los sob diferentes pontos de vista, além de visualizar esses conteúdos como caminhos para que os alunos atinjam seus próprios objetivos pessoais.
4. Ser capaz de organizar os conteúdos da Biologia em torno de situações de aprendizagem que sejam significativas e desafiadoras para os alunos, respeitando suas capacidades e limitações e em consonância com os objetivos específicos da escola onde trabalha e da realidade que a envolve. Isto inclui escolher e priorizar, dentro da imensa quantidade de fatos gerados pela Biologia, aqueles que melhor se prestam para atingir os objetivos da escola.
5. Articular os conteúdos de Biologia com os de outras áreas do saber, promovendo o aprendizado e a integração do conhecimento para além do seu campo específico de atuação, favorecendo a interdisciplinaridade e demonstrando a contribuição da sua área para a resolução de problemas reais da sociedade.
6. Evidenciar, nas situações concretas da vida dos alunos, situações em que o conhecimento biológico tratado em sala de aula tangencia a experiência cotidiana, seja refutando, corroborando ou aprofundando as concepções prévias dos estudantes.
7. Ser capaz de conduzir experimentos e observações da natureza viva, explorando não só a sua dimensão exata e didática, mas também eventuais desvios do esperado, articulando as observações com a teoria, utilizando essas situações para estimular o protagonismo dos alunos na construção de seu próprio conhecimento e para evidenciar o modo científico de pensar.
8. Valorizar aspectos regionais da fauna e da flora em suas aulas utilizando, por exemplo, estudos de meio, sem perder de vista observações e conclusões mais universais, orientando os estudantes para a percepção de padrões biológicos gerais.
9. Sensibilizar os estudantes para questões ambientais e de saúde pública, contribuindo para orientá-los em relação a alternativas de comportamento e consumo menos agressivas ao ambiente, a cuidados com o próprio corpo e riscos à saúde.
10. Ser capaz de mediar discussões científicas entre os estudantes, estimulando seus interesses e instigando-os à pesquisa, articulando de maneira consistente a experiência imediata com as teorias científicas vigentes, orientando e depurando interesses menos relevantes em vista dos objetivos gerais da escola. Isso deve ser feito de modo a oferecer uma visão panorâmica dos conteúdos, plena de significações tanto para a vida cotidiana quanto para uma formação cultural mais rica.
Habilidades do professor de Biologia
O professor de Biologia deve ser capaz de utilizar os conteúdos da área como meios para atingir o objetivo maior da escola, que é desenvolver nos alunos competências que lhes permitam fazer sua própria leitura do mundo, defender suas ideias e compartilhar novas e melhores formas de ser e viver, na complexidade em que isso é requerido. Conforme exposto com detalhe no Currículo do Estado de São Paulo, essas competências incluem, prioritariamente, o domínio da norma culta da língua portuguesa, a capacidade de expressão em diferentes linguagens e a capacidade de construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos e resolução de problemas. O curso de Biologia deve colaborar para que os alunos desenvolvam essas competências e sejam capazes de utilizar-se dos conhecimentos apreendidos na escola para elaborar propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. Para auxiliar os alunos nesse objetivo, os professores de Biologia deverão possuir certas habilidades específicas:
1. Contextualizar os conteúdos dentro de uma visão sistêmica da natureza, enfatizando os fluxos de energia e matéria na manutenção da vida e a existência de ciclos globais que incluem os seres vivos, mas estendem-se além deles.
2. Identificar, no nível das populações e comunidades, relações de competição e de cooperação que podem levar a oscilações nos tamanhos das populações de seres vivos.
3. Identificar fatores causadores de problemas ambientais, tais como crescimento e adensamento da população humana, mudanças nos padrões de produção e consumo ou interferências artificiais nos ciclos biogeoquímicos.
4. Localizar problemas ambientais contemporâneos e apontar ações individuais e coletivas que possam minimizá-los, demonstrando o conhecimento de alternativas ambientalmente menos nocivas para questões como obtenção de energia, controle de pragas e disposição do lixo.
5. Reconhecer a saúde como bem estar físico, mental e social, seus condicionantes (alimentação, moradia, saneamento, meio ambiente, renda, trabalho, educação, transporte e lazer) e os principais riscos à sua manutenção, tendo em conta a realidade brasileira.
6. Reconhecer os elementos em jogo durante um experimento, distinguindo a hipótese que está sendo testada, identificando a existência de grupos-controle e grupos-tratamento, além de ser capaz de fazer previsões a partir de hipóteses e confrontá-las com os resultados observados.
7. Reconhecer a gravidez na adolescência e as doenças sexualmente transmissíveis, especialmente a AIDS, como problemas de saúde pública, apontando tanto as medidas de prevenção quanto as consequências da aquisição dessas situações ou doenças para a vida futura.
8. Interpretar a teoria celular como central na Biologia, entendendo a organização celular como característica fundamental dos seres vivos.
9. Reconhecer a importância do núcleo celular para a reprodução da célula e caracterizá-lo como o portador das características hereditárias.
10. Enfrentar situações-problema envolvendo a transmissão de informação hereditária, traduzindo a informação presente em textos para esquemas e vice-versa.
11. Reconhecer o papel dos fatores genéticos na determinação das características dos seres vivos.
12. Associar adequadamente o DNA à transmissão de informação hereditária, identificando as correspondências entre a genética clássica (mendeliana) e a biologia molecular.
13. Compreender as discussões atuais sobre tecnologias de manipulação do DNA, seus eventuais riscos e benefícios de maneira suficiente para utilizá-las para abordar outros tópicos de genética.
14. Reconhecer o desafio da classificação biológica, ter familiaridade com o sistema de nomenclatura e com as representações de parentesco entre os seres vivos.
15. Compreender a biologia das plantas e os aspectos comparativos de sua evolução.
16. Compreender a biologia dos animais e os aspectos comparativos de sua evolução.
17. Analisar as diferentes hipóteses e teorias em torno da origem da vida, distinguindo a construção do conhecimento científico de outros tipos de conhecimento.
18. Reconhecer a teoria da evolução como ideia unificadora da Biologia e como única explicação científica para a diversidade de seres vivos.
19. Ser capaz de analisar criticamente evidências da evolução biológica em grupos específicos.
20. Discutir a origem do ser humano dentro do paradigma evolucionista.
Bibliografia para Biologia
1. ALBERTS, B.; Bray, D.; Johnson, A. Lewis, J.; Raff, M. Roberts, K., Walter, P. Fundamentos da Biologia Celular. (Capítulos 1, 4, 6, 7, 8, 10 a 19).2.ed.- Porto Alegre: ARTMED, 2006.
2. BOUER, J. Sexo & Cia: as dúvidas mais comuns (e as mais estranhas) que rolam na adolescência. 2 ed. São Paulo: Publifolha, 2002.
3. CARVALHO F.H & PIMENTEL S.M.R. A célula (2007) – Barueri: Manole, 2007
4. CARVALHO, ISABEL C. M., Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. Capítulo 1, p. 111 a 130, Capítulo 3, p. 149 a 160, Capítulo 5 p. 175 a 187 – 3ª Ed. São Paulo: Cortez, 2008
5. CLEVELAND , P. H. JR., ROBERTS, L. S. & LARSON. Princípios Integrados de Zoologia. 11.ed. Rio de Janeiro: Guanabara – Koogan, 2004
6. DEAN, W. A ferro e fogo: a história e a devastação da Mata Atlântica brasileira, São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
7. GRIFFITHS, A .J. F.; [et al.]. Introdução à Genética. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara – Koogan, 2009. Capítulos 1 a 17, p. 1 a 544, Capítulo 19, p. 587 a 616.
8. KORMONDY, E. J. e BROWN, D.E. Ecologia humana. São Paulo: Atheneu Editora, 2002.
9. KRASILCHIK, M. 2004. Prática de ensino de Biologia. 4ª ed., São Paulo, EDUSP, 2008.
10. MARGULIS, L. & SCHWARTZ, K. V. Cinco reinos: um guia ilustrado dos filos da vida na Terra. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
11. RAVEN, P. H.; EVERT R.F; EICHHORN, S. E. Biologia Vegetal. (seções 4, 5 , 6 e 7). 7 Ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
12. RIDLEY, M. Evolução. 3a. ed. Porto Alegre: ArtMed Editora 2006.
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15. TORTORA, G. J. Corpo humano: Fundamentos de anatomia e fisiologia. 6.ed. Porto Alegre: ARTMED, 2006.
Documentos para Biologia
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Biologia para o Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/
Prop_BIO_COMP_red_md_20_03.pdf
Perfil desejado para o professor de História
As indicações a seguir apresentam o perfil do profissional da Educação que se vislumbra para ensinar História nas escolas da rede pública de São Paulo. Quais os aspectos de sua formação a serem valorizados para identificar sua capacidade de ensinar História nos níveis Fundamental e Médio? Quais os conteúdos, inclusive teóricos, sobre os quais os professores devem mostrar conhecimento e familiaridade e que deverão ser aplicados – a partir de sua adequação – nas aulas da Educação Básica? A partir dessas preocupações e reconhecendo – sem quaisquer compromissos com formas preconceituosas de hierarquização – as especificidades de cada nível de ensino, com suas características e objetivos próprios, sua elaboração foi assentada na estrutura curricular que orienta os cursos de graduação em História, especialmente aqueles oferecidos pelas Universidades públicas, haja vista o fato de que eles servem de modelo à maioria das instituições privadas. Com isto, pretende-se respeitar a formação dos professores, sem ampliar ou reduzir expectativas que possam comprometer os padrões de qualidade que deve ter a escola pública. É importante registrar, ainda, que se espera do professor a organização do aprendizado da História em harmonia com os eixos temáticos e conceitos centrais da proposta curricular da disciplina, como Tempo e Sociedade; História e Memória; História e Trabalho; Cultura e Sociedade, História e Diversidade, desenvolvendo situações para produção e difusão do conhecimento e estudo da História por meio dos recursos disponíveis em diferentes instituições de ensino como museus, centros de documentação e órgãos de preservação do patrimônio cultural, dentre outros. Mais ainda, que compreenda a importância da memória em seus variados suportes socioculturais, identificando o seu papel na constituição dos sujeitos, na construção do conhecimento histórico e nas experiências sociais, e que seja capaz de utilizar diferentes linguagens (escrita, oral, cartográfica, musical, e imagética), visando desenvolver os estudos da realidade histórico-social, por meio das várias produções culturais disponíveis.
O professor de História deve apresentar o seguinte perfil: A dimensão formativa do saber histórico demanda um conjunto de competências que se relacionam aos valores e atitudes integrantes do conhecimento histórico e sua função social. Nesta perspectiva, como competências gerais, os professores de História devem apresentar condições didático-pedagógicas que permitam:
1. Reconhecer diferenças entre as temporalidades: tempo do indivíduo e o tempo social; tempo cronológico e tempo histórico, identificando características dos sistemas sociais e culturais de notação e registro de tempo ao longo da história.
2. Compreender e problematizar conceitos historiográficos, política e ideologicamente determinados, enfatizando a importância do uso de fontes e documentos de natureza variada para o estudo da História.
3. Reconhecer e valorizar as diferenças socioculturais que caracterizam os espaços sociais (escola, a localidade, a cidade, o país e o mundo) considerando o respeito aos direitos humanos e a diversidade cultural como fundamentos da vida social.
4. Identificar os elementos socioculturais que constituem a formação histórica brasileira, promovendo o estudo das questões da alteridade e a análise de situações históricas de reconhecimento e valorização da diversidade, responsáveis pela construção das identidades individual e coletiva.
5. Estimular o desenvolvimento da capacidade leitora, interpretativa e analítica de situações históricas nos alunos do Ensino Fundamental e Médio, buscando o entendimento das influências da História nas formas de convivência social do tempo presente e do passado.
6. Demonstrar conhecimento dos conteúdos fundamentais que expressam a diversidade das experiências históricas através de suas múltiplas manifestações, criando situações de ensinoaprendizagem adequadas aos objetivos do ensino básico e à construção do saber histórico escolar, utilizando-se, sempre que possível, da interdisciplinaridade para construção do conhecimento histórico.
7. Analisar características essenciais das relações sociais de trabalho ao longo da história, reconhecendo os impactos da tecnologia nas transformações dos processos de trabalho, e estabelecer relações entre trabalho e cidadania.
8. Estimular a reflexão critica na análise das decisões políticas contemporâneas, reconhecendo a importância do voto e da participação coletiva e percebendo-se como agente da história e seu tempo.
9. Propor e justificar um problema de investigação histórica, estabelecendo suas delimitações (cronológica, espacial, temática, etc.), definindo as fontes da pesquisa, as referências analíticas, os procedimentos técnicos e produzindo análises e interpretações utilizando-se dos conceitos, categorias e vocabulário pertinentes ao discurso historiográfico;
10. Reconhecer o papel dos vários sujeitos históricos, percebendo e interpretando as relações/tensões entre suas ações e as determinações que as orientam no processo histórico.
Habilidades do professor de História
Em função do perfil apresentado acima, foi elaborado um conjunto de habilidades, visando aferir se o professor está apto a:
1. Destacar características essenciais das relações de trabalho ao longo da história, reconhecendo a importância do trabalho humano na edificação dos contextos histórico-sociais e as características de suas diferentes formas na divisão temporal formal: pré-história, antiguidade, Idade Média, modernidade e contemporaneidade;
2. Identificar materiais que permitam observar as principais características das civilizações antigas quanto à organização da vida material e cultural, relevando questões centrais como o surgimento do Estado e as formas de sociedade e de religiosidade.
3. Demonstrar a importância de estudos sobre a história da África, identificando características essenciais do continente em sua organização econômica, social, religiosa e cultural.
4. Definir as características dos principais sistemas dos movimentos populacionais ao longo da História.
5. Reconhecer e analisar as principais características e resultados do encontro entre os europeus e as diferentes civilizações da Ásia, África e América.
6. Problematizar no processo de formação dos Estados nacionais as permanências e descontinuidades que se relacionam ao Renascimento cultural, urbano e comercial e suas interfaces com a expansão marítimo-comercial dos séculos XV e XVI.
7. Destacar aspectos das sociedades pré-colombianas da América, caracterizando as diferenças socioculturais e materiais destas civilizações no momento do contato América-Europa.
8. Compreender e caracterizar os processos dos conflitos religiosos e das rebeldias camponesas que culminaram na Reforma e na Contra-Reforma entendendo-as em sua simultaneidade.
9. Compreender a influência das instituições e movimentos político-sociais europeus sobre o espaço colonial americano, identificando traços responsáveis pelo desenho das sociedades que se formaram nos séculos XIX, XX e nos tempos atuais.
10. Identificar, comparar e analisar as principais características e diferenças da colonização européia na América e analisar o processo de independência e constituição das nações no continente.
11. Analisar as relações entre os processos da Revolução Industrial Inglesa e da Revolução Francesa e seu impacto sobre os empreendimentos coloniais europeus na América, África e Ásia.
12. Diferenciar singularidades do socialismo, do comunismo, do anarquismo e seus desdobramentos nos Estados nacionais liberais.
13. Conceber o processo histórico como ação coletiva de diferentes sujeitos reconhecendo os movimentos sociais rurais e urbanos como formas de resistência política, econômica e cultural ao ideário capitalista em suas várias fases.
14. Reconhecer as formas atuais das sociedades como resultado das lutas pelo poder entre as nações, compreendendo que a formação das instituições sociais é resultado de interações e conflitos de caráter econômico, político e cultural.
15. Reconhecer e analisar os acontecimentos desencadeadores das guerras mundiais, identificando as razões do desenvolvimento da supremacia dos Estados Unidos da América e do declínio da hegemonia européia.
16. Comparar as características dos regimes autocráticos europeus e as principais influências nazi-fascistas nos movimentos políticos brasileiros da década de 1930.
17. Identificar acontecimentos formadores do processo político na década de 1930 no Brasil em relação ao enfrentamento da crise de 1929 e suas consequências sobre os movimentos de trabalhadores da época.
18. Demonstrar as principais características do populismo no Brasil, especialmente as propostas que orientaram a política desenvolvimentista e o Golpe Militar de 1964.
19. Estabelecer comparações no contexto da Guerra Fria entre a situação política latino-americana e o Brasil e caracterizar os governos militares instalados no Brasil e, em países como o Chile e a Argentina, pela supressão das liberdades e pelos mecanismos utilizados pela repressão à oposição.
20. Identificar os principais movimentos de resistência aos governos militares na América Latina e o papel das Organizações Internacionais de Direitos Humanos.
Bibliografia para História
1. BITENCOURT, Circe Maria F. (org.). O saber histórico na sala de aula. 2 ed. São Paulo, Contexto, 1998.
2. BITENCOURT, Circe Maria F.. Ensino de História – fundamentos e métodos. 1ª Ed., São Paulo, Cortez, 2005.
3. BLOCH, Marc. Apologia da História – ou ofício do historiador. 1ª Ed., Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2002.
4. BURKE, Peter. O que é História Cultural? 1ª Ed., Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2005.
5. FAUSTO, Boris. História do Brasil. 13ª Ed. São Paulo: EDUSP, 2008
6. FERRO, Marc. A manipulação da história no ensino e nos meios de comunicação. A história dos dominados em todo o mundo. São Paulo: Ibasa, 1983.
7. FONSECA, Selva G . Didática e Prática de Ensino de História. Campinas, SP, Papirus, 2005.
8. FONSECA, Selva G. Caminhos da História Ensinada. Campinas, SP, Papirus, 2009
9. FUNARI, Pedro Paulo e SILVA, Glaydson José da. Teoria da História. São Paulo: Editora Brasiliense, 2008.
10. HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula – visita à história contemporânea. 2ª Ed., São Paulo, Selo Negro, 2008.
11. HEYWOOD, Linda M. (Org.). Diáspora negra no Brasil. São Paulo, Contexto, 2008.
12. KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo, Contexto, 2003.
13. LE GOFF, Jacques. História e Memória. 1ª Ed., Campinas, UNICAMP, 2003. (Capítulos indicados: “Memória”; “Documento/ monumento”; “História”; “Passado/presente”).
14. PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Novos temas nas aulas de história. São Paulo: Contexto, 2009.
15. SOUZA, Marina de Melo. África e o Brasil Africano. 2ª Ed., São Paulo, Ática, 2007.
Documentos para História
1. BRASIL, Ministério da Educação. ENCCEJA. História e geografia, ciências humanas e suas tecnologias: livro do professor – ensino fundamental e médio/Coordenação Zuleika de Felice Murrie. Brasília: MEC/INEP, 2002.
2. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Ciências Humanas e suas Tecnologias – História. Brasília, MEC/SEB, 2006.
3. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de História para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/Prop_HIST_COMP_red_md_20_03.pdf
Perfil desejado para o professor de Geografia
O espaço geográfico é formado pela articulação entre objetos técnicos e informacionais, fluxos de matéria e informação e objetos naturais. Assim ele não é meramente um substrato sobre o qual as dinâmicas sociais se desenrolam: é uma dimensão viva dessas dinâmicas. O ensino de geografia destina-se a formar cidadãos capacitados a decifrar a sociedade, por meio de sua dimensão espacial. No mundo contemporâneo, marcado pela aceleração dos fluxos e pelo elevado conteúdo de ciência e tecnologia nos processos produtivos, a trama que constitui o espaço se articula numa totalidade mundial. Mas o mundo se expressa desigualmente nos territórios nacionais, nas regiões e nos lugares. Esse jogo escalar é uma ferramenta indispensável para o ensino de geografia, pois as escalas geográficas estão sempre interrelacionadas: é preciso, por exemplo, considerar o mundo, a região e o território nacional na análise dos fenômenos que ocorrem no lugar. O processo de urbanização, por exemplo, quando analisado na escala global, revela-se descompassado: no século XIX, com a emergência do sistema técnico, o mundo conheceu a primeira grande onda de urbanização, praticamente circunscrita aos países em processo de industrialização; a partir de meados do século XX, o ritmo da urbanização se acelera nos países mais pobres, impulsionado sobretudo pela falência das estruturas rurais tradicionais. O mesmo processo pode ser analisado na escala dos territórios nacionais, revelando as disparidades regionais internas e a lógica das redes urbanas. No espaço intra-urbano, por sua vez, a trama de objetos técnicos e naturais revela-se sempre única e particular, ainda que conectada ao espaço global. A preocupação com esse jogo escalar orientou tanto a elaboração do corpo de competências e habilidades quanto a seleção da bibliografia. A prova volta-se para avaliar o domínio sobre o conteúdo curricular, que abrange tanto as competências e habilidades quanto o corpo de conceitos que perpassam os conteúdos programáticos. Por isso mesmo, o arcabouço conceitual da geografia deve estar incorporado na prova, pois ele é o ponto de partida para uma reflexão organizada sobre a dimensão espacial da sociedade. Diversas obras presentes na bibliografia dedicam-se a esse tema. Mas esses conceitos só adquirem relevância se forem mobilizados para desvendar a dimensão espacial dos arranjos econômicos, das estratégias políticas e das identidades culturais.
A prova aferirá se os professores são capazes de operacionalizar os conceitos para decifrar a lógica das políticas públicas territoriais, dos movimentos sociais, da localização espacial das empresas, do agronegócio e do ambientalismo, além de outras tantas que integram o temário da geografia. Mais do que isso, os conceitos devem ser usados pelo professor para ensinar os alunos que essas lógicas muitas vezes se enfrentam: o fazendeiro que quer produzir mais e o ambientalista que luta por uma legislação mais rigorosa são portadores de visões de mundo diferentes. O professor deve ensinar os alunos a se posicionarem de forma autônoma frente a essas diferenças. Como afirmou o mestre Milton Santos, o território pode ser visto como recurso ou como abrigo. Cabe ao professor de geografia reconhecer e saber fazer reconhecer a diferença entre um e outro.
O professor de Geografia deve apresentar o seguinte perfil:
1. Reconhecer e dominar conceitos e diferentes procedimentos metodológicos com vistas a desenvolver a análise e a formulação de hipóteses explicativas acerca da produção do espaço geográfico e da articulação de diferentes escalas geográficas.
2. Reconhecer o caráter provisório das ciências diante da realidade em permanente transformação, considerando a importância das concepções teóricas e metodológicas da Geografia para o desenvolvimento do conhecimento humano.
3. Demonstrar o domínio do conhecimento de ciências afins da Geografia que contribuam para ampliar a capacidade de interpretação, argumentação e expressão da realidade geográfica, numa perspectiva interdisciplinar.
4. Compreender os fundamentos e as relações espaçotemporais pretéritas e atuais do planeta com vistas a identificar, reconhecer, caracterizar, interpretar, prognosticar fatos e eventos relativos ao sistema terrestre e suas interações com as sociedades na produção do espaço geográfico em diferentes escalas.
5. Compreender a importância e as diferentes formas de aplicação de inovações teóricas, metodológicas e tecnológicas para o avanço da pesquisa e do ensino em Geografia, considerando a aprendizagem da linguagem cartográfica.
6. Reconhecer o papel das sociedades nas transformações do espaço geográfico, decorrentes das inúmeras relações entre sociedade e natureza, articulando procedimentos empíricos aos referenciais teóricos da análise geográfica com vistas a elaborar propostas de intervenção solidária em processos sócioambientais.
7. Compreender as formas de organização econômica, política , social do espaço mundial e brasileiro, resultantes da revolução tecnocientífica e informacional expressa pela aceleração e intensificação dos fluxos da produção, do consumo e da circulação de pessoas, informações e ideias.
8. Aproveitar as situações de aprendizagem disponíveis no material didático ampliando-as por intermédio de novos contextos, recursos didáticos e paradidáticos, considerando a realidade local, de modo a ampliar o repertório de leitura de mundo dos alunos.
9. Aplicar diferentes formas de avaliação do ensino-aprendizagem, considerando-as como parte primordial do processo de aquisição do conhecimento, reconhecendo o seu caráter processual e sua relevância na aprendizagem.
10. Compreender a importância curricular de aprendizagens relativas aos processos histórico-geográficos relativos à formação cultural, política e sócio-econômica da América e da África, considerando sua relevância e influência na formação da identidade brasileira e latino americana.
Habilidades do professor de Geografia
Com base nas Competências Gerais espera-se que os professores estejam aptos a:
1. Observar, descrever e analisar o uso e apropriação do território brasileiro, considerando a formação sócio-espacial e as transformações da divisão territorial do trabalho.
2. Comparar os contextos geográficos e a produção do lugar social, no espaço e no tempo, a partir da análise da formação do Estado Nação em diferentes regiões, das fronteiras internacionais e da ordem mundial.
3. Ler e interpretar a dinâmica da paisagem, identificando interações entre elementos dos sistemas naturais e padrões e tendências das mudanças locais e globais.
4. Ler, interpretar e representar formas, estruturas e processos espaciais, demonstrando o domínio de linguagens numéricodigitais, gráficas e cartográficas.
5. Reconhecer, aplicar e estabelecer relações entre conhecimentos geográficos na interpretação de textos jornalísticos, documentos históricos, obras literárias e outras manifestações artísticas, como pinturas, esculturas, músicas, danças e projetos arquitetônicos.
6. Utilizar os diversos produtos e técnicas cartográficas, para localizar-se no espaço, visualizar informações, de modo a identificar razões e intenções presentes nos fenômenos sociais e naturais, com vistas a explicar e compreender as diferentes formas de intervenção no território e as lógicas geográficas desses fenômenos.
7. Identificar problemas e propor soluções decorrentes do uso e da ocupação do solo no campo e na cidade, considerando as políticas de gestão e de planejamento urbano, regional e ambiental.
8. Realizar escolhas mais adequadas de técnicas e procedimentos de análise da dinâmica ambiental, de estudos populacionais e da produção econômica do espaço geográfico.
9. Situar o Brasil na geopolítica mundial, considerando a globalização e sua inserção na América Latina e nos blocos econômicos internacionais.
10. Reconhecer as distintas abordagens de análise do espaço agrário no Brasil e no mundo, confrontando diferentes pontos de vista.
11. Comparar padrões espaciais gerados pela produção agropecuária e pelas cadeias produtivas industriais e pelas novas formas de gestão no campo.
12. Compreender as transformações do mundo do trabalho a partir das inovações tecnológicas e das interações entre diferentes lugares na economia flexível.
13. Interpretar dados e indicadores de diferentes formas de desigualdade social organizados em tabelas ou expressos em gráficos e cartogramas.
14. Fazer prognósticos a respeito da crise ambiental, estabelecendo relações de causa e efeito da intervenção humana nos ciclos naturais, fluxos de energia e no manejo de recursos naturais.
15. Discriminar as relações assimétricas de poder entre os organismos internacionais (Banco Mundial, FMI, diferentes organismos da ONU), os estados nações, as corporações transnacionais e as organizações não-governamentais.
16. Comparar propostas de regionalização do espaço mundial a partir de parâmetros econômicos, políticos e étnicoreligiosos.
17. Avaliar a situação de diferentes países e regiões da África e da América, considerando as transformações econômicas recentes e a inserção desigual e diferenciada no mercado mundial.
18. Explicar os processos geológicos e geofísicos e suas interações com a evolução da vida e a organização dos domínios morfoclimáticos.
19. Analisar o processo de urbanização mundial, com destaque para a metropolização, explicando a importância das cidades globais nos circuitos da economia-mundo.
20. Discutir a dinâmica demográfica, avaliando as políticas migratórias e a situação dos refugiados internacionais.
Bibliografia para Geografia
1. AB’SABER, Aziz. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê, 2007.
2. CASTELLS, Manuel. A Galáxia da internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
3. CASTROGIOVANNI, A. Carlos;, Helena C.; KAERCHER, Nestor André. Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2001.
4. DURAND, Marie-Françoise (et. alli), Atlas da Mundialização: compreender o espaço mundial contemporâneo; tradução de Carlos Roberto Sanchez Milani. Saraiva: SP, 2009.
5. ELIAS, Denise. Globalização e Agricultura. São Paulo: Edusp, 2003.
6. GUERRA, José Teixeira; COELHO Maria Célia Nunes. Unidades de Conservação: abordagens e características geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
7. HAESBAERT, Rogério; PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. A nova des-ordem mundial. São Paulo: Unesp, 2006.
8. HUERTAS, Daniel Monteiro. Da fachada atlântica à imensidão amazônica: fronteira agrícola e integração territorial. Fapesp/Annablume/Banco da Amazônia: São Paulo, 2009
9. MAGNOLI, Demétrio. Relações Internacionais: teoria e história. SP:Saraiva, 2004.
10. MARTINELLI, Marcelo. Mapas da Geografia e da Cartografia Temática. São Paulo: Contexto, 2003.
11. SALGADO-LABOURIAU, Maria Léa. História ecológica da Terra. São Paulo: Edgard Blücher, 1996.
12. SANTOS, Milton. Por uma outra Globalização. Rio de Janeiro: Record, 2004.
13. SOUZA, Marcelo Lopes. O ABC do Desenvolvimento Urbano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007.
14. THÉRY, Hervé; MELLO, Neli Aparecida. Atlas do Brasil. Disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: EDUSP, 2008
15. TOLEDO, Maria Cristina Motta de; FAIRCHILD, Thomas Rich; TEIXEIRA, Wilson. Decifrando a Terra. São Paulo: Ibep, 2009.
Documentos para Geografia
1. BRASIL, Ministério da Educação. ENCCEJA. História e geografia, ciências humanas e suas tecnologias: livro do professor – ensino fundamental e médio/Coordenação Zuleika de Felice Murrie. Brasília: MEC/INEP, 2002.
2. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Ciências Humanas e suas Tecnologias – Geografia. Brasília, MEC/SEB, 2006.
3. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Parâmetros Curriculares Nacionais – Geografia. Brasília, MEC/SEB, 1998.
4. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Geografia para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/
Portals/18/arquivos/Prop_GEO_COMP_red_md_20_03.pdf
Perfil desejado para o professor de Filosofia
Este texto foi elaborado com o objetivo de apresentar, sucintamente, o perfil do profissional da Educação que se vislumbra para ensinar Filosofia nas escolas da rede pública de São Paulo e, ao mesmo tempo, oferecer informações básicas sobre competências e conteúdos que serão avaliados no concurso. Quais os elementos de sua formação a serem valorizados para identificar a capacidade de ensinar a disciplina nas escolas de nível Médio? Quais os conteúdos, principalmente teóricos, sobre os quais os professores devem mostrar conhecimento e que deverão ser aplicados – a partir de sua necessária adequação – nas aulas da Ensino Básica? Considerando as especificidades de cada nível de ensino, com suas características e objetivos próprios, este documento está alicerçado na estrutura curricular que orienta o desenvolvimento dos cursos de graduação em Filosofia, tanto aqueles oferecidos pelas Universidades públicas, quanto os ministrados nas instituições privadas, com o que se pretende valorizar a formação dos professores, sem ampliar ou reduzir expectativas que possam comprometer os padrões de qualidade que deve ter a Escola Pública. Os cursos de graduação em Filosofia oferecidos no País, como é sabido, visam à formação de bacharéis e/ou licenciados.
O Bacharelado caracteriza-se, principalmente, pela ênfase na pesquisa, direcionando os formandos aos programas de pósgraduação em Filosofia e ao magistério superior. A Licenciatura – que aqui nos interessa mais diretamente – está voltada, sobretudo, para o ensino de Filosofia no nível médio. Em termos de conteúdo e qualidade, entretanto, as duas habilitações devem oferecer os mesmos conteúdos básicos, ou seja, uma sólida formação em história da Filosofia, que “capacite para a compreensão e a transmissão dos principais temas, problemas, sistemas filosóficos, assim como para a análise e reflexão crítica da realidade social (…). Bacharelado e Licenciatura diferenciam-se antes pelas suas finalidades, sendo que do licenciado se espera uma vocação pedagógica que o habilite para enfrentar com sucesso os desafios e as dificuldades inerentes à tarefa de despertar os jovens para a reflexão filosófica, bem como transmitir aos alunos do Ensino Médio o legado da tradição e o gosto pelo pensamento inovador, crítico e independente”. (1) A partir desses compromissos, com o objetivo de orientar os candidatos em sua preparação para o concurso, apresentamos um quadro sintético de temas que poderão constituir um referencial básico para o professor, esclarecendo, ainda, que ele foi elaborado em direta sintonia com o currículo implantado, em 2008, pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo.
I – Temas e conteúdos:
* O ensino de filosofia e suas indagações na atualidade. A tradução do saber filosófico. Estratégias didáticas e seleção dos conteúdos. Os objetivos da filosofia no Ensino Médio. A contribuição das aulas de filosofia para o desenvolvimento do senso crítico.
* A Filosofia: A atitude filosófica e o seu caráter crítico, reflexivo e sistemático. Temas e áreas tradicionais da filosofia: História da Filosofia, Metafísica, Ética, Filosofia Política, Epistemologia, Teoria do Conhecimento, Lógica e Filosofia da arte ou Estética.
* Técnica e ciência. A ciência e seus métodos. A razão instrumental. O pensamento filosófico e sua relação com as ciências.
* O pensamento filosófico e as concepções de política: A política antiga e medieval. O liberalismo: antecedentes e desenvolvimento. O socialismo. A democracia: histórico do ideal democrático. A cidadania.
* O racionalismo ético e os princípios da vida moral: Sócrates e Aristóteles. Os epicuristas, hedonistas e estóicos. O formalismo kantiano. Os críticos do racionalismo ético.
* Temas contemporâneos: os direitos humanos – ideal e histórico.
* História da Filosofia: Os modos de pensar que antecederam a filosofia na Grécia Antiga: o mito e a tragédia. As condições históricas para o surgimento da filosofia na Grécia Antiga e as características da filosofia nascente. Filosofia Antiga: dos pré-socráticos ao período helenístico. A Patrística e a Escolástica. O período moderno (séculos XV a XVIII) e seus temas: antropocentrismo, humanismo, a revolução científica, a emergência do indivíduo e do sujeito do conhecimento. Os procedimentos da razão. As teorias políticas do período. O período contemporâneo (séculos XIX e XX) e seus temas. Razão e natureza, razão e moral. As críticas a moral racionalista. As indagações sobre a técnica. A noção de ideologia. A inserção das questões econômicas e sociais. Os questionamentos da filosofia da existência.
O professor de Filosofia deve apresentar o seguinte perfil:
As características de um professor de Filosofia para atuar na escola básica devem associar domínio do conhecimento específico da área, expresso no contato com autores, temas e problemas que constituem a história da Filosofia e vocação pedagógica que habilite o docente para enfrentar os desafios e dificuldades inerentes à tarefa de despertar os jovens para a importância da reflexão filosófica. Assim, em síntese, lembrando a sempre oportuna afirmação de Kant de que “não se ensina Filosofia, ensina-se a Filosofar”, espera-se que o candidato esteja apto a:
1. Elaborar reflexões sobre o caráter crítico, reflexivo e sistemático da atitude filosófica, aplicadas aos temas e áreas tradicionais da Filosofia: História da Filosofia, Metafísica, Ética, Filosofia Política, Epistemologia, Teoria do Conhecimento, Lógica e Filosofia da arte ou Estética.
2. Identificar e desenvolver reflexões sobre as principais características da Filosofia Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea.
3. Desenvolver com os alunos formas de consciência crítica sobre conhecimento, razão e realidade social, histórica e política, formulando e propondo, em linguagem filosófica, soluções para problemas nos diversos campos do conhecimento;
4. Analisar e interpretar textos teóricos, segundo os procedimentos de técnica hermenêutica;
5. Compreender a importância das questões acerca do sentido e da significação da própria existência e das produções culturais;
6. Identificar a integração necessária entre a Filosofia e a produção científica e artística, bem como com o agir pessoal e político;
7. Aplicar o conhecimento filosófico na análise de temas e problemas contemporâneos, relacionados aos direitos humanos e às questões de alteridade, visando à compreensão e superação das variadas formas de preconceito e humilhação.
8. Relacionar o exercício da crítica filosófica com a promoção integral da cidadania e com o respeito à pessoa, dentro da tradição histórica de defesa dos direitos humanos.
9. Reconhecer e analisar os principais elementos formadores dos conceitos de Mito, Cultura, Alteridade, Etnocentrismo e Relativismo Cultural.
10. Reconhecer em textos e/ou imagens elementos que identifiquem o papel da Arte na inserção ao universo subjetivo das representações simbólicas.
Habilidades do professor de Filosofia
1. A partir de textos, analisar as correntes do pensamento filosófico, para compreender de que forma foram construídos os alicerces do conhecimento científico e da cultura, em diferentes tempos e por diferentes povos.
2. Analisar e interpretar textos teóricos, segundo os procedimentos de técnica hermenêutica.
3. Identificar, a partir de textos, as principais características da Filosofia Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea.
4. A partir de textos, analisar os pressupostos do conhecimento científico, reconhecendo e analisando os principais fatores sócio-culturais que interferem na atividade científica.
5. Construir uma visão crítica da ciência, superando o entendimento de conhecimento científico como verdade absoluta.
6. Desenvolver noções sobre os limites da racionalidade e, ao mesmo tempo, abrir espaço para o diálogo baseado nas questões de alteridade.
7. Reconhecer e analisar os principais elementos formadores dos conceitos de Mito, Cultura, Alteridade, Etnocentrismo e Relativismo Cultural.
8. Estabelecer a distinção entre o “filosofar” espontâneo, próprio do senso comum, e o filosofar propriamente dito, típico dos filósofos especialistas;
9. Reconhecer em textos e/ou imagens elementos que identifiquem o papel da arte na inserção ao universo subjetivo das representações simbólicas.
10. Compreender de que forma os fundamentos da Filosofia Política permitem identificar as funções do Estado, suas diversas concepções e as formas como as teorias políticas interferem no desenho das sociedades.
11. Compreender as diferenças entre moral e ética e identificar, a partir da História da Filosofia, os fundamentos básicos da Ética e dos valores que a definem, por meio de textos que expressem o pensamento filosófico de Sócrates, Aristóteles e Epicuro.
12. Analisar, por meio de textos e/ou iconografias, situações que expressem individualidades falsas ou pseudo-individualidades, a partir da industrialização e produção em série de mercadorias culturais.
13. Desenvolver reflexões sobre os conceitos de indústria cultural e alienação moral e suas relações com os meios de comunicação.
14. Desenvolver reflexões sobre a condição estética e existencial dos seres humanos.
15. Analisar as relações entre cultura e natureza.
16. Compreender os fundamentos e conceitos centrais das principais correntes do pensamento político contemporâneo (anarquismo, socialismo e liberalismo).
17. Problematizar o mundo do trabalho e da política a partir de teorias filosóficas.
18. Compreender o conceito de liberdade com base nas teorias filosóficas.
19. Analisar a condição dos seres humanos, a partir de reflexão filosófica sobre diferenças e igualdades entre homens e mulheres.
20. Reconhecer a relevância da reflexão filosófica para análise dos temas e problemas que atingem as sociedades contemporâneas, especialmente os relacionados às variadas formas de preconceito e humilhação.
Bibliografia para Filosofia
1. ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
2. ARENDT, Hannah. A condição humana. 10. Ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005.
3. ARISTÓTELES. Política. São Paulo. Martins Fontes, 1998.
4. CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia, São Paulo: Ática, 13ª ed., 2003.
5. COMTE-SPONVILLE. Apresentação da filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
6. DESCARTES, René. Discurso do Método/Meditações. São Paulo: Editora Martin Claret, 2008.
7. EPICURO. Pensamentos. Coleção A Obra-Prima de Cada Autor. São Paulo: Editora Martin Claret, 2005
8. GORENDER, Jacob. Marxismo sem utopia. São Paulo: Ática, 1998
9. MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de ética: de Platão a Foucault. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007.
10. MORIN, Edgar. Ciência com consciência. 6. Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
11. MORTARI, Cezar. Introdução à lógica. São Paulo: UNESP/ Imprensa Oficial do Estão, 2001.
12. PLATÃO. A República. São Paulo: Editora Martin Claret, 2000.
13. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. Disponível em : http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/contrato.pdf.
14. WEFFORT, Francisco C. (org.) Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2006. 2V.
15. WIGGERSHAUS, Rolf: A Escola de Frankfurt. História, desenvolvimento teórico, significação política. Rio de Janeiro: DIFEL, 2002.
Documentos
1. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Ciências Humanas e suas Tecnologias – Filosofia, Brasília, MEC/SEB, 2006.
2. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Filosofia para o Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www. rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop_FILO_
COMP_red_md_20_03.pdf e http://www.rededosaber.sp.gov.br/
portais/Portals/18/arquivos/Grade_FILO_Volume_1_cor.pdf
Perfil desejado para o professor de Sociologia
O ensino da sociologia não envolve apenas a manipulação e o domínio da discussão sociológica contemporânea ou clássica, mas também, o cuidado e o respeito pelos conhecimentos e pela vivência dos alunos. Mais do que ser capaz de estabelecer com os jovens os debates mais atuais e sofisticados em sociologia o professor deve exercitar junto aos jovens uma certa sensibilidade sociológica para a sua realidade mais próxima e para questões mais amplas da atualidade, por meio da discussão de temas consagrados da análise sociológica.
O professor de Sociologia deve apresentar o seguinte perfil:
1. Contribuir para o estabelecimento da distinção entre o conhecimento de senso comum e o conhecimento científico, e explicitar a especificidade da tarefa do sociólogo enquanto cientista social.
2. Entender que o conhecimento sociológico é produzido a partir de uma postura diante dos fatos sociais, marcada pelo estranhamento e desnaturalização, compreendendo que os processos sociais são fruto de fenômenos históricos, culturais e sociais.
3. Compreender que o ensino da sociologia deve ter como objetivo desenvolver no aluno um olhar sociológico ou uma sensibilidade sociológica que lhe permita entender o seu lugar na sociedade e situar-se nela.
4. Dominar os conhecimentos sociológicos necessários que permitam ao aluno perceber as dinâmicas de relação e interação sociais e construir explicações a respeito da sociedade e de suas transformações.
5. Compreender que o ensino das ciências sociais deve propiciar o conhecimento da e o respeito à sociedade brasileira, de sua posição no contexto internacional, bem como da diversidade, das desigualdades e diferenças que a constituem.
6. Ser capaz de, ao desenvolver as atividades pedagógicas, a partir do aluno, do seu contexto social de origem, das suas vivências e experiências como forma de introdução, desenvolvimento e apreensão do saber sociológico.
7. Promover e valorizar a capacidade de elaboração de um conhecimento crítico a respeito das questões sociais, incentivando a autonomia intelectual.
8. Reconhecer a importância da formalização dos direitos de cidadania, do conhecimento sobre o papel do cidadão e da participação política, desenvolvendo formas de reflexão e debate que capacitem o aluno a exercer de forma plena e consciente seus direitos e deveres civis, sociais e políticos.
9. Dominar as teorias clássicas e contemporâneas da sociologia, das metodologias científicas de investigação e das formas de ensiná-las, adequando-as à capacidade cognitiva dos alunos.
10. Reconhecer a importância da pesquisa como recurso didático fundamental para o desenvolvimento do olhar sociológico, envolvendo o aluno em situações que lhe permitam observar e refletir criticamente sobre o mundo que o cerca. Ter o domínio do conhecimento teórico e metodológico necessário para a elaboração de um projeto de pesquisa, a definição do problema de investigação e o levantamento e análise de dados.
Habilidades do professor de Sociologia
1. Reconhecer a especificidade do conhecimento sociológico, enquanto forma de conhecimento científico que permite compreender e explicar a sociedade, segundo critérios metodológicos objetivos, esclarecendo a diferença entre senso comum e ciência, e considerando a distinção entre as principais correntes sociológicas e a compreensão do processo de nascimento e desenvolvimento da sociologia.
2. Entender o significado antropológico do estranhamento como postura metodológica que orienta a prática científica, com o objetivo de entender e explicar as razões de determinados fenômenos sociais. Compreender a atitude de conhecer a realidade social questionando-a e construindo um distanciamento em relação a ela.
3. Compreender a desnaturalização como a atitude de não tomar como naturais os acontecimentos, as explicações e concepções existentes a respeito da vida em sociedade, recusando os argumentos que “naturalizam” as ações e relações sociais.
4. Identificar o processo social básico na vida de todo ser humano – o processo de socialização – determinando suas características, a maneira pela qual os indivíduos agem e reagem diante dos outros e convivem em diferentes grupos e espaços de sociabilidade, de maneira a expressar as formas de interiorização das normas, regras, valores, crenças, saberes e modos de pensar que fazem parte da herança cultural de um grupo social humano.
5. Compreender como se dá a construção social da identidade, explicitando seu caráter processual e relacional, considerando que é na relação com o outro, marcada pela diferença, que o indivíduo expressa o seu pertencimento a determinado grupo social. Saber que essa construção identitária se dá por meio de símbolos que ajudam o indivíduo a construir identidades para si e para o outro.
6. Apreender a ideia de cultura de um ponto de vista antropológico e identificar suas características. Reconhecer que a unidade entre todos os seres humanos é o fato de que o homem é um ser cultural, entendendo o papel da cultura e do instinto da vida dos homens, considerando que a humanidade só existe na diferença.
7. Identificar o que une e o que diferencia os seres humanos, qual é a relação do homem com seus instintos e o que o separa dos outros animais. Esclarecer o que é etnocentrismo, relativismo cultural, determinismo biológico e determinismo geográfico e seus limites e possibilidades para a compreensão das diferenças entre os homens.
8. Reconhecer a existência da desigualdade social, apontando as diferenças que situam indivíduos e grupos em posições hierarquicamente superiores e inferiores na estrutura social. Reconhecer a existência de desigualdades com base em atributos sociais como idade, sexo, ocupação, renda, raça ou cor da pele, classe etc, e que estabelecem diferenças no acesso às condições de vida.
9. Compreender criticamente a noção de raça e etnia. Distinguir as diferentes abordagens sociológicas do conceito de classe e de estratificação social.
10. Conhecer as reflexões acerca do trabalho de Émile Durkheim: Compreender os conceitos de coesão social, solidariedade e a função da divisão social do trabalho em Durkheim.
11. Conhecer as reflexões acerca do trabalho de Karl Marx. Identificar o trabalho como mediação entre o homem e a natureza e ter clareza sobre os conceitos de divisão do trabalho, processo de trabalho e relações de trabalho. Discutir os conceitos de fetichismo da mercadoria, alienação no processo de produção capitalista e acumulação primitiva.
12. Conhecer as reflexões acerca do trabalho de Max Weber. Entender a afinidade eletiva entre a ética protestante e o espírito do capitalismo.
13. Explicar as transformações no processo e na organização do trabalho e suas implicações no emprego e desemprego na atualidade. Identificar o perfil daquelas categorias sociais mais atingidas pelo desemprego no Brasil. Ter noções da situação do jovem no mercado de trabalho brasileiro.
14. Identificar criticamente a problemática da violência no contexto brasileiro. Reconhecer as diferentes formas de violência: simbólica, física e psicológica.
15. Identificar e compreender de forma crítica como a violência doméstica, a violência sexual e a violência na escola são exercidas em suas diferentes formas. Estabelecer uma reflexão crítica quanto ao papel de professores, gestores e alunos na produção e reprodução da violência.
16. Analisar criticamente as condições de exercício da cidadania no Brasil ao longo da sua história. Distinguir o que são direitos civis, direitos políticos, direitos sociais e direitos humanos. Compreender a relação entre a formação do Estado brasileiro e a constituição dos direitos civis, políticos, sociais e humanos no Brasil.
17. Elaborar uma reflexão crítica sobre a formalização dos direitos da cidadania e as suas possibilidades de efetivação, bem como a respeito dos direitos e dos deveres do cidadão. Conhecer e estudar as principais leis que permitem o exercício da cidadania e identificar a ampliação dos direitos de cidadania a grupos sociais específicos, como mulheres, indígenas e negros.
18. Compreender os conceitos, os elementos constitutivos e as características do Estado. Distinguir entre os conceitos de Estado e governo e identificar as formas de governo no Estado moderno: monarquia, república e democracia. Identificar e reconhecer diferentes sistemas de governo: parlamentarismo e presidencialismo.
19. Analisar a organização política do Estado brasileiro, com a divisão dos Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) e identificando sua natureza e funções.
20. Demonstrar noções claras sobre o funcionamento das eleições no Brasil, a formação dos partidos, a importância do voto e o papel do eleitor no sistema democrático.
Bibliografia para Sociologia
1. BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade, Petrópolis:Vozes, 2006.
2. BRAVERMAN, Harry. Trabalho e capital monopolista. Rio de Janeiro: LTC-Livros Técnicos e Científicos Editora S. A., 1987. Capítulos 1, 2 e 3.
3. BRYM, Robert, Lie, J. et al. Sociologia: uma bússola para um novo mundo. São Paulo: Cengage Learning, 2008.
4. CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.
5. CUCHE, Dennys. A noção de cultura nas ciências sociais. 2. ed. Bauru:Edusc, 2002.
6. DA MATTA, Roberto. A Antropologia no quadro das ciências. In:_______. Relativizando: uma introdução à antropologia social. Rio de Janeiro:Rocco, 1981.
7. DE CICCO, C. e GONZAGA, Álvaro de A. Teoria Geral do Estado e Ciência Política. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2009.
8. DUBAR, Claude. A socialização: construção das identidades sociais e profissionais. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
9. GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2008.
10. GOFFMAN, Erving. A representação do Eu na vida cotidiana. Petrópolis: Vozes, 2009.
11. GUIMARÃES, Antonio Sérgio A. Racismo e anti-Racismo no Brasil. São Paulo: Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo; Ed. 34, 1999.
12. LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. 23. ed. Rio de Janeiro:Zahar, 2009.
13. MARRA, Célia A. dos Santos. Violência escolar – a percepção dos atores escolares e a repercussão no cotidiano da escola. São Paulo: Annablume, 2007.
14. MICHAUD, Yves. A violência. São Paulo: Ática, 1989.
15. PINSKY, Jaime; Pinsky, Carla B. (org.) História da Cidadania. São Paulo: Editora Contexto, 2003.
Documentos para Sociologia
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Sociologia para o Ensino Médio. São Paulo: SE, 2009. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/PPC_soc_revisado.pdf
PERFIL DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
O professor atuante na modalidade de Educação Especial deve ter como princípio a Educação Inclusiva, partindo do pressuposto de que todos os alunos têm direito de estar juntos, convivendo e aprendendo. O professor especializado deve estar atento às possibilidades de acesso, tanto físico como de comunicação, a partir do conhecimento dos recursos necessários e disponíveis, o que permite o desenvolvimento pleno do humano. Aliado a isso, coloca-se a questão didática, pois o professor especializado deve ter a clareza das características próprias de seu trabalho, que não pode avançar sobre aquele da sala comum. Guarda-se, assim, uma relação dialética entre o professor da sala comum e o professor especializado, devendo ser próprio deste último a competência para trabalhar com o aluno as questões relativas às dificuldades geradas pela deficiência. Não pode ser esquecida, também, a amplitude do olhar que o professor especializado deve ter com relação a seus colegas da sala comum, à equipe escolar como um todo e à comunidades, principalmente, à família do aluno.
Enfim, impõe-se ao professor especializado a percepção das contínuas mudanças sociais que foram se concretizando ao longo do tempo, tendo como referência a questão da diversidade. Neste contexto, é importante o conhecimento da evolução das políticas públicas, refletidas na legislação atual, principalmente no que se refere ao Brasil e ao estado de São Paulo.
O professor de Educação Especial deve apresentar o seguinte perfil:
1. Demonstrar conhecimento dos aspectos históricos da relação da sociedade com as deficiências e a pessoa com deficiência.
2. Conhecer as várias tendências na abordagem teórica da educação das pessoas que apresentam necessidades educacionais especiais.
3. Ser capaz de produzir e selecionar material didático em vista do trabalho pedagógico.
4. Dominar noções dos aspectos fisiológicos e clínicos das deficiências.
5. Identificar as necessidades educacionais de cada aluno por meio de avaliação pedagógica.
6. Elaborar Plano de Atendimento no Serviço de Apoio Pedagógico Especializado – SAPE, visando a intervenção pedagógica nas áreas do desenvolvimento global e encaminhamentos educacionais necessários.
7. Desenvolver com os alunos matriculados em classes comuns atividades escolares complementares, submetendo-as a flexibilizações, promovendo adaptações de acesso ao currículo e recursos específicos necessários.
8. Conhecer os indicadores que definam a evolução do aluno em relação ao domínio dos conteúdos curriculares e elaborar os registros adequados.
9. Interagir com seus pares, com a equipe escolar como um todo, com a família e com a comunidade, favorecendo a compreensão das características das deficiências.
10. Utilizar-se das diversas contribuições culturais para facilitar aos alunos sua compreensão e inserção no mundo.
Habilidades do professor de Educação Especial
Deficiência Física
1. Identificar os vários aspectos de como se apresentam a deficiência e decidir sobre os recursos pedagógicos a serem utilizados.
2. Conhecer os Recursos de Comunicação Alternativa.
3. Conhecer Recursos de Acessibilidade ao Computador.
4. Reconhecer e identificar materiais pedagógicos: engrossadores de lápis, plano inclinado, tesouras adaptadas, entre outros.
5. Identificar formas adequadas de acompanhamento do uso dos recursos alternativos em sala de aula comum.
Deficiência Auditiva
1. Identificar aspectos culturais próprios da comunidade surda.
2. Dominar a metodologia de ensino da Língua Portuguesa para Surdos.
3. Dominar a metodologia do ensino da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.
4. Dominar o ensino com LIBRAS.
5. Reconhecer e identificar materiais didáticos e pedagógicos com base na pedagogia visual e na Libras, entre outros.
Deficiência Visual
1. Dominar o ensino do Sistema Braille.
2. Demonstrar o domínio de conhecimentos sobre orientação e mobilidade e sobre atividades da vida autônoma.
3. Dominar conhecimentos para uso de ferramentas de comunicação: sintetizadores de voz para ler e escrever via computador.
4. Dominar a técnica de Soroban.
5. Identificar material didático adaptado e adequado, de acordo com a necessidade gerada pela deficiência (visão subnormal ou cegueira).
Deficiência Intelectual
1. Identificar e ser capaz de avaliar a necessidade de elaboração de Adaptação Curricular.
2. Diante de situações de diagnóstico, ser capaz de avaliar a necessidade de Currículo Natural Funcional para a vida prática, e habilidades acadêmicas funcionais.
3. Identificar materiais didáticos facilitadores da aprendizagem como alternativas de se atingir o mesmo objetivo proposto para sala do ensino comum, levando em conta os limites impostos pela deficiência.
4. Identificar habilidades básicas de autogestão e específicas visando o mercado de trabalho.
5. Reconhecer situações de favorecimento da autonomia do educando com deficiência intelectual.
Bibliografia para Educação Especial
Deficiências / Inclusão – Geral
1. BIANCHETTI, L.; FREIRE, I. M. Um Olhar sobre a Deficiência. Campinas: Papirus, 1998.
2. MANTOAN, Maria Teresa Egler. Inclusão Escolar – O que é ? Por quê? Como Fazer? 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2006.
3. MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Educação Especial no Brasil História e Políticas Públicas, SP, Cortez, 1996.
4. MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: Contextos Sociais. Porto Alegre: Art Med, 2003.
5. ROSITA, Edler Carvalho. Educação Inclusiva com os Pingos nos Is. 2. Ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.
6. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma Sociedade para Todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
7. STAINBACK, S. STAINBACK, W. Inclusão: um guia para educadores. Trad. Magda França Lopes. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.
Deficiência Auditiva
8. GOES, M. C. R. de. Linguagem, Surdez e Educação. Campinas, SP: Autores Associados, 1996.
9. GOLDFELD, M. A criança surda: linguagem e cognição humana numa perspectiva sócio-interacionista. São Paulo, SP: Plexus: 1997.
10. SKLIAR, Carlos. A Surdez: um Olhar sobre as Diferenças. 3 ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.
Deficiência Física
11. BASIL, Carmen. Os alunos com paralisia cerebral: desenvolvimento e educação. In: COLL,C.; PALACIOS,J.; MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Vol.3 Porto Alegre: Artes
Médicas, 1995 (pp 252-271).
Deficiência Mental
12. AMERICAN ASSOCIATION ON MENTAL RETARDATION. Retardo mental: definição, classificação e sistemas de apoio. Tradução por Magda França Lopes. 10. Ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
13. OMS – Organização Mundial da Saúde, CIF: Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde [Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para a Família de Classificações Internacionais, org.; coordenação da tradução
Cassia Maria Buchalla]. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo – EDUSP; 2003.
Deficiência Visual
14. AMORIN, Célia Maria Araújo de e ALVES, Maria Glicélia. A criança cega vai à escola: preparando para alfabetização. Fundação Dorina, 2008.
15. LIMA, Eliana Cunha, NASSIF, Maria Christina Martins e FELLIPE, Maria Cristina Godoy Cruz. Convivendo com a baixavisão: da criança à pessoa idosa. Fundação Dorina, 2008.
Documentos para Educação Especial
Deficiências / Inclusão – Geral
1. BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Adaptações Curriculares. Brasília, MEC/SEF, 1999.
Deficiência Física
2. BRASIL. Ministério da Educação. Atendimento educacional especializado: deficiência física. Brasília: SEESP/SEED/ MEC, 2007.
3. BRASIL. Ministério da Educação. Estratégias e orientações pedagógicas para a educação de crianças com necessidades educacionais especiais: dificuldades de comunicação e sinalização: deficiência múltipla. Secretaria de Educação Especial.
Brasília: MEC/SEESP, 2002.(Educação Infantil, vol. 5).
4. BRASIL. Ministério da Educação. Saberes e Práticas da Inclusão: Desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência física/neuro-motora. Secretaria de Educação Especial. Brasília: MEC/SEESP, 2006.
Deficiência Mental
5. BRASIL. Ministério da Educação. Atendimento Educacional Especializado: Deficiência Mental. Secretaria de Educação Especial. MEC/SEESP, Brasília, 2007.
6. BRASIL. Ministério da Educação. Educação Inclusiva: Atendimento Educacional para a Deficiência Mental. Secretaria de Educação Especial. MEC/SEESP, Brasília, 2005.
Deficiência Visual
7. BRASIL. Ministério da Educação. Educação Especial: Construção do Pré-Soroban. MEC/SEESP, Brasília.
8. BRASIL. Ministério da Educação. Educação Especial: Grafia Braille para a Língua Portuguesa. MEC/ SEESP, Brasília, 2006.
9. BRASIL. Ministério da Educação. Educação Especial: Orientação e Mobilidade – Conhecimentos básicos para a inclusão da pessoa com deficiência visual. MEC/SEESP, Brasília. (1) Cf. “Diretrizes curriculares aos cursos de graduação em Filosofia”, Secretaria de Ensino Superior/MEC-SESU, Comissão de Especialistas de Ensino de Filosofia (N. G. Gomes, O. Giacóia Jr. A. L. M. Valls), Brasília, 1998. (Grifos nossos).
olá professor temporário.
por favor como fica a situaçao da proposta curricular q tanto se falou para estudar ?
Boa noite !
Gostaria de saber o seguinte:
Sou professor categoria F, estou na rede desde 1998, nunca perdi o vinculo, de 2003 a 2006 fui Professor Coordenador, de 2006 até a presente data estou na Função de Vice – Diretor de escola, minha disciplina é matemática, não tenho muito tempo para estudar, se eu não passar no Processo Seletivo, terei as 10 horas + 02 htpc, a minha questão é: PODEREI CONTINUAR NA vICE – DIREÇÃO???????
respondam-me.
Este Governo está achando que somos palhaço.Cada dia mais ele mostra sua incompetência, ainda quer ser presidente…….
A proposta fica para o próximo governo.
Com essa cobrança espero receber proporcional….
Lucca
Se olharem com calma, os professores perceberão que a proposta curricular está entre os conteúdos a serem estudados. A diferença é que as referências bibliográficas que lhe deram fundamento estão também sendo cobradas nessa prova
Valdenis
Não. Se você não passar você não poderá continuar na função de Vice-diretor
Existe ainda um boato, que pode vir a ser verdade, de que o Estado pretende reservar as funções de diretor, vice e coordenadores para os professores efetivos. Assim, mesmo passando, existe o risco de não poder exercer a função citada
Boa tarde!
Eu li, mais ainda estou com dúvidas, cai ou não a parte especifica, se entendi direito a proposta é a parte especifica…Estou cheia de dúvidas, socorro!!!!!!
Boa tarde!
No mes de outubro tive minha licença premio autorizada em DO. Até o dia de hj não entrei em gozo dos 60 dias autorizados pois não houve candidatos nas atribuições feitas. Sei que neste mes de novembro ocorrerá uma atribuição, para que casos como o meu sejam resolvidos e as classes sejam atribuidas aos OFAs. Porém essa autorização foram para gozo de 60 dias, como já disse, portanto minha dúvida é: não teremos todos esses dias até o ultimo dia letivo de 2009. O que faço? Essa autorização será valida até dia 15 de novembro. Se minha classe for atribuida antes desse dia, perderei praticamente 1 mes de licença premio. Como faço para corrigir isso? Demorei tantos anos para conseguir os 90 dias, não quero perder 1 mes. Como procedo?
Mais uma vez agradeço antecipadamente a atenção.
Um abraço
Boa noite professor
Mais uma vez o nosso governo se mostra com raiva de professores. Acredito que jamais ele fez na vida dele uma prova com tamanho conteúdo. Palhaçada! Ano passado chamou os professores de incompetentes por muitos não atingirem a nota da prova. Este ano ele colocou esse conteúdo absurdamente extenso, para acabar com o professor que não tem tempo de estudar e dizer depois que somos incompetentes mesmo, porque com um conteúdo desses, com tão pouco tempo, impossível conseguir exito na prova, sem contar o nível de estresse que estamos por conta dessas mudanças incabíveis.Depois ele coloca na mídia um resultado negativo, dizendo que prova a incompetência dos professores. Fala sério!
Me desculpe, estou desabafando por mim e por todos os meus colegas que sofrem também com essas mudanças extre mamente absurdas.
Boa Noite professores!
Estou abismada com os acontecimentos, que para mim foram repentinos.
Sou categoria L, por isso gostaria de saber, caso eu possua a habilidade da leitura dinâmica e acerte muitas questões na prova seletiva, poderei escolher aulas antes dos profissionais da categoria F?
Ou mesmo com uma pontuação maior terei que ficar com as aulas “que sobrar”, ou seja, L de lanterna, quase caindo pra segunda divisão!?
Parabéns pelo site.
Muito Obrigada
Olá! Como vai?
Gostaria de saber onde estão estes itens:
2.13 Perfil desejado para o professor de Filosofia 92
2.13.1 O professor de Filosofia deve apresentar o seguinte perfil: 94
2.13.2 Habilidades do professor de Filosofia 95
2.13.3 Bibliografia para Filosofia 96
2.13.4 Documentos 97
Obrigado!
Landi
Débora Natal
Cada disciplina tem sua bibliografia, que engloga desde conteúdos gerais e comuns á todas (parte pedagógica) até conteúdos específicos, discriminados na publicação do diário oficial.
A proposta curricular do Estado está em todas as disciplinas e é dsiponibilizada em documentos específicos para cada uma.
Ângela
No seu caso, você realmente é obrigada a tirar essa licença este ano? Se não, entre com um requerimento solicitando o cancelamento da mesma, para tirá-la no ano que vem.
Se não for obrigada a tirar, mas precisar dessa licença para este ano, entre com uma solicitação que alteração da mesma, para um prazo menor.
Mas, se tiver que tirar tudo até o fim do ano, não sabemos o que sugerir… (A situação deste ano é uma novidade e ainda estamos aprendendo a lidar com ela)
Núbia
Não. Os professores F aprovados escolhem seus saldo antes dos demais professores
Landi
Como a página do diário oficial é “pesada’, tivemos problemas técnicos e não conseguimos o conteúdo completo. Estamos tentando corrigir o problema…
Queridos gotaria a materia de matemática.
Toleda, está aqui só o conteúdo de matemática, boa sorte!
PERFIL DOS PROFESSORES PEB-II
Parte Geral comum a todas as áreas
Cultura geral e profissional
Uma cultura geral ampla favorece o desenvolvimento da sensibilidade, da imaginação, a possibilidade de produzir significados e interpretações do que se vive e de fazer conexões – o que, por sua vez, potencializa a qualidade da intervenção educativa.
Do modo como é entendida aqui, cultura geral inclui um amplo espectro de temáticas: familiaridade com as diferentes produções da cultura popular e erudita e da cultura de massas e atualização em relação às tendências de transformação do mundo contemporâneo.
A cultura profissional, por sua vez, refere-se àquilo que é próprio da atuação do professor no exercício da docência. Fazem parte desse âmbito temas relativos às tendências da educação e do papel do professor no mundo atual.
É necessário, também, que os cursos de formação ofereçam condições para que os futuros professores aprendam a usar tecnologias de informação e comunicação, cujo domínio é importante para a docência e para as demais dimensões da vida moderna.
Conhecimentos sobre crianças, jovens e adultos
A formação de professores deve assegurar o conhecimento dos aspectos físicos, cognitivos, afetivos e emocionais do desenvolvimento individual tanto de uma perspectiva científica quanto à relativa às representações culturais e às práticas sociais de diferentes grupos e classes sociais. Igualmente relevante é a compreensão das formas diversas pelas quais as diferentes culturas atribuem papéis sociais e características psíquicas a faixas etárias diversas.
A formação de professores deve assegurar a aquisição de conhecimentos sobre o desenvolvimento humano e sobre a forma como diferentes culturas caracterizam as diferentes faixas etárias e sobre as representações sociais e culturais dos diferentes períodos: infância, adolescência, juventude e vida adulta. Igualmente importante é o conhecimento sobre as peculiaridades dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais.
Para que possa compreender quem são seus alunos e identificar as necessidades de atenção, sejam relativas aos afetos e emoções, aos cuidados corporais, de nutrição e saúde, sejam relativas às aprendizagens escolares e de socialização, o professor precisa conhecer aspectos psicológicos que lhe permitam atuar nos processos de aprendizagem e socialização; ter conhecimento do desenvolvimento físico e dos processos de crescimento, assim como dos processos de aprendizagem dos diferentes conteúdos escolares em diferentes momentos do desenvolvimento cognitivo, das experiências institucionais e do universo cultural e social em que seus alunos se inserem. São esses conhecimentos que o ajudarão a lidar com a diversidade dos alunos e a trabalhar na perspectiva da escola inclusiva.
É importante que, independentemente da etapa da escolaridade em que o futuro professor vai atuar, ele tenha uma visão global sobre esta temática, aprofundando seus conhecimentos sobre as especificidades da faixa etária e das práticas dos diferentes grupos sociais com a qual vai trabalhar.
Conhecimentos sobre a dimensão cultural, social, política e econômica da educação
Este âmbito, bastante amplo, refere-se a conhecimentos relativos à realidade social e política brasileira e a sua repercussão na educação, ao papel social do professor, à discussão das leis relacionadas à infância, adolescência, educação e profissão, às questões da ética e da cidadania, às múltiplas expressões culturais e às questões de poder associadas a todos esses temas.
Diz respeito, portanto, à necessária contextualização dos conteúdos, assim como o tratamento dos Temas Transversais – questões sociais atuais que permeiam a prática educativa como ética, meio ambiente, saúde, pluralidade cultural, trabalho, consumo e outras – seguem o mesmo princípio: o compromisso da educação básica com a formação para a cidadania e buscam a mesma finalidade: possibilitar aos alunos a construção de significados e a necessária aprendizagem de participação social.
Igualmente, políticas públicas da educação, dados estatísticos, quadro geral da situação da educação no país, relações da educação com o trabalho, relações entre escola e sociedade são informações essenciais para o conhecimento do sistema educativo e, ainda, a análise da escola como instituição – sua organização, relações internas e externas – concepção de comunidade escolar, gestão escolar democrática, Conselho Escolar e projeto pedagógico da escola, entre outros.
Conteúdos das áreas de conhecimento que são objeto de ensino
Incluem-se aqui os conhecimentos das áreas que são objeto de ensino em cada uma das diferentes etapas da educação básica. O domínio desses conhecimentos é condição essencial para a construção das competências profissionais apresentadas nestas diretrizes.
Nos cursos de formação para a educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental é preciso incluir uma visão inovadora em relação ao tratamento dos conteúdos das áreas de conhecimento, dando a eles o destaque que merecem e superando abordagens infantilizadas de sua apropriação pelo professor.
Nos cursos de formação para as séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, a inovação exigida para as licenciaturas é a identificação de procedimentos de seleção, organização e tratamento dos conteúdos, de forma diferenciada daquelas utilizadas em cursos de bacharelado; nas licenciaturas, os conteúdos disciplinares específicos da área são eixos articuladores do currículo, que devem relacionar grande parte do saber pedagógico necessário ao exercício profissional e estar constantemente referidos ao ensino da disciplina para as faixas etárias e as etapas correspondentes da Educação Básica.
Em ambas situações é importante ultrapassar os estritos limites disciplinares, oferecendo uma formação mais ampla na área de conhecimento, favorecendo o desenvolvimento de propostas de trabalho interdisciplinar, na Educação Básica. São critérios de seleção de conteúdos, na formação de professores para a Educação Básica, as potencialidades que eles têm no sentido de ampliar:
a) a visão da própria área de conhecimento que o professor em formação deve construir;
b) o domínio de conceitos e de procedimentos que o professor em formação trabalhará com seus alunos da educação básica;
c) as conexões que ele deverá ser capaz de estabelecer entre conteúdos de sua área com as de outras áreas, possibilitando uma abordagem de contextos significativos.
São critérios de organização de conteúdos, as formas que possibilitam:
a) ver cada objeto de estudo em articulação com outros objetos da mesma área ou da área afim;
b) romper com a concepção linear de organização dos temas, que impede o estabelecimento de relações, de analogias etc.
Dado que a formação de base, no contexto atual da educação brasileira, é muitas vezes insuficiente, será muitas vezes necessária a oferta de unidades curriculares de complementação e consolidação desses conhecimentos básicos. Isso não deve ser feito por meio de simples “aulas de revisão”, de modo simplificado e sem o devido aprofundamento.
Essa intervenção poderá ser concretizada por programas ou ações especiais, em módulos ou etapas a serem oferecidos aos professores em formação. As Diretrizes e os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio devem ser usados como balizadores de um diagnóstico a ser, necessariamente, realizado logo no início da formação.
Convém destacar a necessidade de contemplar na formação de professores conteúdos que permitam analisar valores e atitudes. Ou seja, não basta tratar conteúdos de natureza conceitual e/ou procedimental. É imprescindível que o futuro professor desenvolva a compreensão da natureza de questões sociais, dos debates atuais sobre elas, alcance clareza sobre seu posicionamento pessoal e conhecimento de como trabalhar com os alunos.
Conhecimento pedagógico
Este âmbito refere-se ao conhecimento de diferentes concepções sobre temas próprios da docência, tais como, currículo e desenvolvimento curricular, transposição didática, contrato didático, planejamento, organização de tempo e espaço, gestão de classe, interação grupal, criação, realização e avaliação das situações didáticas, avaliação de aprendizagens dos alunos, consideração de suas especificidades, trabalho diversificado, relação professor-aluno, análises de situações educativas e de ensino complexas, entre outros. São deste âmbito, também, as pesquisas dos processos de aprendizagem dos alunos e os procedimentos para produção de conhecimento pedagógico pelo professor.
Conhecimento advindo da experiência
O que está designado aqui como conhecimento advindo da experiência é, como o nome já diz, o conhecimento construído “na” e “pela” experiência. Na verdade, o que se pretende com este âmbito é dar destaque à natureza e à forma com que esse conhecimento é constituído pelo sujeito. É um tipo de conhecimento que não pode ser construído de outra forma senão na prática profissional e de modo algum pode ser substituído pelo conhecimento “sobre” esta prática. Saber – e aprender – um conceito ou uma teoria é muito diferente de saber – e aprender – a exercer um trabalho. Trata-se, portanto, de aprender a “ser” professor.
Perceber as diferentes dimensões do contexto, analisar como as situações se constituem e compreender como a atuação pode interferir nelas é um aprendizado permanente, na medida em que as questões são sempre singulares e novas respostas precisam ser construídas. A competência profissional do professor é, justamente, sua capacidade de criar soluções apropriadas a cada uma das diferentes situações complexas e singulares que enfrenta.
Assim, este âmbito de conhecimento está relacionado às práticas próprias da atividade de professor e às múltiplas competências que as compõem e deve ser valorizado em si mesmo. Entretanto, é preciso deixar claro que o conhecimento experiencial pode ser enriquecido quando articulado a uma reflexão sistemática. Constrói-se, assim, em conexão com o conhecimento teórico, na medida em que é preciso usá-lo para refletir sobre a experiência, interpretá-la, atribuir-lhe significado.
Conhecimentos para o desenvolvimento profissional
A definição dos conhecimentos exigidos para o desenvolvimento profissional origina-se na identificação dos requisitos impostos para a constituição das competências. Desse modo, além da formação específica relacionada às diferentes etapas da Educação Básica, requer a sua inserção no debate contemporâneo mais amplo, que envolve tanto questões culturais, sociais, econômicas, como conhecimentos sobre o desenvolvimento humano e sobre a própria docência.
Competências do Professor – Parte Geral
Competências relativas aos fundamentos do processo educativo.
C.I – Compreender o processo de sociabilidade e de ensino e aprendizagem na escola e nas suas relações com o contexto no qual se inserem as instituições de ensino e atuar sobre ele.
H1 – Identificar as novas demandas que a sociedade do conhecimento está colocando para a educação escolar.
H2 – Identificar formas de atuação docente, possíveis de serem implementadas, considerando o contexto das políticas de currículo da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, nas dimensões sala de aula, escola e diretoria.
C.II – Situar a escola pública no seu ambiente institucional e explicar as relações (hierarquias, articulações, obrigatoriedade, autonomia) que ela mantém com as diferentes instâncias da gestão pública, utilizando conceitos tais como:
• sistema de ensino; sistema de ensino estadual e municipal;
• âmbitos da gestão das políticas educacionais – nacional, estadual e municipal, MEC, Secretarias Estaduais e Municipais, Conselho Nacional de Educação;
• legislação básica da educação: LDB, diretrizes curriculares nacionais, atos normativos da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e papel do Conselho Estadual de Educação de SP;
• carreira do magistério – legislação e mudanças recentes.
H3 – Identificar a composição, os papéis e funções da equipe de uma escola e as normas que devem reger as relações entre os profissionais que nela trabalham.
H4 – Reconhecer principais leis e normas que regulamentam a profissão de professor, sendo capaz de identificar as incumbências do professor, tal como prescritas pelo Art. 13 da LDB, em situações concretas que lhe são apresentadas.
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:
I – participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
II – elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
III – zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV – estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento;
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente os períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
VI – colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.
C.III – Reconhecer a importância de participação coletiva e cooperativa na elaboração, gestão, desenvolvimento e avaliação do projeto educativo e curricular da escola, identificando formas positivas de atuação em diferentes contextos da prática profissional, além da sala de aula.
H5 – Diante de um problema de uma escola caracterizada, indicar os aspectos que merecem ser discutidos e trabalhados coletivamente pela equipe escolar.
H6 – Identificar os diferentes componentes do Projeto Pedagógico.
H7 – Escolher entre as justificativas apresentadas as que mais se adequam ao papel do professor na elaboração e/ou execução desse Projeto.
C.IV – Promover uma prática educativa que leve em conta as características dos alunos e de seu meio social, seus temas e necessidades do mundo contemporâneo e os princípios, prioridades e objetivos do projeto educativo e curricular.
H8 – Analisar os fatores socioeconômicos que afetam o desempenho do aluno na escola e identificar ações para trabalhar com esses impactos externos, seja no sentido de aproveitá-los como enriquecimento dos conteúdos curriculares seja no sentido de atenuar eventuais efeitos negativos.
C.V – Compreender o significado e a importância do currículo para garantir que todos os alunos façam um percurso básico comum e aprendam as competências e habilidades que têm o direito de aprender, sabendo identificar as diferenças entre o Currículo que é praticado (colocado em ação) na escola e as Diretrizes e Parâmetros Curriculares Nacionais.
H9 – Compreender as fases de desenvolvimento da criança e do jovem e associar e explicar como a escola e o professor devem agir para adequar o ensino e promover a aprendizagem em cada uma dessas etapas.
H10 – Caracterizar, explicar e exemplificar o que pode ser uma parceria colaborativa dos pais com a escola, tendo em vista melhorar a qualidade das aprendizagens dos alunos.
Competências referentes ao domínio do conhecimento pedagógico
C.VI – Diante de informações gerais sobre a escola, a idade da turma, a etapa (Fundamental ou Médio) e o ano (série), bem como sobre os recursos pedagógicos existentes e outras condições pertinentes da escola, propor situações de aprendizagem de sua disciplina, nas quais sejam explicitadas e explicadas:
• o que o aluno deverá aprender com a situação proposta;
• o conteúdo a ser ensinado;
• o tempo de duração e sua distribuição;
• as formas de agrupamento dos alunos nas atividades previstas;
• a forma de apresentar e comunicar aos alunos os objetivos da situação;
• as atividades de professor e aluno distribuídas no tempo, de modo a ficar claro o percurso a ser realizado para que a aprendizagem aconteça;
• o tipo de acompanhamento que o professor deve fazer ao longo do percurso;
• as estratégias de avaliação e as possíveis estratégias de recuperação na hipótese de problemas de aprendizagem.
H11 – Identificar e justificar a importância dos organizadores de situações de aprendizagem (competências e habilidades que os alunos deverão constituir; conteúdos curriculares selecionados; atividades do aluno e do professor; avaliação e recuperação).
H12 – Reconhecer estratégias para gerenciar o tempo em sala de aula, nas seguintes situações, considerando a diversidade dos alunos, os objetivos das atividades propostas e as características dos próprios conteúdos:
• Existência de alunos que aprendem mais depressa e alunos mais lentos;
• Tempo insuficiente para dar conta do conteúdo previsto no plano de trabalho (anual, bimestral, semanal);
• Sugerir e explicar formas de agrupamento dos alunos, indicando as situações para as quais são adequadas.
H13 – Utilizar estratégias diversificadas de avaliação da aprendizagem e, a partir de seus resultados, reconhecer propostas de intervenção pedagógica, considerando o desenvolvimento de diferentes capacidades dos alunos;
H14 – Compreender o significado das avaliações externas – nacionais e internacionais – que vêm sendo aplicadas no Brasil e reconhecer alcances e limites do uso dos resultados que o país vem apresentando nessas avaliações na última década.
H15 – Identificar as principais características do SARESP após suas modificações de 2007.
H16 – Interpretar adequadamente o IDEB – como se constrói, para que serve, o que significa para a educação escolar brasileira.
Competências referentes ao conhecimento de processos de investigação que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica
C.VII – Demonstrar domínio de processos de ação e investigação que possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica.
H17 – Diante de situações-problema relativas às relações interpessoais que ocorrem na escola, identificar a origem do problema e as possíveis soluções.
H18 – Dada uma situação de sala de aula, identificar os aspectos relevantes a serem observados e o registro mais adequado dessas observações.
H19 – Identificar e/ou selecionar dados de investigações ou estudos relevantes para a prática em sala de aula.
Competências referentes ao gerenciamento do próprio desenvolvimento profissional
H20 – Identificar dados e informações sobre a organização, gestão e financiamento dos sistemas de ensino, sobre a legislação e as políticas públicas referentes à educação para uma inserção profissional crítica.
Bibliografia para Parte Geral
1. 10.OLIVEIRA, Marta K. de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento; um processo sócio-histórico. 4. ed. São Paulo: Scipione,1997.
2. ASSMANN, Hugo. Metáforas novas para reencantar a educação – epistemologia e didática. Piracicaba: Unimep, 2001.
3. COLL, César e outros. O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 2006.
4. COLL, César; MARTÍN, Elena e colaboradores. Aprender conteúdos & desenvolver capacidades. Porto Alegre: Artmed, 2004.
5. CONTRERAS, José. A autonomia dos professores. São Paulo: Cortez, 2002.
6. DELORS, Jacques e EUFRAZIO, José Carlos. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, 1998.
7. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. São Paulo: Paz e Terra, 2008.
8. GARDNER, Howard; PERKINS, David; PERRONE, Vito e colaboradores. Ensino para a compreensão. A pesquisa na prática. Porto Alegre: Artmed, 2007.
9. HARGREAVES, Andy. O ensino na sociedade do conhecimento: educação na era da insegurança. Porto Alegre: Artmed, 2003.
10. HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001.
11. LERNER, Délia. Ler e escrever na escola: o real, o possível, o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.
12. MARZANO, Robert J.; PICKERING, Debra J.; POLLOCK, Jane E. Ensino que funciona: estratégias baseadas em evidências para melhorar o desempenho dos alunos. Porto Alegre: Artmed, 2008.
13. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2006.
14. PERRENOUD, Philippe. 10 novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
15. PIAGET, Jean. Para onde vai a educação?. Rio de Janeiro: José Olimpio, 2007.
16. PIAGET, Jean. Psicologia e pedagogia: a resposta do grande psicólogo aos problemas do ensino. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1998.
17. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.
18. TEDESCO, Juan Carlos. O novo pacto educativo. São Paulo: Ática, 2001.
19. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da Aprendizagem – Práticas de Mudança: por uma praxis transformadora. São Paulo: Libertad, 2003.
20. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Documentos para Parte Geral
1. BRASIL. MEC. DCNs do Ensino Fundamental. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1998/pceb004_98.pdf
2. BRASIL. MEC. DCNs do Ensino Médio – Parecer 15/98. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1998/pceb015_98.pdf
3. BRASIL. MEC/INEP. Fundamentos teórico-metodológicos do ENEM. Disponível em: http://www.publicacoes.inep.gov.br/detalhes.asp?pub=4005
4. BRASIL. MEC/INEP. IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Disponível em: http://portalideb.inep.gov.br/
5. BRASIL. MEC/INEP. Prova Brasil e o SAEB. Disponível em: http://provabrasil.inep.gov.br/
6. BRASIL. MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais. Introdução. Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental. Brasília: MEC/SEF,1997. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
7. BRASIL. MEC/SEMTEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília: MEGSEMTEC, 2002.
8. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio: Documento de Apresentação. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/PropostaCurricularGeral_Internet_md.pdf
1.1
1.2 Perfil desejado para o professor de Matemática
Duas são as dimensões fundamentais na formação profissional do professor de Matemática:
• a competência técnica, no sentido do conhecimento dos conteúdos matemáticos a serem ensinados, bem como dos recursos metodológicos para apresentá-los aos alunos, com a compreensão do significado dos mesmos em contextos adequados, referentes aos universos da cultura, do trabalho, da arte, da ciência ou da tecnologia;
• o compromisso público com a Educação, decorrente de uma compreensão dos aspectos históricos, filosóficos, sociológicos, psicológicos, antropológicos, políticos e econômicos da educação e do ensino, o que viabilizará uma participação efetiva do professor como agente formador, tanto na conservação quanto na transformação da realidade.
As duas dimensões citadas – a competência técnica e o compromisso público – são complementares e interdependentes, devendo ser avaliadas em provas gerais e de conteúdos específicos.
Para a caracterização da competência específica do professor de Matemática, explicitaremos a seguir um elenco de dez formas mais usuais de manifestação das mesmas:
1.2.1 O professor de Matemática deve apresentar o seguinte perfil:
1. Gostar de Matemática, compreendendo o papel de sua disciplina como uma linguagem que complementa a língua materna, enriquecendo as formas de expressão para todos os cidadãos, e munindo a ciência de instrumentos fundamentais para seu desenvolvimento;
2. Conhecer os conteúdos matemáticos com uma profundidade e um discernimento que lhe possibilite apresentá-los como meios para a realização dos projetos dos alunos, não tratando os conteúdos como um fim em si mesmo, nem vendo os alunos como futuros matemáticos, ou professores de matemática, mas sim como cidadãos que aspiram a uma boa formação pessoal;
3. Saber criar centros de interesse para os alunos, explorando situações de aprendizagem em torno das quais organizará os conteúdos a serem ensinados, a partir dos universos da arte, da cultura, da ciência, da tecnologia ou do trabalho, levando em consideração o contexto social da escola;
4. Saber mediar conflitos de interesse, dando a palavra aos alunos e buscando aproximar seus interesses, às vezes difusos, daqueles que estão presentes no planejamento escolar;
5. Ser capaz de identificar as ideias fundamentais presentes em cada conteúdo que ensina, uma vez que tais ideias ajudam a articular internamente os diversos temas da matemática, e a aproximar a matemática das outras disciplinas;
6. Ser capaz de mapear os diversos conteúdos relevantes, sabendo articulá-los de modo a oferecer aos alunos uma visão panorâmica dos mesmos, plena de significações tanto para a vida cotidiana quanto para uma formação cultural mais rica;
7. Saber escolher uma escala adequada em cada turma, em cada situação concreta, para apresentar os conteúdos que considera relevantes, não subestimando a capacidade de os alunos aprenderem, nem tratando os temas com excesso de pormenores, de interesse apenas de especialistas;
8. Ser capaz de construir relações significativas entre os conteúdos apresentados aos alunos e os temas presentes em múltiplos contextos, incluindo-se os conteúdos de outras disciplinas, favorecendo, assim, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade;
9. Saber construir narrativas que articulem os diversos elementos presentes nos conteúdos ensinados, inspirando-se na História da Matemática para articular ideias e enredos por meio dos quais ascendemos da efemeridade das informações isoladas à estabilidade do conhecimento organizado;
10. Ser capaz de alimentar permanentemente os interesses dos alunos, estimulando a investigação e a capacidade de pesquisar, de fazer perguntas, bem como de orientar e depurar interesses menos relevantes, assumindo, com tolerância, a responsabilidade inerente à função que exerce.
1.2.2 Habilidades do professor de Matemática
Um professor de Matemática deve ser capaz de mobilizar os conteúdos específicos de sua disciplina, tendo em vista o desenvolvimento das competências pessoais dos alunos. De acordo com a Proposta Curricular, as competências gerais a serem visadas são a capacidade de expressão em diferentes linguagens, de compreensão de fenômenos nas diversas áreas da vida social, de construção de argumentações consistentes, de enfrentamento de situações-problema em múltiplos contextos, incluindo-se situações imaginadas, não diretamente relacionadas com o prático-utilitário, e de formulação de propostas de intervenção solidária na realidade.
Para construir uma ponte entre os conteúdos específicos e tais competências gerais, é necessário identificar, em cada conteúdo, as ideias fundamentais a serem estudadas: proporcionalidade, equivalência, ordem, medida, aproximação, problematização, otimização são alguns exemplos de tais ideias.
Para isso, o professor deve apresentar certas habilidades específicas, associadas aos conteúdos da área, tendo sempre o discernimento suficiente para reconhecer que tais conteúdos constituem meios para a formação pessoal dos alunos.
São apresentadas, a seguir, vinte de tais habilidades específicas a serem demonstradas pelo professor de Matemática:
1. Tendo por base as ideias de equivalência, ordem, construir o significado dos números (naturais, inteiros, racionais, irracionais, reais, complexos), bem como das operações realizadas com eles em diferentes contextos;
2. Enfrentar situações-problema em diferentes contextos, sabendo traduzir as perguntas por meio de equações, inequações ou sistemas de equações, e mobilizar os instrumentos matemáticos para resolver tais equações, inequações ou sistemas;
3. Tendo por base a dimensão simbólica do conceito de número, desenvolver de modo significativo a notação e as técnicas para representar algebricamente números e operações com eles, incluindo-se a ideia de matriz para representar tabelas de números (contagem de pixels em uma tela, coeficientes de um sistema de equações lineares, etc.) ;
4. Reconhecer equações e inequações como perguntas, saber resolver sistematicamente equações e inequações polinomiais de grau 1, 2, e conhecer propriedades das equações polinomiais de grau superior a 2, que possibilitem a solução das mesmas, em alguns casos (relações entre coeficientes e raízes, redução de grau, fatoração, etc.);
5. Tendo como referência as situações de contagem direta, construir estratégias e recursos de contagem indireta em situações contextualizadas (cálculo combinatório, binômio de Newton, arranjos, combinações, permutações);
6. Conhecer a ideia de medida de grandezas de variados tipos (comprimento, área, volume, massa, tempo, temperatura, ângulo etc.), sabendo expressar ou estimar tais medidas por meio da comparação direta da grandeza com o padrão escolhido, utilizando tanto unidades padronizadas quanto unidades não-padronizadas, e valorizando as ideias de estimativa e de aproximações;
7. Explorar de modo significativo a ideia de proporcionalidade (razões, proporções, grandezas direta e inversamente proporcionais) em diferentes situações, equacionando e resolvendo problemas contextualizados de regra de três simples e composta, direta e inversa;
8. Explorar regularidades e relações de interdependência de diversos tipos, inclusive as sucessões aritméticas e geométricas, representando relações de interdependência por meio de gráficos de variadas formas, e construindo significativamente o conceito de função;
9. Conhecer as principais características das funções polinomiais de grau 1, grau 2, … grau n, sabendo esboçar seu gráfico e relacioná-lo com as raízes das equações polinomiais correspondentes, e explorar intuitivamente as taxas de crescimento e decrescimento das funções correspondentes;
10. Conhecer as propriedades fundamentais de potências e logaritmos, sabendo utilizá-las em diferentes contextos, bem como sistematizá-las no estudo das funções exponenciais e logarítmicas;
11. Compreender e aplicar as relações de proporcionalidade que caracterizam as razões trigonométricas (seno, cosseno, tangente, entre outras) em situações práticas, bem como ampliar o significado de tais razões por meio do estudo das funções trigonométricas, associando as mesmas aos fenômenos periódicos em diferentes contextos;
12. A partir da percepção do espaço e das formas, construir uma linguagem adequada para a representação de tais percepções, reconhecendo e classificando formas planas (ângulos, triângulos, quadriláteros, polígonos, circunferências, entre outras) e espaciais (cubos, paralelepípedos, prismas, pirâmides, cilindros, cones, esferas, entre outras);
13. Com base nas propriedades características de objetos planos ou espaciais, desenvolver estratégias para construções geométricas dos mesmos, especialmente com instrumentos como régua e compasso, tendo em vista uma compreensão mais ampla do espaço em que vivemos, de suas representações e de suas propriedades;
14. Explorar a linguagem e as ideias geométricas para desenvolver a capacidade de observação, de percepção de relações como as de simetria e de semelhança, de conceituação, de demonstração, ou seja, de extração de consequências lógicas a partir de fatos fundamentais diretamente intuídos ou já demonstrados anteriormente;
15. Explorar algumas relações geométricas especialmente significativas, como as relativas às somas de ângulos de polígonos, aos Teoremas de Tales e de Pitágoras, e muito especialmente as relações métricas relativas ao cálculo de comprimentos, áreas e volumes de objetos planos e espaciais;
16. Explorar uma abordagem algébrica da geometria – ou seja, a geometria analítica, representando retas e curvas, como as circunferências e as cônicas, por meio de expressões analíticas e sabendo resolver problemas geométricos simples por meio do recurso a tais recursos algébricos;
17. Explorar de modo significativo as relações métricas e geométricas na esfera terrestre, especialmente no que tange a latitudes, longitudes, fusos horários;
18. Resolver problemas de escolhas que envolvem a ideia de otimização (máximos ou mínimos) em diferentes contextos, recorrendo aos instrumentos matemáticos já conhecidos, que incluem, entre outros temas, a função polinomial do 2º grau e algumas noções de geometria analítica;
19. Compreender a ideia de aleatoriedade, reconhecendo-a em diferentes contextos, incluindo-se jogos e outras classes de fenômenos, e sabendo quantificar a incerteza por meio do cálculo de probabilidades em situações que envolvem as noções de independência de eventos e de probabilidade condicional;
20. Saber organizar e/ou interpretar conjuntos de dados expressos em diferentes linguagens, recorrendo a noções básicas de estatística descritiva e de inferência estatística (média, mediana, desvios, população, amostra, distribuição binomial, distribuição normal, entre outras noções) para tomar decisões em situações que envolvem incerteza.
1.2.3 Bibliografia para Matemática
1. LOJKINE, Jean – A Revolução Informacional. São Paulo: Cortez Editora, 1995.
2. BESSON, Jean-Louis (Org.). A ilusão das estatísticas. São Paulo: Editora da UNESP, 1995.
3. BOYER, Carl B. História da Matemática. São Paulo: Edgard Blucher, 1996.
4. CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos Fundamentais da Matemática. Lisboa: Gradiva, 1998.
5. DAVIS, Philip J., HERSH, Reuben – O Sonho de Descartes. O mundo de acordo com a Matemática. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1988.
6. COURANT, Richard, ROBBINS, Herbert. O que é Matemática? Uma abordagem elementar de métodos e conceitos. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2000.
7. DERTOUZOS, Michael. O que será? Como o novo mundo da informação transformará nossas vidas. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
8. DEVLIN, Keith. O Gene da Matemática. O talento para lidar com números e a evolução do pensamento matemático. Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Record, 2004.
9. EGAN, Kieran. A mente educada. Os males da Educação e a ineficiência educacional das escolas. Rio de Janeiro: Editora Bertand Brasil, 2002.
10. GARBI, Gilberto G. A Rainha das Ciências – Um passeio histórico pelo maravilhoso mundo da Matemática. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2007.
11. LIMA, Elon Lajes et alii. A Matemática do Ensino Médio (3 volumes). Coleção do Professor de Matemática/Sociedade Brasileira de Matemática. Rio de Janeiro: SBM, 1999.
12. MLODINOW, Leonard. A janela de Euclides. A História da Geometria, das linhas paralelas ao hiperespaço. São Paulo: Geração Editorial, 2004.
13. MOLES, Abraham. A criação científica. São Paulo: Editora Perspectiva, 1998
14. SATOY, Marcus Du. A música dos números primos. A história de um problema não resolvido na matemática. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2007.
15. SBM – Sociedade Brasileira de Matemática. Revista do Professor de Matemática (RPM). São Paulo: IMEUSP (Publicação quadrimestral, números de 56 a 70).
1.2.4 Documentos para Matemática
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Matemática para o Ensino Fundamental Ciclo II e Ensino Médio. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/Prop_MAT_COMP_red_md_20_03.pdf
Gostaria e saber a bibliografia da área de portugues/ingles.
Obrigada
Hello.
Heloísa
Assim como qualquer professor, estamos vivendo nossa época de fechamento, com saresp, prova Brasil, avaliações bimestrais… Mal temos tempo para responder aos comentários.
Por essa razão, disponibilizamos na primeira página do site um link para o diário oficial, que contém todas as informações sobre a prova e seu conteúdo.
Como é um documento em PDF e em formato paisagem, cheio de colunas, temos tido uma certa dificuldade em transferir as informações para o nosso artigo sobre o assunto.
Assim, recomendamos que clique no link do diário oficial para ver essa informação, enquanto não conseguimos colocá-la em nossa página
Gostaria de participar da prova dos Professores Temporarios (OFA), só que estou encontrando dificuldades em fazer a inscrição. Os senhores poderiam me ajudar dando dicas de como fazer? Por favor me ajudem.
Se for atendida ficarei agradecida.
Antonia
Antônia
A inscrição tem que ser feita primeiro na diretoria de ensino e depois no site da vunesp. Ao preencher seu CPF já aparece os seus dados pessoais e se não tiver feito o cadastro na D.E. haverá esse tipo de problema.
Bom Dia!
Estou cursando Licenciatura em Geografia, e gostaria de saber se para o concurso de temporário preciso ter a formação completa. Obrigada!
Dálete
Teoricamente, para se inscrever nesse processo é preciso ter concluído o curso superior de licenciatura, pois as inscrições serão analisadas pelos supervisores da diretoria de ensino e o alunos inscrito que passar no processo só assumirá aulas se não houver licenciado disponível para as mesmas
Boa Tarde!
Estou concluindo a pós graduação em Educação Especial (Deficiência Auditiva), no mês de Dezembro deste ano. Quero saber se posso me inscrever no processo seletivo para Educação Especial, tendo em vista que não tenho o curso de Pedagogia, porém sou licenciada em Letras. Aguardo o retorno urgente.
Grata,
Onde posso encontrea uma apostila que tenha toda a programaçao OFa pORTUGUES
Profº.
Agradeço muito a sua ajuda.
Obrigada.
Analia Fernandes
Não temos nenhuma vinculação com escolas preparatórias para concursos ou qualquer outra entidade que organize esse tipo de apostila. E, dada a proximidade do processo, não acreditamos que alguma empresa elabore esse material.
Olá professor,
Entrei para a área da educação em 2006 como eventual. Naquele mesmo ano assumi aulas de reforço. Minha pergunta é: aulas de reforço contam como aulas atribuídas? Obrigada, aguardo retorno.
Cristina
Ao que sabemos, as aulas de reforço não constam como atribuídas e fazem parte de projetos, que não são necessariamente regulados pela lei 500
Boa tarde.
Estou muito preocupada comessa prova pois tem muita coisa para estudar, eu sou professora de artes e de 1º a 4º serie , nunca consigo aula para mim sou eventual desde de 2005, sera que vou poder dar aula de eventual no ano que vem ?
As escolas chega uma epoca que não em nem professor para substituir os colegas que precisam faltar como vai ficar isso?
Desculpa mais ninguem me responde isso.
como profa readaptada devo seguir a lei dos readaptados e agora ? voces me colocam para fazer essa prova? e na minha aposentadoria porque não me colocam como professor comum novamente?
gostaria de saber se temos chances de que a justiça barre esta prova, pois esta bibliografia toda para se estudar as vésperas da prova chega a ser inconstitucional o que fazer??????? muito obrigado desde de já
vocês conhecem algum site em que posso ter acesso ao conteúdo resumido da bibliografia de lingua portuguesa??? por favor uma luz rsrsrs e obrigado
Boa noite!!!
Estou extremamente ansiosa com está avaliação que teremos que fazer…mas o que mais me preocupa é a questão da categorias “F” ou “L”….ministro aulas na rede publica desde 2005, e nunca fiquei sem aula até este ano…porém no começo do ano fui demitida da função PEB I, para ser adimita como PEB II. Quero saber diante desse fato em qual categoria eu estarei enquadrada…
Obrigada GI
Prycila
A situação é a seguinte:
Existem hoje mais professores na rede que aulas disponíveis. Isso acontece pois muitos estão afastados da sala de aula em funções de direção, coordenação, projetos, readaptação, licenças médicas, licença prêmio, etc…
Com a acomodação dos professores efetivos no processo de remoção, por causa da redução da jornada de 20 para 10 aulas; Com as medidas restritivas tomadas pelo Estado em relação às licenças; Com a eliminação dos professores OFA reprovados; Acreditamos que isso fará uma reorganização no quadro de professores em uma proporção difícil de prever.
É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo…
Vera
Esclarecendo: Não tivemos nenhum envolvimento com a elaboração, edição ou defesa da série de medidas tomadas pelo governo do Estado. Entendemos os seu desabafo, mas não somos nós os culpados por isso
Antônio Carlos
Não temos conhecimento sobre qualquer meio de divulgação que apresente um resumo desses conteúdos. O jeito é estudar a proposta curricular e ler resenhas sobre os conteúdos, para pelo menos ter noção do que pensam os autores. Acima de tudo: NÃO PENSE COMO INDIVÍDUO, MAS SIM DA MANEIRA HIPÓCRITA COMO O ESTADO PENSA. Escreva sempre o que eles querem ler…
Como o processo seletivo agora é lei, não acreditamos que seja revogado
Sou Professora de educação especial D.M,D.I ,sala de recurso SAPE. Gostaria de saber se a prova será só da minha área. ou def.visual e audivo vai ser igual a de D.M?? E gostaria que me mandasse os conteúdos que vai cair na prova de Educação Especial D.M
Obrigado..
Este ano ,passamos por momentos terriveis! Agora essa prova sera que o governo gostaria de compartilhar conosco?Por que nao se faz uma avaliaçao do que passamos dentro da sala de aula?Por que nao deu estabilidade aos temporarios com mais de 20 anos ja revolveria muita coisa!Tenho muitas duvidas sobre esse conteudo extenso nossas categorias nao estao vendo…temos de chegar ate onde para sermos tratados como pessoas , que estudamos formamos varias crianças, contribuimos tantos e nos dao tao pouco!Entramos em varias familias e tentamos educar seus filhos e pais.E que ganhamos “essa falta de respeito”, e colegas que precisa mesmo e entrarmos com uma boa açao e pedirmos nossos direitos “temporarios”.
Gostaria de informação quanto ao conteúdo de língua espanhola.
Obrigado
apresento meus agradecimentos a este site, que muito auxilia com informações pertinentes a nossa profissão.
Paola
Ao que entendemos, a prova de educação especial será única e abrangente, com todas as especialidades (Física, Auditiva, Visual e Intelectual)
As referências para essa prova estão ao final do artigo desta página
Gisela
Podemos estar enganados, mas a Secretaria não publicou a referência para Língua Estrangeira Moderna – Espanhol. Talvez seja o caso de perguntar se essa habilitação realmente será selecionada, pois como se trata de um processo seletivo de temporários, sendo que muitos já lecionaram na rede, talvez não faz sentido abrir um processo para selecionar um professor temporário para uma disciplina que ainda não possui nenhum professor efetivo
Gi
Por causa dessa sua demissão, você passou para L
eu gostei muito das nova proposta e eu tenha certeza que vo passa.
ME AJUDEM PRECISO DOS CONTEÚDOS DA PROVA, VOU FAZER ESTA PROVA PELA PRIMEIRA VEZ, NÃO IMAGINO O QUE ESTUDAR VOU PRESTAR PARA PEB I CLASSE COMUM, DESDE JÁ AGRADEÇO.
ALINE
Aline
Se é que é possível, você deve estudar a proposta curricular do Estado e todas as referências publicadas para a prova PEB I.
O máximo que podemos fazer é orientar: Esqueça o que você pensa, acredita, ou conheça por sua experiência. Na hora da prova, pense como o Estado. Focalize conteúdos pedagógicos implícitos no perfil desejado e mantenha o otimismo
A 1ª vez que entro neste site….. gostei muito.
professor temporário
Por gentileza estou precisando da prova passada de Quimica para minha nora é possivel me enviar?
Obrigada
Vanda
GOSTARIA E SABER SE ALGUEM SABE QUANTAS QUESTOES DA PROVVA DE PEB 1. CADA UM FALA UMA COISA, UNS DIZEM 80 OUTROS 25. PODE ME RESPONDER?
Olá, eu estou com duvida na inscrição, sou formada em letras, e fiz para Lingua Portuguesa, agora tenho que fazer para Inglês também??
Obrigada
Olá, minha perguneta é, vou fazer a prova do ofa para matematica e geografia, se por acaso eu passar em uma prova e na outra não, eu so poderei pegar aulas na disciplina que passei? e na disciplina que não passei eu tb terei garantido as 12 aulas? ou vai contar a maior pontuação, para as duas disciplinas? pois esta complicado estudar para as duas. Já agradeço a resposta.
desculpe o erro é pergunta.
Olá
Gostaria de saber se o prof. cat.F é obrigado a pegar aulas mesmo cumprindo as 12hrs aulas,pq se o minímo da carga horárias são 12 como pode obrigar a pegar aulas numa escola longe ou no periódo que ele não possa ir?
Vanda
Nós não temos essa prova
Patrícia
Você só poderá lecionar a disciplina em que for aprovada e para cada uma haverá uma classificação, pela nota da prova.
Patrícia
Até que complete 20 aulas ATRIBUÍDAS, o professor é obrigado a assumir qualquer saldo de aulas que lhe for atribuído
Gostaria de saber se os dias das provas já estão definidos.
obrigado!
OLá estão dizendo que a prova não é mais eliminatória e classificatória…..alguém sabe a respeito disso?
por favor envia-me o conteúdo da prova de Língua Portuguesa.
Primeiramente, gostaria de parabeniza-lo p esse blog q tem me ajudado bastante….
mas..essa prova é uma vergonha!!!!nem p sermos diplomata temos tantas referencias bibliograficas p ler…….e dp dizem q somos incompetentes!!!!!!!
e mais…………é extremamente impossível estudar tanto conteúdo p uma prova q ocorrerá em um mês……..mt coisa p tão pouco tempo!
ahh alguém poderia me passar algum site q fale só sobre legislação na área de língua portuguesa????
o jeito é usar o famoso chutometro mesmo!!!
Valmir
O fato da prova ser eliminatória está descrito no texto da lei complementar 1093/07. Isso não pode ser mudado.
Ocorre que quando a informação é muito ruim, o ser humano utiliza como mecanismo de defesa negá-la. É como um trauma, que a pessoa apaga de sua memória e considera esquecido, o fato traumático continua existindo…
Assim, A PROVA É E CONTINUA SENDO ELIMINATÓRIA
Rosilda
Nesta mesma página o conteúdo está disponível.
Gostaria de uma informação, sou Peb I F, estou com sala atribuída de Educação Especial L, pois tenho o curso da Apae e pós graduação em deficientes mentais .
Posso me cadastrar na prova de Educação Especial mesmo não sendo habilitada?
É rezar,rs
A bibliografia é gigantesca em relação ao tempo!
Nem durante o curso todo na faculdade tive tempo hábil para ler tantos livros!
Os professores explanam os assuntos, mas o Estado quer perfeição, existe?
Os alunos aprendem ( e quando aprendem ) o básico na escola, e nós professores somos cobrados ao extremo.
Óbvio que devemos saber a matéria, mas 15 livros pra uma prova não é muita coisa não hein??
Socorro!
É grande o numero de professores formados sem aulas.
“É uma vergonha vocês estudarem três ou quatro anos, enfiar em dívidas e continuar como faxineiro, que País é esse com grande numero de capacitados sem qualidades”, segundo nossos governos. Para eles chegarem onde estão, foram formados por professores que, merecem serem excluídos depois de uma severa seleção…”se tem alguém que tem que ser selecionados seriam os professores que deram aulas a esses professores” segundo nosso governo,”os incapazes…”estou decepcionada com a educação. não sei o que falar mais estou indignada.”
Renata
No seu caso, será que sua habilitação de pedagogia e a pós-graduação em educação especial de deficiência intelectual constitui a habilitação exigida? Vale a pena procurar a D.E. e perguntar isso a alguma supervisora
Bom dia!
Não me fiz minha inscrição pela Vunesp, minha dúvida não foi sanada nem pela Diretoria de Ensino, foi pedido para ver o edital da Vunesp.
Tenho licenciatura curta em Ciencias e tambem Matemática, sou categoria F, sempre dei aulas de Matemática, mas tenho dúvida na minha inscrição, no diploma consta Ciencias, na inscriçaõ da escola habilitação Ciencias e Matematica fundamental.
Será que preciso me inscrever em Ciências?
em vez de matemática , na qual dou aula há dez anos?
Gente quem vai passar, ou seja conseguir dar aula em 2010, sao os alunos recem formados da faculdade que estao com os conteudos especificos na ponta da língua, enquanto eu e muitos outros profs. que estao há mais de 15 anos em sala de aula com aquele conteúdo anual. Sinto muito mais vamos ter que ser inspetores de alunos, merendeiras, bibliotecárias da escola.
Poxa!!!! como a gente aprende lendo todos esses comentarios e repostas. Isso é uma escola de aprendizagem…Parabens por essa sala virtual..nota 10 mesmo…Isso é ser amparado….em todas as fontes que a gente procura esclarecimento, sobre qualquer duvida, a respeito da vida funcional do professor, jamais vi uma fonte igual a essa que estou agora…Parabens!!!! Sei que existe muitos professores com muitas duvidas, e as vezes não da pra responder a todos no seu tempo hábil…Mas eu ainda tenho uma duvida e gostaria de esclarecimento:
Me inscrevi no site da vunesp-sou formado em biologia. A inscrição em biologia correu tudo bem, mas gostaria tambem de fazer a inscrição para ciências biologicas (EF) e não consegui……poderia me esclarecer?
A 2ª duvida é: Sou F…caso não passe (concerteza irei passar)mas caso não passe estarei amparado pela lei 500- com 10+2 aulas…Se no decorrer do ano acontecer de haver atribuição de aulas nas escolas; eu poderei participar dessa atribuição, elevando carga horaria: Obrigado….
Dia quatorze (14) de novembro de 2.009, na Sede central da APEOESP,Associação de Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, participamos de uma reunião para esclarecimento da situação
Atual dos professores. Que atingiu mais uma conquista para os professores. A ESTABILIDADE para os professores da lei 500. Os ACTS.
Nosso jurídico explicou todo procedimento:
Professor da categoria F- Atenção, no dia da atribuição,quando forem oferecidas aulas para completar 20 aulas, só pegá-las se for de encontro ao seu interesse, ao contrário não assinar papel nenhum desistindo das aulas e da sua estabilidade.
Não acatar imposição
O professor da categoria F,deverá fazer a “provinha”,ela é classificatória,serão somados títulos e tempo de serviço. Nunca mais terão que fazer a prova, São estáveis.
O professor da categoria L- São amparados e contratados pela lei 500, não podem ser mandados embora.Não deverão fazer a prova, pois se não passarem ficarão impedidos de dar aulas.(Congelamento da portaria,teriam que ser demitido em 2.011)
O professor da categoria O- precisam fazer a prova, para ser contratado.
Os professores das demais categorias,também precisam fazer a prova para serem contratados 12:27 (37 minutos atrás) Ruth Rodrigues
Os professores readaptados,deverão fazer a prova,para garantir uma eventual perda da readaptação, mas estão garantidas as aula nas quais estão readaptados.
Os professores em licença saúde, seguem o mesmo esquema, devem fazer a prova.
Os professores efetivos,diretores,supervisores.não deverão fazer a prova,pois arrebenta a carreira,o reajuste salarial deverá ser para todos,conquista essa, conseguida com muita luta.
Os professores aposentados apresentaram as reivindicações para o Secretário Paulo Renato, e estamos aguardando a resposta.
No dia 26/11 a APEOESP está sendo recebida pelo Secretário da Educação e estamos chamando toda categoria para uma paralização das escolas e participação do professores aposentados.
Professora Ruth Rodrigues Ayres de Araujo.Responsável pela Secretaria dos Professores aposentados da APEOESP,subsede Sorocaba .
FONTE: COMUNIDADE APEOESP (ORKUT)
Charles
1) Dentro da organização que a SEE determinou à Vunesp, não é possível se inscrever para mais de uma disciplina na mesma área de atuação. E, a disciplina Ciências, do Ensino Fundamental, está separada das disciplinas Biologia, Física e Química do Ensino Médio. Pelo que entendemos, o professor que se inscrever para Biologia não poderá se inscrever para Ciências, pois as duas disciplinas estão sendo consideradas diferentes e da mesma área.
2) O professor F que por acaso não passe na prova NÃO PODERÁ LECIONAR SOB NENHUMA HIPÓTESE. Terá que cumprir uma jornada de 12 horas, sem ter qualquer atividade pedagógica com alunos, pois, como já dissemos, pelo discurso do governo do Estado a falta de qualidade do Ensino Público em São Paulo não está relacionada à política educacional, mas sim à qualidade dos professores. Assim, o professor F que não passar terá o direito às 12 horas, mas será execrado pela propaganda do Estado, que o apontará como culpado pelo fracasso do sistema. Se, eventualmente, ocorresse alguma evolução no desempenho dos estudantes em 2010, esses professores teriam suas vidas funcionais transformadas em um inferno
Gleidson
Não vamos comentar a interpretação que supostamente a entidade Apeoesp tenha feito desse processo. Em primeiro lugar, interpretando esse comunicado, quando se afirma: “Professor da categoria F- Atenção, no dia da atribuição,quando forem oferecidas aulas para completar 20 aulas, só pegá-las se for de encontro ao seu interesse, ao contrário não assinar papel nenhum desistindo das aulas e da sua estabilidade.” Ir de encontro”, linguisticamente, é uma situação contrária ao interesse de quem vai. O correto seria “ir ao encontro”. Mas, o que a Língua Portuguesa tem haver com isso? Acreditamos que se isso realmente fosse um comunicado oficial da entidade NÃO HAVERIA UM ERRO TÃO GROSSEIRO, até porque o comunicado é destinado á professores.
Dessa forma, recomendamos aos usuários que pensem muito bem, por suas próprias convicções.
A situação atual é difícil e está prevista em lei, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado. Pelo texto da lei, o professor (F ou L) que deixar de fazer a prova será simplesmente excluído.
O professor F possui a estabilidade, mas não é efetivo. Isso quer dizer que não possui os mesmos direitos e garantias do efetivo e, pelas regras atuais, não passando na prova do processo seletivo (acreditamos ser de uma ironia no mínimo questionável chamar de “provinha” um processo seletivo com tamanha exigência bibliográfica) o professor F ficará impedido de lecionar, terá que cumprir as 12 horas em atividades de apoio onde o Estado determinar e será obrigado a fazer a prova de novo, até que passe.
Se não passar o prof. F ficará com 12 ou com 20aulas???. SAiu uma resolução aumentando de 12 para 20 aulas no minimo…Confirma informação??????
Parabéns pelo site que nos é tão útil e se tornou um dos meus favoritos!!!
Sou da Area de Letras, me inscrevi em Português, mas também quero tentar Inglês, devo me inscrever novamente? ou se eu me inscrever em Inglês anula a de Português?
Gleidson
O que vc quer dizer com será obrigado a fazer a prova de novo, até que passe.
qt anos o F vai ter que prestar??? 1 2 3 depois cai de categoria? affffffffff que sufoco obrigada bj
Gleidson
São tantas mudanças que muitos confundem. Uma coisa é a lei 1093, que regulamenta a contratação de pessoal não efetivo no Estado e de tabela impôs às novas regras, com a prova, divisão de categorias e eliminação dos que não forem aprovados (todos).
Outra coisa é a resolução 73, que determinou a convocação dos professores F que não tinham aulas atribuídas, ou tinham menos que 10. Nesse caso, o professor teve que assumir suas funções docentes na sua escola sede, cumprindo uma jornada de 12 horas distribuídas em todos os dias da semana. Nessa jornada, o professor teria que cumprir horário na escola e atuar como eventual. Ainda pela resolução 73, o professor F é obrigado a assumir qualquer saldo de aulas que possa lhe ser atribuído, até que complete 20 aulas.
Assim, reiteramos: Qualquer professor do quadro ativo não efetivo é obrigado a realizar a prova do processo seletivo e se não passar não lecionará na rede estadual. Para os OFA F, que se tornaram estáveis, a regra é a mesma, mas a diferença é que esse professor poderá manter seu vínculo com o Estado em atividades de apoio, cumprindo um jornada de 12 horas. Ainda não existe qualquer referência legal que fundamente a possibilidade de o professor F reprovado ser dispensado da lei 500/74 após ter sido reprovado por mais de uma vez.
Luciana
Pela regra atual, não é possível fazer provas para duas disciplinas da mesma área. Como Inglês, Português e Artes estão na área de Linguagem, você que já se inscreveu para Português não poderá se inscrever para Inglês
Andrea
Pelo texto da lei 1093, o professor reprovado na prova terá que fazê-la novamente no ano seguinte, até que passe. Enquanto não passar, terá que cumprir a jornada de 12 horas fora da sala de aula, onde o Estado determinar e será obrigado a fazer a prova do ano seguinte. Se deixar de fazer, será dispensado da lei 500 e perderá seus direitos
Boa noite professor,
Não me fiz minha inscrição pela Vunesp ainda, minha dúvida não foi sanada nem pela Diretoria de Ensino, foi pedido para ver o edital da Vunesp.
Tenho licenciatura curta em Ciencias e tambem Matemática, sou categoria F, sempre dei aulas de Matemática, mas tenho dúvida na minha inscrição, no diploma consta Ciencias, na inscriçaõ da escola habilitação Ciencias e Matematica fundamental.
Será que preciso me inscrever em Ciências?
em vez de matemática , na qual dou aula há dez anos?
Helô
Os dias 13 e 20 de dezembro serão mesmo os dias das “provinha”?
obrigado!
Olá ,é a primeira vez que vou fazer a prova para lecionar aulas de história, e gostaria de saber se é enviado alguma instrução pelo correio, de local e horário , e além disso se
as datas e provas abaixo devem ser realizadas por todos .
1º Domingo (13/12/09)
Manhã: Campo de Atuação Classe (PEB I)
Tarde: Área de Linguagens e Códigos
2º Domingo (20/12/09)
Manhã: Área de Ciências da Natureza e Matemática
Tarde: Área de Ciências Humanas e Educação Especial
A situação está difícil, sou professor categoria F, bacharel, e tenho parte da licenciatura, uns 85%. Já me inscrevi para prova e assumi as 12h na minha sede. Pergunta: O fato de eu não ter a “tar” licenciatura me exclui do processo?terei um tempo para concluí-la?não estou estudando no momento, será que isso me impedirá de continuar estável? Obrigado pela atenção.
por favor me esclareçam uma dúvida,li um comentario acima onde diz q o professor L não precisa fazer a prova pq se ele não passar ele não pegará aula e será dispensado mais e se não fizer a prova como fica a situação para concorrência de atribuição de aulas?por favor eu sou L oque faço então?obrigada
Helô
Acreditamos que você deva se inscrever para Ciências
Mislene
A prova será em nível diretoria de ensino. As D.E. e a Vunesp disponibilizarão as listas com os nomes e locais de prova
Manoel
Não exclui, mas você pode ser impedido de lecionar antes de concluí-la. Nesse caso, permaneceria estável, cumprindo as 12 horas em atividades de apoio
Carla e todos os professores L
O comentário que recomenda aos professores L não realizar a prova não é de nossa autoria.
Como o que estamos discutindo é lei, não existe essa possibilidade: Se não fizer a rpova o professor simplesmente será excluído, sem direito a nada.
Esse comentário, que supostamente foi feito pela Apeoesp, é uma verdadeira cilada. Parece até uma tática predatória em que professores tentam confundir colegas para conseguir a eliminação dos mesmos e com isso reduzir a concorrência.
Pessoal,
Neste momento devemos ter calma, o governo conseguiu exatamente o que queria, nos deixar confusos. Devemos agradecer sites como este onde podemos esclarecer e trocar idéias.
Nada me tira da cabeça que a nossa categoria somente se fortalecerá quanto tivermos um conselho federal e regional, com representantes eleitos com os votos de todos os professores.
Enquanto isso estamos nas mãos do governo que faz o que bem entende, desreipeitando profissionais de anos de carreira, sem ao menos saber se no próximo ano terá emprego para se sustentar, e de sindicatos pelegos que não nos defendem de maneira adequada .
J.J. Mendes
Concordamos plenamente com a ideia de um conselho federal para professores. Essa ideia está sendo discutida no Senando e precisa ser bem observada.
Boa noite!
Gostaria que informasse, onde poderei encontrar a bibliografia para a prova do professor efetivo PEBI.
Obrigado!
Juscelina
Neste mesmo artigo encontra-se disponível a informação que procura
como ficará a situação dos designados ( vices , coordenadores) q não passarem na prova.Poderão continuar na direção ?????? OU assumirao somente com as 12 horas aulas???
Por favor, gostaria de saber se quem passar na prova de dezembro e conseguir aulas, depois vai poder participar da prova que haverá em março? E no caso de passar poderá deixar as aulas para fazer o curso que é obrigatório??
Agradeço muito se puder sanar minha dúvida!
Só aqui obtenho respostas!
Foi um “achado” encontrar alguem que se preocupe em ajudar!!
Pois é! Se por acaso não conseguirmos obter exíto em uma prova tão “simples”… , ficaremos a disposição da direção da escola? E quais seriam minhas funções dentro da escola? Visto que estarei proibido de lecionar.
Gleidson
Já respondemos isso. O professor que não passar não poderá mais ocupar funções de vice direção ou coordenação
Ângela
O processo seletivo de dezembro é destinado a selecionar professores TEMPORÁRIOS para lecionar em 2010. Esse processo também foi extendido aos professores que se tornaram estáveis, pela lei 1010/07, que hoje são da categoria F.
A prova de março de 2010 será um CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS para seleção de professores EFETIVOS. Como concurso, fora a restrição legal aos condenados judicialmente ou com antecedentes criminais, todo professor portador de diploma de licenciatura na disciplina específica, com mais de 18 anos poderá fazer o concruso. Se estiver como professor contratado pela lei 500 e for aprovado, será dispensado da lei 500 e nomeado professor efetivo após o término do curso de formação.
Leia mais sobre isso na Caixa preta da educação
Boa noite
Nunca ministrei aulas no Estado, só particular, por isso estou com uma dúvida: Fiz a inscrição na Delegacia de Ensino e quando me inscreveram colocaram na ficha que eu ministraria aula de matemática e física (tenho licenciatura em Matemática), mas quando fiz a inscrição na Vunesp só entrou matemática e física nem aparecia depois da seleção da disciplina. Isso esta correto? Obrigada.
Cláudia
Sim. Está correto. Embora você pudesse lecionar Física com diploma de matemática pela legislação atual, com as novas regras os professores serão classificados em suas habilitações específicas e ao que sabemos, serão preteridos para lecionar nessas disciplinas.
Por favor, sou professor categoria L, peguei algumas aulas na atribuição no começo deste ano e agora em novembro as minhas aulas foram encaminhadas para a atribuição da categoria F, já perdi quase todas, isso é legal? Pois eu estava em sala de aula e fui surpreendido com tal medida.
Obrigado
Ângelo
Se as aulas que assumiu estavam atribuídas por um período determinado e esse período fora renovado, com a prorrogação da licença do professor, por exemplo, essa aulas que normalmente lhe seriam reatribuídas devem ser destinadas á composição de jornada dos professor F. Mas, se essas aulas eram livres ou com prazo que ainda não se encerrou, a situação não está correta.
Sou formada em letras, e quero saber se tenho que preencher outro formulário para língua inglesa, já que o formulário permitiu fazer somente para um língua.
Rosimeire
Rosimeire
Não é possível se inscrever para as duas disciplinas. Ou se inscreve para Português, ou se inscreve para Inglês
PARA VICE E COORDENADORES, NO DIA 12 DE NOVEMBRO SAIU UM COMUNICADO DO DHRU, SE NAO PASSAR NA PROVA CONTINUARAO DESIGNADOS PARA TAL FUNÇÃO.
Eduardo
A designação de vice e coordenador não é eterna. Vale para o ano letivo. Como essa prova é para 2010, no ano que vem os professores F que não passarem não poderão receber por mais que 12 horas, o que é muito menos que ás 40 horas semanais exigidas de quem ocupa essa função. Assim, realmente, se não passar na prova continua na função até o fim deste ano, mas para 2010…
Por Gentileza:
Alguém sabe me informar qual o dia da prova de Língua Portuguesa?
professortemporario não seria 20 aulas o minimo para o prof. F que não passar ao inves de 12??? ,pois saiu uma resoluçao obrigando o prof. cat F pegar completar a sua jornada até 20 aulas ,caso contrario seria atribuido compulsoramente….
Bom dia,
Gostaria de saber onde eu encontro a lei ou resolução que fale que a categoria F tem que ter 20 aulas. Estou afastada com licença saude, por isso gostaria de saber isso. Pois tenho as 10 + 2 aulas, e agora me disseram das 20. onde achar? Na resolução se nº 73/2009 e Lc 1093/2009 não achei.
Por favor se possivel gostaria de ter onde achar.
Obrigada
Também concordo com um Conselho regional, Estadual e Federal, com representantes eleitos pelos professores, afinal existe o conselho dos médicos, enfermeiros, psicólogos, dentistas…, só a nossa classe tem que ficar nas unhas de governos incompetentes, cujos dirigentes, ditam leis que partem de suas salas estruturadas, bem ventiladas e com muito conforto, não sabem, nem imaginam o que sofremos em salas de aulas lotadas, sem estrutura nenhuma para ministrar uma aula decente, aguentando todo tipo de humilhação, muitas vezes perseguidos e ameaçados, porém sempre acreditando que amanhã será melhor!
Desculpem, mas precisava falar, porque é inadmissível a quantidade de conteúdo que teremos de “ler”, pois estudar vai ser imposssível, nem que fôssemos Ph.D. em Harvard, conseguiríamos reter todos estes conteúdos que estão nos propondo, e imagine que eu vou fazer para PEB I e PEB II.
Lamentável em todos os sentidos!
Boa sorte a todos que estão neste barco.
Tambem gostaria de saber sobre essas 20 aulas que o professor F é obrigado a pegar, porque até então não era assim!! e tb não li nada a respeito
E se o professor estiver impossibilitado de ir em algum periodo como fica??
Obrigada!
meninas..a resolucao q fala das 20 aulas obrigatorias p/ cat F está abaixo…
Instrução DRHU Nº 02/2009
Dispõe sobre atribuição de carga horária a docentes que especifica
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos, visando a uniformizar critérios e procedimentos relativos à atribuição de carga horária mínima obrigatória a docentes ocupantes de função-atividade, expede a presente Instrução.
I – Os docentes de categoria F, abrangidos pelo disposto no § 2º do artigo 2º da Lei Complementar Nº 1.010/2007, contemplados com a atribuição de carga horária em quantidade variável de 10 (dez) a 19 (dezenove) horas semanais, que estejam sendo cumpridas em atividades com alunos (aulas) e/ou com atividades correlatas à docência (permanência), conforme o caso, deverão obrigatoriamente participar de toda e qualquer sessão de atribuição que venha a ocorrer na sua unidade escolar e também na Diretoria de Ensino, a fim de atingirem a carga horária mínima de 20 (vinte) horas semanais estabelecida no Parágrafo único do artigo 8º da Resolução SE Nº 97/2008.
II – a carga horária do docente, de que trata esta Instrução, somente poderá ficar restrita a 10 (dez) horas semanais, acrescidas de 2 (duas) horas de trabalho pedagógico coletivo – HTPCs, se a cada sessão de atribuição, na própria unidade escolar e na Diretoria de Ensino, for comprovada a inexistência de classe ou aulas de sua habilitação/qualificação ou a total incompatibilidade das aulas a serem atribuídas com as aulas que o docente já venha ministrando, em termos de horários de trabalho e/ou de distância entre as unidades.
III – Observadas a classificação entre seus pares, a compatibilidade das aulas, bem como a respectiva habilitação/ qualificação, independentemente do vínculo com que tenha sido abrangido pela Lei Complementar Nº 1.010/2007, o docente não poderá declinar da atribuição complementar até o limite das 20 (vinte) horas semanais, sendo que, no caso de deixar de comparecer à sessão, a atribuição das aulas compatíveis será compulsória.
IV – o docente que declinar da atribuição a que se refere o inciso anterior ou que não quiser assumir as aulas compulsoriamente atribuídas deverá requerer expressamente sua dispensa da função, caso contrário, terá consignadas faltas, nos termos da legislação vigente, pelas aulas que não ministrar, sujeitando-se às implicações disciplinares previstas em regulamento específico.
V – a seu critério e observadas as normas e a disponibilidade, o docente de categoria F poderá ter atribuição de até 33 (trinta e três) aulas, que totalizam 40 (quarenta) horas semanais, exceto quando apresentar, no ano em curso, ocorrência de desistência total ou parcial de aulas anteriormente atribuídas, situação em que sua atribuição ficará restrita ao limite de 20 (vinte) aulas semanais.
VI – a atribuição de classes, turmas ou aulas de projetos da Pasta e outras modalidades de ensino, a docentes de categoria F devidamente selecionados, somente deve ocorrer após estarem esgotadas, em nível de unidade escolar e de Diretoria de Ensino, as classes e aulas do ensino regular.
VII – o docente de categoria F, que se encontre apenas com a carga horária de 12 (doze) horas semanais, das quais 10 (dez) horas sendo cumpridas exclusivamente com a prestação de serviços em atividades correlatas à docência (permanência) ou em substituições eventuais, deverá comparecer à sessão de atribuição em nível de Diretoria de Ensino, sendo que, a permanecer nesta situação, poderá ter mudada, a critério da administração, sua sede de controle de frequência para unidade escolar que apresente maior carência desses serviços do que a unidade de origem do docente.
VIII – para a atribuição da carga horária de 12 (doze) horas semanais em outra unidade escolar, implicando a mudança da sede de controle de frequência dos docentes, na forma prevista no inciso anterior, a Diretoria de Ensino deverá proceder ao prévio levantamento das carências predominantes nas escolas da região, especificando-as pela diversidade, a fim de serem compatibilizadas com a habilitação/qualificação de cada docente, observada rigorosamente a ordem de classificação.
IX – no horário estabelecido pelo Diretor de Escola, para cumprimento das 10 (dez) horas que integram a carga horária de 12 (doze) horas semanais, as substituições a título eventual, nos impedimentos do professor da classe ou das séries, serão obrigatórias para o docente de categoria F e em sua ausência ou omissão serão consignadas faltas, nos termos da legislação vigente, sendo que para substituições eventuais que venham a exceder esta carga horária e/ou se verifiquem em horário diverso inexiste obrigatoriedade e o exercício correspondente terá a devida remuneração.
X – Excetuam-se da obrigatoriedade de atribuição das 12 (doze) horas semanais para prestação de serviços em unidade diversa, com consequente mudança da sede de controle de freqüência, neste momento, os docentes de categoria F que se encontrem designados como Vice-Diretor de Escola, como Professor Coordenador ou prestando serviços junto à Oficina Pedagógica da Diretoria de Ensino.
XI – Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
Eu estava sem vinculo em 2007,tenho direito a permanecer na CAT. F??
Posso entrar com liminar ou qualquer tipo de recurso??
Gente a instrução do DRHU 02/2009 a cima é para a atribuição do ano letivo de 2010, para os categoria F.
Lizete
Já dissemos isso, mas vale a pena relembrar: essa prova não foi feita para selecionar professores, mas sim para eliminar.
Eduardo
A instrução vale a partir de agora, 2009 e continua valendo para 2010, até que seja revogada por outra
estou no estado de 97 mas em 2008, me afastei por motivos de doenças e mudaram minha categoria para L, o que vai acontecer comigo terei direito a essas 12 aulas.
Regiane
Como L, você perdeu esse direito.
regiane , se vc se afastou em 2008,logo é cat F ,pois é considerado estável aquele prof. q estava na rede ate 02 de julho de 2007…. O que aconteceu ?????
Gleidson
Até junho de 2007 todo professor temporário com aulas atribuídas na rede estadual era contratado nos termos da lei 500/74 e permanecia nessa condição até que perdesse o vínculo, quando era dispensado. Com a publicação da lei 1010/07, que garantiu a estabilidade aos professores contratados pela lei 500/74 que estavam em exercício, passou-se a interromper o tempo de serviço do professor OFA que perdia o Vínculo, em vez de dispensá-lo, mantendo assim o seu direito dentro da lei 500/74.
Ocorre que, se o professor por sua iniciativa desistir das aulas ele é obrigatoriamente dispensado pelo artigo 35 da lei 500/74. Nesse caso, mesmo que retorne no mesmo dia, até julho de 2009, era feito um novo contrato pela lei 500/74. Como para a lei 1010/07 o que vale é o contrato com data anterior a junho de 2007, o Estado está utilizando uma interpretação de que esse contrato foi extinto por vontade do professor e o que vale é o último, que é posterior a junho de 2007. Por isso, a Regiane e outros professores que mudaram de área (de PEB I para PEB II, por exemplo) estão sendo considerados categoria L.
Para solucionar isso, seria preciso uma ação na justiça, em que o advogado conseguisse quebrar esse argumento diante do juiz.
PERGUNTAS E RESPOSTAS ..
muito bom mesmo …. fonte :apeoesp
(copie e cole o link na barra de endereço)
http://apeoespsub.org.br/camp_salarial_2009/caderno_professor_act_ofa.pdf
Bom dia..
Essas datas para a realização das provas ja estão confirmadas???????
Se estiver….Meu Deus nos resta pouco tempo pra tanta bibliografia!!!??
Olá,
Onde foi publicado as datas da prova pra os ofas?
Obrigado.
boa tarde
é a primeira vez que vou fazer este processo e então gostaria de saber o que devo estudar para dar aula de química? será só a matéria especifica ou terá mais outro conteúdo, como matemática, lingua portuguesa, atualidades….. e onde encontro as “bibiografias” para materias “a parte” de química..
obrigada
corrigindo…. meu teclado não esta muito bom…rss …bibliografia
Renata
A prova será somente de conteúdos pedagógicos e específicos de cada disciplina, dentro do que estabelece a proposta curricular do Estado de São Paulo
aquele comunicado de vice diretor, que naum passar na prova continua esta valendo para 2010
Eduardo
A professor na função de vice diretor ou coordenador recebe como se estivesse cumprindo uma jornada de 40 horas. Como pela Lei Complementar nº 1093/09 (que está acima de qualquer comunicado ou mesmo portaria), em suas disposições transitórias, o professor estabilizado pela lei 1010/07 (professores F) que não passarem na prova terão que cumprir uma jornada de somente 12 horas, não é possível que um professor F reprovado cumpra funções de vice ou coordenador, pois não poderá ser vinculado para mais de 12 horas.
Olá pessoal, que confusão!
Sou “L” e li que “Sobre a remuneração mensal do docente contratado não incidirá o desconto relativo à assistência médica e hospitalar” alguém pode me dizer se os temporários ficarão sem o IAMSPE em 2010 ou não?
Abraços
LEIA A INSTRUÇÃO Nº 10 DO DRHU, DEIXA BEM CLARO, Q NAUM PRECISA DE PRESTAR SERVIÇO DE 12 HORA SEMANAIS, AQUELES QUE SAO DESIGNADOS
Teresa
Exatamente. Os professores temporários não poderão utilizar o Iamsp
Eduardo
Antes de ser designado, o ocupante de função de vice direção ou coordenação deve obrigatoriamente ter aulas atribuídas.
Assim, vale o que está na lei 1093/09
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Artigo 1º – Aos servidores ocupantes de funções de docente abrangidas pelo disposto no § 2º do artigo 2º da Lei complementar nº 1.010, de 1º de junho de 2007, será assegurada a atribuição de carga horária equivalente a 12 (doze) horas semanais de trabalho, composta por 10 (dez) horas em atividades com alunos e 2 (duas) horas de trabalho pedagógico na escola, em atividades coletivas, observadas as seguintes condições:
I – os docentes deverão se inscrever e participar obrigatoriamente de processo de avaliação anual, no seu respectivo campo de atuação, na forma a ser disciplinada pela Secretaria da Educação;
II – os docentes que obtiverem índices iguais ou superiores aos mínimos fixados pela Secretaria de Educação ficarão dispensados das avaliações anuais subsequentes e passarão a concorrer, entre seus pares, no processo de atribuição de classes ou de aulas, na Faixa 3 a que se refere o inciso I do artigo 45 da Lei complementar nº 444, de 27 de dezembro de 1985, antes dos demais servidores indicados na mesma faixa e antes dos candidatos à admissão como docentes;
III – a classificação final do docente para o processo de atribuição de classes ou de aulas, no respectivo campo de atuação, observará a ordem decrescente da soma dos pontos referentes ao tempo de serviço e aos títulos com os pontos obtidos na avaliação anual, que terá o limite máximo de 80 (oitenta) pontos;
IV – caso o total de aulas atribuídas no respectivo campo de atuação resulte aquém do limite fixado no “caput” deste artigo, aos docentes serão atribuídas horas de complementação de carga horária, no mínimo até atingir o referido limite, devendo ser cumpridas pelo docente de acordo com as normas expedidas pela Secretaria da Educação;
V – os docentes que não obtiverem os índices mínimos fixados no processo de avaliação não poderão concorrer no processo de atribuição de classes ou aulas e deverão cumprir a totalidade da carga horária prevista no “caput” deste artigo de acordo com as normas expedidas pela Secretaria da Educação, sem prejuízo da participação obrigatória nos subsequentes processos de avaliação anual.
Parágrafo único – A Secretaria de Educação poderá autorizar a participação dos docentes referidos no inciso II deste artigo nas avaliações anuais subsequentes, devendo ser considerada, para fins de classificação no processo de atribuição de classes ou aulas, o melhor índice obtido pelo docente nas avaliações de que participou.
Artigo 2º – Aplica-se o disposto no inciso V do artigo 1º destas Disposições Transitórias aos docentes que não possuam a habilitação mínima exigida para atribuição de classes ou aulas nos respectivos campos de atuação, estabelecido o prazo de 1 (um) ano, contado da data da vigência desta lei complementar, para obtenção da referida habilitação.
Artigo 3º – Aos docentes abrangidos pelo disposto no parágrafo único do artigo 25 desta lei complementar serão atribuídas classes ou aulas disponíveis, conforme condições e limites estabelecidos pela Secretaria da Educação, observados os incisos I e III do artigo 1º destas Disposições Transitórias.
Artigo 4º – Os docentes abrangidos por estas Disposições Transitórias serão dispensados, caso não se inscrevam ou imotivadamente não participem do processo de avaliação previsto no inciso I de seu artigo 1º, sem prejuízo do disposto no artigo 35, IV, da Lei nº 500, de 13 de novembro de 1974.
Assim, como o professor que não passar na prova não terá aulas atribuídas, não atenderá também o requisito para ser designado para função de vice-diretor ou coordenador
Então a instrução do DRHU dia 12 de novembro de 2009, naum vale
Alguém conseguiu ou sabe onde encontrar uma apostila pra essa prova que acontecerá para os ofas do estado de sao paulo?
Obrigado
Jean
Alguém pode me dizer por favor onde encontrar apostila pra essa maldita prova para os ofas?
Obrigado boa noite
Eduardo
A Instrução DRHU nº 2, de 11/11/2009, publicada no Diário Oficial no último dia 12 se refere ao processo de atribuição compulsória de aulas aos professores da categoria F, neste ano letivo.
No que se refere aos ocupantes de função de direção, o que trata a resolução é que no caso dos vice diretores e dos coordenadores que possuem menos de 20 aulas atribuídas não é necessária a participação nos processos de atribuição compulsória, já que na prática cumprem uma jornada muito superior às 20 aulas.
Em nenhum momento essa instrução se opõe lei 1093.
Jean
Já pensou na possibilidade de essa apostila simplesmente não existir?
Considerando a maneira atropelada como está sendo conduzida a questão pelo Estado, que ainda não divulgou oficialmente as datas da prova, apesar de sabermos que será nos dias 13 e 20 de dezembro, será que as escolas preparatórias para concurso, que geralmente fazem esse tipo de material, tiveram tempo para montar uma apostila?
Olá professor,
Gostaria de agradecer você que através de seu blog esclareceu muitas duvídas e me ajudou muito.
Obrigado!
Abraços.
Bom dia!
é a primeira vez que vou participar de um concurso, sou recem formada em Pedagogia (conclui julho 2009 ), estou perdida o que estudar, por favor me deem dicas.Obrigada.Site maravilhoso hein, parabéns.
Sol
Bom dia !
Professor,
Acompanho seu trabalho há muitos meses e, afirmo que tem me ajudado muito…
Gostaria de comentar que diversos orgãos que deveriam apoiar e orientar os professores não o estão fazendo corretamente…
estes individuos estão orientando, principalmente, os professores F a não realizarem a prova… ou a simplesmente, fazerem a prova e, responder tudo errado de proposito…
concordo que o que o governo esta fazendo com os professores é uma puta sacanagem… to passando por isto tbm, desde de 2005… mas, na minha opinião não será deste jeito que vms resolver as coisas…
não estou conformada… mas preciso trabalhar e meu patrão é o governo… ele esta lá… eu votei nele… o coloquei lá tbm… temos que tentar fazer alguma coisa sim… mas não podemos esquecer que somos PROFESSORES e formadores de opinião… e, que há outras maneiras de resolver as coisas…
as eleições serão no próximo ano…
obrigada por este espaço que, neste momento me serviu de desabafo…
Olá, gostei muito do site.
Mudei para Pirassununga – SP recentemente e fiz minha inscrição na DE, infelizmente não estarei aqui no dia 20 de dezembro – Haverá outra data para prova… uma segunda chamada?
Esta uma bagunça essa atribuição
Outra pergunta – como funciona o valor hora aula aqui no estado de Sao Paulo?
Oi também gostaria de saber se vai ter apostila …? e onde encontrar ..?
Ministro aulas no estado como Peb II categoria F, atualmente estou de licença saúde, mas vou prestar a prova seletiva.
Gostaria de saber no caso de não conseguir os 40 pontos exigidos, como ficará minha situação tendo em vista que possuo tempo de serviço mais de 34.000 pontos.
Desde já Obrigada!!!
Mariane
Se você não passar na prova terá que cumprir a jornada de 12 horas onde e quando o Estado determinar. Você não será eliminada automaticamente, mas tenha certeza de que o governo fará tudo para conseguir que você peça a dispensa pelo artigo 35 da lei 500.
é por essas e outras que as escolas do estado merecem professores made in uniban
eu quer fiz unesp não mereço mais passar por isso
e pior, esse serra vai ganhar eleição para presidente .. dai f*** de vez
Fui ADM.LEI 500/74 -FCAO NAT. PER. PEB I até fev/2003 na rede ,depois me mudei para Minas Gerais e fiquei sem lecionar.
Voltei a ser ADM.LEI 500/74-EVENTUAL.-R.G.P.S em junho de 2009 sem prestar prova .
A escola que tenho sede hoje não me avisou de nada sobre a Lei e como sou nova na Cidade onde moro não obtive nenhuma noticia do que estava e esta acontecendo.
Resumindo no dia 16/11 fui perguntar na DER e lá fiquei sabendo que passou o prazo para o cadastro para a atribuição de 2010 mas fiz a inscrição pela vumesp.
Me ajude o que devo fazer para conseguir o que é meu de direito?
gostei muito do site, mas gostaria de saber se é verdade que a bibliografia para o concurso foi enxugada para o efetivo?
Impossivel!Do jeito que caminhamos na educação 2010 será um caos ainda maior com este concurso enfadonho e estranho.
Quem é que connsegue se preparar para esta prova?? Com este contéudo fico quase impossivel obter boa cassificação.
NOVAS JORNADAS PARA 2010
DECRETO Nº 55.078, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2009
Dispõe sobre as jornadas de trabalho do pessoal docente do Quadro do Magistério e dá providências correlatas
JOSÉ SERRA, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
Decreta:
Artigo 1º – O campo de atuação do pessoal docente do Quadro do Magistério, referente às classes de alunos ou às aulas a serem atribuídas, compreendem os seguintes âmbitos da Educação Básica:
I – classes iniciais do Ensino Fundamental – campo de atuação relativo ao cargo de Professor Educação
Básica I;
II – aulas dos componentes curriculares do Ensino Fundamental, Médio e Educação Especial – campo de atuação relativo ao cargo de Professor Educação Básica II.
Parágrafo único – O Professor Educação Básica I poderá, desde que habilitado, ministrar aulas no Ciclo II do Ensino Fundamental, observado o disposto no artigo 37 da Lei Complementar nº 836, de 30 de dezembro de 1997.
Artigo 2º – De acordo com o disposto no artigo 10 da Lei Complementar nº 836, de 30 de dezembro de
1997 e no artigo 1º da Lei Complementar nº 1.094, de 16 de julho de 2009, as jornadas semanais de trabalho do docente titular de cargo são:
I – Jornada Integral de Trabalho Docente, de 40 (quarenta) horas semanais, sendo:
a) 33 (trinta e três) horas em atividades com alunos;
b) 7 (sete) horas de trabalho pedagógico, das quais 3 (três) horas exercidas na escola, em atividades coletivas, e 4 (quatro) horas em local de livre escolha do docente;
II – Jornada Básica de Trabalho Docente, de 30 (trinta) horas semanais, sendo:
a) 25 (vinte e cinco) horas em atividades com alunos;
b) 5 (cinco) horas de trabalho pedagógico, das quais 2 (duas) horas exercidas na escola, em atividades
coletivas, e 3 (três) horas em local de livre escolha do docente;
III – Jornada Inicial de Trabalho Docente, de 24 (vinte e quatro) horas semanais, sendo:
a) 20 (vinte) horas em atividades com alunos;
b) 4 (quatro) horas de trabalho pedagógico, das quais 2 (duas) horas exercidas na escola, em atividades coletivas, e 2 (duas) horas em local de livre escolha do docente;
IV – Jornada Reduzida de Trabalho Docente, de 12 (doze) horas semanais, sendo:
a) 10 (dez) horas em atividades com alunos;
b) 2 (duas) horas de trabalho pedagógico exercidas na escola, em atividades coletivas.
Artigo 3º – Além da jornada a que estiver sujeito, dentre as previstas nos incisos II, III e IV do artigo anterior, o docente titular de cargo poderá exercer carga suplementar de trabalho, respeitado o limite máximo de:
I – 8 (oito) horas em atividades com alunos, quando em Jornada Básica de Trabalho Docente;
II – 13 (treze) horas em atividades com alunos, quando em Jornada Inicial de Trabalho Docente;
III – 23 (vinte e três) horas em atividades com alunos, quando em Jornada Reduzida de Trabalho Docente.
Parágrafo único – O titular de cargo de um campo de atuação poderá ministrar aulas em campo de atuação diverso como carga suplementar de trabalho, desde que apresente habilitação ou qualificação docente para as referidas aulas.
Artigo 4º – As horas em atividades com alunos, atribuídas a título de carga suplementar, quando somadas às horas de mesma característica relativas à jornada em que o docente esteja incluído, poderão provocar acréscimo nas horas de trabalho pedagógico na escola e de trabalho pedagógico em local de livre escolha, na conformidade da tabela de distribuição de cargas horárias, constante do Anexo que integra este decreto.
Artigo 5º – O provimento de cargo docente far-se-á em qualquer jornada de trabalho, de acordo com a quantidade de vagas e correspondentes cargas horárias disponíveis na unidade escolar do ingresso.
Artigo 6º – O docente titular de cargo poderá optar, anualmente, no momento da inscrição para o processo de atribuição de classes e aulas, por jornada de trabalho diversa daquela em que esteja incluído.
Parágrafo único – O atendimento da opção dependerá da disponibilidade de classes ou aulas e das diretrizes da Secretaria da Educação previamente fixadas.
Artigo 7º – A atribuição de classe e/ou aulas será precedida de classificação dos inscritos no processo, que observará a situação funcional, a habilitação ou a qualificação docente, o tempo de serviço e os títulos no respectivo campo de atuação, na forma estabelecida pela Secretaria da Educação em regulamento específico.
Parágrafo único – Para fins de classificação no processo anual de atribuição de classes e aulas, os tempos de serviço trabalhados pelo docente em campos de atuação distintos, de que trata o artigo 1º deste decreto, serão sempre computados separadamente.
Artigo 8º – A constituição da jornada de trabalho docente dar-se-á:
I – para o Professor Educação Básica I, com classe livre das séries iniciais do Ensino Fundamental;
II – para o Professor Educação Básica II, com aulas livres da disciplina específica do seu cargo, no Ensino
Fundamental e/ou Médio, sendo que, em caso de insuficiência, poderão ser complementadas por aulas livres da disciplina não específica da mesma licenciatura plena, após atendimento dos respectivos titulares de cargo;
III – para o Professor Educação Básica II de Educação Especial, com classe ou sala de recurso livre, da área de necessidade especial relativa ao seu cargo, no Ensino Fundamental e/ou Médio.
§ 1º – Na carência de classe, de classe/sala de recurso ou de aulas livres para constituição da jornada de trabalho dos titulares de cargo, ou na insuficiência parcial, no caso de aulas, haverá redução da jornada em que o titular esteja incluído, para jornada compatível com a carga horária atribuída, chegando em redução máxima à Jornada Inicial de Trabalho Docente.
§ 2º – Verificada ainda a impossibilidade de constituição da Jornada Inicial de Trabalho Docente, poderá haver composição dessa jornada, mediante atribuição de classe, de classe especial/sala de recurso ou de aulas a título de substituição a outro titular, que se encontre em qualquer tipo de licença/afastamento, ou mediante atribuição de aulas, livres ou em substituição, em outro campo de atuação ou de outro componente curricular, para o qual o titular apresente habilitação ou qualificação docente, ou ainda de classe ou aulas de projetos da Pasta e outras modalidades de ensino.
§ 3º – A requerimento expresso do titular de cargo, cuja carga horária atribuída seja inferior à da Jornada
Inicial, poderá haver redução maior do que a prevista no § 1º deste artigo para Jornada Reduzida de Trabalho Docente, desde que, se for o caso, não haja desistência das aulas que a excedam, que passarão a se configurar carga suplementar de trabalho, ou, no caso de carga horária ainda menor, aplique-se o procedimento de composição de jornada, na forma estabelecida no parágrafo anterior.
§ 4º – O docente que tiver redução de jornada a seu expresso pedido não poderá voltar a ampliá-la no decorrer do mesmo ano letivo.
§ 5º – O Professor Educação Básica I, declarado adido, que venha a compor sua jornada de trabalho com aulas de componente curricular do Ensino Fundamental ou Médio, na forma estabelecida no § 2º deste artigo, terá a retribuição referente a essas aulas calculada com base no valor do vencimento relativo ao Nível I da Faixa 2, da Escala de Vencimentos – Classes Docentes (EV-CD).
§ 6º – Na aplicação do disposto no parágrafo anterior, se houver redução de remuneração, o docente poderá optar por ser remunerado com base nos vencimentos relativos ao próprio cargo.
§ 7º – A atribuição de classes ou aulas para composição de jornada, na forma prevista no § 2º deste artigo, bem como para carga suplementar de trabalho em outro campo de atuação ou em outro componente curricular, observará as normas, ordem de prioridade e critérios estabelecidos em regulamento específico, pela Secretaria da Educação.
Artigo 9º – Na impossibilidade de composição de jornada, na forma estabelecida no § 2º do artigo anterior, o docente cumprirá horas de permanência, na quantidade necessária à complementação da Jornada
Inicial ou da Jornada Reduzida de Trabalho Docente, conforme o caso, na sua unidade de classificação, exercendo atividades inerentes às de magistério e com:
I – coordenação de atividades pedagógicas;
II – planejamento, execução e avaliação das atividades escolares;
III – avaliação, adaptação e/ou recuperação de alunos de aproveitamento insatisfatório;
IV – processo de integração escola-comunidade.
Artigo 10 – A ampliação da jornada de trabalho do Professor Educação Básica II somente poderá se dar com aulas livres da disciplina específica do cargo.
Artigo 11 – Quando o total de horas atribuídas ao docente consistir de blocos indivisíveis, por classe de alunos ou por número de aulas de determinada disciplina, conforme estabelecido nos quadros curriculares, as horas que ultrapassarem a quantidade correspondente à respectiva jornada de trabalho deverão ser exercidas a título de carga suplementar de trabalho.
Artigo 12 – A acumulação remunerada de dois cargos docentes ou de um cargo de suporte pedagógico com um cargo docente poderá ser exercida, desde que:
I – seja observado o limite de 64 (sessenta e quatro) horas semanais para a carga horária total do acúmulo;
II – verifique-se compatibilidade de horários, observada a distância entre os órgãos/unidades;
III – haja prévia publicação de ato decisório favorável à acumulação.
Parágrafo único – No âmbito da Secretaria da Educação é vedada a possibilidade de situação de acumulação de cargo e função docentes.
Artigo 13 – Normas complementares, disciplinadoras da execução deste decreto, serão expedidas pela
Secretaria da Educação.
Artigo 14 – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial o Decreto nº 42.965, de 27 de março de 1998.
Palácio dos Bandeirantes, 25 de novembro de 2009
JOSÉ SERRA
Paulo Renato Costa Souza
Secretário da Educação
Aloysio Nunes Ferreira Filho
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicado na Casa Civil, aos 25 de novembro de
2009.
Laila
Talvez a única ressalva ao seu comentário seja que, independentemente do fato de você ter estudado em uma universidade pública, não se pode desmerecer quem estudou em uma particular.
Se o seu comentário tinha a intenção de se referir àqueles que não deveriam utilizar o título de professor (e existe isso também dentro de algumas universidades públicas…), concordamos em parte, pois a necessidade de se avaliar o professor é real, mas a maneira como isso está sendo feito é imoral
Rosely
Não há o que fazer, pois a própria legislação determina a obrigatoriedade do funcionário público estar sempre inteirado sobre as publicações, leis e resoluções que dizem respeito a sua vida funcional.
O que pode ser feito é levantar a cabeça e partir para outra. Lembramos que nesse momento existem diversos concursos públicos para professor em várias cidades do Estado.
José
Já comentamos isso, mas…
a intenção do Estado é justamente fazer com que o mínimo possível passe nessa prova, simplesmente para poder eliminar esses professores e com isso fazer sua propaganda eleitoral, que atribui a culpa da falta de qualidade de ensino exclusivamente aos professores. Assim, quanto menos gente passar na prova, maior a credibilidade desse raciocínio
Alguém poderia me dizer quantas questões cairão nessa provinha….80 ou 25, sei que a prova vale 80 pontos… mas será como a provinha do ano passado que eram 25 questões valendo 3.2 cada uma?????
aguardo resposta….obrigada.
Luciana
Oficialmente, nem a data para a prova foi divulgada. Sabemos que será nos dias 13 e 20 por fontes da SEE.
Mas, sobre a quantidade de questões, ainda não sabemos.
Considerando a vasta bibliografia exigida e o fato da prova ser feita pela vunesp, acreditamos que 25 questões sejam muito pouco para abranger o conteúdo.
Bom Dia,
Sou professora da Disciplina de Ed. Física e gostaria de saber se estudando a Proposta Curricular de 2008 e os cadernos do Professor, que são referentes á cada séries dos E.F e E.M, serão o suficiente para a realização da prova exigida pelo Governo, pois pela bibliografia consta alguns autores, mas outros não. Att
Daniela
Boa tarde a todos….
vou fazer a prova para dar aula de quimica, pelo que entendi essa prova sera realizada no dia 20!!!! alguem pode me confirmar se sera no dia 20 ou terei que fazer tb no dia 13???
A quem interessar :
Hoje dia 27.11.2009 das 11:00 as 14:45hs toda rede participou de uma Videocoferencia com o Sr. secretário Paulo Renato, onde o mesmo foi colocado contra parede por 20 diretorias de ensino. O assunto de hoje foi Valorização pelo Mérito, mas foi tratado todo assunto relacionado a rede, inclusive a confirmação das provas 13 e 20/12, concurso publico, e a prova do assunto em pauta. Acredito que a gravação desta videocoferencia esteja no ar semana que vem na Rede do Saber.
Prof. Adauto
Não entendo porque a categoria F mesmo não atingindo nota na prova ainda terá garantia de 20 aulas, e a categoria L foi super desfavorecida com isso, pois se não atinfir nota, fica fora do estado sabe Deus de quando a quando. Eis uma observação muito importante: todos estudamos, passamos um período de nossas vidas nos dedicando até sairmos formados, e para que?, a categoria F não é melhor do que a categoria L, assim como a categoria F precisa trabalhar e manter a familia a c.L igualmente. Concordo em querer testar nossos conhecimentos, mas em caso de reprovação na prova nos deixar desempregados por sermos c. L nisso sou totalmente contra, além de ser uma bibliografia muito extensa para um exame. Desculpe se isso parecer um desabafo mas algumas coisas nesse país não são justas.
Para a prova para diretores vcs sabem qual será o conteúdo?
Olá pessoal,gostaria de saber se alguem tem, apostila para parte especifica de artes!!!!
Muito obrigada!!!
haaa e a respeito do blog, é otimo saber que temos colegas bem intencionados
Parabéns pela inciativa esse material é ótimo.
Gostaria como obter o resumo dos livros da parte específica de Língua Portuguesa.
obrigada
Caros colegas de trabalho.Acredito estarmos próximo da falência da educação no Brasil, em especial em São Paulo.Esse sistema de avaliação implementado em São Paulo, nada mais é do que uma cópia de um modelo americanizado que não deu certo nos Estados Unidos.
O nosso caríssimo secretário de educação, agora resolveu usar desse modelo ultrapassado e ineficiente que não serve para nada, a não ser para deixar-nos de cabelos brancos, preocupados e a beira de um ataque de nervos e quiça um infarto.Precisamos ter nossa direção dos votos bem definidas e não fazermos como muitos de nossa categoria que votaram nas eleições para que essa gestão continuasse.Trazendo a todos nós mais essa dor de cabeça.Será que ele ainda não percebeu que o sistema educacional está sem profissionais para lecionar? Uma vez que muitos de nós, apaixonados pela profissão, estamos
sendo obrigados a mudar de profissão?.Não precisamos ir muito longe.Basta procurarmos e constatarmos a grande quantidade de concursos públicos para professores na educação, principalmente no interior.Amigos queridos, após esse pequeno desabafo, só me resta desejar a todos MUITA SORTE. Ah!Já ia me esquecendo.Para a Laila da Unesp, você com certeza deve ser tão capaz quanto quaquer um de nós aqui, professores mas não para escola pública.Invista na carreira para a universidade mas só não se esqueça que muitos alunos que para lá irão, são da escola pública.E NUNCA SE ESQUEÇA DE RESPEITARAS PESSOAS DE MAMANDO A CADUCANDO.
Por favor, sei q vcs estão 100 tempo para nada e q diversas ps já devem ter feito esse mesmo tipo de pergunta, mas leve em consideração q assim como outros é a primeira vez q estou me candidatando para professor temporário e estou com milhões de dúvidas, então….
O CANDIDATO A AULAS DE SOCIOLOGIA TEM Q ESTUDAR TODO O CONTEÚDO DE TDS AS MATÉRIAS OU SÓ A BOBLIOGRAFIA DE SOCIOLOGIA? POR FAVOR ME RESPONDA, POIS ESTOU COMPLETAMENTE PERDIDA E QUERO MUITO PASSAR NESSA PROVA. oBRIGADA!
Vilma
O professor da categoria F que não passar na prova não tem garantia de 20, 12 ou nenhuma aula. Esse professor tem direito a uma carga de 12 horas, fora da sala de aula, por ter sido considerado estável.
Para entender, leia a caixa preta da educação
Sônia
Se entendemos corretamente, esse conteúdo será base para todos os concursos e processos seletivos da secretaria da educação nos próximos quatro anos
Margareth
Você deve estudar somente a bibliografia referente a sua área, incluindo a parte pedagógica comum aos peb II
Como vou saber o horário da prova já sabemos o dia mas o local e o horário ainda não sei, será que enviaram carta ou email para informar.
Diante de tanta pressão, tanta angústia, preciso a princípio, elogiar a teia de colaboração do blog que, além de muita informação, escancara o nível de muitos pretendentes a educadores.
cristiane,não saiu o dia oficial das provas .TUdo q se fala sao especulaçoes…..Tudo indica q será 13 e 20 de dezembro,mas nada é oficial ,mas extraoficial…
Gostaria de saber se terei que fazer a prova em Capivari , moro em Indaiatuba.E quando enfim sera informado a data correta ????Please
Boa tarde
quais sao os conteudos de matematica e lingua portuguesa a ser estudado para peb I.
Parabens pela iniciativa de informar e de maneira democratica.
Bom Dia, Colegas!
Já foi divulgado no site da Vunesp as datas da prova.
Segue link abaixo:
http://www.vunesp.com.br/concursos/seed0902/edital_1_12.pdf
Boa Sorte a todos!
Deus nos abençoe.
Obrigado por ter nos disponibilizado estes resumos, pode ter certeza que passarei aos demais colegas.
Quem tem os conteúdos específicos de matemática e ciências para me disponibilizar?
Desde já Muito Obrigado.
Vygotsky – Aprendizado e desenvolvimento: Um processo sócio-histórico – Marta Kohl de Oliveira
HISTÓRIA PESSOAL E HISTÓRIA INTELECTUAL/1
De acordo com Marta Kohl de Oliveira, Lev Semenovich Vygotsky nasceu na cidade de Orsha, próxima a Mensk, capital de Bielarus, país da extinta União Soviética, em 17 de novembro de 1896. Viveu, com sua família, grande parte de sua vida em Gomel, na mesma região de Bielarus. Iniciou seus estudos por meio de tutores particulares e, somente aos quinze anos, entrou em um colégio privado. Neste, estudou seus últimos dois anos do curso secundário, ingressando, em seguida na Universidade de Moscou. Paralelamente a este curso universitário, Vygotsky freqüentou cursos de história e filosofia na Universidade Popular de Shanyavskii. Foi nesta universidade onde ele aprofundou seus estudos – mesmo não recebendo nenhum título acadêmico – em psicologia, filosofia e literatura.
Formou-se em Direito no ano de 1917. Depois, em decorrência de seus interesses em neurologia, como meio de compreender o funcionamento psicológico do homem, estudou também medicina, parte em Moscou e parte em Kharkov.
Vygotsky trabalhou na área conhecida como “pedologia” (ciência da criança, que integra os aspectos biológicos, psicológicos e antropológicos), dentre outras. Fundou um laboratório de psicologia, na escola de formação de professores de Gomel, e foi um dos fundadores do Instituto de Deficência, em Moscou.
Escreveu aproximadamente 200 trabalhos científicos, os quais abordavam desde temas relacionados a neuropsicologia até a crítica literária, passando por deficiência, linguagem, psicologia, educação e questões teóricas e metodológicas das ciências humanas. Sua morte prematura, aos 37 anos, mais a grande produção intelectual, marcou o estilo de seus textos escritos: densos, cheios de idéias, numa mistura de reflexões filosóficas, imagens literárias, proposições gerais e dados de pesquisa que exemplificam tais proposições. Além disso, por causa de sua enfermidade, muitos dos textos foram criados oralmente e ditados a outra pessoa que os copiava, ou anotados taquigraficamente durante suas aulas ou conferencias.
A (nova) abordagem da psicologia, desenvolvida por Vygotsky, revela-se em três idéias centrais, as quais podem ser consideradas como “pilares” do pensamento vygotskyano:
- as funções psicológicas possuem uma base biológica, porque são produtos da atividade cerebral;
- o funcionamento psicológico fundamentam-se nas relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior, sendo que estas se desenvolvem-se num processo histórico;
- os sistemas simbólicos são os mediadores a relação homem-mundo;
Mediação Simbólica
A principal dedicação de Vygotsky foi o estudo das funções psicológicas superiores ou processos mentais superiores(pensar em objetos ausentes, imaginar eventos nunca vividos, planejar ações a serem realizadas em momentos posteriores tec.). Para que seja possível compreender as concepções vygotskyanas é necessário, primeiro, compreender o conceito de mediação. Este conceito, em termos genéricos, consiste no processo de intervenção de um elemento intermediário em uma relação, a qual deixa de ser direta e passa a ser mediada por tal elemento.
Vygotsky assume, então, o posicionamento segundo o qual a relação do homem com o mundo é uma relação, fundamentalmente, mediada. Diante disso, Vygotsky diferenciou dois tipos de mediadores; instrumentos (no plano externo ao homem) e os signos (no plano interno ao homem).
O uso de instrumentos. Dentre as características do instrumento, o autor mencionado destaca: é um elemento interposto entre o trabalhador e o objeto de seu trabalho, ampliando as possibilidades de transformação da natureza; o instrumento é feito ou buscado especialmente para um certo objetivo; ele carrega, portanto, a função para a qual foi criado e o modo de utilização desenvolvido durante a história do trabalho coletivo; é, pois, um objeto social e mediador da relação entre o indivíduo e o mundo.
Os animais também utilizam instrumentos, no entanto, existem diferenças entre as utilizações humanas e as animais. Tais diferenças consistem no fato de que apenas os seres humanos produzem, deliberadamente, instrumentos com objetivos específicos, guardam os instrumentos para uso futuro, preservam sua função como conquista a ser transmitida a outros membros do grupo social; são capazes de transformar o ambiente num momento específico, mas, não desenvolvem sua relação com o meio num processo histórico-cultural.
O uso de signos. A utilização de signos como auxiliares no tocante a solução de problemas psicológicos (lembrar, comparar coisas, relatar, escolher etc.) pode ser comparada à utilização de instrumentos, só que no plano psicológico. O signo age como um instrumento da atividade da atividade psicológica de maneira análoga ao papel de um instrumento no trabalho. Uma das grandes diferenças entre eles, no entanto, decorre do fato de que os instrumentos são elementos externos ao indivíduo e a sua função é modificar e controlar os processos da natureza, enquanto os signos são orientados para o próprio sujeito e tem por função o controle de ações psicológicas, seja do próprio indivíduo, seja de outras pessoas.
Os sistemas simbólicos e o processo de internalização. O uso de instrumentos sofre duas mudanças qualitativas fundamentais: por um lado, a utilização de marcas externas vai se transformar em processos internos de mediação; esse mecanismo é chamado, por Vygotsky, de processos de internalização; por outro lado, são desenvolvidos sistemas simbólicos, que organizam os signos em estruturas complexas e articuladas. Ao longo do processo de desenvolvimento, o indivíduo deixa de necessitar de marcas externas e passa a utilizar signos internos, isto é, representações mentais que substituem os objetos do mundo real.
Quando trabalhamos com os processos que caracterizam o funcionamento psicológico tipicamente humano, as representações mentais da realidade exterior são, na verdade, os principais mediadores a serem considerados na relação do homem com o mundo.
Os sistemas de representação da realidade – e, a linguagem é o sistema simbólico básico de todos os grupos humanos – são socialmente dados. É o grupo cultural onde o indivíduo se desenvolve que lhe fornece formas de perceber e organizar o real, as quais vão constituir os instrumentos psicológicos que fazem a mediação entre o indivíduo e o mundo. A vida humana, entretanto, está impregnada de significações e a influência do mundo social se dá por meio de processos que ocorrem em diversos níveis.
A interação de indivíduos possibilita a interiorização das formas culturalmente estabelecidas de funcionamento psicológico. Por isso, o intercâmbio social fornece a matéria-prima para o desenvolvimento psicológico do indivíduo.
Para se entender a origem das funções psicológicas superiores, portanto, é necessário refletir sobre as relações sociais entre o indivíduo e os outros homens, considerando que o fundamento do funcionamento psicológico tipicamente humano é social e, por isso, histórico.
Pensamento e Linguagem
A principal função da linguagem, de acordo com Vygotsky, é a de intercâmbio social: é para se comunicar com seus semelhantes que o homem cria e utiliza os sistemas de linguagem. Tal intercambio necessita, para que seja possível uma comunicação mais sofisticada, da segunda função da linguagem: o pensamento generalizante. Este consiste nos signos, os quais simplificam e generalizam a experiência vivida, o que permite que ela seja transmitida a outros.
O desenvolvimento do pensamento e da linguagem. O pensamento e a linguagem têm origens diferentes e desenvolvem-se segundo trajetórias diferentes e independentes, antes que ocorra a estreita ligação entre esses dois fenômenos. Antes de o pensamento e a linguagem se associarem, existe, também, na criança pequena, uma fase pré-verbal no desenvolvimento do pensamento e uma fase pré-intelectual no desenvolvimento da linguagem. Antes de dominar a linguagem, a criança demonstra capacidade de resolver problemas práticos, de utilizar instrumentos e meios indiretos para conseguir determinados objetivos.
Pensamento e linguagem seguem suas trajetórias até que, em determinado momento do desenvolvimento, seus caminhos se unem surgindo, então, o pensamento verbal e a linguagem racional, o ser humano passa a ter a possibilidade de um modo de funcionamento psicológico mais sofisticado, mediado pelo sistema simbólico da linguagem.
O significado das palavras. O significado é um componente essencial da palavra e é, ao mesmo tempo, um ato de pensamento, pois o significado de uma palavra já é, em si, uma generalização. Isto é, no significado da palavra é que o pensamento e a fala se unem em pensamento verbal.
É no significado que se encontra a unidade das duas funções básicas da linguagem: o intercâmbio social e o pensamento generalizante. São os significados que vão propiciar a mediação simbólica entre o indivíduo e o mundo real, constituindo-se no “filtro” através do qual o indivíduo é capaz de compreender o mundo e agir sobre ele. Como os significados são construídos ao longo da história dos grupos humanos, com base nas relações dos homens com o mundo físico e social em que vivem, eles estão em constante transformação. A idéia da transformação dos significados das palavras está relacionada a um outro aspecto da questão do significado. Vygotsky distingue dois componentes do significado da palavra: o significado, propriamente dito,e o “sentido”. O significado propriamente dito refere-se ao sistema de relações objetivas que se formou no processo de desenvolvimento da palavra, consistindo num núcleo relativamente estável de compreensão da palavra, compartilhado por todas as pessoas que a utilizam. O sentido, por sua vez, refere-se ao significado da palavra para cada indivíduo, composto por relações que dizem respeito ao contexto de uso da palavra e às vivências afetivas do indivíduo.
Discurso interior e a fala egocêntrica. O uso da linguagem como instrumento de pensamento supõe um processo de internalização da linguagem. Isto é, não é apenas por falar com as outras pessoas que o indivíduo dá um salto qualitativo para o pensamento verbal. Ele também desenvolve gradualmente, o chamado “discurso interior”, que é uma forma interna de linguagem, dirigida ao próprio sujeito e não a um interlocutor externo. É um discurso sem vocalização, voltado para o pensamento, com a função de auxiliar o indivíduo nas suas operações psicológicas. O percurso é da atividade social, interpsíquica; para a atividade individualizada, intrapsíquica. A criança primeiramente utiliza a fala socializada, com a função de comunicar, de manter um contato social. Com o desenvolvimento é que ela passa a ser capaz de utilizar a linguagem como instrumento de pensamento, com a função de adaptação pessoal. Isto é, a internalização do discurso é um processo gradual, que se completará em fase mais avançadas da aquisição da linguagem.
No estudo da transição entre o discurso socializado e o discurso interior, Vygotsky recorre à “fala egocêntrica” como um fenômeno relevante para a compreensão dessa transição.
Desenvolvimento e aprendizado
Segundo a professora Marta Kohl de Oliveira, Vygotsky procurou compreender a origem e o desenvolvimento dos processos psicológicos ao longo da história da espécie humana e da história individual. Porém, não chegou a formular uma concepção estruturada do desenvolvimento humano que abrangesse o processo de constituição psicológica do nascimento até a idade adulta.
No percurso do desenvolvimento, será o aprendizado, possibilitado pelo contato do indivíduo com certo ambiente cultural, que possibilitará o despertar de processos internos de desenvolvimento. Para Vygotsky, os níveis de desenvolvimento podem ser divididos em: nível de desenvolvimento real, que se refere às conquistas que já estão consolidadas na criança, o que ela já aprendeu e domina, indicando os processos mentais da criança que já se estabeleceram, consideradas como funções já amadurecidas; nível de desenvolvimento potencial, que corresponde a aquilo que a criança é capaz de fazer mediante a ajuda de outra pessoa. Na distância entre o desenvolvimento real da criança e seu desenvolvimento potencial, temos a zona de desenvolvimento proximal (ZDP), que define aquelas funções que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão e que estão em estado embrionário, fato a ser considerado na educação das crianças, já que mesmo com intermediação de adultos, a criança pode não estar preparada para certas tarefas, ou seja, erramos quando propomos atividades fora dos limites da ZDP, com conceitos e exigências abstratas demais. Neste contexto, a intervenção pedagógica promovida pela escola nas sociedades letradas possui extrema importância na promoção do desenvolvimento dos indivíduos, pelo próprio espaço privilegiado que representa e pelas possibilidades que podem ser trabalhadas, por exemplo, o lúdico, em aprender a separar o objeto e o significado.
Vygotsky também tratou em seus trabalhos, com grande ajuda de seus caloboradores, da evolução da escrita, verificando que “a principal condição necessária para que uma criança seja capaz de compreender adequadamente o funcionamento da língua escrita é que ela descubra que a língua escrita é um sistema de signos que não têm significado em si”(p.68). Entre estes colaboradores, Luria, descreve um percurso para a pré-historia da escrita: rabiscos mecânicos; marcas topograficas; representações pictográficas. Além disso, Vygostky, por seu interesse pela gênese, função e estrutura dos processos psicológicos superiores, tratou também de temas clássicos da psicologia, como: percepção, atenção e memória.
O Biológico e o cultural: os desdobramentos do pensamento de Vigotsky.
Com a proposta de explorar os desdobramentos das propostas de Vygotsky na obra de seus colaboradores, a professora Marta Kohl de Oliveira aborda neste capítulo, três aspectos fundamentais: o funcionamento cerebral como suporte biológico do funcionamento psicológico; a influência da cultura no desenvolvimento cognitivo dos indivíduos; a atividade do homem no mundo, inserida num sistema de relações sociais, como o principal foco de interesse dos estudos em psicologia.
Um dos pilares do pensamento de Vygotsky é a idéia de que as funções mentais superiores são construídos ao longo da história social do homem, a história social objetiva tem um papel essencial no desenvolvimento psicológico que não pode ser buscado em propriedades naturais do sistema nervoso, ou seja, o cérebro é um sistema aberto em constante interação com o meio, este meio será capaz de transformar suas estruturas e mecanismos de funcionamento, podendo se adaptar a diferentes necessidades e servindo a diversas funções estabelecidas na história do homem.
Luria aprofunda em sua obra a questão da estrutura básica do cérebro em três unidades: a unidade para regulação da atividade cerebral e do estado de vigília; a unidade para recebimento, análise e armazenamento de informações; a unidade para programação, regulação e controle da atividade. Além disso, atividade psicológica é para Luria um sistema complexo que envolve a operação simultânea de três unidades funcionais: percepção visual; a análise da síntese da informação recebida pelo sistema visual; os movimentos dos olhos pelas várias partes do objeto a ser percebido. Outro aspecto importante no trabalho de Luria trata da organização cerebral, a idéia de que a estrutura dos processos mentais e relações entre os vários sistemas funcionais transformam-se ao longo do desenvolvimento individual.
Outro importante colaborador de Vygotsky foi Alexei Leontiev, para quem as atividades humanas são formas de relação do homem com o mundo, dirigidas por motivos, por fins a serem alcançados, ou seja, o homem orienta-se por objetivos, planeja suas ações agindo de forma intencional. Leontiev distingue a estrutura da atividade humana em três níveis de funcionamento: a atividade propriamente dita, as ações e as operações.
Conclusão
A professora Marta Kohl de Oliveira conclui seu trabalho neste livro ressaltando importantes pontos na teoria de Vygotsky, que “o homem biológico transforma-se em social por meio de um processo de internalização de atividades, comportamentos e signos culturalmente desenvolvidos”(p.102). Nos indicando também que a obra de Vygotsky é apenas um esboço de um projeto, não nos fornecendo uma teoria bem estruturada a respeito do inúmeros temas tratados por ele em tão pouco tempo. Para a autora, um grande problema na área da educação no Brasil é a tentativa de se estabelecer uma proposta pedagógica única, baseada numa idéia de escolha da melhor teoria, principalmente nos confrontos entre as teorias de Vygotsky e Piaget. Desta forma, considerando que ambos os autores nos trazem uma enorme contribuição, a melhor forma de atuação será a de compreender o melhor possível cada abordagem, para que haja um real aprimoramento da reflexão sobre o objeto a ser estudado.
Por favor gostaria saber se alguém tem o resumo da bibilografia para peb I
Grata
Boa noite!
Vou prestar o concurso na area de Educação Especial PEBI, gostaria de saber que dia, hora e endereço vai ser a prova e se esse conteudo mesmo que se encontrar no site?
Aguardo Repostas…
Grata
Cintia
Que falta de organização para achar o site dos locais de prova
Boa noite!
Me formei esse ano em Geografia, mas tenho 1 dúvida e seria muito grata se pudessem me respoder o que significa categoria F e L, pode ser considerada uma pergunta idiota mas tenho muitas dúvidas a respeito, e está sendo a primeira vez que irei fazer essa prova… nunca lecionei!
Carol
Sua pergunta não é idiota e com as mudanças que aconteceram é até provável que muita gente não consiga acompanhá-las.
Assim, para entender isso, recomendamos que leia nosso artigo a caixa preta da educação no estado de são paulo. Lá, você encontrará uma explicação detalhada de tudo isso.
Obrigada professor!!!!
de verdade!
Bjs
:]
Bom dia.
Hoje verifique o local onde vou realizar a prova. E para minha surpresa, o local é na Vila Maria.
O único problema é que moro no extreno sul da zona sul, e para chegar ao local da prova ( terei que percorrer proximadamente 50kms), vou sair de casa as 04hs da manhã.
Minha pergunta é dá para alterar o local? Ou é melhor deixar como está.
Caso não possa vou fazer um pic-nic no domingo.
Carla
Minha prova será na Penha!
Detalhe: moro em Pirituba!Ai que complicado viu…aff
Viramos pedintes,rsrs
é ter pensamento positivo,e acima de tudo.existe alguém que é maior do que nós,somos capases de irmos mais além,boa sorte para nós todos temporarios…….
Boa noite
Quando fiz a inscrição no site da vunesp só havia campo para lingua portuguesa, porém agora vejo que há uma resolução com conteúdo pra prova de espanhol. Quando me inscrevi na secretaria Deleste 1 que tem a opção de espanhol pensei que faria a prova de espanhol porem no site da vunesp não tinha a opção e me inscrevi para Língua Portuguesa.
Fiz alguma coisa errada?
é a primeira vez que vou participar deste tipo de processo e estou perdida!!!!!
Será que entendi tudo errado?
Obrigada por qualquer esclarecimento!!!
Elisangela
Ao que sabemos os professores de línguas estrangeiras diferentes de inglês farão a prova de português
Gostaria de saber onde que consigo ver o local da prova, quer dizer a escola ao qual irei fazer a prova neste domingo, pois não consigo localizar.
Gostaria de saber o local da prova e receber o conteúdo de História Obrigado!!!1
A única coisa que temos a fazer, como sempre é aceitar tudo de boca fechada. Quando é que tivemos liberdade de expressar nossos desejos e anseios na educação??? NUNCA.
Hoje, somos escravos de alguns pedagogos que nunca entraram em sala de aula. Manipulam como querem, pois, detem nossas contas bancárias. Tudo isso que falam, dá um filme romantico. Agora, só NÓs PROFESSORES sabemos aonde o bicho pega ( sala de aula).
Vai lá pedagogo de merda, dá uma aula e depois diga pra nós, quem é que manda na Educação dessa juventude.
Vocês detem nossas contas, mas nós somos os MESTRES.
Afonso
Adriana
Colocamos um artigo na primeira página do site com o link direto para essa consulta
SINTO NAO TER ENCONTRADO ESTAS INFORMAÇÕES ANTES.
me ecrevi ,pela delegacia de ensino de Franca ,estado de São Paulo etambem me esvrevi pela vunesp para fazer a prova de avaliação professores I até hoje dia 10/12/2009 não sei o local de prova e data gostaria de entender
Rosa
Na primeira página do site existe um artigo com o link para essa consulta
sou vice-diretora em uma escola…se eu não atingir a pontuação necessária, posso continuar como vice? E se eu passar também posso?
espero sua resposta, obrigado
Maria Aparecida
Se você não passar na prova não poderá ser vice diretora. Se passar, pelas regras atuais poderá, mas existe a possibilidade de o Estado reservar as funções de direção aos professores efetivos, como já acontece na maioria dos municípios
Muito obrigada!!!!
sejamos mais otimistas….
chegou a hora de mudar o pensamento
e termos mais ATITUDE
Boa sorte domingo pessoal de portugues
Vamos estudar muito e mostrar que “Ns podemos”
tenho uma bibliografia bem legal e egeral
se quiser mande email que lhe enviarei de graa rsrrs
abrao a todos
Penso que o meu sonho acabará daqui 36 horas.
Tentei desde 2001; sofri em atribuições de aulas como todos. Fiquei sem salário esperando por aulas; me individei;retornei à sala de aula; prestei concurso em 2003 e não passei; trabalhei em projetos; fui eventual; fui profissional, fui palhaça ; boba da corte…E no dia 02 de junho estava sem aulas.
Para que serviu tudo isso?
Ninguém reconheceu ou reconhecerá o meu tempo de trabalho, pois sou L de lixo e se eu não for bem na prova de domingo, o sonho acabará.
Vou me esforçar para sair bem, ao contrário:ADEUS Professores.
Peço desculpas em nome daquele que tanto nos fez sofrer.
Boa sorte a todos.
Bom Dia!
É muito triste ver tudo oque está acontecendo na educação, principalmente nesses últimos meses. Mesmo assim, não podemos abaixar as nossas cabeças e deixar que essas pessoas nos desanimem; é isso que eles querem, mas vamos mostrar o contrário, pois há uma pessoa muito especial que está ao nosso lado, torcendo por nós, pois conhece o coração de cada um e nunca nos abandonará. Esta pessoa é JESUS, o único que nos salvará. Então, meus caros colegas, sejam firmes e creiam, por que tudo dará certo.
Deus nos abençoe!
Profª Daniela.
Conclui o curso de Magistério no antigo Cefam em 2002. Em 2006, me formei com licenciatura plena em Matemática. Poderei continuar lecionando como PEB- I, mesmo sem ter feito Pedagogia? Já tive aulas atribuídas como PEB-I, e ouvi dizer que não poderei mais concorrer a estas aulas, a não ser que faça Pedagogia. Também já ouvi dizer que minha licenciatura em matemática continuará garantindo que eu seja professora de PEB- I e que não há nenhuma obrigação prevista em lei para que eu faça pedagogia para continuar lecionando.
O que a lei diz sobre isto?
Hetiene
A LDB estabelece que ao fim da década da educação, que é o período de transição para sua aplicação, todos os professores da rede pública devem ter curso superior em licenciatura. No entanto, não especifica qual curso de licenciatura. Assim, acreditamos que não haja problema no seu caso, mas para garantir, faça uma complementação pedagógica para licenciatura em pedagogia. Dependendo da universidade é possível conseguir essa complementação em seis meses
Bom dia,
Pessoal alguem saberia me responder como que fica a situação de quem nunca lecionou…meu caso, por exemplo. Me formei em 2007 mas nunca dei aulas…
Que categoria pertenço???
Obrigada
oi;
sou PBI FIZ MINHA ESCRIÇAO PARA A PROVA,MAS CHEGUEI 10 MINUTOS ATRASADA PRA REALIZAR A PROVA ,EU JA ESTAVA DENTRO DA ESCOLA MEUS MINUTOS ATRASADA FOI PQ ENTREI PELO PORTAO ERRADO E NAO ME DEIXARAM PASSAR NESTE PORTAO,CHAMEI A POLICIA E APEOESP E VOU SEGUNDA REALIZAR ALGUMAS PAPELADAS LA TBM.GOSTARIA DE SABER O VAI ACONTECER NO MEU CASO
OBRIGADA
Professores a prova de hoje não foi fácil, as 80 questões (exagero ao meu ver) estavam longas e algumas até confusa, o tempo foi pouco para estudarmos toda aquela bibliografia. Na minha humilde opinião creio que teremos muitos professores de castigo ( 10 aulas) não que nós mereçamos,mas por culpa de toda essa mudança repentina e mal pensada (dormi categoria F e acordei categoria L). Acredito que a qualidade de ensino deva vir em primeiro lugar e esta tão sonhada qualidade só será alcançada quando o governo investir em nós Professores comprometidos com a educação. Boa a sorte a todos.
Concordo com você Barbara, eu fiz para PEB II (Português), muito extensa e difícil, não sei se fui bem ou mal. Mas tenho certeza que muitas pessoas se sentiram assim também. Agora vamos esperar o resultado.
Fiz a prova de temporário ontem para PEB I e Português.
Achei esta última prova dificílima, e em conversas com os demais professores, todos diziam a mesma coisa. O que o Governo pretende com isso?
Realizou uma prova muito difícil para que? Vai ficar sem os professores temporários. E também na escola onde fiz as provas, faltaram muitos professores.
POIS É MENINAS MEUS COLEGAS DISSERAM MESMO, Q ESTAVA DIFICIL A PROVA, A MINHA AINDA SERÁ DIA 20 Q SERÁ Q M ESPERA? MAS CREIO EM DEUS Q TUDO DARÁ CERTO…
Olá preofessora Barbara.Também fiz a prova de Português e realmente a coisa não foi fácil.Mas o que nos resta é esperar e ver como as coisas irão se desenrolar.Acredito que nossa capacidade e determinação não foram testadas e muito menos comprovadas.Acredite e iremos ter boas notícias neste novo ano.Um grande abraço
Oi,eu consegui acertar 37 questões e tenho 6.300 pontos será que consegui?
obrigada.
Meus acertos tanto em PEB I quanto em Português foram abaixo da media exigida pela minha categoria. Sou “L”. O que acontecerá comigo? Ficarei impossibilitada de eventuar no ano de 2010?
Olá…
Fiz a prova dia 13 e acertei 67 %, porém nunca dei aulas e em 2010 estarei no último ano de letras..
A que categoria pertenço e quais as minhas reais chances de pegar aulas e qual quantidade?
Beijos e espero respostas…
Fabiana Gomes
Quem não passou na prova do processo não poderá lecionar em 2010, nem mesmo como eventual (aliás, essa categoria foi extinta)
Monique
Ao ser aprovada, você poderá participar do processo de atribuição, mas terá que apresentar os documentos que comprovam sua habilitação (diploma). Assim, a não ser que não exista mais nenhum professor habilitado disponível, você não poderá lecionar.
A pontuação máxima pelo tempo de trabalho a ser contabilizada na nota da prova para atribuição de aulas para professores temporários e para candidatos à contratação será de oito pontos. Cada dia trabalhado na rede corresponderá a 0,004 ponto. A informação é da Secretaria de Estado da Educação.
A avaliação permitirá que os professores participem do processo de atribuição das aulas que serão dadas no ano que vem. Quem ainda não é contratado, mas deseja trabalhar na rede, também deve fazer o exame.
Será preciso acertar metade da prova, que vale 80 pontos. Mas, considerando que o tempo de serviço será somado à nota, a regra permite que os docentes que acertarem 40% (32 pontos) da prova e tiverem cinco anos e meio de dias trabalhados possam chegar à nota de corte.
fonte:http://www.saopaulo.sp.gov.br/
Fazendo as contas temos o seguinte :
Valor da prova 80
Número de questões 60
Valor aproximado de cada questão +/- 1,33
Regra é – nº de acertos x 1,33 = total de pontos
Exemplos:
60 acertos x 1,33 = 79,8 ( 80)
50 acerts x 1,33 = 66,5
40 acertos x 1,33 = 53,2
35 acertos x 1,33 = 46,55
25 acertos x 1,33 = 33,25 não alcançou os 40 pontos , mas poderá juntar o tempo de serviço para chegar a nota de corte.
Espero ter ajudado, abraços a todos .
Marileuse
Olá, eu acertei 33 Questões e tenho 2.600 pontos. É pouquissímo. Será que consiguirei pegar classe. Sou PEB I. Até hoje nunca consegui ter sala, só fui eventual, e também não sei que categoria sou. Alguém pode me informar?
Obrigada!
Muito obrigado pela orientação.
Olá!
Primeiramente quero parabenizá-lo pela confecção deste site, muitas informações ficam encobertas, é muito bom contar com uma fonte tão esclarecedora como esta!
Eu trabalho como eventual e não tenho o curso concluso, só irei conclui-lo no próximo semestre. Passando nessa bendita prova em 2010 posso continuar a lecionar como eventual, visto que a possibilidade de pegar aulas é quase nula?
Desde já grata!
E reforço os parabéns!!!
Quem obtiver uma melhor classificação acontece o que?
é o primeiro da fila?
Me formei este ano em Educação Física, não tenho estes pontos por tempo de serviço, mas fui bem na prova, como será atribuida estas aulas?
NINGUÉM AGUENTA OUVIR UM MINUTO O DISCURSO DE UM PROFESSOR DO ESTADO E DA PREFEITURA DE SÃO PAULO.
COMO MELHORAR O PORTUGU~ES DELES? SE FECHAR AS FACULDADES DO TIPO UNIBANDIDOS, UNICARACAS, UNICASTELO, MELHORA?
EU QUERO VER ALGUM POLÍTICO FDP MEXER NESSAS FACULDADES “BOCAS DE LOBO” OU “MEIA-BOCAS” QUE SE MULTIPLICARAM EM SÃO PAULO DESDE 1990!!!
RESPONDENDO A TODOS
Nossa iniciativa surgiu de um grupo de professores temporários em 2007 com o objetivo de esclarecer a categoria dos professores temporários sobre seus direitos e o que fazer para conquistá-los.
Nesse sentido, organizamos esse site com páginas e artigos específicos, classificados em seus direitos ou reflexão.
Essa iniciativa, que é totalmente desvinculada de sindicatos, governo, Igreja, associações desportivas ou partidos políticos, constitui um grande esforço gratuito de dedicar o tempo disponível para esclarecer os professores.
Talvez muitos não tenham percebido, mas somos professores, que como seres humanos temos nossas responsabilidades familiares e sociais e como profissionais também temos nossas obrigações, com Conselhos de Classe, cadernetas e fichas individuais de estudantes, além da óbvia obrigação de estarmos em sala de aula como professores.
Ocorre que em dois momentos de nossa iniciativa passamos por dificuldades: De dezembro de 2008 a fevereiro de 2009, tivemos um aumento expressivo no número de acessos ao site, de professores procurando entender o processo seletivo, que depois foi cancelado pela justiça. Agora, mês de dezembro de 2009, tivemos um aumento ainda maior na quantidade de acessos e simplesmente não conseguimos responder a todos na velocidade que gostaríamos.
Entretanto, embora entendamos a angústia dos professores (também passamos por isso), percebemos que como tudo na vida, É PRECISO ORGANIZAÇÃO.
Em primeiro lugar, se você professor(a) não entendeu ou não acompanhou as mudanças que estão sendo feitas na seleção de professores para a rede estadual de São Paulo, recomendamos que lei nosso artigo “A caixa Preta da educação no Estado de São Paulo“. Esse artigo, que tem sido atualizado para esclarecer e abranger as mudanças mais recentes, foi penado para que a pessoa mais desavisada conseguisse entender como era, o que muda e qual a consequência disso.
Em segundo lugar, em todos os artigo publicados existem diversos comentários feitos e já respondidos. Assim, recomendamos aos professores que leiam a caixa preta da educação, leiam os comentários desse artigo e depois leiam os artigos mais específicos.
Em terceiro lugar, as provas do processo seletivo foram constituídas de 60 perguntas para PEB I e 80 perguntas para PEB II. A determinação legal vigente considera que será considerado aprovado e classificado para concorrer às atribuições somente o professor que conseguir 40 pontos (que correspondem a 50% de acertos na prova). No entanto, numa negociação entre Sindicato, Governo e Tribunal Regional do Trabalho, manteve-se a necessidade dos 40 pontos, mas abriu-se a possibilidade para que professor que tenha acertado pelo menos 40% da prova (24 questões PEB I e 32 questões PEB II) de utilizar o seu tempo de serviço para completar os 40 pontos. Isso quer dizer que o PEB I que acertou menos de 24 ou o PEB II que acertou menos de 32 ESTÁ ELIMINADO DO PROCESSO SELETIVO.
Em quarto lugar, considerando os professores que acertaram entre 40 e 49% da prova, para saber se será aprovado é preciso calcular quantos pontos faltam e quantos podem ser convertidos em tempo de serviço:
2000 dias trabalhados correspondem a 8 pontos (o mínimo para PEB II com 32 acertos)
1750 dias trabalhados correspondem a 7 pontos (o mínimo para PEB II com 33 acertos)
1500 dias trabalhados correspondem a 6 pontos (o mínimo para PEB II com 34 acertos e para o PEB I com 24 acertos)
1250 dias trabalhados correspondem a 5 pontos (o mínimo para PEB II com 35 acertos e para o PEB I com 25 acertos)
1000 dias trabalhados correspondem a 4 pontos (o mínimo para PEB II com 36 acertos e para o PEB I com 26 acertos)
750 dias trabalhados correspondem a 3 pontos (o mínimo para PEB II com 37 acertos e para o PEB I com 27 acertos)
500 dias trabalhados correspondem a 2 pontos (o mínimo para PEB II com 38 acertos e para o PEB I com 28 acertos)
250 dias trabalhados correspondem a 1 ponto (o mínimo para PEB II com 39 acertos e para o PEB I com 29 acertos)
Assim, uma professora PEB I que nunca tenha lecionado na rede e tenha acertado 29 questões estará eliminada, pois não possui o mínimo de 250 dias trabalhados para somar o ponto que falta.
Em quinto lugar, o professor que não fez a prova (inclusive o F), pelos termos das disposições transitória da lei 1093/09, será dispensado (demitido, por descumprimento de determinação legal do Estado. O professor F que fez a prova, mas não consegui ser aprovado, terá que cumprir uma jornada de 12 horas em local e horários determinados pela diretoria de ensino, SEM PODER LECIONAR. Os demais, categorias L, O, S (faltou apenas uma categoria “T”, para caracterizar a situação) se não aprovados estão eliminados do processo e não poderão lecionar em 2010, nem em projetos e nem como eventuais.
Por favor, preciso do conteúdo da prova de educação especial.
Desde já agradeço,
Glória.
Bem, em primeiro lugar valeu pelo blog, achei muito util, ainda que o tempo de estudo seja curto, começo apenas hoje, entreguei as notas ontem.
Quanto a ter essa prova para temporários, apesar de toda a porcaria que se (moto) Serra está fazendo, acho muito importante que ela exista e que classifique os professores. Tem muita gente entrando na rede de educação achando que aquilo ali é parque de diversões.
É puxado, é difícil e revoltante o pouco tempo de estudo e o vasto conteúdo, porém necessário!
Simplesmente um absurdo esta prova, feita na calada da noite pelos tecnicos da educação, que insiste em dizer que o culpado pelos maus resultados dos alunos são os professores.
Todos os professores deveria em forma de protesto entregar em branco.
Fomos novamente vitima da truculencia do governo do estado. Ele resolveu passar estas bibliografias enormes no finaL do ano mesmo para que os professore não obtivessem tempo para estudar (como é vão estudar de posse de 15 ou 20 diários) e desta forma fossem eliminados, uma vez que o ojetivo enxugar a maquina publica´para sobrar mais dinheiro.
Bom Dia!
Eu gostaria muito de sanar minhas dúvidas, 33 acertos na prova do OFA, que alias estava muito cansativa e extensa as perguntas. Quero saber se poderei continuar a dar aulas de eventual no próximo ano? Desde já agradeço. Eliana Moraes.
tenho um duvida , ouvi dizer que esta prova pode ser classificatorio e não mais eliminatoria…..é verdade
Aldo
Não é verdade. A prova continua sendo eliminatória e continuará, pois a própria lei 1093/09 determina que seja e para se alterar um texto de uma lei é preciso que se vote isso na Assembleia Legislativa, que está em recesso parlamentar.
PARABENS AO ORGANIZADOR DO SAIT, FICOU MAIS CLARO PARA ESTUDAR E RECEBER ESCLARECIMENTOS.
CONCORDO COM CARLOS O ESTADO CONTINUA A CULPAR OS PROFESSORES PELOS SEUS ERROS POLITICOS.
EU NUNCA LECIONEI NO ESTADO DE SÃO PAULO SO EM MG.
SERÁ QUE PODEREI UTILIZAR O TEMPO DO ESTDO DE MINAS GERAIS.
Olá, acertei 39 questões e tenho 3 pontos na rede estadual,assim, gostaria de saber como ficará minha situação.
Desde já , obrigada.
Sueli
Não. O tempo contado é o específico cumprido na rede estadual de são paulo
Colega Luciana
Você é PEB I ou PEB II?
Eliana
Se você é PEB I, você foi classificada.
Mas se for PEB II teria que ter 40 acertos.
Mas se você tiver 1750 dias trabalhados que corresponde a 7 pontos(33 acertos na prova + 7 pontos por tempo=40)aí sim, você será classificada
Oi, gostaria de saber mais noticia sobre a prova dos ofas. Muitos professores não fizeram a prova.
Sou professora de lingua portuguesa e infelizmente não consegui passar na prova, mas fiz também a do peb I e fiz 25 pontos e estou fora da sala de aula desde 1993, como está minha situação em relação a categoria? Tenho 6 anos de peb I.
No anod e 2010, os professores efetivos, ou que pegarem aulas na atribuição não poderão faltar. Porque o governo quer acabar com os temporários. É um absurdo isso.
Em primerio lugar, gostaria de parabeniza-los pela iniciativa do site. Não sei de quem foi a iniciativa, mas tenho certeza de que é mais esclarecedor do que a Apeoesp. Tenho uma duvida. Com a nova lei sobre a evolução funcional. O governo criou a evolução através de provas. Acho louvavel a iniciativa. Mas até agora não ouvi falar nada sobre a evolução pela via acadêmica. No meu caso, fiz mestrado, doutorado pela Usp e pela evoução atravé da via acadêmica estou no nivel “V”, portanto ja cheguei no ultimo nivel. Como fica o meu caso de de outros que já chegaram lá ?
Obrigado
Olá, eu fiz 37 pontos e tenho 570 dias de trabalho.
Será que consigo me classificar?
Um abraço!
Infelizmente não, para voce se classificar é necessario prontos ro pontos, voce precisaria de mais 3 que equivale a 750 dias
Olá, Fiz a prova para coordenador a dois anos atraz e atuo como tal, sou professor OFA e não obtive a pontuação necessária de 40 ptos. Você sabe se a prova que fiz no passado fica anulada? mesmo tendo direito às 12 aulas, não posso atuar como coordenador?
Torres
A prova não será anulada e o professor da categoria F reprovado só poderá cumprir as 12 horas. Não poderá exercer função de vice-direção ou coordenação.
Quero registrar aqui, o fato de a maioria so falar da categoria F, esquecendo que também ha outras categorias as quais não encontramos nenhuma informação….
Quanto a estas provas será que existe alguma possibilidade
de uma mudança, como houve no ano passado,,,,?
Por favor divulguem mais informações das outras categorias
e não apenas da F….
Sem mais agradeço
qual a previsão do resultado do processo seletivo?
exste alguma possibildade da tal curva dimunuir a porcentagem de acertos para classificação?
Olá, no meu anexo conta 570 dias e preciso de 750 para me classificar, no entanto o anexo conta os dias trabalhados até junho de 2009, como até a data da prova eu trabalhei mais 5 meses existe alguma possibilidade legal de recorrer?
Um abraço?
Pessoal, quando começam as contratações deste processo seletivo
Quando sai a classificação final do processo seletivo?
ESTOU PROCURANDO A PROVA FEITA PELOS PROFESSORES OFAS NO MES DE DEZEMBRO PB ii QUEM PUDER ME AJUDAR AGRADEÇO MUITO!!!!!!!!!TELMA
Professores,
Sou Peb 2 e durante todo o ano de 2007 estive com aulas atribuidas desde o inicio do ano juntamente com aulas do Programa Escola da Familia (projeto que paga como peb 1), uma vez que as aulas livres atribuidas a mim me faziam receber tudo como peb 2, fiquei assim em 2007 e 2008 nessa mesma situação, em 2009 no inicio do ano não tive aulas livres atribuidas juntamente com o projeto, onde fui informado que teria que fazer uma opção de categoria para que passasse para outro regime ( o da previdencia) se não eu perderia as aulas do Programa escola da familia ( P.E.F) , tive que assinar um termo a proprio punho pedindo dispensa da categoria F se quizesse trabalhar no P.E.F. mesmo sendo contra a minha vontade. Fui informado então que agora estava sendo categoria L e que mesmo que pegasse aulas livres receberia tudo como peb 1, o que me aconteceu durante todo o ano de 2009.
Fiz a prova acertei 32 questões e tenho 1082 dias de vinculo sendo categoria L , resta alguma chance de continuar no projeto? Será que há como eu voltar a ser categoria F?? peço ajuda nas duas perguntas obrigado, espero que examinem com atenção a minha situação.
Paulo Henrique
Como você assinou essa desistência não há o que fazer. Como você não tem pelo menos 2000 dias de trabalho, não é possível somar a pontuação que precisa para ser classificado
ok. Me disseram tb que eu fico agora sendo categoria L “com carater de F”. o que isso significa? que eu vou ganhar as 12 tb ou naum?? aulas de oficinas curriculares ou projetos não correm o risco de serem atribuiidas por perfil em 2010 ou naum?
Olá pessoal, sou residente em Terra Rica estado do Paraná e gostaria muito de realizar o próximo concurso para profs ai no Estado de S. P.
Alguém pode me dizer se o conteúdo para estudar é o mesmo dos professores temporários?
Aguardo resposta, obrigada….
Gostaria de um auxílio, na formulação do meu recurso pois pedi a prova de educação especial .
VITÓRIA DA CATEGORIA:
Mobilização em pleno recesso faz com que governo anuncie que provão terá caráter classificatório
Ou seja, todos os professores que prestaram a prova poderão participar do processo de atribuição de aulas, independente do seu desempenho.
Outras conquistas:
1) Caso Uninove: os professores que não conseguiram fazer a prova nos dias 13 e 20 na unidade Vila Maria da Uninove não serão demitidos, como anteriormente apontava o governo, mas participarão da atribuição; a classificação será por tempo de serviço e títulos.
2) Professores com justificativa para ausência: serão aceitas justificativas por motivo de doença, óbito na família e outros relevantes; não serão demitidos, como anteriormente apontava o governo, mas participarão da atribuição e terão a classificação por tempo de serviço e títulos.
Atenção subsedes: os professores nesta situação devem providenciar documentos comprobatórios e encaminhá-los às subsedes. Por sua vez, as subsedes deverão enviar a lista destes professores para o e-mail presiden@apeoesp.org.br; além da lista, devem remeter os documentos à sede central aos cuidados de Roseli, secretária da presidenta, até o dia 22 de janeiro.
Acham mesmo que o governo deixará tudo como está? Aguardem e verão. Talvez seja um pouco mais justa que a prova seja classificatória, mas espero que possam ser contados os pontos da prova para que mais uma vez, quem foi bem na prova não seja injustiçado.
Ao menos para alguma coisa esse sindicato serve: para pedir anulações de provas!!!!
Concordo, plenamente com voce, a prova deveria ser classificatória, realmente, só não concordo com o Governo em ficar mudando as regras movido por pressão de profissionais que com certeza não estão nem ai com a educação. Concordo também que ao benificiar outros que foram mal na prova o Governo não prejudique aqueles que se esforçaram para ter uma nota boa e ser bem classificado. Não acredito que o Governo dê essa colher de chá de graça. Sou associado da apeoesp a 20 anos, mas tenho muito medo de quando esse sindicato se mete, sempre prejudica os melhores profissionais em detrimento de outros, não muito esforçados como os que mesmo não concordando com a prova a fizeram e se esforçaram.
Caros colegas Kelly e Eriques, concordo plenamente com vocês, a luta deve ser para todos e não só para beneficiar um lado, no ano passado que a prova foi ridícula de fácil o que aconteceu? A apeoesp fez com que a mesma fosse anulada e daí o que veio esse ano? Uma prova com muitas questões e um bibliografia extensa para ser estudada.
Gostaria que houvesse por parte desse sindicato lutas que realmente nos valorizassem como profissionais que somos.
Juliana e Kelly, fico muito feliz em encontar pessoas de bom senso como voces. Não acredito que o Governo irá ceder assim sem nada em troca. O que vale são as resoluções, coisa que o Governo ainda não o fez. Lembram dos 32 pontos que foram acordados entre a apeoesp e o Governo? Até o presente momento nada foi publicado. Na resolução de atribuição deste ano não consta nada. Lá diz que só poderá participar da atribuição doecentes que acertarão no minimo 40 questões na prova. Posso até ser fuzilado aqui, mas sinceramente, fiz a prova, não li nenhuma das bibliogrias citadas e ache a prova de biologia facil, nada alem do que um professor de biologia atualizado deva saber.
Abraços
A prova é CLASSIFICATÓRIA.
Entrem no site da Apeoesp e vejam
Helena
O conteúdo da prova é o mesmo, ainda não saiu o edital, portanto fique atenta ao site http://www.concursosfcc.com.br. Boa sorte!
Não acredito em APEOESP, só saberemos de fato o que vai ser quando acontecer….
Espero que a prova não seja anulada, mas concordo que ela seja classificatória.
Agora, quem foi mal, pode começar a estudar se não começou ainda, pois esta é só a ponta do iceberg, as coisas estão mudando.
GOSTARIA DE DIZER QUE TEMOS A FACA E O QUEIJO NA MÃO., SEGUNDO ME INFORMARAM QUANDO HA GREVE , DEVERIAMOS NÃO ENTREGANDO AS NOTAS QUE SEGUNDO INFORMAÇÃO ESSE É O MEIO PELO QUAL O GOVERNO
RECEBE OS TAIS FUNDOS PELA EDUCAÇÃO E NÃO TENDO NOTAS NÃO TEM ESTATISTICA….
Boa Noite, Colegas!
Alguém tem a prova de Português e Inglês da prefeitura de São Paulo do ano passado? Ou posso conseguir através de algum site, pois na FCC não está disponível.
Grata,
Daniela.
No PCI concursos vc encontra todas as provas!
SEE deve publicar nova resolução sobre atribuição até sábado
Conforme informamos no Fax Urgente nº 2, depois de imensa mobilização dos professores, que lotaram a Praça da República no dia 15, a Secretaria da Educação anunciou mudanças na classificação dos ACTs para a participação no processo de atribuição de aulas. A principal conquista da APEOESP é que os professores serão classificados para o processo de atribuição de aulas com a nota da prova, tempo de serviço e títulos. Ou seja, todos os professores que prestaram a prova poderão participar do processo de atribuição de aulas, independente do seu desempenho. Da mesma forma, todos os que tiverem considerada justificada sua ausência na prova, mas com a nota zerada.
No mesmo documento informamos que nova resolução sobre a classificação dos professores deveria ser publicada durante esta semana. A diretoria da APEOESP cobrou da Secretaria da Educação a publicação da nova resolução com as mudanças. Foi informada que o documento deve ser publicado até sábado, 23, no “Diário Oficial”. Por isso agendou-se uma reunião da Diretoria Estadual Colegiada para o dia 23, quando a resolução será discutida. Na terça-feira, 26, a diretoria da APEOESP se reúne com o Secretário da Educação.
Portaria DRHU-06, de 12-1-2010
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
Portaria DRHU-06, de 12-1-2010.
Fixa datas e prazos para a divulgação da classificação dos inscritos no processo inicial de atribuição de classes e aulas de 2010.
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos, considerando a necessidade de estabelecer datas e prazos para a divulgação da classificação dos inscritos, no referido processo, expede a presente Portaria.
Art. 1º – A divulgação da classificação dos inscritos para o processo de atribuição de classes/aulas de 2010 (Internet) ocorrerá conforme segue:
I – Titulares de Cargo:
a) 18/01/2010 – divulgação da classificação;
b) 19 e 20/01/2010 – prazo para interposição de recursos;
c) 21/01/2010 – digitação das decisões sobre os recursos;
d) 22/01/2010 – divulgação da classificação final.
II – Ocupantes de função-atividade/candidatos a contratação:
a) 26/01/2010 – divulgação da classificação;
b) 27 e 28/01/2010 – prazo para interposição de recursos;
c) 29 e 30/01/2010 – digitação das decisões sobre os recursos;
d) 01/02/2010 – divulgação da classificação final.
Boa tarde !
Sou bacharel em ciência contábeis com pós-graduação em matemática educacional pela USJT.
Lecionei matemática como professor PEB I e PEBII nas unidades escolares E.E Frei Paulo Luig e E.E Afrânio Peixoto – DE CENTRO em São Paulo, de janeiro de 1999 à fevereiro de 2004.
Estou prestes a me aposentar, e o posto de atendimento do INSS pediu-me um formulário para apresentar para contagem de tempo.
Qual seria este formulario ? e qual a pontuação com os dados acima apresentados ?.
Grato, Silvio Carlos Camillo
Sílvio Carlos
Acreditamos que o anexo I sirva como comprovante de contagem de tempo de serviço, mas esse documento considera sempre o último dia 30 de junho. Assim, você precisa comparecer a sua escola sede e solicitar por escrito um documento que ateste seu tempo de serviço para fins de aposentadoria junto ao INSS.
Silvio Carlos Camillo
Caro Silvio, apesar de acreditar que o telefone postado seja seu, este foi retirado do blog por não termos condições físicas de verificar a autenticidade e pelo resguardo de possíveis problemas com a publicação do mesmo.
Deixe o seu e-mail publicado para obter informações e, após o primeiro contato, forneça o seu telefone.
já saui a classificação?
Nao era hoje que ia sair a classificaçao?
Isabel, acredito que a apeoesp melou mais uma vez, como de costume, o fato de esse sindicatozinho querer que aqueles que não fizeram a prova tenham o direito de participar da atribuição, deve ter feito com que a secretaria só divulgue a classificação após o pedido de justificativa dos que não fizeram a prova sejam analisados. Lamentavel mais uma vez.
Uma duvida, até o mes passado eu estava na escala de vencimento 10, referência 2, nivel V. Percebi no recibo de pagamento deste mes que, minha escala de vencimento mudou para 21, referência 1, nivel E. Alguem consegue me explicar.
Obrigado
Oi pessoal!
Nunca trabalhei ( sou recén formada)e fiz 50 pontos na prova. Sou que classe? Onde tem a classificação?
Não acho no site, estou perdida porque não imagino como seja o processo todo!
Sou classe “L’ de lá no fim da fila?rs
Por favor, se alguém puder me ajudar agradeço!
reggininha@ig.com.br
obrigada!!
Aproveitando o espaço, hoje abriram as inscrições para o concurso!! Ja fiz a minha, boa sorte pra todos nós!
Fundação Carlos Chagas.
Paz e luz a todos
Regina
como vc conseguiu fazer nao acho o campo escrito inscrição
Atualize a página!
Deve estar com erro, fui atualizando e consegui.
http://www.concursosfcc.com.br/concursos/sedsp109/index.html
Se serve de alento, depois da terrível prova, a bibliografia é a mesma!
Baixei alguns dos livros no:
http://www.4shared.com
Também é bem válido baixar a prova com o gabarito e estudar por ela, não deverá ser muito diferente do que tivemos na última.
Olá , por favor alguém pode me ajudar?
Não consigo ver minha classificação para professor temporário em São Paulo.Não estou entendendo nada.
observação: nunca dei aula
S.E. MANTÉM CARÁTER CLASSIFICATÓRIO DO PROVÃO
Em reunião realizada nesta segunda-feira, 26, com a Diretoria da APEOESP, o secretário da Educação manteve a classificação dos docentes e candidatos ao trabalho temporário na Rede Estadual de Ensino organizada em duas listas: a primeira, dos professores que obtiveram a pontuação exigida no provão, considerando a nota da prova mais tempo de serviço; e a segunda, dos demais. Todos, portanto, participam da atribuição de aulas. O provão, assim, deixou de ter caráter eliminatório como era previsto originalmente pelo governo.
Oi pessoal.
Algém achou a lista de classificação?
Não encontro…
Regina,
Como ja fora anunciado anteriormente, a classificação que está disponivel no site da SE refere-se apenas àqueles que obtiveram nota no provão. Entretanto, como o mesmo passou a ser apenas classificatório uma outra lista contendo as demais notas deverá ser divulgada em breve. O diario oficial de 29/01 aponta:
“Diretor do Departamento de Recursos Humanos, considerando a necessidade de retificar datas e prazos para a divulgação da classificação dos inscritos, do processo inicial de atribuição de classes e aulas de 2010, expede a presente Portaria.
Art. 1º – O inciso II do artigo 1º da Portaria DRHU-06, de
12-01-2010, passa a vigorar com a seguinte redação:
“II – Ocupantes de função-atividade/candidatos à contratação:
a) 28/01/2010 – divulgação da classificação;
b) 29/01 e 01/02/2010 – prazo para interposição de recursos;
c) 02 e 03/02/2010 – digitação das decisões sobre os
recursos;
d) 04/02/2010 – divulgação da classificação final;
e) 04/02/2010 – divulgação da classificação dos docentes
e candidatos à contratação de conformidade com o disposto no
artigo 5º da Resolução SE – 8, de 22-01-2010;
f) 05 e 08/02/2010 – prazo para interposição de recurso;
g) 09/02/2010 – digitação das decisões sobre os recursos;
h) 10/02/2010 – divulgação da classificação final.
Obrigada Valdir!
Obrigada, pelas dicas. Valeu!
Gostaria dos resumos da bibliografia de ciências.
Att. Mônica
Segue abaixo as exigencias e a parte bibligráfica para o concurso publico na área de ciencias:
Perfil desejado para o professor de Ciências
Embora esta não seja a única competência que se espera do professor de Ciências do Ensino Fundamental, é essencial que este profissional revele o domínio de conhecimentos específicos de Ciências Naturais – seus fenômenos, princípios, leis, modelos, suas linguagens, seus métodos de experimentação e investigação, sua contextualização histórica e social, suas tecnologias e relações com outras áreas do conhecimento, como também dos fundamentos que estruturam o trabalho curricular na disciplina e que dizem respeito à aplicação didática e metodológica desses conhecimentos na prática de sala de aula. Essa competência técnica pode se expressar, entre outras, pelas seguintes características desejáveis dos professores da disciplina:
O professor de Ciências deve apresentar o seguinte perfil:
1. Reconhecer a presença das Ciências na cultura e na vida em sociedade, na investigação de materiais e substâncias, da vida, da Terra e do cosmo e, em associação com as tecnologias, na produção de conhecimentos, manifestações artísticas, bens e serviços, assim como enfatizar esta presença para aproximar o conhecimento científico do interesse de crianças e jovens.
2. Identificar as ciências como dimensão da cultura humana, de caráter histórico, portanto, como produção de conhecimento dinamicamente relacionada a tecnologias e a outros âmbitos da cultura humana das quais também depende e com critérios de verificação fundados em permanente exercício da dúvida.
3. Promover e valorizar a alfabetização científico-tecnológica, ou seja, a capacidade de expressar e se comunicar com as linguagens da ciência, bem como de expressar o saber científico em diferentes linguagens.
4. Ser capaz de construir relações significativas entre os diferentes campos de conhecimento das ciências naturais (Física, Química e Biologia) em múltiplos contextos, incluindo-se também temas de outras áreas, favorecendo, assim, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade.
5. Compreender que o ensino de Ciências deve compor o desenvolvimento da cultura científica, juntamente com a promoção de competências, habilidades e valores humanos.
6. Conduzir a aprendizagem de forma a promover a emancipação e a capacidade de trabalho coletivo dos alunos, planejando e realizando atividades com sua participação ativa, e também demandando consulta e cooperação entre eles, em questões de caráter prático, crítico e propositivo.
7. Tratar temáticas que dialoguem com o contexto da escola e com a realidade dos alunos, antecedendo aquelas que transcendem seu espaço vivencial, respeitando as culturas regionais, mas orientando a construção conceitual com vistas a uma cultura científica de sentido universal.
8. Respeitar as etapas de desenvolvimento cognitivo dos alunos, utilizando linguagens e níveis de complexidade dos conteúdos disciplinares de forma compatível com a maturidade esperada da faixa etária típica de cada série.
9. Realizar e sugerir observações e medidas práticas que não se limitem a experiências demonstrativas ou laboratoriais, mas que também envolvam percepções e verificações do mundo real, em que sejam relevantes a participação e o registro feitos pelos alunos.
10. Ser capaz de motivar e fomentar os interesses dos alunos, estimulando a investigação e a capacidade de pesquisar e de fazer perguntas, assumindo, com tolerância e respeito, a responsabilidade inerente à função que exerce, o que também inclui cuidados com a sua própria formação contínua.
Habilidades do professor de Ciências
1. Reconhecer argumentos favoráveis e desfavoráveis à adoção de diferentes estratégias de ensino de Ciências, a partir da descrição de situações de ensino e de aprendizagem.
2. Estabelecer relações efetivas entre ambiente natural e ambiente construído pela intervenção humana, caracterizando o primeiro pela relação entre seres entre si e com os componentes inanimados do seu meio, e compreendendo o que deveria ser um uso sustentável dos recursos naturais, revelando necessidades e buscando discutir limites para a ação humana sobre o meio.
3. Compreender a participação do ar, da água, do solo e do fluxo de energia nos ecossistemas, com a função essencial da energia luminosa do Sol na produção primária de alimentos, assim como as relações alimentares entre produtores, consumidores e decompositores.
4. Caracterizar a dependência entre os sistemas vivos e as características ambientais geográficas de cada região, situando a diversidade de ecossistemas nas várias regiões brasileiras e a importância de sua preservação.
5. Identificar as características básicas dos seres vivos, como organização celular, obtenção de matéria e de energia e transferência de energia entre seres vivos.
6. Comparar diferentes grupos de plantas sob diferentes aspectos e, em particular, a reprodução de plantas com e sem flores.
7. Classificar e agrupar para compreender a variedade de espécies, apontando os reinos na classificação dos seres vivos e destacando semelhanças e diferenças entre eles.
8. Identificar características de grupos de vertebrados e invertebrados, identificando semelhanças e diferenças entre eles.
9. Identificar hipóteses e teorias sobre a origem e a evolução dos seres vivos, que revelam como fósseis e outros registros do passado mostram como se operaram transformações dos seres vivos ao longo do tempo, reconhecendo igualmente as causas e as consequências da extinção de espécies.
10. Demonstrar compreensão das estratégias e processos de ocupação dos espaços pelos seres humanos e das conseqüências da produção de alimentos, da obtenção de materiais do solo, do subsolo e da atmosfera e, ainda, da domesticação de vegetais e animais.
11. Demonstrar compreensão de como os ciclos naturais do ar e da água e a biomassa viva ou fóssil são aproveitados e processados para uso energético.
12. Identificar, em representações variadas, fontes e transformações de energia que ocorrem em processos naturais e tecnológicos, bem como selecionar, dentre as diferentes formas de se obter um mesmo recurso material ou energético, as mais adequadas ou viáveis para suprir as necessidades de determinada região.
13. Reconhecer transformações químicas do cotidiano e do sistema produtivo através da diferença de propriedades dos materiais e do envolvimento de energia nessas transformações e apontar necessidades e benefícios, assim como riscos e prejuízos ambientais relacionados a alterações de processos naturais e à contaminação por resíduos.
14. Compreender a constituição dos materiais, diferenciando conceitos de elementos, substâncias químicas, misturas, com suas propriedades físicas, revelando também uma visão microscópica que responda por suas propriedades, assim como ter uma compreensão das muitas radiações e de seu espectro, em correlação com as suas diversas aplicações.
15. Caracterizar a saúde como bem estar físico, mental e social, identificando seus condicionantes (alimentação, moradia, saneamento, meio ambiente, renda, trabalho, educação, transporte e lazer), e recorrendo a indicadores de saúde, sociais e econômicos para diagnosticar a situação de estados ou regiões brasileiras.
16. Reconhecer os agravos mais frequentes à saúde, suas causas, prevenção, tratamento e distribuição, bem como as funções dos diferentes nutrientes na manutenção da saúde.
17. Compreender o caráter sistêmico do corpo humano, descrevendo relações entre os sistemas, ósseo-muscular, endócrino, nervoso e os órgãos dos sentidos, mostrando também como se relacionam sexualidade e saúde reprodutiva e como as drogas interferem no organismo.
18. Construir uma representação da Terra, com suas dimensões, estrutura interna e modelos de placas tectônicas, associando essa compreensão com fenômenos naturais como vulcões, terremotos ou tsunamis.
19. Situar a Terra no universo, associando os movimentos da Terra aos aparentes da Lua, do Sol e das estrelas, às medidas de tempo diário, às estações do ano e eclipses, assim como ter uma compreensão do Sistema Solar, com as dimensões, distâncias e características dos planetas.
20. Reconhecer o aspecto cultural relacionado às constelações, bem como o movimento das estrelas no céu e sua relação com movimentos da Terra. Identificar o Sol como uma estrela e estabelecer o conceito de galáxia, compreendendo o movimento do Sol na Via Láctea.
Bibliografia para Ciências
1. AMBROGI, A.; LISBOA, J. C. F. Química para o magistério. São Paulo: Harbra, 1995.
2. ATKINS, P.; LORETTA, J. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 2ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
3. BOUER, J. Sexo & Cia: as dúvidas mais comuns (e as mais estranhas) que rolam na adolescência. 2 ed. São Paulo: Publifolha, 2002.
4. CACHAPUZ, A, CARVALHO, A. M. P., GIZ-PÉREZ, D. A Necessária renovação do Ensino de Ciências. São Paulo: Cortez, 2005.
5. CARVALHO, A. M. P.; GIL-PÉREZ, D. Formação de professores de Ciências. São Paulo: Cortez, 2003. Col. Questões da Nossa Época. Nº 26.
6. CARVALHO, ISABEL C. M., Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. Capítulo 1, p. 111 a 130, Capítulo 3, p. 149 a 160, Capítulo 5 p. 175A a 187 – 2ª Ed. São Paulo: Cortez, 2006.
7. CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre drogas psicotrópicas. Livreto informativo sobre drogas psicotrópicas. Disponível em: http://200.144.91.102/cebridweb/default.aspx
8. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A e PERNAMBUCO, M. M. Ensino de Ciências: Fundamentos e Métodos. São Paulo: Cortez, 2002.
9. FRIAÇA, A. C. S.; DALPINO, E.;SODRÉ JR.; L. JATENCO – PEREIRA, V. (orgs.) Astronomia: uma visão geral do universo. São Paulo: EDUSP, 2000.
10. Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. GIPEC – Grupo Interdepartamental de Pesquisa sobre Educação em Ciências. Geração e gerenciamento dos resíduos sólidos provenientes das atividades humanas / GIPEC. 2 ed. rev. Ijuí: Ed. Unijuí, 2003. (Coleção situação de estudo: ciências no ensino fundamental; 1)
11. GRUPO DE REELABORAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA. Física 1, 2 e 3. GREF. 5.ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001/2005.
12. KORMONDY, E. J. e BROWN, D.E. Ecologia humana. Capítulos 1, p. 1 a 22, Capitulo Capítulo 4 p. 61 a 75, Capitulo 5, p. 85 a 115, Capítulo 9. p. 186 a 224, Capítulo 10 p. 227 a 250. São Paulo: Atheneu Editora, 2002.
13. OKUNO, E. Radiações: Efeitos, Riscos e Benefícios. São Paulo: Harbra, 1998.
14. SADAVA, D. HELLER, H.C [et al] . 9 ed. Vida: a ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed, 2009. 3v. (Vol. 1. Célula e Hereditariedade; Volume 2. Evolução, diversidade e ecologia; Volume 3. Planetas e animais).
15. TEIXEIRA, W., TAIOLI, F., FAIRCHILD, T., TOLEDO, C. (orgs.). Decifrando a Terra. 2.ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009 .
Documentos para Ciências
1. SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o ensino de Ciências para o Ensino Fundamental Ciclo II. São Paulo: SE, 2008. Disponível em: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/18/arquivos/
Prop_CIEN_COMP_red_md_20_03.pdf
Boa Noite! Alguem poderia me informar qual a faixa salarial dos Professores Ofas do Estado de São Paulo? Com as respectivas cargas. 10,20,30 horas, e, quanto tempo de trabalho demora ate cair o primeiro salario. Estou começando agora na rede estadual e nao conheço o funcionamento burocratico ainda. Desde ja agradeço a atençao.
Por favor, vocês poderiam me passar a classificação da prova para classificaçãoe atribuição deaulas para 2010, realizada em 2009, ou seja a classificação de atribuição de aulas para professores de Educação Física em 2010? Desde já agredeço a atenção de vocês.
Oi professores!
Saiu uma circular no site da diretoria de ensino norte 1 com a data da banca, mas ali só vi PEB I, o PEB II está incluso? Onde??
Gente que bagunça! Não consigo me achar nesse processo!
É tudo tão confuso, ninguém esclarece nada, temos que ficar procurando feito loucos resultados, chamadas, datas!!
Pra quem está só começando como eu ja me sinto esgotada, cansada de tanto descaso viu…
Os telefones só dão ocupado.
Por favor, alguém pode me ajudar?
Dia 09/02, é pra PEB I E II ou não?
Aguardo uma luz, obrigada!
Tenho muitas dúvidas e peço , por gentileza que me ajudem , por favor.
Sou aluna do curso de letras , provavelmente conseguirei meu diploma este ano ou no ano que vem , pois ainda falta entregar as horas de estágio. Eu prestei a prova para professor que foi realizada em dezembro, tirei 42 pontos nela, prestei para L. Inglês. Fui verificar se meu nome sai na lista da Centro oeste onde me inscrevi, mas não encontrei meu nome. Estou sem saber qual a minha classificação, se possso dar aulas ou se poderei dar aula apenas como eventual, acredito que poderei dar aulas apenas como eventual, pois afinal não tenho o diploma em mãos ainda, mas quero saber qual a minha classificação nestas prova. Aonde devo verificar , pois já tentei de varias formas , mas até agora nada. Ficarei muito grata se vcs sanarem minhas dúvidas.
Quanto vou ganhar por aulas atribuidas?
Olá!
Sou professora efetiva na rede desde 1998.
Neste ano aceitei o convite para ser coordenadora pedagógica do cicloII em outra U.E, antes porém, pedi que fizessem a minha contagem para evolução funcional, gostaria de saber se devo esperar que eles façam ou devo levar para a escola em que serei coord. fazer?
A escola que é minha sede é bastante desorganizada quando se trata de documentação, o que devo fazer?
Eu fiz esse pedido desde setembro de 2009!
Boa noite!!
Caro professor, como bem sabemos o Estado nao valoriza a educação e muito menos o profissional que nela atua. Assim, o salario do profissional é minúsculo e não corresponde ao que fora anunciado pelo governo.
10 aulas + 02 htpc= +-495.00
20 aulas+02 htpc= +-1000.
24 aulas +02htpc = +-1100/1200
30 aul + 03 htpc = 1500
33 aul+ 03 htpc = 1580/1650
Para 33 aulas semanal somam 160 h/aul mensal e 33 aulas semanal somam 200h/au mensal que é carga maxima permitida….
Olá
Geralmente a solicitação para contagem de tempo ou evolução funcional é feita na UE sede e, portanto, deve comunicar a secretária escolar e solicitar que a documentação esteja agilizada. A partir do momento em que a sua sede for a UE em que exerce a função de PCP, poderá socilitar a mesma que a faça.
POR FAVOR ALGUEM SABE INFORMAR ONDE PODEMOS NA NET ACHAR RESUMOS DOS LIVROS DE CIENCIAS E BIOLOGIA, É MUITA MATERIA PARA ESTUDAR E POUCO TEMPO A PROVA JA´É AMANHA
Ola a todos!
haveria como indicar-me material apostilado da Lingua Inglesa .Bibliografia /documentos nonde poderia encontrar? Estou tendo dificuldade em acha-los.Desde ja agradeço.
atenciosamente
cidinha
Onde posso encontrar os exercícios resolvidos da prova de Matemática???
Obrigada,
professora Mari.
quando são as datas de prova
Olá, através deste site encontrei um link onde eu encontrei a minha pontuação na prova que fizemos em Dezembro de 2009, a pontuação dizia que tinha passado na prova, pois este semana fui atribuir aula e falaram que eu não tinha passado, gostaria de saber qual é o link que eu posso ver a minha pontuação desta prova.
Obrigado
Diogo
Diogo
A pontuação da prova dos professores OFA está disponível no site oficial da educação (educacao.sp.gov.br)
Olá boa tarde!!!
Sou categoria L, antes de julho de 2009 eu tinha aulas livres, no começo do ano eu prestei a “provinha” e não passei, agora no mes de maio eu peguei aulas livre novamente.
Gostaria de saber como eu fiquei, se eu não vou poder dar aula o ano que vem??
Ou se é verdade que para aqueles que eram L e tinham aulas atribuidas antes de julho de 2009 ficam com uma contratação que só é interrompida e assim que pegam aulas atribuidas volta a contratação???
Alguem pode me ajudar??? esclarecer minha situação.
Amei este site e gostaria de saber passo a passo como localizar todos modelos de provas aplicadas aos professores para efetivar ou processo seletivo.
Obrigada
Boa tarde
Onde encontro os exercicios resolvidos da prova de matemática 2010,temporários!!!!
Boa tarde.
Gostaria de saber se em 2010 ainda vai acontecer a prova para OFA do estado de SP e em caso positivo se já há uma data.Desde já agradeço.
Gi, tenho a mesma pergunta, será que este ano vai se realizar a provinha?
Gostaria de saber onde encontro as provas do último concurso da prefeitura de SP inglês e português. obrigada desde já.
Gostaria de saber estou fazendo pedagogia indo para o 02 ano posso participar do OFA e em qual classe ( O)
sou categoria F fiz mais de 50% na prova de mérito, vou precisar fazer a prova dos ofas no final do ano.
obrigado
SOU CATEGORIA O E GOSTARIA DE SABER SE MESMO FAZENDO A PROVA ESTE ANO, VALERÁ A NOTA MAIOR ENTRE A PROVA DO ANO PASSADO DESTE ANO.
RESPONDENDO A TODOS
Pelas novas regras apenas o professor OFA categoria F tem o direito de não fazer a prova do processo seletivo que está em vias de ser aberto, desde que este professor tenha tirado uma nota maior ou igual a 50% de acertos.
Todos os demais professores temporários devem fazer sempre uma nova prova para cada processo seletivo, que valerá apenas para aquele ano. Isso, independentemente de terem conseguido qualquer nota acima dos 50% de acertos.
Professor temporário, boa noite!
Por favor, se puder me esclarecer está questão ficarei mais tranquila.
Sou estudante do curso de letras com 50% e matemática 1º sem. Pela diretoria que estou inscrita necessito de ter concluído o 1ºsem. para atribuir aulas (fazer a prova).
Agora, posso fazer a inscrição para letras e matemática, e a prova como fica já que ambas costumam ser no mesmo horário e dia?
Obrigada.
Teremos novamente a prova? Teremos conteúdo para estudar, pois sou professora PBII de Língua Estrangeira Espanhol.
Por favor, pode me explicar eu sempre fui ofa L e esse ano virei ofa O, a secretária da minha escola não sabe me explicar.
Obrigada.
Maria
Leia a Caixa Preta da Educação
Boa tarde!
Como as inscrições para o processo seletivo de 2011 já começaram, gostaria de saber qual será o conteúdo da prova. Sou professora de português e estou querendo me estudar logo o conteúdo.
Me inscrive para professor substituto do Ensino Fundamental II e Médio, MATEMÁTICA para 2011.
Gostaria de saber se é possivel ter acesso a prova aplicada no ano de 2009 para esta disciplina.
Obrigada,
Fátima
Existe um artigo no site em que as provas estão disponíveis para download. Além disso, no próprio site da vunesp você encontra isso
Está tudo muito confuso.Haverá realmente está provinha?E a bibliografia?Como vamos nos preparar???
PALHAÇADA!!!!CADÊ A BIBLIOGRAFIA?
Boa Noite, professor temporario
Gostaria de saber se como professora OFA F readaptada, tenho que passar novamente pela prova, já que não atingi os 50% necessarios.
Aproveito para pedir o conteúdo específico de portugues e inglês para me disponibilizar.
Agradeço desde já.
Ana Alice
Os professores OFA F readaptados estão sujeitos às mesmas regras dos demais F.
Boa noite, fiz a inscrição para PEB 1 OFA 2011 e gostaria de saber, quando acontecerá a prova e qual o conteudo a ser estudado.
grata
GOS TARIA DE S ABER A BIBLIOGRAFIA DA PROVA PARA PEBI
Boa tarde,
Não passei na prova da FCC realizada em 05/12/2010 , obtive 34 pontos, de certo estou fora da atribuição 2011, porém gostaria de saber se a minha categoria cai, ou seja, sou L vou para O, e se posso trabalhar como eventual posterior à atribuição.
Obrigada
Boa noite,
Sou professora eventual categoria L ou I, pois não tive aula atribuída, passei na prova do dia 05/12/10 de PEB I. Gostaria de saber como vai ficar. É verdade que mudaremos de categoria L para F.
Aguardo resposta,
Obrigado.
[...] CONTEÚDO DA PROVA DOS PROFESSORES TEMPORÁRIOS (OFA) DE SÃO PAULO 2009 novembro, 2009 323 comentários [...]
Boa noite! Gostaria de saber se a bibliografia para prova dos ofas para 2012 é a mesma dos anos anteriores? Ou mudou alguma coisa ? muito obrigada .
Vera Lucia.
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traduza o comentario acima por favor… e falte de educaçao postar em ingles sabendo que todos que participam so falam portugues…
Beatriz
O comentário em inglês foi um spam que consegui passar…
Boa tarde, alguém sabe quando será a prova para 2012?
gostaria de obter essa informaçao tambem preciso estudar senao é roça…kkkk!!!
olá tudo bem? por gentileza se puderem me enviar a proas de matemática dos anos anteriores , ficarei muito grata..
POVO DO CÉU QUE PROVA ERA ESTA DA VUNESP, SUPER EXTENSA E NADA DE OBJETIVA, MUITO ENROLADA E MUITO DIFICIL, EU HEM O ESTADO QUER ACABAR COM OS OFAS MESMO. AO MENOS A DE CIENCIAS ESTAVA.
alguém tem as provas anteriores de História, se tiver agradeço deste já. (mandar por e-mail).