O blog do professor temporário foi criado em 2007 e desde então discutimos assuntos essencialmente relacionados aos professores temporários.
Na rede municipal de São José dos Campos os professores temporários são divididos em duas categorias: os contratados por prazo determinado, que assumem (por abuso da prefeitura) vagas de professores efetivos, e os professores eventuais.
Pela legislação municipal, o professor temporário contratado por prazo determinado é essencialmente um professor que tenha sido aprovado no último concurso e que ainda não tenha sido convocado para efetivação.
Como professores, sabemos que em muitas situações existe um certo descaso dos professores efetivos em relação aos temporários e no momento em que a Prefeitura impõe aos servidores (de todas as categorias) um novo plano de carreira que acaba com diversos direitos conquistados a duras penas, seria perfeitamente compreensível que os professores temporários ignorassem a situação, até por não partilharem dos benefícios do plano de carreira atual.
Entretanto, os que hoje são professores temporários, em tese, tornar-se-ão efetivos no futuro, após serem aprovados num próximo concurso. Ocorre que se esse novo plano de carreira for aprovado, os que hoje estão temporários (e que um dia se tornarão efetivos) serão tão prejudicados quanto os que hoje são professores efetivos.
Para quem não conhece, o novo plano proposto é um grande retrocesso e foi enviado na calada da noite, sem que fosse ao menos divulgado à categoria.
A arrogância e a prepotência da administração municipal foi tamanha, que desagradou até mesmo seus colaboradores diretos, encastelados na Secretaria de Educação.
O que fazer então?
Conforme aprovado na assembleia geral do dia 24/08/11, todos os Servidores Públicos Municipais de São José devem parar suas atividades durante o dia 31 de agosto de 2011 em todas as unidades da prefeitura.
Até mesmo os temporários, que como todos terão muito a perder no futuro, quando se tornarem efetivos.
A Prefeitura quer implantar um novo plano de carreira para os servidores, que retira direitos dos funcionários atuais e não garante estabilidade aos novos concursados.
Pela nova proposta, os professores serão avaliados anualmente, em um processo que considerará uma prova de conhecimentos da área específica, uma avaliação da direção, uma avaliação feita pelos demais professores e uma avaliação feita pelos alunos. Os que ficarem abaixo da média por três anos consecutivos poderão ser exonerados.
CHEGOU A HORA! Ou fazemos algo agora, ou nem poderamos reclamar depois, pois o plano em seu artigo 57 determina: “O Secretário da Educação poderá afastar da sala de aula ou transferir da unidade escolar, preventivamente e motivadamente, o profissional do magistério municipal cuja conduta seja considerada grave e/ou que possa afetar direta ou indiretamente os alunos sob sua responsabilidade.”
Ou seja, se reclamar será removido da sala de aula.
O momento é crítico. Contamos com o apoio de todos!
Compreendo o motivo da revolta e deixo claro que apoio todos os movimentos para os direitos dos professores, mas observo que a classe é desunida de forma geral, não apenas os professores contratados da rede, que não devem fazer a paralização colocando em risco sua futura efetivação, mas os efetivos que não tem o que perder e não param por ser “pelegos” “puxa sacos” e não pensam no futuro da categoria.
O professor é a base de uma sociedade letrada e infelizmente na categoria a desunião é que faz a força, vivemos a merce tanto da rede municipal, estadual e particular, passando por momentos de humilhação, desacato, falta de material, de manutenção da sala, da escola trabalhando muitas vezes de forma insalubre, por quê? Porque aguentamos calados e muitas vezes quando precimos de apoio e não encontramos em canto nenhum…precisamos trabalhar, viver, dar manutenção para a família, mas…apreciamos calados.
Não acho justo…deixar o peso nas costas dos professores contratados, mas da classe em geral, várias escolas da rede estão funcionando normalmente, estes professores são todos contratados ou no meio deles também existem efetivos que ainda por falta de informação ou ignorância não lutam por seus direitos e não se unem neste momento para “gritar” e pedir a revisão deste plano de carreira, que só ferra a vida dos professores tirando todos os seus direitos???
É hora de nos unirmos, de deixar a classe na história da cidade e até mesmo deste país que impera a “roubalheira” o “caixa dois” o “beneficio para poucos” e os trabalhadores pagam a conta no fim da história…
É hora de gritar e pedir melhoras…
É hora de caminharmos e pedir por um futuro melhor para o magistério…e pela educação, que está no caixão, enterrada a sete palmos e nos a velamos todos os dias em nossas salas de aula.
Forte Abraço!!!
Estamos na luta.
não estou alheia as reinvidicações ,sei que serei beneficiada também,não se pode generalizar,ok, vamos a luta pelo magistério.
Hoje o prefeito teve a coragem de dizer que o novo plano foi discutido por dois anos com os servidores. Mentira!!!!! tanto que ninguém sabia como seria o plano
Juliano
Não devemos nos esquecer de uma coisa essencial: a população brasileira em geral (e os munícipes de São José dos Campos especificamente…) não dispõe da menor boa vontade, simpatia ou compaixão em relação aos professores e aos servidores públicos em geral.
Nesse sentido, embora seja verdadeiro que a atual administração governa sem qualquer diálogo com os servidores, a população tende a acreditar em qualquer coisa que coloque os professores e servidores como preguiçosos, vagabundos e incompetentes.
As pessoas que trabalham na iniciativa privada em geral não simpatizam com qualquer benefício no serviço público por não poder dispor de benefício semelhante. Exigem um bom atendimento, mas não querem saber os bastidores para que isso aconteça.
Então, é natural que um prefeito autoritário e autêntico (ao longo dos anos e da campanha eleitoral passada ele nunca se quer disfarçou o seu desprezo pelo funcionalismo público) tenha a cara de pau de dizer uma coisa dessas, especialmente a uma emissora que fatura bastante com as propagandas veiculadas pela prefeitura.
Cabe a nós esclarecer a população e demonstrar essas contradições, colocando a questão como uma luta por direitos e por qualidade, sem que nos apresentemos como “pobres coitados”.
Há 20 anos no magistério venho observando a profunda deteriorização da ducação e fico triste quando chamam o trabalhador da fábrica de “peão”; ora, nós, professores somos ou deveríamos ser formadores de opinão, porém, infelizmente muitos de nós se quer somos críticos. Não acredito que a luta seja dos efetivos, contratados ou eventuais, a luta é de todos nós, estamos no mesmo barco. Essa Administração não quer outra coisa a não ser exterminar com todos os servidores,em especial os da Educação. Eles morrem de ódio dos professores. Não sejamos ingênuos! Ou lutamos agora ou não adianta chorarmos depois.
lilian
Fiz a prova o ano passado, sou categoria F, passei com 34 pontos, só que no ato da inscrição deste ano, eu não pude optar em não realizar a prova, eu fui obrigada a colocar “sim”…Será que todos, que não atingiram os 40 pontos terão que fazer a prova? Mas se passamos, porque? E se no dia da prova eu me ausentar, o que pode acontecer…já que passei na anterior?
Olá!!!Por favor !! Sou categoria F ja fiz inscrição e optei em mudar de diretoria, vou perder a categoria????E fiz opção por jornada de 33 aulas , vou ser obrigada a pegar as 33 ouposso pegar dez aulas ???
se ja fiz concurso para entrar na prefeitura e ser hoje uma professora concursada ,com mestrado e 6 pos-graduação e varios cursos de extensão porque tenho que PROVAR com prova para merecer aumento ? e o srs especialistas tambem não deveriam fazer prova? e os cargos de confiança que nem da esfera educacional são ? com enten dem ? é .rsrsrsrsrsrrs de matar esta educação fantasia que existe …..quantos pesos e quantas medidas ? é uma pena pq.sou uma prof.compromissada ,responsavel e ….desencantada por ora com nossa educação….
Maria Angelina
O que acontece em São José e no restante do Estado de São Paulo é uma coisa que vai na contramão das necessidades. Muitos dos professores de hoje estão na fase de contagem de tempo de serviço para se aposentarem, o que significa dizer que nos próximos anos a quantidade de professores em exercício vai diminuir. Paralelamente, as redes de ensino não estimulam o interesse de outras pessoas (jovens, particularmente) em seguir a carreira docente. Em vez disso, fazem o contrário.
A situação da carreira de professor em São José dos Campos, com a aprovação do novo plano de carreira, ficou muito ruim e hoje, certamente é mais vantajoso ser professor da rede estadual do que da rede municipal de São José.
Basicamente, pelo novo plano de carreira, provar que merece o aumento significa ser aprovado em um processo de quatro provas, sendo uma teórica e três avaliações subjetivas feitas pela direção da escola, professores e alunos. E, mesmo que o professor consiga a nota exigida, só receberam a “valorização de mérito” apenas 8% dos aprovados a cada ano.
Estatisticamente, o novo plano simplesmente reduz o valor do salário do professor no momento de sua aposentadoria a metade do que é pago pelo plano antigo.
Se considerarmos isso e as exigências burocráticas da rede municipal (muita ficha, muito papelzinho, muita “didática” e pouco conteúdo), vale mais a pena ser professor na rede estadual.