Só quem já passou por uma sala de aula de escola pública compreende certos aspectos das realidades apresentadas em nossa publicação. Por essa razão, criamos aqui um espaço exclusivo para que você escreva suas memórias, angústias ou reflexões sobre o cotidiano da sala de aula, num estilo pedagógicos anônimos.
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O começo do Fim
Aqui posso contar tudo o que penso. Sempre quis ser professora! Na faculdade éramos excitados pelas melhores professoras de pedagogia que uma iniciante em educação poderia querer, sempre ensinando que devíamos e conseguiríamos mudar os rumos da educação por onde quer que passássemos. Nem acreditei quando me formei, foi “aquela” colação de grau, sentíamos ter atingidos um grau muito desejado, porém, todos os colegas queriam mais. Queríamos mudar o mundo. Acreditávamos nisso e ninguém poderia acabar com nossos sonhos, já que tudo é possível quando se acredita, não?
Hoje estou muito confusa com as minhas escolhas, meus sonhos não se tornaram concretos e estou muito desanimada como professora. Nem sei se existe realmente educação. Hoje me pergunto: “O que será educação”? Palavrinha muito pronunciada pelos nossos políticos em momentos de campanhas ou em fórum sociais. Mas também muito esquecida na prática.
Sei bem quando tudo começou, ou melhor, quando iniciou o fim. O fim dos estímulos dados pelas minhas grandes professoras da graduação. No momento, acredito que como o papel aceita tudo, quem nunca entrou em uma sala da rede pública, realmente tem muita fé que a educação mudará os rumos de nossa sociedade. Foi naquela primeira segunda-feira do mês de novembro do ano de 2007, estava muito frio e chovia forte e ventava muito na cidade de São Paulo. Cheguei na escola indicada pela Secretaria de Ensino às 8h30, ocasião em que se iniciaria o processo de posse dos professores aprovados em concurso público. O local estava lotado de professores e não havia onde sentar. Tudo era muito tumultuado e os supervisores da educação que chamavam os professores pelo número de colocação do concurso mal davam qualquer informação para nós que almejávamos tanto aquele cargo público.
Quando fui chamada já era 14h30, não havia comido nada e o processo ainda continuava. Como não havia escolas nas cidades próximas de onde moro, escolhi uma que à beira da Rodovia Dutra, na periferia de uma das cidades da região metropolitana. Feliz e apreensiva sai do local, com meu marido que nunca havia visto total desorganização na vida.
No dia 20 de dezembro daquele ano, decidi visitar a escola que escolhi e ver quais documentos eram necessários para tomar a posse. Neste dia, quem me acompanhou à escola foi meu pai, que nunca quis que eu fosse professora. Hoje acredito que seus argumentos eram válidos, mas como uma boa filha que acredita nos conflitos de gerações, não dei ouvido! Pior do que isso, tenho que dar o braço a torcer : ele tinha razão.
A escola está localizada num bairro muito pobre e que maior parte da população migrou de outros estados para lá em busca de melhores condições de vida. Sentia-me em qualquer lugar menos na região metropolitana de São Paulo. A escola ficava em um terreno irregular, com uma entrada pequena, de onde mal se enxerga o edifício ao fundo, bem ao fundo, mesmo.Ao entrar, percebi alguma coisa diferente nas suas paredes. Era uma escola de lata! fiquei surpreso, acreditava que era mito, já que nunca havia visto uma. Os fios da eletricidade estavam soltos passando pelas salas como se fossem cipós encontrados nas florestas nos filmes do Tarzan. Não estou exagerando. Na cozinha, ratos maiores que certas raças de cachorros, perambulavam, sem medo . Não havia cesto de lixo e a sujeira imperava naquele local que mal tinha vidros pelas janelas. A decoração daquelas paredes tinha um toque das artes contemporâneas das ruas, com muitas cores, apelidos e palavrões. Não havia água nos banheiros, mas parece que ninguém notou porque eles continuavam sendo usados…
A diretora me recebeu bem, disse que não deveria reparar a bagunça (algo impossível). Comentava que faltavam recursos financeiros e que a escola era de tempo integral, a comunidade era tranqüila de se trabalhar, não era para ficar assustada e que gostaria muito de trabalhar naquele local.
Fiquei pensando como seria o dia da atribuição, mas isto é para outro dia. Acredito que se alguém ler esse relato não irá acreditar, talvez pense ser exagero…mas, como todo professora da rede pública sabe, é só começo…
Era final de uma tarde fria do mês de agosto. O avermelhado do céu poente contrastava com o azul profundo e cristalino do firmamento, típico daqueles dias secos e sem nenhuma nuvem.
A estrada era sinuosa e esburacada. Mesmo estando atrasada não conseguia desenvolver uma velocidade maior que o limite estabelecido pelas perseverantes placas, que desbotadas pela ação do tempo e esquecidas pelas autoridades responsáveis por sua manutenção, eram testemunhas de uma paisagem bucólica.
Ao cair da noite, já percebia distante as luzes das casas daquele bairro, encravado entre duas elevações de mares de morro, com uma vista privilegiada para a serra do Mar. As ruas calçadas com pedras e paralelepípedos revelavam uma paisagem bem mineira, embora estivesse no interior de São Paulo.
A escola era uma construção da década de 1980, mas parecia algo mais antigo, como ruínas de uma civilização perdida, que abandonada por seus construtores desafiava o tempo improvisando soluções para contornar suas precariedades.
A noite já reinava e nada dos alunos. A terça-feira era gorda, sem feriados e sem nenhuma partida de futebol que justificasse aquele silêncio. Já passava das 18:50, quando o ônibus empoeirado e enlameado anunciou a boa nova, com o rugido irregular e descompassado de seu motor a diesel: os alunos chegaram.
Adolescentes e adultos, trajando roupas simples ou mesmo uniformes de trabalho tinham no rosto um sorriso franco, ainda que meio apagado pelo cansaço da jornada de trabalho e pelo desconforto do transporte.
Percebi que a maioria daquelas pessoas se conhecia e pertencia á comunidade local, que era na verdade muito mais do que as construções iluminadas do bairro. Muitos moravam em chácaras e sítios e outros eram caseiros ou arrendatários de uma fazenda da região.
Senti-me empolgada. Eram pessoas simples de uma escola simples e que tinham um objetivo claro: estudar, para sua qualificação profissional. Nessa empolgação, apresentei-me à direção. Havia conseguido as aulas em um processo de atribuição realizado na Diretoria de Ensino. Apesar de nova, de formação recente e de pouca pontuação na rede estadual, consegui aquelas aulas por se tratar de um bloco quebrado e incompleto: eram 9 aulas distribuídas nos cinco dias da semana, com várias janelas…
A apatia da direção me chamou a atenção. Parecia haver um clima pesado, de conflito entre professores e secretaria. Como não estava inteirada sobre o cotidiano da escola, não conversei muito. Segui a orientação denunciada pelo silêncio e pela expressão corporal das pessoas com quem conversei: falar pouco e observar.
Dentro da escola, percebi que o aspecto de ruínas não era uma impressão. Os três pavilhões dispostos de maneira que entre o primeiro e o segundo se formava uma espécie de pátio, apresentavam rachaduras, de cima a baixo.
Naquele ambiente sombrio e mal iluminado, percebi que os telhados aparentavam estar curvados, como se o madeiramento estivesse cedendo. A pintura externa dos blocos era pálida, sem cor definida, com uma faixa irregular no rodapé formada a partir do barro espirrado pela água da chuva que devia cair do telhado sem calha.
Na sala de aula em que entrei, minha esperança foi abalada. Era um espaço de cerca de 8x12m, sem janelas. Existiam apenas pequenas aberturas próximas a linha do forro, que simplesmente não existia. A iluminação, pendurada pelo fio diretamente do madeiramento do telhado estava disposta de maneira aleatória.
A “decoração” apresentava uma característica bem contemporânea, não com a expressão cultural e artística do hip-hop, mas com a presença constante de órgãos sexuais masculinos representados à caneta vermelha de maneira surrealista, como pênis alados, em um contraste com a parede pálida e desbotada. Não sei se essa idéia fazia referência aos mosquitos que voavam ao redor das poucas lâmpadas que funcionavam, mas a disposição aleatória dessa arte estava em harmonia com o caos provocado pelas “aleluias”.
Compondo um tema iraquiano, que lembrava Faluja depois do bombardeio americano, ou Bagdá depois da explosão de um carro bomba, as carteiras e cadeiras quebradas amontoadas no fundo da classe, em frente aos armários de aço amassados e com suas portas tortas e penduradas traduziam uma sensação de abandono. Seguindo a composição do tema, as carteiras “inteiras” estavam dispostas pela sala de maneira que o centro ficava livre (Só entendi a razão dessa disposição no mês de outubro, depois de uma chuva forte que nos propiciou, a mim a aos alunos, o espetáculo de uma cascata artificial no centro da sala…).
Nesse ambiente, a impressão inicial do sorriso dos alunos foi substituída pelo olhar perdido e pelas conversas fúteis. Apresentei-me à classe, mas não recebi muita atenção. Lembrei-me de minha professora na faculdade, que como pedagoga convicta creditava o desinteresse dos alunos á falta do compromisso dos professores. Será que ela já havia enfrentado uma situação parecida?
A apatia daqueles alunos espalhados pela sala era antes de tudo um fruto da realidade. Melhor do que ninguém, eles sabiam que o futuro não lhes seria muito promissor. Carregando enormes defasagens de aprendizagem, que foram bem explicadas em suas causas pelas palavras do professortemporario, esses alunos sentiam-se abandonados e esquecidos, da mesma forma que o material estragado no fundo da classe.
Da mesma forma que um sanitário público, quando entramos em um ambiente limpo e com manutenção constante, fazemos um uso mais agradável e procuramos, na medida do possível, colaborar com sua manutenção. Mas se entramos em um ambiente sujo, precário e abandonado, mal fazemos o que precisávamos fazer e já nos dirigimos á saída, para lavar as mãos em outro lugar. Por que com a escola seria diferente?
Minha professora da faculdade acreditava que o problema da educação no Brasil era a falta de professores compromissados, mas duvido que ela imaginasse uma realidade como a que presenciei. Não essa realidade fosse extrema. O primeiro relato desta página demonstra que o buraco é mais embaixo. Mas, em se tratando da aprendizagem dos alunos da rede pública, acredito que uma sala de aula depredada e abandonada em sua manutenção cause um efeito negativo sobre a auto-estima dos estudantes, que juntamente com a nossa aprovação automática, deposita uma enorme pá de terra sobre o caixão de nossa educação.
É ! SÓ QUEM DA AULA SABE O QUE É VERDADE!
7.ºC
Bom dia! professor posso ir no banheiro: agora não, acabei de chegar, depis você vai ao banheiro: depois eu posso mesmo, tô apertado: tudo bem pode: também quero ir professor!eu também: eu também: professor ele pegou minha caneta: passa lição não professor, minha mão tá doendo de tanto escrever: faltou algum professor hoje: não sei, pessoal vou fazer a chamada, façam silêncio: meu número é quarenta professor deixa eu ir no banheiro: professor não apaga a lousa: olha esses papeizinhos, professor: gente parem com os papeis: número um: professor a Sheila tá menstruada: não tô não seu viado: o professor começa essa aula aí: dois: quem foi o filho da puta que jogou o papel: três: oh professor o um tá presente: mas você nao respondeu: silêncio sala! (bate-se o apagador na mesa): o professor até você chegar no quarenta já mixei nas calças: sua mãe: SOLTA ESSA PORRA, SOLTA ESSA PORRA (dizem que é música): desliguem o celular: chama a diretora professor: professor amanhã tem aula: por que não haveria: tem jogo amanhã: quatro: presente: cinco:presente: cu quente: ´´e o da tua mãe:eeeeehhhhhh: professor pegaram meu lápis: sete: é o seis professor? seis: faltou: naõ peguei nada não, aí no chão: foi você que jogou: TUM, TUM, TIM , TUM, TUM TUTIM: já falei do celular: oito: aqui: nove: morreu: dez: foi prá bahia: tô aqui professor: onze: onze: doze: presente: o onze tá aqui professor: filho da puta para com isso (ela chuta uma cadeira): professor posso passar a lição na lousa: silêncio(levanto-me e ameaço ir para a diretoria): vou chamar a diretora, assim não dá para trabalhar: o professor deixa eu ir no banheiro: você, se continuar jogando papeizinhos vai para a diretoria: ele jogou em mim primeiro: píiiiiiii: o sinal professor: parem com isso, por favor: treze: professor deu presença para o onze: sim: valeu pro, você é gente fina: e paro o dois professor: silêncio, olhe, não vou mais fazer chamada, abram os cadernos e vamos continuar a proposta(indicação da proposta- conversa em grupos): bom vamos trabalhar um texto: não professor e a chamada: é: eu não vou fazer nada se não me der presença: sem presença a gente reprova: eeeeehhhhh: chamada:chamada: vem aqui seu cuzão (dois alunos começam a brigar) : briga: briga: o que tá acontecendo aqui (chega a inspetora) você dois, comigo agora: vou te matar: que conversa é essa, vocês são bichos: vamos os dois: professor, precisar de ajuda é só chamar, pois essa sala esta muito alegre. quatorze: aqui: quinze: aqui: dezesseis: aqui: trim, trim: professor, posso atender o celular lá fora, minha mãe tá doente: vai: sou o quarenta e oito: é mentira dele professor: você não me deixa ir no banheiro e ele pode atender celular, mãe doente, caiu nessa professor: aí professor, dá suspensão, tá te chamando de otário: otário é você:: olha pessoal, vamos para a aula, vou dar presença para todo mundo: eeeehhhhh: ah profi, soubesse não teria vindo:
-Eu também!
Esse post do Ricardo é genial. Reflete o que enfrentamos todos os dias nas escolas públicas estaduais. É exatamente assim, sem ter o que colocar nem o que tirar!
Ricardo, realmente vc conseguiu retratar o que passamos em sala de aula, manda para um jornal, para ser publicado, quem sabe assim eles darão um pouco de valor para nos.
Ricardo, é tudo issso e mais um pouco. Então eu me pergunto: ” Por que ainda temos tantas pessoas se formando professores todos os anos querendo essas malditas aulas?
Ser professor não significa estritamente “dar aulas”. Ser professor representa uma postura profissional comprometida com o desenvolvimento da sociedade pela ação social e educação de novas gerações. Mesmo reconhecendo o estado lastimável da estrutura escolar brasileira, com unidades depredadas e professores desvalorizados, não podemos atribuir um sentido maligno ou maldito ao único aspecto essencial da profissão que depende exclusivamente do professor.
Maldita é a política educacional do Estado de São Paulo. Maldita é condição social à qual os professores são submetidos. Maldito é o arrocho salarial e desvalorização da categoria. Mas, as aulas em si não são malditas.
Pensar nas aulas, na ação social pedagógica em sala de aula como algo ruim é uma atitude antiprofissional, que em vez de demonstrar revolta em relação ao sistema pode ser interpretada como uma completa falta de compromisso com a a educação.
Bom dia! Sejam bem Vindos. (muitos rostinhos com olhinhos brilhantes), sou a Professora Ana Maria, e vou ser a professora de vocês este ano. Quero conhecer vocês… Ô tia, ô tia… eu tenho um cachorro que se chama … ah eu tenho dois professora! eu tenho um gatinho tia… tia posso beber àgua, posso? Tia você vai dar lição? Passa lição! Segundo ano vamos ficar quietinhos, quero conhecer vocês, quero que vocês me contem de você um por um… levantem a mão pra falar (um milhão de braçinhos e olhinhos brilhantes)
E por ai vai o relato de um segundo ano numa escola da prefeitura de uma cidade do interior de SP, porque será que no primeiro ano escolar os alunos são tão interessados, querem participar, falar… e depois de alguns anos ficam como os do relato acima??????????????????????
Eu tenho uma idéia, mas não me atrevo a falar aqui.
Que Deus cuide das nossas crianças
Ainda bem que Deus cuida…
Superlotação
Quarenta alunos numa sala de aula. São quarenta alunos numa velha, modernizada pelo agora, sala de aula. Mais de quarenta no diário e quarenta alunos na sala, sim, quarenta alunos altos, baixos, obesos, anoréxicos, epiléticos. Quarenta alunos com seus complexos, fantasias, medos e alegrias. Quarenta alunos, quarenta seres humanos no calor e no frio, trancados, sentados no cubículo da sala de aula. Quarenta conscientes e quarenta inconscientes, quarenta, quarenta alunos na quarentena educacional. Quarenta adolescentes, crianças, infantes. Com enurese, quarenta alunos; com ódio, quarenta alunos; com hipertensão, quarenta alunos numa sala de aula. Em uma sala de aula para trinta, quarenta alunos, cobaias neoliberais a sangrar esperança. Desmotivados: quarenta alunos! Hiperativos: quarenta alunos! Quarenta solidões, quarenta carteiras, quarenta corações…quarenta, ouso repetir que há quarenta alunos numa sala de aula, alguns faltaram! Há quarenta, quarenta alunos numa sala de aula. Quarenta: – posso ir ao banheiro? Quarenta: – não entendi nada! Quarenta: – faltou algum professor hoje? Quarenta alunos, quarenta almas. Patrícios: quarenta; marginalizados: quarenta; celularizados: quarenta. Nas ruas as vozes dos quarenta, dos quarenta alunos, dos quarenta alunos numa sala de aula. Sim, quarenta alunos numa sala de aula.
E um professor.
Ricardo completando sua historia, catorze está pendurado na janela, quinze cabulou junto com a 7ªA. Vamos dar inicio a aula depois faço a chamada, desce daí menino, passei um exercício expliquei e comecei ver os cadernos. Wallace porque não fez? Professora não sei ler? Outro aluno diz: eu também não, e assim escuto 24 eu também não sei ler e nem escrever. Wallace era o único que não copiava, por isso descobri 24 que não lêem e nem escrevem só copiam.O que fazer????Alfabetizar… Sou professora de matemática…alunos totalmente indisciplinados, e agora descobri, o porque já passaram 2 professores de Português e 2 de Geografia, eles assistem à aula com as mochilas nas costas e todos estão fora da idade, Atividade diversificada, está difícil, nem a super Nany nesta sala. PRECISAMOS É DE UM MILAGRE!!!!!.( Coincidência também é uma 7ªC).
Na sala de aula:
- Professor você trabalha?
- Sim, não estou aqui?
- Digo, trabalho de verdade, né?
- Não, isso não, tenho apenas trabalhos de mentira, sobretudo na hora de passar os alunos de ano.
No conselho:
- Ano que vem, teremos só um terceiro, então acho melhor reprovarmos alguns alunos.
- Passa todo mundo, noooossa, agüentar essa molecada, manda embora.
- A escola pode fechar.
- Mas não podemos reprovar muitos alunos, tem a nota de fluxo, e o nosso bônus?
- Façamos o seguinte, ligue para os alunos que andam a faltar, dê-lhes um trabalho de compensação de ausência, daí é só reprovar alguns bagunceiros.
- Boa idéia.
- E isso aí, quem mandou vir à escola.
Sobre as convicções da Ana Maria.
Eu também tenho uma idéia!
“Deus salve essas crianças”!
Á todas as crianças que fizeram e fazem parte da maldita progressão continuada, nefasta no que diz respeito a responsabilidade com os próprios estudos.
Ricardo, é exatamente assim cara! Passo por isso cinco dias da semana, parece até a 7ª série que estou lecionando.
gostei muito do texto do prof. Ricardo, é a realidade mesmo da sala de aula nas escolas publicas, sem tirar e sem por, parabens, vou ate copiar esse texto para falar no HTPC
abraços a todos, adorei esse blog
Puxa vida!!! E só falta dois mesês para eu me formar em pedagogia….é…
Sem palavras…
Ricardo
Fantastico seu texto sobre a superlotação.
Profe Ricardo
Depois de um dia exausto de trabaho, mesmo sabendo que é a nossa realidade você me fez rir até chorar. Valeu pelos risos.
Reunião de pais.
outro desastre!
Oi! a senhora é a mãe da aluna X.?
Sou eu sim, prazer eu sou o professor de ciências dela
a senhora recebeu meus recados?
eu a chamei na escola desde a primeira semana de aula, pois eu necessito conversar muito com a senhora sobre o comportamento da X. que anda um pouco fora do padrão.
Caros amigos vcs conhecem a X ela é aquela aluna um pouco maior na sala da 6º ano, que tem um vocabulário com palavras tipo: pau, buceta, filho da puta, vai tomar no cu, dei mesdo e dai, não falei com o senhor detalhe vc esta frente a frente com o ser eu nã foi para vc e assim por diante então acho, que vcs conhecem alguem assim.
Bom continuando a uma reunião de 2º bimestre conheço a mãe da aluna X. fico impressionado logo de cara.
_”Nossa ela é a mai veia sabe “Dr” .eu tenho 7 so dois do memo pai, esse que ta nu me colo e esse da barriga. osouto não mi da pobrema mais ela agora ta cresceno ai virou…………um palavrã que me recuso a escrever”
Agora vem a melhor parte imaginem uma mulher com uma criança no colo e gravida de outra de mais ou menos 7 meses usando um micro shortes e um bustie numa noite fria de inverno seria ilário senão fosse uma desgraça.
Entra a X. gritando:
“to nem ai eu num baxo cabeça pra professor memo”
“quando e fo visita meu pai vo conta tudo pra ele”
adivinhem onde o pai estava la mesmo.
A mãe da X. não gostando de saber q a filha visita o pai lá,
“imagiem a mãe não sabe onde a filha vai”
começa no meio da reunião de pais e mestres a bater na criança.
Detalhe com um filho no colo e outra na barriga e dois olhando.
Olha o primeiro tapa a gente até pensa bem feito, mas nessa familia sem estrutura nenhuma, nos somos obrigados a interfirir.
Fala da mãe:
“_Se sabe que o seu pai num gosta que o c vai la”
fala da filha?
“_Aquele fio da puta, meu pai vai mata ele quando sair de la”
Caros colegas, sabe aquele ditado uma laranja pobre estraga a caixa, mas diante de tudo isso, dessa familia toda errada como mandar embora da escola uma garota que acabou que vive um turbilhão na sua vida pessoal, que não aprende por não saber se relacionar e tb nesse momento da vida não esta muito afim de aprender. Podemos nos educadores simplismente fazer como nossos governantes fechar o olho, ou convida-la a se retirar?
Essa garota ja foi tão excluida, se fizermos isso simplismente estaremos masacrado esse tipo de comportamento.
Amigos a propria vida reolveu esse situação la na nossa escola, X. repetente duas vezes, sabia escrever o nome muito mal feito, ficou gravida aos 12 anos de idade.
Abandonou os estudos.
Sabe-se Deus de quem?
Sumiu da escola, claro quem não quer paz, todos queremos mas a que custa.
até quando nos vamos passar por situaçães como essa?
Finalizando:
FAÇAM SEMPRE DESSA FRASE UM LEMA
“ESCOLA RICA PARA POBRE”
ABRAÇOS….
Décio
A realidade apresentada em seu comentário infelizmente é mais comum do que se imagina. A educação é uma coisa complexa, que depende de suporte do Estado, qualificação do professor, respaldo da direção e COMPROMISSO DA FAMÍLIA. Quando falta um desses elementos, dificilmente a coisa funciona.
As pessoas, de qualquer profissão, tende a perde a sua sensibilidade em relação aos problemas que a cercam, ao longo do tempo. Nesse contexto, quando lidamos com indisciplina e violência na escola tendemos naturalmente a culpar o aluno por sua a atitudes, quando se analisássemos sua realidade familiar, entenderíamos que ele até conseguiu se sair melhor, dada sua realidade.
Assim, nesse fundo do poço, o principal argumento que ganha força é o da ESCOLA INTEGRAL, NÃO POR AUMENTAR A CARGA HORÁRIA DE ESTUDOS, MAS POR REDUZIR A CARGA HORÁRIA DE CONVIVÊNCIA COM ÀS FAMÍLIAS.
Ou assumimos uma responsabilidade que não é nossa e passamos a fazer a educação que falta a essas crianças (isso no máximo até 7º série; depois é quase impossível…) Ou torcemos para não encontrar com elas crescidas, numa situação de assalto ou miséria…
Me desculpe meus amigos, posso dizer que sou feliz. Acabo de sair de uma reunião de pais onde todos me respeitam. Isso não quer dizer que sejam familias cultas, bem sucedidas. Escola de periferia, pessoas muito humildes, mas dignas. Escola pequena , bem estruturada, com muitos problemas sim, mas nada comparado aos relatos acima. Sinto muito por vocês, mas ainda acredito que para cada problema desses podemos sim, com amor, fé dedicação e comprrensão ajudar essas crianças. São vítimas de um política extremamente voltada a alguns, “aqueles”. Mas temos que acreditar, que somos capazes de resgatar ,nem que for um dentre tantos desses alunos. Boa sorte a todos.
Todo mundo sabe o caos que a educação está……Sabe que professores não são bem remunerados, que dentro de uma sala de aula ta terrível-sendo que a indisciplina é consequencia de muitos outros fatores(familiares e outros), que o governo está apertando o cerco na qualidade de ensino, esta testando o conhecimento(potencial e habilidades)dos professores temporários.Mas mesmo assim estamos querendo de qualquer jeito entrar nesse barco. Se você acha que esse barco é uma furada, é desconfortavel, é humilhante, é sujo, não tem rumo certo!Para que entrar nele? procure outro barco.Mas se você quer realmente entrar nesse barco, então não fale mal dele…entre e tente ajudar concertar os erros, sendo dedicado, determinado, um profissional de qualidade, confiante e acima de tudo acreditar em si mesmo. Se fizermos isso, concerteza, esse será o melhor barco a transportar com segurança os alunos para outra margem.
Já é lei, nós professores temporários teremos de qualquer forma fazer essa prova.
Eu só acho que o governo deveria testar a capacidade e habilidades dos professores efetivos, sendo que muitos acomodaram em seu posto, não se reciclam; e tem mais: não estão nem ai com o governo e nem com as novas mudanças…eles fazem o que bem entendem; nem todos trabalham a proposta pedagógica, a minoria. Ja que o governo busca uma melhor qualidade de ensino, deveria tambem, num prazo de 2 em dois anos testar a capacidade e habilidade desses professores efetivos.E se não passarem na prova serão tambem desligados da rede. Eu disse prova, igual a dos professores temporários. Não estou referindo a casos probatórios, sendo que, quem faz a avaliação de desempenho do professor em caso probatorio é a direção da escola e os proprios professores daquela Unidade Escolar…que absurdo!!!!!!Faça isso governador que a qualidade de ensino ira mudar, concerteza.Mude o foco! Aplique uma prova dessa nos professores efetivos,em periodo de dois em dois anos, e espere pela surpresa. Só assim a população terá muito a ganhar com a melhoria radical no ensino, e o estado tambem em termos de cifras. Existem muitos efetivos bons, mas existem tambem milhões de péssima qualidade.MUDE O FOCO.
Estagiaria Feliz
Bom !!! Como vejo muita indgnação aqui então resolvi contar um pouco da minha tragetória como Estagiária de Pedagogia em uma Escola da Rede Pública.
Quando eu estava na faculdade, eu participei de um programa do Estado chamado Ler e Escrever a qual a minha faculdade fazia parte, trabalhando para o Estado como estagiária eu iria ganhar 400,00 e com isso eu paguei a minha faculdade. Então fiz minha inscrição e comecei a trabalhar como estagiária. Minha surpresa foi que todas a minhas amigas que fizeram o mesmo que eu, reclamava das escolas e dos professores os quais elas trabalhavam, pois os professores boicotavam elas, ou seja não deixa elas ajudarem dentro da sala de aula, diferente de mim.
Assim que iniciei meu trabalho , a professora com quem eu trabalhava deixava eu interagir junto com os alunos, eu levava tarefas de casa para eles, ajudava bastante os professores daquela escola. Eu era uma estagiária feliz, pois estava em uma ótima escola. Escola boa, diretora envolvida com o trabalho pedagogico da escola, servindo até merenda e lavando o banheiro, nunca tinha imaginado que uma diretora poderia lavar banheiro e servir a merenda, mas ela era o máximo, aliás é ainda, pois a pouco tempo voltei lá para fazer o treinamento para aplicar a prova do SARESP, e fui muito bem recebida.
Os dois anos que estagiei nesta escola, tive a felicidade de trabalhar com duas professoras maravilhosas, hoje minhas amigas pessoal e profissional.
Hoje trabalho em uma escola particular meio período, e estou batalhando uma vaga no estado ou na prefeitura, estou estudando para isso. Mas algumas vezes me decepiciono sim com a falta de interesse de algumas pessoas, digo pessoas que estão relacionadas a Educação. Mas garanto que por enquanto estou muito feliz com a minha profissão e por onde tenho passado.
Professores ganham pouco, desde quando fiz a minha faculdade eu já ouvia dos professores ” Professor não fica rico é isso mesmo que voces querem? e dentro de mim sempre dizia sim.
Ricardo,
Gostaria MUITO que você me contasse – de preferência da mesma forma como vc contou sobre um dia em sala de aula – como é um DIA DE SEMANA e um DIA DE FINAL DE SEMANA seu, da hora que você acorda até a hora que se deita. como vc se movimenta pela cidade? Estou fazendo uma pesquisa sobre “vida de professores”, o dia a dia destes sujeitos e achei seu texto MUITO INTERESSANTE! Também sou professora de adolescentes! Desde já agradeço!
Prof. Ricardo…
Você é sensacional!!! Apesar de TODAS as nossas dificuldades, você me fez rir e foi minha inspiração nesse site!!!
Um abraço,
Profa. Rogéria
Caros colegas , me DEIXEM FALARRRRRRR
até parece que não gostamos de lecionar quando reclamamos das condições,mas não! eu amo lecionar!!!
O que eu acho muito difícil é essa progressão continuada que o aluno entendendo ou não passa automaticamente.Infelizmente ficamos com “cara de patetas” quando temos um aluno que não faz praticamente nada,com 4 bimestres abaixo da média sendo promovido e outro esforçado e dedicado igualmente é promovido!.
Lembro-me dos anos 80 quando estava na 2ª série tínhamos o professor como um grande amigo,apesar do medo de repetir de ano,pelo menos eu me esforçava.Hoje muitos alunos não tem respeito algum!não digo em xingar,mas sim em menosprezar ,o professor explicando ou não é a mesma coisa! fala junto,ás vezes dá ordens ao professor do tipo :__me dá presença aí!ou coisas do tipo.Quanto ao governo,a intenção é boa,mas,na prática pedem documentações para “ontem”,materiais chegam atrasados,e o professor tem que dar um jeitinho,se virar,essas coisas me irritam….
ENFIA NAQUELA SALA!!
QUERIDOS QUERO COMPARTILHAR ALGO COM VOCÊS.
PRÓXIMO AO MEIO DO ANO AS SALAS DE 6ª SÉRIES ESTAVAM LOTADAS,RESOLVERAM ENTÃO ABRIR MAIS UMA SALA E REMANEJAR ALGUNS ALUNOS,EIS AÍ A QUESTÃO.OS PROFESSORES QUE JÁ CONHECIAM AS SALAS COMEÇARAM A TIRAR OS DEVIDOS “PROBLEMAS”DA SALA E FORAM COLOCANDO NESSA NOVA SALA,COM EXCEÇÃO A 6 ALUNOS O RESTANTE DAVAM UM CERTO TRABALHO EM OUTRAS SALAS.INFELIZMENTE TODO FINAL DE BIMESTRE É UMA LOUCURA POR QUE UMA SALA ONDE SOMENTE 5 OU 6 CONSEGUEM A MÉDIA SIGNIFICA QUE O PROBLEMA É O PROFESSOR,VOCÊS CONCORDAM?.
Aula n.º 1340
assunto: Incofidência Mineira
Função: eventual
objetivo: passar na lousa o texto que o professor titular deixara.
A Inconfidência Mineira foi um dos (professor! É para copiar?: claro, ou achas que passo na lousa por passatempo) mais significativos movimentos (vale nota professor?: acho que sim, o professor de vocês que me pediu) da história do Brasil. (então não é para copiar no caderno de eventual professor? Não no de história) Significou a luta (você vai dar visto? : sim) do povo (o texto é longo professor?: não) brasilei – paf – (pessoal, sem jogar papelzinho né, e abaixem o volume do celular: o outro professor deixa, quando está passando lição na lousa, não incomoda ninguém só você) ro contra a (letra feia professor, não entendo nada: copie por favor: como copiar se não entendo?) opressão (vai devagar professor) dos – tum- chutam a porta (filho da puta vai chutar a mãe: gente o quê é isso!) português ( para seu veado: vou te mostrar o veado!: ei se abaixar as calças vai para a diretoria, sem correr na sala!!!!) Ocorreu em Minas G(professor ali não tem sentido, depois de opressão vem português: é verdade: o professor copia o bagulho certo: arrumem aí no caderno pessoal faltou governo colonial: deixa sem, ninguém vai ler depois mesmo: esse texto não acaba não) em 1789 ( Minas G professor? Desculpem: eeeeeeeeeee: meu celular!!! roubaram meu celular!!! vou para a diretoria agora!!) Gerais, em pleno ciclo do (Que cheiro de queimado é este? Maconha professor: o professor anda dando uns pegas: não, é papel….tem nada comingo: nem comigo: tá me olhando por que professor? ) No final do século XVIII ( pula linha professor: sim é parágrafo: paráoquê?: Mais uma vez histórias com celular, licença professor, já falei que não é para trazer depois vão reclamar de sumiço: bate geral na turma: essa sala ficará sem intervalo ou aquele que pegou por brincadeira entrega, não vou fazer nada é só entregar agora…………….: mas não fui eu e vou ficar sem intervalo: não quero saber, se não aparecer ficará sem intervalo e tchau) Os incofidentes definiram uma nova bandeira com inscrição em latim (liga para o celular: é verdaaaadeeeee) que trazia (tá chamando! Aló, mãe, nossa gente, deixei ele em casa: eeeeeeeeeee) os versos “libertas quae sera tamen” que traduzidos seriam (tooooooooooooooooooo: o sinal, o sinal, acabou a aula professor tchau, tchau).
Liberdade ainda que tardia.
Obs.: Amiga Álida, acredito que seu pedido fugiria da proposta do blog, porém posso dizer que leio bastante, adoro música erudita, conversa com amigos e amar.
Oi Ricardo!
Ótima sua aula sobre a Inconfidência!
Pois é… O foco do Blog é sala de aula, não é mesmo?
Eu pesquiso a vida dos professores fora de sala, do nosso perambular pelos vários espaços das cidades, especialmente as metrópoles e suas periferias…
Agradeço imensamente sua atenção e, claro, continuo “ligada” neste Blog!
Abração
PROVA BRASIL!!!
Ontem foi realizada a Prova Brasil na minha escola (02/12).
A “professora” que foi aplicá-la parecia mais perdida do que cachorro de cego que cai de caminhão de mudança.
Entrei na sala, minutos atrasada, e ela já estava lá, tentando distribuir as provas e os gabaritos.
Perguntei se gostaria de que eu ajudasse na disciplina: ela disse que nao precisava. Entregou-me um questinário com 120 e poucas perguntas, que respondi em 15 minutos.
Daí, peguei um texto para ler e a professora aplicadora, muito “estressada”, tentou tirar o meu texto alegando que eu não poderia ter acesso à prova Brasil!!!
Então esclareci que o que eu tinha em mãos não se tratava da prova Brasil.
Muito constrangida, pediu desculpas. “Continuei na minha.” Porém, poucos minutos mais tarde tive que impor disciplina à sala, lembrando-lhes que estavam realizando uma avaliação – “coisa” que a professora aplicadora não conseguia: daí em diante foi “silêncio sepulcral” … a professora aplicadora agradeceu.
E assim caminha a humanidade…
abraços a todos,
Profa. Rogéria
PROVA BRASIL!!!
Continuo aqui me perguntando: “Se eu tivesse tido a curiosidade em ler a prova (confesso que não tive) … o que teria de “mal” nisso??? Por que fui sumariamente advertida de que não poderia ter acesso a ela???
Talvez o Governo não se sentisse à vontade em conhecer a opinião verdadeira dos professores quanto às avaliações aplicadas.
Vamos refletir… sempre há tempo pra isso!!!
Abraços,
Profa. Rogéria
QUERIDOS COMPANHEIROS
Será que algum dia teremos um governo que tente se colocar no lugar dos professores e que nos dê condições de trabalhar, começando pela quantidade de alunos,colocar 43 ,45 alunos numa sala é massacrar o pobre professor.
um forte abraço à todos,temos uma missão …
formar cidadãos!!!!
Professorinha
Uma vez o Senador Cristóvam Buarque apresentou um projeto de lei para que todos os funcionários públicos, concursados, comissionados e eleitos, tivessem que matricular seus filhos em escolas públicas. Logicamente, o projeto não foi aprovado pelos senadores.
No entanto, se analisarmos a lógica dessa medida, perceberemos que ninguém se preocupa com aquilo que não é seu. Hoje, somos obrigados a ouvir e assistir propagandas populistas, nas quais todos os partidos (sem exceção) tentam manipular informações para nos convencer como eleitores de que seus programas são melhores e que os outros são piores. Mas, se analisarmos a postura pessoal desses em relação à escola pública, perceberemos que nenhum deles “sacrificaria” o futuro dos filhos por um ideal.
Nesse sentido, a maioria dos professores simplesmente arruma um dinheiro que não tem e matricula os filhos na rede particular, na esperança de que eles estudem, se preparem e consigam uma vaga na universidade pública, de preferência longe da licenciatura.
Não se trata de um corpo apodrecendo no fundo do poço. Trata-se de vários. tantos, que não é possível içá-los com apenas uma corda. É preciso ter várias, puxando ao mesmo tempo
Caros companheiros,
Nas próximas semanas estaremos prestando uma “provinha” para provar ao governo se estamos aptos ou não a lecionar.Estou com uma dúvida cruel,digamos que a maioria dos professores não consigam os acertos mínimos,onde ficarão prestando serviço alternativo(os ofa “F”)?.E se não puderem ministrar aula,quem a fará?
Professorerinha
o professor F que não passar e ficar vinculado a alguma escola para cumprir as horas de atividade de apoio farão funções como preenchimento de documentação, digitação de notas, inspetoria de alunos, etc
Simplesmente fantástico este blog!!
Profº Ricardo, adorei seus textos… Mas mesmo assim continua nessa profisão: Professor!!!!!!!! Sou PEB I e agora me especializando em Matemática. Aos fins de semana, para garantir a faculdade em dia, faço parte do projeto Escola da Família. Trabalho com crianças, adolescentes e adultos da periferia da cidade. Faço oficinas diferentes para que possam livrar-se da “violência e drogas”. Acho que consigo bom resultados, pelo menos durante o tempo de permanência dests “anjinhos” em minha oficinas.
Sou feliz!!!!! Amo oque faço!!!!!
E se tivesse que escolher, escolheria ser PROFESSOR.
Abraços.
olá companheiros
hoje participei da provinha,bem formulada,razoavelmente difícil,espero ter conseguido o mínimo para a aprovação,um abraço à todos….
queridos companheiros
oque acharam da prova?vamos comentar sobre esse assunto,afinal esse blog é um desabafo não é?
Fui coordenador em uma escola em Mogi das Cruzes e me decepcionei muito com que vi e presenciei, sabe não sabia que existia tanto egoismo nessa função exerço com dedicação e respeito;Minha diretora incentivou o crime na escola quando essa pagou para um bandidinho a devolução de seu celular e ainda tudo que faziamos como coordenador ela vinha e desfazia, hoje prefiro a sala se aula após oito meses na coordenação, acredito eu que hoje mais maduro tenho condições de enfrentar aqueles que reprimiram .
Fico grato a mim por isso.
Boa Noite!
Amigos!
Os dias são demasiado atarefados, as horas passam depressa, os segundos são escassos, mas há sempre tempo de desejar… FELIZ ANO NOVO!!!… RICAS BÊNÇÃOS DE DEUS!!!… e um milhão de coisas boas e maravilhosas pra você no novo ano de 2010!!!
E vai com uma contribuição do Jabor…
O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho. É viver cada momento e construir a felicidade aqui e agora. Claro que a vida prega peças. O bolo não cresce, o pneu fura, chove demais, perdem-se pessoas que amamos…
Mas, pensa só:
Tem graça viver sem rir de gargalhar, pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido estragar o dia por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
A idéia é viver bem… 2009 foi um ano cheio de coisas boas, mas também de problemas e desilusões, tristezas e perdas, reencontros…
Normal…
2010 não vai ser diferente. Muda o século, o milênio muda, mas o Homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas, e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que se deseja pra todos é sabedoria. E que todos saibam transformar tudo em uma boa experiência. O desejo não se realizou?
Beleza…Não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento (aqui vale aquela boa frase: ‘cuidado com seus sonhos, desejos, eles podem se tornar realidade’).
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano…Mas, se a gente se entender e permitir olhar o outro e o mundo com generosidade,as coisas ficam diferentes. Que todos tenham esse olhar especial!
2010 pode ser um ano especial, se nosso olhar for diferente.
Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
2010 pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, especial!
Depende de mim…De você.
Pode ser… E que seja!’
Beijo no coração de cada um de vocês e fiquem com Deus!
A alegria de ensinar
Então Jesus levou seus discípulos ao monte e, reunindo-os ao seu redor, Ele os ensinou dizendo:
Abençoados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Abençoados os humildes.
Abençoados aqueles que estão de luto.
Abençoados os misericordiosos.
Abençoados aqueles que têm sede de justiça.
Abençoados os sofredores.
Alegrai-vos e regozijai-vos, pois sua recompensa será o grande céu.
Então, Simão Pedro disse: “Nós devemos saber disso?”
E André disse: “Nós temos que anotar isso?”
E James disse: “Nós teremos um teste sobre isso?”
E Felipe disse: “Eu não tenho papel.”
E Bartolomeu disse: “Nós temos que entregar isso?”
E João disse: “Os outros discípulos não têm que aprender isso?”
E Mateus disse: “Posso ir ao toalete?”
Então, um dos fariseus que estava presente pediu para ver o plano de aula de Jesus e perguntou a Ele: “Onde está seu plano de semestre antecipado e seus objetivos no domínio cognitivo?”
E Jesus chorou
(ROGERS, Bill. Gestão de relacionamento em sala de aula. Tradução: Gisele Klein. 2º Edição. Porto Alegre: Artmed, 2008, p.46)
Um forte abraço à todos mestres,formadores de opiniões,que esse ano que inicia seja repleto de bençãos,mudanças boas é claro,e muita luz,coragem,força,pois somos privilegiados em poder participar todos os dias da vida de muitas pessoas,e as vezes até interferir um pouco,
Um ano novo abençoado à todos nós
a luta continua companheiros………
Eu aposento em maio de 2011, sou categoria F e fiz 25 pontos. Como fica minha situação?
Olá Paula de Paula
pelo que entendi vc terá direito a 12 aulas sem entrar em sala de aula,mas não se preocupe antecipadamente pois se a maioria da categoria foi mal,o governo terá que mudar essa regra…
um abraço
Primeiro dia de aula. Professor novo. Turma pouco afeita ao estudo. No caminho para seus novos afazeres os corredores da escola não parecem nada animadores para o recém-chegado professor. Na sala de aula todos os alunos estão de pé, circulando despreocupadamente, sem qualquer tipo de compromisso com o trabalho que está apenas começando.
Querem falar de outros assuntos, mais próprios e interessantes em sua opinião para pessoas que, como eles, estão em idade para freqüentar o Ensino Médio. Matemática não lhes parece parte integrante dos conhecimentos que necessitam para sobreviver na selva que percebem em seus cotidianos. Henrique, seu novo professor, mal consegue se apresentar, pois é interrompido com menos de 10 minutos em sala de aula pelo acionamento do sinal que faz com que todos os alunos saiam rapidamente da classe.
É apenas mais uma entre várias “brincadeiras” promovidas pelos alunos para interromper o trabalho que está sendo desenvolvido. Numa outra aula, quando as primeiras páginas do livro estavam sendo abertas no capítulo sobre frações e porcentagens, surgem dois novos alunos, atrasados, que trazem consigo justificativas que lhes permitem permanecer na aula.
Nenhum dos dois tem os materiais apropriados e ainda desrespeitam o professor com gestos obscenos. Ao ser interpelado pelo professor no final da aula um dos estudantes diz que não tem qualquer interesse pelo que está sendo ensinado e, além disso, ameaça o professor.
Para desestabilizar ainda mais as aulas de matemática, os jovens amotinados passam a assistir a aula tendo a seu lado outras pessoas que, como eles, não estão dispostos a estudar e que, da mesma forma como os primeiros, querem ameaçar e boicotar os esforços de Jaime. Para piorar ainda mais a situação, entre os outros membros do corpo docente a descrença na capacidade dos estudantes também se faz notar.
Nas reuniões pedagógicas ou mesmo nos intervalos (na sala dos professores), fica claro para o novo professor de matemática que entre seus colegas de trabalho não há nenhuma perspectiva positiva quanto ao futuro de seus novos alunos. Nem mesmo entre os pais a educação é vista como uma possibilidade de crescimento, de amadurecimento e de melhores chances no futuro…
Direção da escola não vê a hora do fim da jornada…não buscam solução ,não fazem seu papel ,só culpam os professores…no meio do ano letivo consegui conquista-los mostrando que pode haver mudanças pois não porque nasceram miseráveis que tem que morrer nesta mesma condição..
Não sei o porque mas AMO O QUE FAÇO……
Sala de 5ª série. Um aluno vem me avisar que a professora de História está chamando porque não consegue dar aula. Encaminho-me até lá. Caos total! Alunos correndo pela sala forrada de papéis, carteiras desalinhadas, crianças “se pegando”, outras chorando. Mal aponto na porta, todos correm para seus lugares. Nada falo, apenas cruzo os braçose espero a turma se acalmar, inclusive a professora, que parece louca, chingando, reclamando, mais agitada do que os alunos. Ela já tem mais de cinquenta anos, é OFA, nunca passou em nenhum dos vários concursos que prestou. Olho para a lousa. Está repleta de lição! Cabo a rabo!. Outro dia, mesma sala de 5ª série. Aula de geografia! Risos baixos, conversa, participação. Peço licença e entro. O professor, experiente, mais de cinquenta anos também, efetivo, pedagogo, ligado em todas as mudanças que estão acontecendo na educação. Os alunis, sentados em duplas, cada qual com o seu Atlas, acompanham as explicações. Sou recebida com sorrisos. O professor me explica o .que está ensinando e as crianças parecem felizes em entender o que estão aprendendo, apesar de muitos ainda não serem plenamente alfabetizados. Ele então me diz: Sabe, coordenadora, esta sala é otima! Muitos aqui ainda não sabem ler muito bem, mas estão aprendendo, pois todos tem muita força de vontade e são muito esforçados! Esta turma vai longe! Caminho pela sala, converso um pouquinho com eles, são humildes, carinhosos, receptivos. Nem parecem os mesmos da aula de História! E assim, diante de fatos que vivencio todos os dias, na coordenação pedagógica, sou obrigada a dizer: o problema não está somente nos alunos. Pelo contrário,eles também são vítimas, senão as maiores, deste caos.
Mesma escola.Sexta série. Aula de Português! Hora do meu almoço, mas não consigo almoçar. A bagunça na 6ª série C é tão grande, os gritos da professora tão altos que me vejo obrigada a interromper minha refeição e ir até à sala ver o que está acontecendo. Mal apareço na porta, eles se sentam e começa a confusão de explicações, alunos e professora. Tranquilamente, sento e vou ouvindo, com a maior paciência do mundo, até todos se acalmarem. Nada sério. As bobagens de sempre: alguém que jogou um papel, outro que xingou a mãe do outro, a professora que não conseguiu controlar a bagunça. Resultado: mais uma aula perdida! Olho para a professora, esta tem trinta e poucos anos, cara de desânimo de quem já viveu mais de cem. Não fala com os alunos, grita com eles o tempo todo, embora já tenhamos conversado muito sobre isto e sobre a sua prática. Não adianta! Ela acha que o aluno tem que “copiar” lição o tempo todo. Ela é OFA , professora de Português,e eu torço para que não consiga aulas nesta escola, no próximo ano, pois ela não quer ou não consegue mudar e eu não consigo fazer milagres. Explico aos alunos que eu estava almoçando e espero não precisar voltar ali, para resolver problemas tão insignificantes. Eles concordam comigo. Mas eu sei que o problema vai continuar. Outro dia, mesma sala(6ªC). Um aluno vem me chamar para fotograr uma apresentação da sala, eles sabem que eu adoro fazer isto). A apresentação é do Projeto Leitura, outra professora. Ao entrar na sala fico admirada com a organização: cenário montado, som ligado, alunos movimentando-se com segurança e calma, sem atropelos. É um desfile de personagens da literatura clássica! A professora me diz que deixou a organização por conta deles, já que eles são super organizados e me explica como o trabalho foi desenvolvido. Meu queixo quase cai, com a apresentação da turma. E aí pergunto: por que será que os alunos mudam tanto, tornando-se irreconhecíveis, de uma aula para outra, de um professor para outro? Onde está a falha? Por que um professor não consegue transmitir o básico e outro consegue trabalhar Edgar Alan Poe, José de Alencar, Machado de Assis, Clarice Lispector, com a mesma turma de 6ª série?
Olá Maria, Bom dia
Seus dois comentários referem-se à professores OFAS, penso que esse não seja apenas um problemas de nós OFAS, pois trabalho em uma escola, em que nós OFAS é que conseguimos dar aulas, os EFETIVOS dizem estar cansados, e que “os alunos não querem aprender e eles estão cansados para ensinar”.
Gostaria que você continuasse contandos os casos, incluindo professores EFETIVOS.
Também já estive na coordenação e sei bem o que é isso, quando é dia de um determinado professor dar aula, nosso cabelo até arrepia.
Escola Institucional. Especificamente para nível Fundamental. Primeira reunião (não oficial).
30 professores reunidos numa sala minúscula às 7 da manhã, não tem café, não tem água (está desligada para o período de férias) e surpresa: não tem cadeiras em número suficiente, alguns têm que buscar nas salas de aula.
Depois de algumas horas de discussão genérica (impostos, projetos “lúdicos”, planos de saúde, etc), alguém levanta a lebre: a falta de solidariedade, respeito e moral que impera hoje em dia nas gerações que estamos ensinando. Que fazer? Dolorosos minutos gastos mais em jogar a culpa e reclamar do que propor um método de “ataque”. Por fim, uma proposta – reunir todos os alunos no pátio, todos os dias, e antes do início das aulas, orarmos, notadamente o Pai Nosso.
Não consegui ficar de boca fechada e perguntei como diabos (sic) isso iria modificar a situação? Fui soterrada por gritos (sic) sobre como a religião é o caminho para o bem do mundo (ênfase no bem-do-mundo).
Quando se acalmaram argumentei que, independente da opinião de todos sobre a religião, eu ainda não via como o simples ato de orar, e apenas ele, poderia modificar a mentalidade de todas aquelas crianças. E mais ainda, por que o Pai Nosso? Nossa escola, como todo o país, não é apenas formado por católicos, temos “crentes”, evangélicos, messiânicos, judeus e, para completar, alguns alunos budistas.
Seguindo a LDB, os PCNs e o próprio projeto da escola que visa a uma participação democrática em TODAS as atividades escolares, se iriamos reservar uma parcela do já escasso tempo que temos, deveríamos também reservar tempo igual para todos eles, e também, para um “tempo ateu” afinal de contas, é objetivo de todo educador oferecer novas alternativas e ensinar a tolerância.
A idéia do ateísmo foi considerada tão imoral quanto se eu tivesse proposto uma orgia romana dentro da escola. Fui, tacitamente, excluída da discussão.
Em resumo, a coordenadora aprovou a idéia do “Pai Nosso”, sem a inclusão de qualquer outra religião ou não religião, mais nenhuma outra proposta sobre solidariedade, moralidade e respeito foi apresentada, e novamente, muitos confundiram postura critíca com ativismo.
Mais um ano de intolerância, ignorância, alienação e fanatismo. Essa é uma das escolas em que dou aula, esses são os meus colegas.
Priscilla
Por alguns anos estudei numa escola pública, onde as responsáveis eram freiras. Me lembro bem dessa época remota.
O início era com a reunião em fila no pátio de entrada para cantarmos o Hino Nacional (acho que era por causa da ditadura).
A segunda etapa era em sala de aula, todos em pé, e rezavamos a Ave Maria.
Sinceramente, não entendia nada e nunca alguém explicou o motivo de todo aquele processo, que naquela época eu achava inútil. A única coisa que acontecia de saudável era o ato de realizar em grupo e a calmaria que se seguia. Porém, creio que tudo isso foi desnecessário, bastando haver uma voz com tanta autoridade quanto a dada a reza e a cantoria.
Até hoje não sei cantar o Hino Nacional completo, e a Ave Maria eu só lembro de algumas partes.
E por último:
Já ouviu sobre a historinha onde todos eram cegos até que um deles começou a enxergar e, extasiado com o que via, iniciou a descrição do mundo para aqueles que não enxergavam. Os cegos não acreditavam nas narrações de como o mundo era. E por fim, a grande maioria resolveu acabar com a dúvida arrancando os olhos daquele que conseguia enxergar.
Não me lembro do autor.
Hugo
O autor dessa história é ninguém menos que Sócrates. Mas, por temor a vida, eu não me atreveria a citá-lo naquela sala exígua.
Obrigado por aumentar minha cultura. Nunca poderia imaginar que fosse tão antigo. Contaram esta história quando eu era muito jovem mesmo, porém, nunca corri atrás para saber o autor.
Mas o paralelo dela é igual a sua narrativa na reunião.
Resposta Para Sonia.
Sonia, desculpe-me. Não quis ser indelicada, referindo-me à categoria profissional das professoras em questão. Tanto, que a professora que trabalhou literatura com os alunos da 6ª série, também é OFA. Excelente professora, por sinal. Muitas vezes, quando estamos na sala de aula, não percebemos a dimensão dos problemas. Costumo dizer que na coordenação tem-se uma visão panorâmica da situação. Não é fácil! As vezes, somos chamadas para resolver problemas tão insignificantes! Até cansa! E esta dificuldade de ter domínio sobre a sala, sobre o conteúdo que vai ser ensinado, sobre a disciplina, não é privilégio de OFAS, não. Como dizem, é da pessoa. Efetivos, ofas, eventuais, pessoas maduras,já em final de carreira, jovens recém-saídos da universidade. Da mesma forma, fazer a diferença, ser “o professor”, também não depende da idade ou da categoria funcional. Também é “da pessoa”.
Cara Gisele estou na mesma situação é difícil ofa conseguir fazer essa prova,pois não é todo ano que conseguimos ficar na mesma UE.Em outras palavras de cara não atendemos a um dos requisitos.abraços
professorinha, mas eu fiz a prova, meu nome estava na lista e eu estou a 5 anos na mesma escola. E então como eu fico nessa ? como faço para saber em qual requisito eu não me encaixo? eu acertei 38 questões nessa prova.
O Processo Seletivo da Caverna
Em uma caverna, moravam quatro homens. Há tempos que eles aí viviam. Tanto tempo que o mundo exterior não passava de um sonho enigmático. Certa vez, um dos habitantes, depois de muitomuito caminhar, achou uma saída. No começo a luz lhe afetava a retina, entretanto logo pode avistar os pássaros, as árvores, e a campina, porém o que mais o impressionou foi a força das cores. Correu o encantado habitante ao encontro do seu grupo, contar-lhes-ia o que vira quando conseguiu sair da caverna e levá-los-ia a parte ulterior da caverna, afinal com a multiplicação dos olhos enxergaria melhor.
Encontrou seus amigos a contemplarem sombras e tentou lhes explicar o que vira, porém foi logo refutado, disseram que ele não podia chegar assim a lhes ensinar, antes tinha que passar por um teste feito pelos três com uma prova de oitenta questões sobre o mundo exterior e acertar setenta por cento, depois um curso de formação de seis meses sobre “a resignificação na perspectiva do ‘em processo’ das competências e das habilidades das sombras em contextos extra-discursivos no círculo triangular”, depois comprovar títulos, sem esquecer duzentas horas de prática pedagógica e plano pedagógico aprovado, depois de tais detalhes: sim! Eles concordariam em assistir à aula.
Alguém pode me ajudar?
Sou categoria “O” e embora tenha acompanhado as Resoluções e Leis pertinentes, ainda tenho algumas dúvidas que talvez possam me esclarecer.
Estou com 16 aulas atribuídas sendo 10 de Recuperação em uma escola e 6 Leitura em outra. Na atribuição percebí que poucos escolheram essa modalidade de aula. Por quê? Há alguma desvantagem? Quanto a remuneração, além das 16 aulas devo receber o HTPC? A Resolução menciona a quantidade de 02 aulas por semana, nesse caso, as 10 aulas equivalem a 5 turmas ou o adicional por horas de elaboração pedagógica já está embutido? Vocês podem me informar “aproximadamente” quanto isso representa em valores? Aulas de leitura se enquadram no projeto “sala de leitura” ou são coisas distintas? A Resolução de 08/02 sobre atribuição de aulas para as salas de leitura poderá me prejudicar?
Desculpe tantas dúvidas, mas procurei estas informações em outros canais, inclusive a escola, e não me deram respaldo.
Obrigada!
Por favor! se alguém puder me ajudar eu agradeço. Estou na categoria 0 e foi solicitado entre outros documentos, o exame admissional, que segundo a diretoria de ensino seria emitido pelos postos de saúde da região, para minha surpresa todos os postos de saúde que eu liguei informam que os postos UBS não estão mais emitindo esse documento, já liguei na diretoria de ensino LESTE 2, já liguei no DHRU, já liguei lá na MARIA PAULA, onde só faz esse exame admissional para a categoria F e os efetivos, já liguei para a APEOESP e ninguem sabe me informar onde eu posso fazer esse exame admissional, o DRHU insiste em dizer que tem que ser feito nos postos de saúde e os postos dizem que não é mais com eles desde 1992. Não sei mais o que fazer, alguém pode me dar uma luz por favor.
AS AULAS DE LEITURA E O PROJETO SALA DE LEITURA SÃO DUAS COISAS DIFERENTES.
Professores, confesso que fiquei emocionada com as histórias de vocês. Este é que vou começar. Fiz a aprova, sou categoria L, me formei em 2009. Tenho o mesmo sonho de muitos de vocês. Também já estudei em escola do interior, onde os alunos iam de ônibus, empoeirados e barrentos. Mas era muito bom. Só que o ensino ainda era na forma da ” decoreba” ~Tive e tenho muita dificuldade para escrever, porque as profesoras me criticavam, chamavam os alunos de burros. Por isso, tenho muita vontade e sonhos de transformar, de ajudar esses alunos que têm vontade, brilho nos olhos, sede de aprender, até mesmo aqueles que não têm, porque falta alguma motivação. Não têm até mesmo uma família. Temos que acreditar na educação, não podemos esperar pelos governantes. Eles nunca irão fazer algo de bom, pois para eles, ninguém tem que saber mesmo, assim, não entenderão o que eles estão fazendo.
Amélia ,então querida vai se preparando … alunos como esses citados não existem… seu trabalho vai dar certo para meia dúzia na sala… pode guardar isso , esse sede de ensinar todos temos , mas quando caimos nas salas isso se transforma em sonho perdido. Converse mais com professores e procure escutar os comentários de sala de aula. Boa sorte !!!
Mônica soares
A secretária da minha escola me informou que o DRHU voltou atrás e determinou que o exame médico pode ser emitido por qualquer clínica de medicina do trabalho.
M. Antonio
Muito Obrigada!!
Gostaria de parabenizar os relatos desses verdadeiros carregadores de piano que estão na educação.Alguns são gratificantes e outros nem tanto.
Passei nessa provinha do Estado e participei pela primeira vez de uma atribuição.Apesar de não ter nehuma pontuação, “peguei” três escolas em locais diferentes e devido ao meu trabalho tive que desistir.Acho que não há necessidade de experiência para se adentrar nesse campo mas boa vontade para transformá-lo
Vou tentar passar como efetivo, somente assim poderei largar meu emprego e entrar nessa intríseca relação acima apontada por todos os docentes.
um abraço
olá Gisele quanto aos requisitos procure a secretaria da sua ue eles poderão informá-la melhor…
quanto ao professor Adalberto seja bem vindo e boa sorte dependendo da escola irá precisar….
Adalberto
Parabens!! por ter passado na provinha e boa sorte no concurso, vc é um professor por escolha sua, portanto com certeza será um bom profissional. Problemas todos temos em qualquer profissão, e como vc disse com boa vontade podemos tudo. Parabéns e seja bem vindo.
Adalberto
Parabéns por vc ter conseguido pegar aulas! Imagine eu que estou na rede há 5 anos e não pude ao menos participar da atribuição por não ter feito a prova?
Graças ao nosso digno Governador, este ano estarei desempregada como muuuuuitos colegas de trabalho também estarão.
Acho que vou pleitear um cargo de doméstica na casa do sr. Geraldo… rs
…srsrsrsr
Ricardo você é ótimo!!!!srsrsrsr
Redige textos muito claros baseados na sua, na nossa, na realidade dos alunos das escolas públicas. Difícil o professor que não se vê nessesrelatos,são autênticosrelatos de prática!!!
Abraço colega!
Eliana
QUE COISA LINDA SÓ FALTA VC!!!!!!!!!
Comecei a estudar em 1995, quando meu filho (hoje com 21 anos) chegou em casa com a lição de casa da 1ª série e eu não soube ensina-lo a fezar, me chamaram tanto de burra quando eu era criança que eu acreditei.
Quando comecei a estududar queria fazer enfermagem, mas uma professora de História me dispertou para as questões sociais que discutia com os alunos nas suas aulas, resultado…sou professora de HISTÒRIA.
Em 2006 comecei o curso de História, em Agosto de 2007 iniciei em sala de aula como eventual, sempre trabalhando com projetos, em 2008 terminei o curso, que tanto sofri para concluir (nunca fiquei em DP), em 2009 veio a prova dos ofas, fui bem classificada, peguei aula no 2º dia de atribuição, sou L que passou na prova, mas que pegando aula virei O, pois por conta da gripe suina perdi o viínculo no recesso.
No Domingo fiz a prova do concurso, percebi que “desaprendi”, não passei, só consegui 33 acertos, ainda bem que hoje sou muito bem resolvida e não acho que sou burra, ou incompetente, sei da minha capacidade intelectual, tenho aulas no período da manhã e da noite no Estado e a tarde por conta das incertezas da profissão estou trabalhando em uma empresa privada, como coordenadora pedagógia de projetos sociais da empresa, que presta serviço para a prefeitura.
Estou em greve desde o dia 05/03, mas não tenho esperanças que as coisas mudem no Estado de São Paulo, este governo, ou seria desgoverno, fez com que eu tomasse uma decisão, não porque eu queira, mas porquê sou forçada a isso, estou desistindo de das aulas do Estado, depois da greve vou na escola só para informar a minha decisão, estou muito triste com tudo isso, pois amo o que faço, mas não posso me submeter a uma precarizaçaõ dessa, trabalhar ano sim, ano não, isso parece piada, mas infelismente é verdade
Olá queridos companheiros,vendo o comentário da amiga sobre o concurso será que alguém conseguiu 40 acertos? por enquanto não vi ninguém!! infelizmente nossa greve praticamente não atinge ninguém por esse motivo por que o governo negociaria?Lamentamos o fato pois nosso trabalho é cansativo e não lucrativo,mas venceremos quem sabe quando não houver mais professores!então os que restarem serão valorizados!! Credo que não seja necessário esse fim……..
Olá a todos!!!
Estou tomando a mesma decisão da colega que está saindo fora dessa arapuca armada pelo PSDB no Estado de São Paulo
É lamentável toda essa situação
Ainda sou jovem e posso recomeçar, digo isso com muita tristeza ao ver colegas que foram sugados até o limite sendo descartados.
Saio de cabeça erguida, pois estou de greve desde o primeiro dia, lutei e estou lutando para mudar essa situação, não terei vergonha de olhar no espelho, o mesmo não pode dizer os pelegos de plantão, morram de vergonha, em saber que as derrotas que a categoria vem sofrendo são creditadas a vocês, que enverganham o magistério, que só está do jeito que está graças a vocês que abaixam a cabeça e se curvam diante do Cordenador, do diretor, do supervisor, da dirigente, do secretário e etc….
“O dominador não domina o dominado somente pela força.
O dominador incute na cabeça do dominado a ideia de dominação”
Boa sorte aos remanescentes!!!!
Ao ler o texto da colega que fala que stá deixando o magistério fico muito triste, pois sei o quanto lutamos para estudar.
bem que gostaria de partir pra outra, mas não me vejo fazendo outra coisa, infelismente a tendêcia é piorar a cada dia, pois aceitamos tudo que foi imposto pelo governo, tenho minhas críticas ao sindicato, mas tenho que reconhecer que fomos chamados várias vezes, para a luta e nos acovardamos.
Não tenho nem idade, nem vontade de começar de novo, vou continuando até quando for possível, logo me aposentarei e vou fazer bico, já fiz até um puxadinho em casa pra montar um buteco rs, pois com o salário que devo me aposentar vai ser difícil sobreviver.
Até quando esse desmando vai perdurar? Será que não podemos fazer mais nada?
Olá queridos, que sensação horrível de derrota,de insegurança,falta de perspectiva,infelizmente todos nós que tentamos lutar estamos com esse sentimento.Fomos “obrigados” a justificar nossas faltas,o governo alega que somente 1% parou então não houve greve!!”Mal caráter”,devíamos não repor e o ano letivo não terminar,visto que está faltando 15 dias em minha escola,daí teria que contratar professores para a reposição,como já está em falta,eu pergunto:quem se habilita?………
PROFESSORINHA
Olá eu fiz 40 pontos, mas a questão é que não sei se serei chamada para fazer a escolinha. Afinal, ninguém sabe quantas vagas tem de cada disciplina.
Boa sorte pra todos nós
Por favor, utilizem o corretor ortográfico do WORD antes de postar aqui.
Somos professores (queima o filme…)
e Abraão e deve ser de português né? rsrsrs
OS DISSIMULADOS
Quadro 1 – Os Mercadores do Templo
O número sete gritava com o número quinze no outro extremo da sala. Os números doze, vinte e nove, dezessete e cinco estavam no fundão, aparentemente quietos a olharem algo no celular, quando eu me aproximava, eles guardavam o celular. As meninas quarenta e dois, trinta e nove, dois e dez conversavam alto, a fim de provocar a vinte e quatro que, ano passado, beijara o dezenove. O número um e o vinte corriam na sala, imitando uma moto. Dez, vinte e três e trinta e quatro brincavam de luta e corriam na sala. O oito, inclusão, sorria e copiava vagarosamente. Comecei a gritar para pararem, porém nada. Vinte e cinco e trinta e sete começaram a fazer ritmos repetitivos com as canetas na mesa. Seis trinta e oito e trinta copiavam a lição calmamente. Quatro insistia em ir ao banheiro, vinte e sete, trinta e seis e seis também. Nove, com a tampa da mesa, brincava de surfista e vinte e um fazia da carteira um cavalinho. Dez e trinta e quatro começaram a brigar seriamente e dez, aparentemente ferido, foi à diretoria. Três caiu da cadeira e todos gritaram: vacilão, vacilão! Oito jogava papel no onze e em outros da sala. Dezesseis perguntava o que estava escrito no eterno ali. Treze lambia a mão e ameaçava tocar no vinte e dois e trinta e cinco. Trinta e três e trinta e oito ficavam na porta, brincando de fechá-la.
Quadro 2 – A Santa Ceia
Trinta e oito e trinta e três alerta avisam a sala que a coordenadora pedagógica dirigia-se à sala. Pam…pam, pam, pampam!!! Eles fazem fileiras, abrem os cadernos e ensaiam um melancólico silencio de carpideiras. Separam os grupos, organizam-se num quadriculamento de fazer inveja aos jesuítas.
Eu, ainda atônito diante da Santa Ceia tendo ao centro Judas, olho a coordenadora na porta da sala. Ela me chama para uma rápida conversa no corredor:
- Professor, você deveria fazer atividades em grupos, a sala é um espaço funcional para aprender a aprender, para mediar as habilidades e competências dos alunos. Vamos marcar um horário e rediscutir seu plano de aula, ok!?
- Tudo bem…
Ela sai.
Todos gritam!
Ela dessai, aponta para um aluno que estava em pé e o leva à diretoria, suspensão de dois dias. Se gritarem novamente levarei outro. Silêncio. Ela ressai.
Silêncio. Sinal!! Gritos novamente.
Os mercadores retornam ao templo.
Para Ricardo Gomes.
Lecionar, hoje, acredito que deve ser muito mais do que mediar conhecimento. Os jovens chegam à escola com suas vivências particulares muitas vezes precárias e no sentido familiar: desestruturação, falta de diálogo e pior: as crianças ficam sendo “educadas” pela televisão.
Valores básicos como respeito, boas maneiras não fazem parte de uma boa parte de nossas crianças e é exatamente neste ponto que gostaria de chegar, porque é aí que entramos em cena, nós os professores, com toda nossa ideologia e vontade de fazer a diferença. É isso aí, temos também que educar nossos alunos, dá trabalho? MUITO!!! vale a pena? MUITO também, tanto para nós professores como para eles ,os alunos, que por sua vez terão a oportunidade de exercerem a sua cidadania e de se politizarem para serem mais um ou alguns que mudarão os rumos tanto de suas vidas, como o da nossa nação.
Quem disse que educar não dá trabalho?
Este trabalho deve ser incessante e contínuo!
Não tem mais jeito temos mesmo que educar nossos alunos, não adianta mais ficarmos reclamando e nos lamentando, todos os dias paulatinamente vamos educar nossos alunos que não têm culpa de terem nascido em tempos tão difíceis.
Pensem que poderiam ser seus filhos, filhos que não tiveram a oportunida de serem seus, mas que você com todo o respeito e amor que tem ao próximo vai se esforçar para educá-lo, mesmo quando eles se mostrarem agressivos ou irônicos.
Você como adulto(a) e mais experiente que seus alunos faça valer sua autoridade como professor (a) e ajude seus alunos a se educarem, pois quando você conseguir isso tudo fica mais fácil.
Sozinhos é mais difícil de isso acontecer, então, comecem junto com a coordenação, direção, funcionários da escola e pais a ajudarem as nossa crianças, sim são nossas, estamos lá para ensiná-las se falta comprometimento dos pais vamos pertubá-los muito, chamá-los a atenção, se for o próprio aluno, vamos pegar no seu “pé” todos, até que perceba que é vigiado e mude seu comportamento.
É isso aí caros colegas, vamos mudar nossa comunidade escolar, nossa escola.
Sei que já fazemos muito por nossos alunos, mas ainda é possível fazermos muito mais.
Queridos colegas PRECISAMOS ACREDITAR!
Nossas crianças precisam da gente!
Grande abraço a todos!
Professora Regina.
Regina,
Adorei seu comentário, realmente a desestruturação familiar, o atual momento do capitalismo em sua sede de consumo e a mídia prejudicam aquela visão mais científica da escola, temos que educar e ensinar regras básicas de comportamento.
Gostaria,porém, de observar dois pontos que talvez tenham ficado nas entrelinhas do texto: primeiro, o texto traz-nos uma reflexão sobre a superlotação das salas de aula, qualquer discussão séria sobre educação não pode ignorar esse ponto; segundo, a distância entre o discurso pedagógico e a realidade da sala de aula, ou seja, o academicismo que cria verborragismos abstratos para solucionar problemas concretos. Basta ver como nos empurram a progressão continuada!
Um abraço professora.
Para Ricardo Gomes
Concordo com o que você disse e em nenhum momento deixei de atentar ao fato da lotação das salas de aula.
O meu relato acima foi fundamentado em minha vivência escolar e prática cotidiana, exatamente como você descreveu em “OS DISSIMULADOS”, isso é frequente e ocorre e já ocorreu muitas vezes comigo não é nada bom para nós professores e para eles os nossos alunos e é por isso que temos que fazer um esforço muito grande todos os dias. É realmente um teste de paciência e temos de nos colocar no lugar do próximo: poderiam ser nossos filhos!
Ricardo, acredito que são novos e difíceis tempos, talvez eu idealize demais, mas por enquanto para mim vai ter de ser assim… ” basta a cada dia o seu mal”.
Um abraço Ricardo.
Regina.
CAROS COLEGAS
Tenho 8 anos na educação e cada dia mais está difícil lecionar,pois como os colegas disseram,não somos somente mediadores,somos ouvintes,psicólogos,pais,advogados,inspetores,protetores,e mais alguns atributos,mas ,a minha preocupação e a de que não somos preparados psicologicamente para enfrentar milhares de situações,talvea por esse motivo muitos professores doentes,estressados,desmotivados.
Voces não acham que devíamos ter um acompanhamento?pois quando chegamos em casa cheis de poblemas de alunos que não tem um lugar digno,não tem banheiro,não tem atenção de pai e mãe (motivo da indisciplina)e então temos que nos desligar pra viver pra família,ah fala sério tem dia que não tem cristão que aguente,esse papinho de levar em consideração me enche!!!!!!!
Professorinha
Não é atoa que nossos alunos de hoje se quer consideram a possibilidade de serem professores.
Caros colegas,
as vezes reclamamos por que não conseguimos o nosso objetivo em sala de aula.Por muitas vezes ficamos frustrados!,mas há algumas situações que me faz refletir e perceber que ser professor é um sacerdócio,um chamado.Nessa semana por exemplo conversei com um menino de 14 anos(meu aluno) é usuário de drogas,tentei mostrar o lado ruim (digamos que o lado bom seja flutuar…),e consegui fazer com que ele reflita,já é um começo…
Na mesma semana uma adolescente me pediu o nome de um remédio para o aborto(nem em sonho eu falaria!),conversei muito e plantei algumas sementinhas …Encerrando a semana eu percebi que o conteúdo ficou atrasado!mas o que importa eu pude ouvi pessoas,humanos que o nosso governo não ouve…..apesar de tudo eu amo a arte de ser professor…….
olá,
no dia 21 estava muito frustrada!,e esse diário agora é o meu desabafo.
Numa reunião fomos comunicados que a diretora não queria notas baixas,e então fiquei sem entender!,pois trabalhamos certo conteúdo em sala e ao final de todo processo há uma avaliação e uma nota atribuída,até mesmo para saber se o aluno entendeu ou não.O próximo passo seria trabalhar uma recuperação paralela (se o aluno não entendeu),mas se eu não posso atribuir uma nota baixa a um aluno que não fez nada por que não quis então eu vou mascarar a nota mas,em avaliações externas a nota baixa irá aparecer voces concordam?……
oi professorinha o mais incrível é que dizem que podemos conseguir o mínimo dos alunos mas nas avaliações externas exigem o máximo, quando não tiram uma nota muito boa a culpa é sempre nossa, portanto não esquenta e dá logo azul para todos assim vc polpa aborrecimentos nos enfadonhos e mascarados conselhos de classe, qua afinal de contas ninguém merece!
Situação Problema?
Chame o Super Professor Temporário.
Seus problemas acabaram,
consultoria gratis….
A sala está um inferno, alunos jogando bolinhas de papel pra todo lado, uns dois pedindo pra ir no banheiro, dois reclamando de agressões físicas, alguns discutindo por picuinhas, e você está mais pra fantasma do que para mestre, pois ninguém parece reconhecer sua presença.
solução:
Respire fundo, coloque-se no cento da lousa, fixe os olhos em um ponto no centro da parede oposta erga a mão direita mostrando a palma da mão, e agora diga com firmeza sem gritar.
_ Eu já tomei a decisão sobre esta situação. vou começar a explicar uma matéria, e quando eu virar para a lousa e ouvir um aluno sequer eu vou virar, e o aluno que estiver agindo inconvenientemente, entre vários outros, eu vou dispensar, mas só vou escolher você, você ouviu?(diga apontando para um aluno e para outro, até perceber que estão com medo), e esse aluno não entrará mais na minha aula a menos que traga sua mãe no dia da aula para uma conversa que será realizada dentro da classe.
_ Eu sei que tem mais alunos jogando papelzinho e vaiando, mas só vou escolher você(aponte para um aluno bagunceiro), você, é injusto? É, mas o que é justo nesta escola? Eu viro pra lousa e vcs vaiam, jogam papeis, o que é justo?
_ Disciplina também não é justa. Por isso rese pra eu não escolher vc. simples….rese
Meus Caros,
Atualmente estou enfrentando problemas com uma instituição de ensino tecnico, onde a mesma tem alegado diversas faltas.
Certo de nao ter faltado conforme me foi informado, gostaria de saber se tenho direito de ter acesso à copia do diario de classe, a fim de auditar e identificar possivel erro de lançamento.
Gostaria de se informado se tal direito (se houver), esta disposto em algum artigo e qual?
Atenciosamente,
Frederico Vieira.
Frederico
Sua questão é complexa. Oficialmente o diário de classe é um documento da escola que fica sob guarda do professor. Como documento oficial, a cópia do mesmo deve também ter um caráter oficial. Assim, o ideal seria que essa solicitação fosse feita oficialmente, por escrito, mas como no seu caso o objetivo disso é para comprovação de questão trabalhista, valeria a pena consultar um advogado sobre como proceder, pois ter uma cópia não autorizada talvez não resolva o problema, já que a mesma não poderia ser arrolada num eventual processo.
Noooosssaaa!!!
Quando cursei o ensino médio os Professores era tratados como seres superiores, ninguém falatva com educação e éramos alunos comprometidos ao aprendizado.
Conclui o ensino médio em 1995 e em 2009 me graduei em Educação Física, quanta mudança em 15 anos.
Escola Institucional. Ensino Fundamental.
15h – Chamada a coordenadoria:
- Priscilla, hoje nós lhe chamamos pra falar a cerca de seu comportamento em sala de aula. – Papel escrito ADVERTÊNCIA empurrado em minha direção – Nós já lhe orientamos como nossa rede funciona, mas cerca de 15 pais vieram reclamar sobre a sua atuação.
Olho o papel.
“Professora não explica claramente”
- Não entendi essa, sra. diretora. A própria coordenadora assistiu minhas aulas e disse que domino a matéria, quanto à explicação já a adaptei segundo a orientação. O que exatamente quer dizer “claramente”?
- Então, Priscilla, nós já lhe orientamos…
- Eu mesma acabei de dizer isso. E quanto a essa aqui: – Aponto para a linha “Ameaçar os alunos de dar prova sem explica matéria” – Não há matéria registrada que eu não tenha explicado ou feito alguma atividade.
Silêncio.
- Essa última aqui: “Diz aos alunos para tirarem dúvidas no Google”. O que eu disse aos alunos foi para NÃO utilizarem sites que eu não tenha indicado, caso contrário devem trazer a pesquisa, qualquer pesquisa, para conferir comigo.
- Priscilla, assine a advertência.
- Eu vou ser advertida sem chance de defesa?
- Isso não é acusação ou defesa, Priscilla, e os pais ligaram para a supervisão. Por favor, assine depressa, você tem aula em 10 minutos.
Silêncio.
Priscila
Você está apenas desabafando ou procurando auxílio? Confesso que tive de ler o texto algumas vezes para decodificá-lo, ms, ainda assim, ficaram dúvidas…
Apenas desabafando. Algumas vezes falamos dos alunos, mas nos esquecemos que boa parte do que acontece em sala de aula resulta da orientação que recebemos da coordenadoria.
Embora, qualquer um que quiser fazer alguma observação, fique à vontade…
PRISCILLA
SE FORMOS COLOCAR TUDO EM CONSIDERAÇÃO VEREMOS QUE NÃO SÓ AS ORIENTAÇÕES TUDO ESTÁ ERRADO, NÓS CONSEGUIMOS NOS ESBARRAR NA BUROCRACIA DENTRO DA PRÓPRIA ESCOLA QUANDO TENTAMOS FAZER ALGO DIFERENTE SEMPRE OUVIMOS OS NÃO TEM, NÃO TEM NINGUÉM, NÃO TEM CHAVE, ESTÁ FECHADO… SEMPRE ARRUMAM UMA DESCULPA PARA NÃO TRABALHAREM, FORA O QUE O GOV. MANDA QUE ACABAM GUARDANDO…ACHO QUE PARA HERANÇA… SE É QUE VC ME ENTENDE…
EM QUAL DIA COMEÇA O RECESSO ESCOLAR? E QUANDO TERMINA?
A PERGUNTA É REFERENTE À REDE ESTADUAL DE SP.
Roberta ,
O recesso do meio de ano iniciára no dia 09/07/2010 e findará no dia 26/07/2010, quando , acredito eu a maioria da escolas fará o seu planejamento escolar e retornará ás salas de aula com alunos no dia 27/07/2010.
Espero ter respondido.
Cara colega Priscila
não sei o que está acontecendo nesta UE mas acredito que você não é obrigada a assinar nenhuma advertência! visto que não concorda com as acusações.Corra atrás de seus direitos.Um abraço….
Sermão da Montanha construtivista
Então Jesus subiu no monte, todos ficaram em silêncio, uma tênue luz saia de seus ombros e o ar parecia um abismo de plumas.
Jesus, em vez de parábolas, pediu que as pessoas fizessem grupos e começou a fazer mediações entre os grupos para desenvolver habilidades e competências com os seus seguidores. Muitos começaram a questionar, sem nenhuma base, e não entendiam nada do que Jesus dizia, pois Jesus apenas provocava reflexões abstratas. Alguns grupos ficaram dispersos e começaram a falar das lutas romanas, outros foram embora. Depois, Jesus separou seus apóstolos e pediu uma pesquisa de campo para a resolução de uma situação problema.
Os resultados, se é houve algum, nunca chegaram até nós, afinal, ninguém ensina nada a ninguém, como os apóstolos levariam uma palavra de verdade para outros lugares se cada um constroi a sua.
Temos que concordar que ser professor não é uma profissão muito fácil, temos quer ser amigo, psicológo e ter pulso firme..isso lado com o ensino..mais essa não é a única profissão onde se tem tantos conflitos e problemas, toda profissão ou a maioria é assim momentos estressantes, o jeito é pensar em como melhorar a situação estressnate e seguir em frente!
olá pessoal…
Quero deixar o meu grito por sentir-me injustiçada e por ver que tantos outros colegas sofrerem injustiças…
tudo o que vem acontecendo com a classe de professores ultimamente é só massacre…
O governo quer nos matar…Não podemos ficar calados diante da morte…
Imagine que no estado o professor para ter aumento em seu salário tem que fazer prova…O governador dita suas regras e faz sua política…
Imagine vcs que numa cidade do interior de SP chamada Salesópolis que em maio realizou um concurso para prof. I ensino fundamental e infantil e a prefeitura teve coragem de beneficiar seus funcionários dando para eles 25 pontos a mais somados a nota da prova…Quem nunca foi funcionário da prefeitura e tirou a melhor nota dançou na classificação.
O concurso oferecia vagas para diversos cargos e somente para o cargo de professor ela resolveu dar títulos. Detalhe mais importante não precisava ter tempo de magistério… que absurdo!!!
Colegas entrem no site: http://www.integribrasil.com.br/ procurem em concursos em andamento e vejam a classificação e analisem e pensem estou com a razão ou não?
Ser ou não ser?
Sou aluna do 2º ano de pedagogia, estou muito empolgada com o curso e feliz nos estágios, onde só observo professoras felizes, que trabalham com vontade e nunca reclamam de nada.
Será que estou sonhando, ou ainda existe esta realidade?
Abs.
Caros amigos (as) professores (as).
Sinceramente necessito falar que, seria cômico se não fosse trágico!
Nossa estrutura educacional aprimorada pela APROVAÇÃO CONTINUADA, nada mais é do que um “índice”, ou seja, é uma estatística mundial onde nossos governates de idéias sábias, resolveram de maneira simples tirarem o nosso país
desta mesma escala de PAÍSES COM ALTO ÍNDICE DE ANALFABETOS.
Os relatos descritos sobre alunos de 7ª série que não sabem ler é tão verdade quanto a nossa existência.
Então eu me pergunto, o que estamos fazendo? ou o que estamos tentando fazer? ou o que podemos fazer?
“Contra força não há resistência.”
A política educacional deve ser mudada, não temos mais a autoridade dentro de uma sala de aula, viramos educadores, mas sempre digo que estou alí para escolarizar…educar é função da família e se eles são tão mal criados assim… com certeza não é nossa culpa.
Não vejo nenhum futuro próspero para estes alunos que não querem saber de nada, mas talvez o ESTADO deva preocupar-se com eles em um futuro próximo, porque estes não serão contribuintes e talvez tenhamos que sustentá-los com pagamentos de impostos!!!
O estado que se preoculpe em construir muitos presídios, pois não vejo nenhuma luz neste final do túnel chamado educação.
Mas só está nesta profissão de professor ou educador quem realmente gosta, porque também existem aqueles alunos que alí estão em busca de conhecimento, com seus olhinhos vidrados em nossos gestos, seus ouvidos apurados dentre tanto barulho e palavrão para escutar um minuto de conhecimento, são por estes alunos que eu estou dentro de uma sala de aula, por eles vale a pena se PROFESSOR.
Por favor, me corrijam se eu estiver errado pois sempre há espaço para aprender mais um pouco.
Abraços a todos os heróis… PROFESSORES (as)!!!!
Vamos continuar acreditando que a educação é a melhor forma de construir uma sociedade justa.
Eu acredito nela!!!
Não podemos esquecer que somos o exemplo e muitas vezes o herói.
Parabéns professor continue lutando pelos seus ideais!!!
O Professor Construtivista
O professor construtivista resolveu lecionar em outros locais, pois há tempos se perguntava por que um método tão bom e exemplar não era usado em todas as áreas de ensino/aprendizagem?
Assim, foi contratado por um curso de formação de condutores. No primeiro dia questionou o modelo “tradicional” de ensino. Pegou então três alunos que não sabiam nem o que é embreagem. Foi com eles até a avenida paulista, saiu do carro e disse que os encontraria em frente a entrada do museu do Ipiranga. Assim eles seriam obrigados a, em grupo, aprenderem a aprender a dirigir.
Já no Ipiranga ele recebe um telefonema, pois os alunos bateram o carro da escola, não satisfeito foi até o local e animou os alunos dizendo que eles não precisariam se preocupar pois teriam a carteira de habilitação em breve, afinal, o professor não lhes daria prova, eles teriam um promoção continuada (automática), dentro de uma lógica de formação em processo.
Um aluno questionou, afinal o antiquado aluno achou que teria que decorar através de exercícios práticos e repetitivos a baliza, por exemplo. Outro aluno levantou a hipótese de que se ele passasse sem saber, não seria uma formação em processo e sim em retrocesso. O professor começou a citar teóricos e foi embora.
Foi demitido naquela noite o professor, porém, não se preocupou, afinal já tinha uma entrevista agendada para lecionar natação.
(Ricardo Gomes Pereira )
Desanimadíssima … Se eu pudesse voltar no tempo, não teria feito licenciatura … não foi por falta de aviso …
Márcia
Se você vislumbra lecionar apenas na escola pública estadual, realmente, é desanimador, mas é possível pensar em atuar na prefeitura de São Paulo, por exemplo, e outras prefeituras que oferecem planos de carreira muito bons. Além disso, com o mestrado, pode-se lecionar em univeersidades e o salário e a valorização são muito melhores…
Obrigada pelas palavras de incentivo! A minha decepção (além de muitas outras) foi ter ido em uma atribuição e depois, soube que o ano que vem não poderei pegar aula, nem como eventual! Só em 2012. Que absurdo! Não tem cabimento, não faz sentido! Disseram que eu ficaria “congelada” … Na hora, dei gargalhada … achei que fosse brincadeira … afinal, é uma palhaçada sem fim! A sorte é que eu ainda tive tempo de desistir!
Fico extremamente desanimada e triste com o descaso com a educação, com os professores e alunos… A sala de aula ainda é um lugar onde me sinto bem. Quero lecionar, mas o governo do Estado de São Paulo nos barra de todas as formas. Até quando? Fui aprovada em todas as provas que o governo aplicou e onde estão as minhas aulas? A rede pública está um caos.
Claro, vou direcionar os esforços para passar no concurso da prefeitura e adeus Estado! E assim que terminar a minha especialização (termino esse ano) focar no mestrado. Enquanto isso, vamos remando contra a maré …
Abraço,
Márcia.
INCLUSÃO EXCLUSIVA
Os números um e dezenove são surdos-mudos; o número dois sofre de complexo de inferioridade. Temos quatro analfabetos, porém há uma discussão interna se são pré-silábicos de fato ou se há valor sonoro, são eles os números três, quinze, trinta e seis e trinta e dois. Quatro, vinte e dois, trinta e quatro e quarenta e quatro aparentam normalidade, apesar de eventuais crises melancólicas do trinta e quatro e do vinte e dois ter atitudes preconceituosas para com o seis, o seis, aliás, sofre preconceito, ou bullyng, segundo uma professora nome mais chique, devido a obesidade.
Com TDAH temos os números cinco, vinte e cinco e quarenta e dois, dispomos os assentos em ordem numérica, o que facilita, pois eles ficam separados. Sete e trinta e oito raramente aparecem, sete quer ser jogador de futebol, gazeteia aulas com o categórico objetivo de ficar no campo, ao lado da escola; já o trinta e oito, seu caso foi encaminhado para o conselho tutelar, desde o ano passado, quando lhe demos trabalho de compensação de ausência perante acordos familiares de que neste ano ele não faltaria.
O número oito está sempre com aparelhos tecnológicos, apreciador de um estilo musical apreciado por traficantes, monorrítmico e de parca instrumentalização. Nove é anoréxica, alguns professores, porém, sustentam que ela passa fome em casa. O dez tem síndrome de Down.
O número onze é malufista e o doze é superdotado.
Temos dois bipolares, o número treze e o trinta e cinco, já os números quatorze, quarenta e três e vinte e quatro são desistentes. Os números dezesseis e vinte e oito são autistas. Com visão reduzida temos o número dezessete, vinte e o vinte e nove. O número dezoito e o quarenta apresentam um quadro de obesidade mórbida..
O número vinte e um foi assassinado por causa de dívidas com traficantes. Vinte e três tem algum transtorno ainda não diagnosticado. Os números vinte e seis e trinta e nove tem síndrome de Asperger, já o vinte e sete de Heller.
O trinta tem transtorno evasivo da infância, ou seja, psicótico. O trinta e um tem tiques constantes e não raro faz estranhos sibilos e muxoxos, tem síndrome de Tourette. O trinta e três, descobrimos recentemente por causa de uma recidiva, é epilético. Trinta e sete e o quarenta e sete são cegos.
O quarenta e um e o quarenta e cinco estão em liberdade assistida, aquele por roubo e tráfico e este por tentativa de latrocínio. O quarenta e seis é cadeirante.
E o professor?
Síndrome de Burnout.
(Ricardo Gomes Pereira)
boa noite,
Nessa semana tivemos uma visita ilustre de nossa supervisora na escola,muito gentilmente participou de nosso htpc.Foi horrível quando pediu para ver um diário de um professor e constatou que o aluno no 1º bimestre tinha um 5 e no segundo um 4,ela disse que se o aluno esteve presente já merecia um 5!!!!.Olha eu fiquei remoendo durante o dia toda palhaçada que falou,e me senti impotente!!Hoje temos excelentes alunos,mas,temos aqueles que tem dificuldade e aqueles “sem vergonha” que não participa de nada,até mesmo que sabe que fazendo ou não o diplominha está garantido.Eu sei que nota vermelha não é uma punição,mas deveria ser um mérito assim como uma nota azul conquistada.
Até quando o governo continuará mascarando os resultados?Nós não podemos dar a nota vermelha,mas,no saresp a nota baixa aparece,eu não entendo!!as vezes eu penso que me engano achando que estou ensinando alguma coisa,e o aluno finge que aprende!!entendem?????
Síndrome de Burnout: Doença desenvolvida por profissionais que lidam com o público, ex. médicos enfermeiros, policiais, professores, etc…
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A diferença das outras categorias, é que nós, professores, lidamos com aproximadamente 40 alunos ao mesmo tempo.
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Não é atoa que os professores andam muito estressados.
caros colegas
Tiririca foi eleito,mas,poderá ser indeferido alegando analfabetismo,rsrsrsrsr ironia ou não é isso que o governo quer,quantos alunos estão se formando sem saber praticamente ler.Já que o povo o elegeu deixa o cara ser feliz….vamos dizer que ele é um retrato da progressão continuada……..
Realmente não entendo!!! Se ministrar aulas para o Estado é tão maldito como disseram, pq continuam lecionando???
É bom poder conversar com quem nós entende, ou seja, de professor para professor, pois certos fatos que comento com quem não é da área, simplesmente soam como absurdo, e aquele famoso: não é possível! E você não fez nada? Fazer eu faço e até que muito: estudo, preparo minhas aulas, pesquiso, corrigo atividades, imprimo atividades, escrevo muito, chamo atenção, dou broncas, faço elogios, dou conselhos, converso, atendo mães, peço ajuda aos colegas, peço ajuda para a coordenadora, para a diretora, para Deus, ofereço ajuda aos colegas, dou sugestões para mudanças que nunca acontecem… enfim faço tudo que a maioria dos professores faz, de maneira apaixonada e incansável!!! O problema é quem não faz, o pai e a mãe, a sociedade, o governo… e principalmente o próprio aluno!
Gisele
Por amor a arte…
Venho acompanhando as resposta há um ano e nunca me manifestei, porém a simples questão de Gisele, em 27 de outubro me fez pensar: por que continuamos lecionando??
São, em média, 40 alunos por sala em total bagunça e falta de respeito e interesse, os pais não se interessam, supervisores, diretores, coordenadores se omitem o aluno é total apatia……. desgosto total…… mas basta um olhar, um agradecimento, um aluno que consegue superar o mínimo e volta nosso ânimo e vontade de fazer tudo de novo!
É por esse único olhar que continuamos, é esse tesouro que buscamos…
O salário é baixo, os benefícios inexistentes, as preocupações constantes e o reconhecimento é nulo….. mas basta apenas um olhar!!
Beijos a todos e vamos à luta!!!
Malu
Caçapava – SP
Boa noite queridos,
o que me faz continuar são aqueles alunos que se esforçam,aqueles que precisaram desabafar,aqueles que mudaram de atitude por que consegui intervir,em fim,de uns anos para cá eu vejo a educação como um sacerdócio,algo que sofro muitas vezes,mas,quando alcanço o objetivo ,vale por todo o desgaste que sofri.
Mas,como nada é perfeito,esse blog ´e exatamente para falarmos de situações em sala e na educação,por isso que eu falo,grito,comento,ironizo,entende? um abraço a todos professores que encaram assim como eu…….
olá cintiamatukaj
pode me dizer se nossa prova será mesmo dia 12/12 ??
pq eles não divulgam logo essa data????
um abraço….
Maria
Chegou um comunicado na escola, vê se na sua também já não chegou…
Boa noite,
não se esqueçam dia 05 provinha aos Ofas……,a luta continua…..
Cara Priscila vc assinou a advertência? Essa diretora deve ser daquelas que os pais falam e mandam e por sua vez não tem voz para nada!! eu entendo!!busque seus direitos,estão tentando nos moldar em forma de robôs,sim senhora,pois não,vc tem razão…….estamos juntos nesta luta…..
Caros colegas e professor temporário:
Sou categoria O e estou com uma dúvida: os coordenadores podem mudar a nota da 5ª menção?
Deixei alguns alunos com a nota vermelha e minha coordenadora arrumou e colocou azul. Isso aconteceu por causa da minha categoria?
Aguardo resposta. Obrigada.
Olá cara Conceição
Isso não ocorreu porque voce é cat O mas sim porque voce é professora!!!! desculpe não é ironia,o que o governo(desde o governador até coordenadores) são resultados !! e bons pra variar,pois isso aparecerá nos resultados gerais da escola.Se um aluno não faz nada,não abre caderno,bagunça,perturba,brinca etc etc,mas ele é frequente pra que a nota vermelha,pelo menos 5 entende?alguns supervisores dizem que quando damos vermelho ao aluno estamos dando vermelho para nós mesmos!!!!Infelizmente na escola não precisa mais provar que se sabe(que fique bem claro que para os alunos) quanto aos professores temos que provar em provinhas o que sabemos ou entendemos….
Mas ,cara colega não fique frustrada,o que essas pobres almas não aprenderem na escola,aprenderão na marra lá fora…
um abraço….
Cara professorinha
Sinto muito pela demora em responder, mas várias coisas aconteceram desde a última vez que acessei esse site. Bem, vou começar respondendo sua pergunta:
Sim, fui obrigada a assinar aquela advertência, ou não poderia voltar a dar aulas. Entendo o seu pasmo com isso, mas talvez seja melhor explicar o tipo de escola em que eu trabalhAVA.
Eu passei em primeiro lugar em um concurso público visando a contratação de professores para os últimos anos do ensino fundamental.
Cerca de 30 dias após a divulgação do resultado, fui convocada para o registro. Durante o registro, me informaram da possibilidade de assumir mais aulas, do Ensino Médio, na mesma escola. O fato é, eu não sabia, mas havia ainda OUTRA vaga em outra escola para Ensino Médio, eu trabalharia menos e ganharia mais, contudo essa segunda possibilidade não me foi informada. Pelo contrário, foi PRIMEIRAMENTE oferecida para a SEGUNDA colocada, que diga-se de passagem, havia trabalhado anteriormente na escola.
O meu dia de posse não me foi informado, na verdade, só fiquei sabendo quando telefonaram em minha casa, às 8h30 da manhã, perguntando por que eu não havia me apresentando. E avisando que se eu não comparacesse, seria considerado abandono de vaga.
Por sorte, tenho uma família que me apoia, e durante 2 semanas, meu irmão me levou de carro para o trabalho, que ficava em outra cidade, passando por 4 pedágios e percorrendo uma distância de 200kms diários.
Eu iniciei as aulas sem livro (e não me foi permitido adotar nenhum livro, embora as outras professoras o tivessem permissão, e posteriormente descobri que a antiga-professora-agora-segunda-colocada o havia feito) e sem qualquer treinamente logístico ou metodológico.
Após 3 meses batendo a cabeça, começei a ser acompanhada pela coordenadora pedagógica que estava me avaliando, mas sem me dar nenhuma direção a não ser me indicar o livro “professores – professauros”. Observação: a coordenadora nunca havia estado em sala de aula.
Me adaptei conforme, os poucos, guias que me deram, mas não a tempo de entender que eu deveria fingir que estava dando aula, ao invés de simplesmente dar aula. O comentário que eu recebi dos alunos variavam entre: “num sei do que a senhora tá falando, nunca estudei isso” até “a senhora tá tentando me ensinar, num tá?”
Por fim, eu acompanhei uma professora em uma viagem escolar, onde ela sumariamente chamou um aluno de “anta vestida de gente” e após voltarmos, em sala, chamou alguns alunos de “filhos-da-puta” e “vagabundas”. Entretanto, fui eu quem recebeu uma advertência por linguajar impróprio, a saber: poxa vida, minha nossa, e caramba (que não é palavrão, diga-se de passagem).
Para encurtar a história, fui demitida sem justa causa, no fim do semestre. E pelo que sei, a segunda-colocada assumiu o meu antigo posto.
Não preciso comentar a raiva e a frustração que senti, mas o que mais me doi é o fato que muitos alunos que eu estava preparando para o vestibular ainda me mandam e-mails pedindo por explicação e dicas.
Atualmente, estou lecionando outra matéria em uma escola particular, que informada do meu desligamento me contratou em período integral e ainda custeou uma viagem-estadia-curso de 30 dias para treinamento metodológico.
Então, você pode estar pensando que estou melhor aonde estou, e de fato, sim. Mas se dinheiro fosse a única coisa que me motivasse, eu não seria professora; o que realmente me mantem nessa nova escola, é o apoio e suporte que recebemos tanto da coordenadoria quanto da diretoria.
É TRISTE SABER QUE NOSSA SITUAÇÃO É EXATAMENTE ASSIM COMO DESCRITA NOS COMENTÁRIOS ACIMA E O PIOR É SABER QUE NÃO EXISTE PERSPECTIVA DE MELHORA, A TENDÊNCIA É PIORAR CADA VEZ MAIS
Priscilla
Em nossa página, existe uma parte chamada como reagir em segurança. Dentro dela, existe um link para se fazer denúncia à Procuradoria Geral da República (Ministério Público Federal). O interessante disso é que mesmo que a denúncia não seja da alçada federal, o MP recebe a mesma e a encaminha por ofício ao Ministério Público Estadual da Comarca responsável pela área de abrangência da cidade em questão. Com isso, mesmo que exista conchavo entre o judiciário a a prefeitura ou governo do estado, não é possível engavetar, pois eles devem prestar satisfação à Brasília.
Assim, acreditamos que você deva contar essa história em detalhes, citando nomes, numa denúncia, conforme o link do como reagir em segurança.
Essa denúncia e os seus resultados podem inclusive ser usados por você como documentação de base para uma ação judicial por danos morais.
A ÚLTIMA VOLTA DO PARAFUSO
A empresa “x” de parafusos começou a entrar num mirabolante processo de falência, sobretudo depois que começou a ser administrada pelo atual dono, herdeiro nato. O jovem herdeiro, em uma tentativa histórica, resolveu inovar e contratou uma equipe de pedagogos construtivistas como consultores, para que esses dessem uma formação ao corpo administrativo do alto escalão. Os pedagogos construtivistas levantaram o aparente sofisma de ensinar aos administradores que ninguém ensina nada a ninguém, cada um constrói seu conhecimento, logo cada um constrói seu próprio parafuso, logo o grande problema da empresa estava na ignorância, secular, da epistemologia do parafuso, ou melhor, a psicogênese da produção do parafuso, dominar os estágios naturais de produção, seria uma pré-condição para a produção natural, enfim a filogênese se repete na ontogênese.
O fato de a empresa anteriormente dar lucro dentro de certos princípios, apontados pelos pedagogos construtivistas como tradicionais, era algo antinatural, antirracional, enfim, basear-se-ia a produção no estágio de desenvolvimento do indivíduo e do parafuso, eis a união, se não a perfeita, ao menos a necessário para a construção do funcionário flexível com competências e habilidades comprometidas com o seu tempo.
A equipe de administradores obteve uma formação em grupos produtivos a resolverem situações problemas ora simples em demasia, ora complexas o suficiente para exigir na resolução a criação de outro elemento na tabela periódica, não obstante alguns princípios foram aplicados imediatamente, por exemplo, todo funcionário estava em formação contínua e não era mandado embora, despedir era como reprovar, deveríamos respeitar o tempo de cada um; os funcionários deveriam manipular todos os gêneros de parafusos, mesmo aqueles que nunca iriam produzir; se um funcionário cometesse um erro, não era advertido, nem o ensinavam a maneira correta, ele era levado a uma reflexão sobre a possível causa de seu erro, imagine quantas peças erradas eram produzidas até o acerto.
A empresa faliu mais rápido do que era esperado e os pedagogos construtivistas creditaram o fracasso ao mau desempenho dos administradores em provas simplificadas feitas pelos próprios pedagogos construtivistas. Assim os pedagogos construtivistas voltaram à secretaria de educação, de onde já deveriam ter saído.
(Ricardo Gomes Pereira)
Rigope
O pior é que já se percebeu, até entre os pseudo-deuses-pedagogos que a coisa desandou para um caminho sem volta.
Sem querer parecermos escatológicos, acreditamos que existe um relação (perversa) entre os mais de 100 mil professores temporários que atuam na rede estadual e o fato de o último concurso ter sido pensado para apenas 10 mil vagas.
Dentro das novas diretrizes da educação paulista (um novidade que é protagonizada por quem domina a política estadual há 20 anos…) a prioridade será o Ensino Técnico. Afinal, o Estado de São Paulo tem perdido terreno na qualificação de sua mão de obra e na inovação.
Nesse sentido, onde se encaixaria a rede estadual regular? E o defasado Ensino Médio (o qual pelo menos a metade dos estudantes simplesmente abandona)?
Ao que parece projeto de educação do governo visa substituir gradualmente o Ensino Médio regular pelas ETECs e rede Paula Souza, que possuem uma visão pedagógica completamente diversa do que recomendam nossos pseudo-deuses-pedagogos. Para começo de conversa, ETECs e Paula Souza selecionam seus alunos e dentro dessas redes existe uma cobrança por resultados.
Ao mesmo tempo, na medida do possível, o Estado tem municipalizado as escolas de Ensino Fundamental.
Assim, se nossa visão estiver correta, em quatro anos a rede estadual regular servirá apenas para atender, num sentido puramente social, os que não tiverem condições de passar pelo processo seletivo das ETECs ou pagar por um ensino de verdade. Para isso, com uma rede enxuta, os 10 mil concursados e os milhares de temporários dariam conta.
É uma perspectiva triste para os professores, mas interessante para o povo paulista, que adora esse tipo de gestão e não simpatiza nem um pouco com os primeiros. Afinal,
“professor é apenas um mero funcionariozinho que tem a petulância de apontar os defeitos da criação de nossos filhos.”
Sempre tive um desejo enorme de ser uma educadora, já fiz um ano de faculdade de Artes Visuais para poder lecionar e trabalhar em algum museu, infelizmente minhas condições financeiras fizeram que eu tivesse que trancar meu curso.
Agora estou pensando em retornar a faculdade porém estou “decidida” a fazer pedagogia, mas vem ai na minha cabeça NINGUÉM concorda com essa escolha lendo esses relatos de vocês professores formados já, me faz pensar mais ainda, mas é uma coisa que eu gosto já tentei dar aulas particular de francês mas não tive retorno nem me dasanimei tanto ainda por que falta um ano para eu concluir o curso!
Já pensei também em fazer Letras pois o meu medo de ser Pedagoga é eu ter que dar aula de matemática imagine só nunca fui boa em matemática e do nada terei que dar uma aula as crianças.
Estou meio indecisa ainda mas pretendo me encaixar na área educacional mesmo, será assim tão aterrorizante?
Gostaria que vocês me ajudassem explicando melhor como é de fato se formar em pedagogia, o depois da faculdade.
Obrigada
Futura Professora
Não existe uma verdade. Cada pessoa tem seu ponto de vista e por esse ponto de vista define o que acredita ser a sua verdade. Isso vale para tudo na vida, inclusive para formação de opinião sobre uma profissão.
Ocorre que no Brasil, professor e professora deixaram de ser profissões há algum tempo. Deixaram de ser funções encaradas como profissões para serem analisadas de maneira subjetiva, ora vinculada ao “amor”, ora vinculada à “doação”. Numa reunião de pais é muito comum ouvir coisas como “além de ser professora, você trabalha em que?” (e o pior é que muitas vezes isso é dito sem maldade…)
Voltando ao assunto, ser professor é antes de tudo uma escolha, uma escola. Quem assume esse compromisso sabe (tem que saber) que encontrará muitas dificuldades (estruturais, afetivas e mesmo humanas). Dificuldades que estão muito além da desvalorização da profissão pela sociedade e pelos governantes. (Não há como não se envolver emocionalmente com as flores e espinhos que crescem nas salas de aula. Flores e espinhos que crescem amontoados e que muitas vezes só recebem a atenção da professora…)
Ser professor é uma escolha e é uma escola, pois se aprende muito (conceitual e moralmente).
Então, a primeira análise que uma pessoa deve fazer antes de decidir ser professora é: desfrutar raras fragrâncias exaladas por pequenas flores vale a dor de se ter que suportar os grandes espinhos que nos machucam quando chegamos perto o bastante para sentir o perfume?
A resposta para isso é pessoal e, sinceramente, percebemos que a maioria dos que chegam hoje nas escolas para assumir essa função simplesmente não tem o perfil. E, isso não é um defeito. É extremamente difícil apreciar o perfume quando se tem um espinho machucando a pele.
De qualquer forma, a licenciatura é uma campo muito amplo, que lida com crianças de três anos até adultos de 70 anos. Quem escolhe a licenciatura em Pedagogia invariavelmente lidará com crianças pequenas (com características típicas), Enquanto que a escolha por uma licenciatura em Letras propiciará experiências bem diferentes, seja com os pré-adolescentes da 6ª série, seja com os alunos do Ensino Médio, que são completamente diferentes das crianças ou pré-adolescentes.
Fico muito grata por dar a sua opnião também professortemporario.
Como qualquer outro emprego têm dificuldades ser professor não seria diferente, não é mesmo! E nem seria tão bom também.
Obrigada
Trabalhei de agosto a dezembro apenas como professor eventual,sem aula atribuída,vou poder pegar aula atribuída em 2011 ou ser eventual,por favor me responda pois ja estou ficando sem dinheiro?passei com 53 pontos ,mas a dúvida é em relação aos 200 dias,eventual tbm pega gancho?
Os Cães Ladram e a Caravana Passa
Era um exemplar companheiro. O cachorro de Jorge desde pequeno o auxiliava nos afazeres da escola, trazia-lhe canetas dispersas, apagadores perdidos, diários, etc. Sim, Jorge era um professor e o cachorro seu melhor companheiro, entretanto com o passar dos anos o cachorro começou a revelar um estranho comportamento. Custava ao Jorge entender tal mudança, porque o cachorro começou a odiar tudo que se relacionasse à escola, tinha uma estranha obsessão por destruir diários, planos de aulas, semanários, relatórios individuais e, é claro, os eternos projetos.
Jorge foi obrigado a levar o cachorro à adoção. No centro de adoção de cães e gatos, o funcionário perguntou sobre o caso, preencheu a ficha e levou o cachorro para uma determinada seção, mas Jorge não poderia ir até a seção:
- Por que não posso ir.
- É que lá tem um cão com um caso distinto, o cão sente cheiro de professor e tenta estraçalhar qualquer um que se aproxime, e, como o senhor sabe, poderemos ter um efeito cascata entre os outros animais.
- Nossa… De quem era esse cachorro?
- Era de um secretario da Educação.
(Ricardo Gomes)
APESAR DE TUDO EU AMO MINHAS CRIANÇAS DA 5 SÉRRIE.
È O AMOR PELA EDUCAÇÃO, PELO PROXIMO, PELA VIDA…
OLá queridos,
achei pouco engraçado ou nada engraçado,a contagem de faltas para bonificação,até folga do tre entra,que absurdo !!!! desse jeito para que trabalhar na eleição? se seremos prejudicados,concordam!!!!!sem contar na greve,que foi reposto e não tiraram as faltas…….ai é só um desabafo……..
Avaliação do professor Prova para carreira docente será debatida com gestores Quarta-feira, 16 de março de 2011 – 16:50 A prova nacional de concurso para o ingresso na carreira docente será debatida por técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), nos fóruns promovidos pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a partir da próxima sexta-feira, 18. O objetivo do Inep é apresentar aos gestores educacionais a prova e sua proposta de matriz de referência. Os encontros estão previstos para ocorrer em todos os estados, mais Distrito Federal, até o mês de abril.
A prova será realizada anualmente a partir de 2012 e, no início, selecionará profissionais para lecionar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental. Para ressaltar a importância de obtenção de dados fidedignos para compor um quadro detalhado da educação básica nacional, a coleta de dados do Censo da Educação Básica também será abordada pela equipe do Inep.
A prova nacional de concurso para o ingresso na carreira docente foi instituída após uma série de reuniões com órgãos governamentais e entidades representativas da área educacional. Caberá a cada rede de ensino decidir pela adesão e pela forma de utilização dos resultados da prova.
O desempenho dos participantes poderá ser aproveitado de duas maneiras: integral, seguida da análise de títulos, ou parcial, no caso de a rede julgar ser necessária a aplicação de avaliações complementares. A forma da adesão será indicada nos próprios editais de concursos das redes. Os candidatos poderão se inscrever em todos os concursos que desejarem.
A rede que adotar a avaliação terá maior agilidade no preenchimento de cargos vagos de docentes e menos gastos com a realização de concursos. A implementação da prova também aumentará a qualidade das avaliações, pois a elaboração dos testes será baseada em uma matriz de referência atualizada periodicamente e construída a partir de um amplo processo de discussão entre especialistas de diversas áreas do conhecimento, que tem como ponto de partida a pesquisa e a reflexão sobre o perfil desejado para um ingressante na carreira docente no Brasil.
Assessoria de Imprensa do Inep
Palavras-chave: educação básica, avaliação do professor, inep
Fonte:www.mec/portal
Olá professor temporário
boa noite
tenho uma dúvida e gostaria de perguntar
há uma lei que obriga o prof.coord. assistir aula de professor?
isso virou moda,e eu gostaria de entender o objetivo.obrigada
Professorinha
Legalmente, não existe uma definição clara das atribuições de um professor coordenador pedagógico, embora se reconheça que o mesmo deva atuar com os professores de forma a alcançar objetivos estabelecidos pela escola, que teoricamente deveriam ser discutidos com a participação de todos.
No entanto, como o conhecimento pedagógico no Brasil é chegado à modismos, a última moda pedagógica é a vinculação da valorização profissional do professor ao seu “desempenho” em sala de aula. A pretexto de orientar e auxiliar os professores em sua prática pedagógica, muitas redes tem colocado os coordenadores na condição de fiscais e até de avaliadores do desempenho do professor.
Nesses casos, a melhor alternativa é simplesmente fazer um questionamento básico ao coordenador: “Qual o fundamento legal para sua presença em minha sala de aula?” Lembrando que a Constituição assegura a liberdade de aprender e ensinar, se o coordenador não souber a resposta a essa pergunta, não há sentido para que continue assistindo as aulas.
Se o coordenador souber a resposta, ou apresentar uma norma, resolução, portaria ou algo do gênero, então devemos analisar o conteúdo, à luz da legislação educacional.
Observação: O professor não é intocável (chega a ser ridículo imaginar isso nos dias de hoje). Logicamente, como professor de uma determinada disciplina, o profissional deve ater-se a uma matriz curricular legalmente definida pela rede e a uma linguagem compatível e condizente com a idade dos alunos e com a legislação vigente. Fora desse parâmetro, se o professor cumpre seu papel, não há o que ser “avaliado” pelo coordenador.
Fico agradecida e aliviada……….
INICIOU PROCESSO DE REMOÇÃO. O GOVERNO CONVOCARÁ OS PROFESSORES DO CONCURSO.
A construção da desconstrução do conhecimento
- Pessoal, corrigi as provas de vocês e vocês não entenderam o enunciado: professor você tá chamando a gente de burro? Não é isso, é que era um pequeno texto: pequeno nada uma página inteira, e um texto chato. Então, o enunciado. Professor o que é enunciado? A pergunta. Por que você não fala apenas “pergunta”? É que faz parte do processo de letramento. Letra o quê? Letramento, conhecer variantes linguísticas. Que papo é esse de língua professor. Pois bem, o texto: professor por que você só passa texto, texto, texto, não aguento mais, faz outra coisa. É que a proposta. Probosta? NÃO PROPOSTA! A proposta é trabalhar textos complexos mesmo: O que é compleksó. É algo difícil. Você passa um texto difícil, faz perguntas sem sentido e depois nós que somos burros e não sabemos ler? A pergunta não era sem sentido, pelo contrário era sobre o sentido do texto: Professor, não estou entendendo nada. No texto tinha um monte de palavras que eu não conhecia, por exemplo, aqui tem uma, o que é “se-á”? Como? Se-á! Tá aqui. Ah, é dever-se-á. Nunca vi isso. Faz parte gente, aprendemos aquilo que não conhecemos. Mas em uma prova!!! A pergunta não era o significado desta palavra, era sobre intertextualidade relacionada ao conhecimento prévio de vocês. Conhecimento de prédios professor? PRÉVIO, aquilo que vocês já conhecem! Se falava sobre algo que conhecemos, como a “gente erramos”? Você está chamando a gente de “burros”!! É professor, não entendo nada na sua aula, cada dia é um texto mais chato que o outro. Isso mesmo, e depois aplica uma prova com coisas que não sabemos. É que vocês não leem. De novo professor, falando que a gente não sabe ler, todo dia eu leio o jornal de esporte para saber do coringão. EEEEEEE. Mas é esse o problema, você tem que ler textos em outros gêneros. Vou ler texto de mulher professor?
-Tudo bem, vamos fazer algo bem tradicional, vamos conjugar verbos?
- Professor, o que é conjugar?
- Professor, o que é verbo?
fico horrorizada de ver que nossas crianças sem perpectivas de futuro, crianças que xingam, respondem não tem o minimo de respeito por ninguém e não vejo nelas valores, mas cadê a familia? Fico horrorizada quando dizem que tem que chamar o conselho tutelar, pois tenho visto que não resolvem nada e não vão resolver mesmo. Enquanto a familia não tomar consciência que ela é a unica responsável e que Educação de seus filhos deve partir dela e que Escola é penas para ensinar conteudos específicos que seus pais não dominam, nossas crianças continuram sem futuro, nossos professores desmotivados. Mas esta não é uma titude de pais ignorantes não, tenho visto professores pai de aluno mal educado contra professor e isto me entristece muito até onde vai a falta de valores?????????
Salário só em junho,quer dizer que até lá a minha barriga espera? começei dar aula em fevereiro e só vou receber em junho,e querem professor motivado?
Salário só em junho,quer dizer que até lá a minha barriga espera? começei dar aula em fevereiro e só vou receber em junho,e querem professor motivado?motivado uma ova!!!
Preciso de uma informação sobre abonada.
Tive um problema pessoal e tive que faltar da aula. Liguei lá e avisei que tinha acontecido um imprevisto e que iria faltar naquele dia. Quando cheguei no outro dia, procurei a secretaria pra avisar que iria abonar o dia, mas minha coordenadora disse que não iria autorizar minha abonada, pois uma professora já tinha pedido com atencedência a abonada e ela não podia autorizar duas abonadas naquele dia. Conclusão, ela que que eu dê uma falta justificada. O que faço???
christiane vá ao sindicato e exija seus direitos.
boa noite
hoje participei de uma entrevista para coordenação pedagógica.Dentre as perguntas ,falaram sobre o caderno do aluno,eu disse o que penso,tenho meus prós e contra !!!! prá que fui falar disso? o que eu entendi é que não importa o método do professor e estar de acordo com o currículo,mas sim estar de acordo com a metodologia do caderno!!!!!! fiquei decepcionada!! pois eu utilizo o caderno,pelo menos a maioria das atividades,mas eu tenho que convencer o professor de que o caderno tem que ser usado !!!!! o pior é que eu falei que nem mesmo eu estou convencida uso por que foi imposto e em parte auxilia,definitivamente não tenho perfil de coordenação!!!!! Afinal eu penso em equipe,grupo,harmonia,e não é isso que o governo quer!! a começar pela divisão das categorias F,O L ……..ai pelo menos falei o que penso!!!! estamos na luta companheiros……
Christiane
Em primeiríssimo lugar: coordenadora NÃO É SUPERIOR A VOCÊ. O único superior a você na escola é o DIRETOR (chamado superior imediato), logo, esta professora não tem nenhum direito de dizer quem deve ou não abonar, certo? Procure um advogado e exija seus direitos, começando por esta transgressão.
Christiane
Não é oficial, mas as escolas costumam manter um quadro para que os professores anotem com antecedência quando irão faltar, assim como mantém um formulário para que o professor preencha o motivo da falta para que o diretor defira ou indefira o pedido, se abonada, justificada, injustificada ou falta médica parcial, total.
A opção é da direção de aceitar uma abonada, para isso analisa-se o motivo, se a coordenação passou esse comunicado, certamente veio da direção, há hierarquia na escola e todos os problemas devem ser resolvidos com coordenação e secretaria antes de chegar à direção.
Converse passivamente e explique os seus motivos a fim de que se resolva o impasse sem que isso lhe cause prejuízos.
Prof. Silva
Poderia mencionar esta lei de hierarquia na escola : “TODOS OS PROBLEMAS DEVEM SER RESOLVIDOS COM COORDENAÇÃO E SECRETARIA ANTES DE CHEGAR À DIREÇÃO”? Estou no estado há mais de 18 anos E JAMAIS LI NADA PARECIDO. Aliás, informei-me com o DRHU, que me confirmou que o ÚNICO SUPERIOR dentro de uma escola é o diretor, mais ninguém.
Ola!! Boa noite a todos!!!
Gostaria que me respondessem algumas duvidas que tenho:
Estou com 22 aulas de uma professora que esta em licença gestante ate setembro de 2011,sou categoria O e tbm estou gravida e entrarei de licença em julho depois do recesso, minhas duvidas são as seguintes:
1- Quando a professora voltar eu minha licença gestante vai ser suspensa???
2- Eu posso deixar essas aulas e pegar aulas livres ou outras substituições mais longas como vice direção, por exemplo???
3- Minha licença gestante será de apenas 4 meses por eu ser da categoria O???
O diretor da escola que eu dou aulas era supervisor de ensino aqui na minha cidade (Suzano) e me informou que eu não perco a licença se ela voltar, mas num posso largar as aulas por outras, e que minha licença vai ser 4 meses pelo INSS e mais 2 meses pelo estado, mas isso existe??? achei muito estranho, mas como não entendo muito dessas leis estou procurando esclarecimento com vcs do site acompanho e me ajuda muito a entender melhor essas leis.
Obrigado desde já!
Eu não poderia mencionar porque como bem informei no começo da fala anterior “não é oficial”.
Outra coisa, a fala da coordenação parte da direção da escola, se a mesma disse o que disse, com certeza tem respaldo da direção, orientação para o mesmo, e uma pessoa com 18 anos de estrada deveria saber disso.
Mas aí, fique a vontade para fazer intriga ao invés de sugerir ao leitor que resolva tais problemas primeiro com a coordenação e direção antes de partir para o jurídico, intrigas nunca foram o melhor caminho.
Jaci
o diretor tem razão, você não pode largar essas aulas, um professor só pode largar aulas para pegar em outra escola somente se atua em mais de uma escola e em uma dessas escolas surgir uma carga maior de aulas.
Com a carga maior o professor pode largar a outra escola sem prejuízos, pois estará reduzindo o número de escolas onde atua.
Sobre a sua licença, ela estará garantida independente da volta dessa professora, o INSS paga 4 meses, os outros dois você precisaria confirmar, tenho uma colega na mesma situação que conseguiu apenas 4 meses pelo INSS.
Prof. silva
Desculpe-me se causei esta impessão, mas o Sr. está fornecendo informações “não oficiais” e isso pode causar prejuízos, certo? Infelizmente, há muitos coordenadores que se consideram a “direção” da escola e agem de acordo com sua conveniência e crença. Na escola onde leciono é assim.Até a secretária manipula a direção e a legislação. Então, como não se sabe o que ocorre de fato, o ideal é fornecer a informação pautada em lei vigente. A lei diz que superior imdiato é o diretor e que é o único a quem devemos obediência, desde que pautada em legislação. Desculpe-me mais uma vez, ok!
Olá, GOSTARIA DE TIRAR UMA DÚVIDA, SE ALGUÉM PUDER ME AJUDAR FICAREI MUUUUITO AGRADECIDA…
Esse é meu primeiro ano como professora temporária, no início do ano peguei 26 aulas de um professor que estava de licença e me disseram que ele iria retornar apenas no final do ano, só que ele voltou segunda agora(02-05), perdi todas as aulas, só fiquei com 3 que havia pegado livres….Queria saber com vocês mais experientes, se posso ficar de eventual em 2 escolas diferentes, porque estou pensando em ficar com essas 3 aulas que sao livres e nesses dias ficar de eventual, mas no resto da semana ficar em uma escola perto de casa como eventual…..será que compensa colegas?
Obrigado
Os alunos só querem copiar!!!!!!!!
Este é meu primeiro ano como professora.
Adorei os textos do professor Ricardo, exemplificam bem a sala de aula! Até porque os alunos são jovens, vão pra escola fazer amigos, namorar… Eu fui aluna a pouco tempo, sei que é assim e não me esqueci! Não adianta mais querer aquela sala com todo mundo quieto sentado na carteira porque não vai rolar mais, o mundo dos alunos é dinâmico.
Mas, mesmo os alunos tendo mudado, a tecnologia, a ciência, tudo ter mudado, mesmo assim uma coisa não mudou na escola: o vício de copiar. É isso o que realmente tem me irritado. Os alunos estão doutrinados!!!! Você leva alguma coisa diferente pra eles fazerem e vira bagunça. Tenta explicar e eles perguntam “Não vamos fazer nada hoje?” (principalmente os alunos de 5ª série, oh criançada pra gostar de copiar!)
Eles ganham o livro e querem copiar os textos no caderno. Eu falo pra eles: “gente, o livro é pra ser lido, pra vermos as figuras, ele é de vocês, não precisa copiá-lo no caderno!”
Vi uma comunidade no Orkut outro dia cujo nome era “O professor vai dar visto” e a descrição relatava o desespero dos alunos que não estavam copiando. Aí a gente pensa: ô risquinho que faz toda diferença! Como pode um visto ser mais importante que uma aula no laboratório, no computador?
Não entendo o que acontece… aliás, acho que até entendo: é o hábito! É o estigma de escola ser lugar de copiar. Temos que mudar isso aos poucos e em união, senão não vai sair do lugar mesmo. Missão difícil? Sei que é. Mas é no que acredito, é pelo que eu quero lutar.
Teste
– Pessoal, são quarenta questões de múltipla escolha, há apenas uma correta e esse teste é para saber como anda a educação em nosso país: Professor!! Terminada a prova podemos ir embora? Embora não, quem terminar a prova deverá sair da sala e ficar no pátio a esperar os demais. – Terminei!!!
– Vocês terão duas horas para fazer o teste, quem terminar antes, só poderá sair depois de uma hora.
– Não entendi?
– Depois de uma hora pode sair.
Os discentes fazem silêncio e começam a fazer a prova, depois de meia hora um levanta a mão e pergunta ao professor se já haviam se passado os trágicos sessenta minutos. Ainda não, respondeu o professor. O professor se espantada com a agilidade dele e pergunta:
- Já terminou? Sim professor: Faz uma revisão então: Revisão professor, e só colocar alternativa “B” em todas. Eu também já terminei, eu também e eu! Esperem o horário, por favor!
Depois de uma hora, o professor pede aos alunos que já terminaram a prova para deixarem os testes na mesa do professor. Em uma sala de quarenta e dois alunos, quarenta e um deixam os testes na mesa do professor. Todos com a alternativa “B” assinalada. Fica apenas um discente, no fundo da sala, cabisbaixo a ler concentradamente o teste. Sim, pensa o professor, um faz a diferença, para aquele isso tem valor, importância, vale a pena, tudo vale a pena quando não encontramos almas pequenas. O professor aproxima-se do aluno, coloca a mão em seu ombro e lhe pergunta se a prova está difícil.
– Não professor, é que ainda não achei o “B”.
(Ricardo Gomes Pereira)
esse rigope é um barato heim……
O mineiro cândido
Um mineiro todos os dias ia até a mina de carvão, descia com equipamentos ultrapassados, não se protegia direito, ganhava pouco e seus patrões cobravam coisas absurdas. Era difícil retirar o carvão, eram muitos e ele um só, além disso existia outro agravante, os carvões não queriam sair dali, mas ele insistia naquela mina, todos os dias descia e voltava com o carro pesado, porém quase vazio.
Uma vez lhe perguntaram por que ele continuava ali?
Procure outro emprego, vá a outra mina? E ele respondeu:
- Gosto daquilo que faço.
- E seu filho? Achas que ele seguirá tal caminho?
- Sim, ele tem um emprego parecido com o meu.
- O que ele faz?
- É professor.
(Ricardo Gomes Pereira)
por favor sou categoria O,estou com 20 aulas de reforço paralelo,passei na prova para professor substituto da prefeitura de santos,o q devo fazer? largar as aulas do estado,já q n tenho garantia q a sala de reforço permaneça até o final do ano,alias é verdade q se os alunos n frequentarem o reforço eu perco as aulas com o fechamento da sala?
alguém poderia me esclarecer……
Prestei o concurso da prefeitura,vi no dia 28 que tínhamos que apresentar títulos até dia 27,e eu não apresentei,será que tenho chance,consegui 48% nas objetivas.
Antes,saía a classificação e somente depois pediam os títulos,agora mudou!!!
Os idiotas
Brasil: o garoto então se sentou à mesa e soltou a fatídica sentença:
- Mãe, a professora hoje me chamou de idiota.
- O quê?! A mãe não pensou duas vezes, no outro dia foi à escola xingar a professora de vaca e vagabunda, criticar a direção e ameaçar entrar na justiça. Depois o garoto foi levado ao psicólogo que descobriu que o garoto estava com baixa estima e talvez precisasse de remédios. Ela resolveu contratar um advogado para processar a escola e, sobretudo, a vaca da professora. A professora, por sua vez, começou a pedir licenças médicas consecutivas, até não aquentar e pedir exoneração. A mãe também levou o fato aos meios de comunicação em massa que mostravam o pobre aluno fatalizado e a professora autoritária. Alguns pseudopedagogos começaram a usar o caso em suas argumentações, criaram até o termo hiperbulling, ou big bullyng, “para ficar mais chique”, argumentavam alguns; ademais já existe a proposta de filmar o medonho acontecimento, como exemplo de péssima prática pedagógica.
No outro extremo, indo pelo pacífico, em uma região de monções, onde habitam os jaculus jaculus ( latim também fica chique não achas?)e o panda gigante, enfim: na China, um garoto aproximou-se de sua mãe e disse:
- Mãe, a professora hoje me chamou de idiota.
A mãe respondeu:
- Estude mais e mostre à professora que você é inteligente.
(Ricardo Gomes Pereira)
nossa!! eu amo os textos desse Rigope!! me divirto e se identifico!! um abraço……
Além da super lotação, da ignorância dos nossos alunos e pais, do salário defasado e entre tantas outras coisas, exite a pior a HUMILHAÇÃO que nós professores passamos na atribuição em escola, quando o diretor tem um “queridinho” os horários, a sala, e período é escolhido pelo mesmo e mesmo sendo a numero 1 , para a escolha, é apenas informado que : _ O seu perfil é para tal classe e tal turno, pois , precisamos pensar na escola e não em nosso beneficio.
Na escola aonde dou aula, uma professora formada está sendo humilhada pelo seus gestores, aonde o estudante tem preferencia. Ela nunca consegue completar sua carga horária, porque , a direção burla o sistema. Penso, aonde buscar ética e moralidade ? Se deveríamos aprender isso na escola e em nossas casas e o que vejo é falta de ética e moral.
Como trabalhar com educação se na educação faltam princípios básicos?
A educação será um dia um mito, na qual , os professores serão lembrados como derrotados ou vencedores?
caros colegas
hoje foi um dia muito difícil ,pois,tivemos mudança na direção em pleno meio do ano!! Uma mulher arrogante que chegou impondo sua autoridade.O que achei incrível é que a maior preocupação é se os professores estão usando o caderno do governo( a famosa apostila),aqui temos de tudo um pouco,crianças que passam a aula toda passeando,sorteando bala,batendo figurinha,batendo nos colegas,ameaçando,enfim,com um déficit enorme na aprendizagem.
A maior preocupação deveria ser em que nível essas crianças estão!! e não se o professor está trabalhando o” caderninho”,sem contar que antes nós mesmos chamávamos os responsáveis para conversar,agora ela tirou esse “direito”,chamou a atenção do professor na frente de todos dizendo que a diretora era ela!! que triste!! o líder cativa seus subordinados e não os afastam.
Eu sou professora porque gosto e não porque sou obrigada!! muitos dizem se não está contente cai fora!! eu tenho esperança no mais profundo do sentimento que ainda vai mudar……..eu acredito!! mas esses líderes me enojam………
Professorinha
Diretor de escola não é absoluto ou divino. Assim como o professor, é funcionário público sujeito às regras de conduta. Particularmente, já encontramos diretores de escola autoritários, mas o autoritarismo e a arrogância não sobrevivem diante da argumentação e da ação organizada.
A palavra convence enquanto argumentação, mas quando escrita assusta. Diante de uma direção autoritária e que cause constrangimento aos professores, nada como escrever uma requerimento fundamentado em legislação solicitando esclarecimentos sobre determinado fato. Por escrito e com cópia protocolada, caso o diretor não responda isso já constitui falta administrativa e dependendo do caso, prevaricação.
Assim, usando o conhecimento, a argumentação e a coragem enfrentamos autoritarismos.
Ola sou nova por aqui.
Descobri essa pagina hoje e ate agora li alguns comentários.
pretendo ler todos, afinal é na área escolar que pretendo trabalhar.
sou recém-formada.
a educação se encontra realmente desfasada. e sinceramente é nela que
quero trabalhar, vim para somar, não quero ser apenas mais uma em meio
a multidão. Eu sou daquela que acredito, e vou mais alem, pra tudoo tem jeito sim. Só não podemos ficar de braços cruzados.
Professor temporário. ????
alguém pode me falar qual é o período de inscrição?
Período de inscrição é definido no calendário anual e divulgado pelas diretorias de Ensino no fim do ano, geralmente mês de outubro
Boa noite, recebi esta mensagens hoje, talvez possa esclarecer algumas duvidas……..
Informamos que as inscrições para o Processo de Atribuição de Classes e Aulas 2012 estão abertas:
Os professores da rede estadual de ensino e os candidatos à contratação, que já possuam cadastro funcional no sistema da Secretaria da Educação para o ano de 2011, devem acessar o site http://deleste4.edunet.sp.gov.br/ ou diretamente o site do GDAE http://www.gdae.sp.gov.br/gdae/PortalGdae/Default.jsp , até 30/09/2011, a fim de realizar a INSCRIÇÃO PARA ATRIBUIÇÃO DE CLASSES E AULAS .
Solicitamos atenção às seguintes recomendações:
1) Faça a confirmação de sua inscrição no sistema do GDAE com antecedência: não espere os últimos dias para efetuá-la;
2) Para os alunos (estudantes) com cadastro funcional no sistema da Secretaria da Educação para o ano de 2011: caso o docente solicite, através do próprio sistema do GDAE, retificações de dados decorrentes da alteração da situação de aluno, é necessário que o interessado apresente documentação comprobatória na Diretoria de Ensino Leste 4, conforme consta no Edital. Solicitamos que a referida documentação seja entregue com antecedência para análise.
3) Informamos que o Edital, com informações referentes às inscrições para o Processo Seletivo 2012, está publicado no site da Diretoria de Ensino Leste 4.
4) Há um Manual no site do GDAE que orienta sobre o acesso ao sistema.
Atenciosamente,
Comissão de Atribuição de Classes e Aulas
Olá professor temporário
será que poderia esclarecer uma dúvida? Tenho 21 aulas em minha sede e 12 em outra unidade.Eu teria que fazer um htpc nessa 2ª unidade ou posso cumprir em minha sede? procurei na LC 836/97 e não vi, só encontrei que tenho que cumprir 3 coletivo e 4 livre.
O problema é que o horário da 2ª escola é o mesmo da sede,então querem que eu faça junto com outro grupo entende? fico agradecida……
Professorinha
No nosso entendimento, como são aulas em escolas diferentes da rede e você possui mais aulas na sua sede, você deve seguir as orientações determinadas pela sede. Afinal, as faltas e presenças computadas na outra escola precisam ser registradas no BO para que você as apresente na sede, que fará o lançamento no sistema. Então, como sua falta no HTPC na outra escola ocorre no mesmo horário de presença no HTPC da sede, isso não pode ser considerado falta.
TODO PROFESSOR (a) TEM CARA DE SOFRIDO, VAMOS MUDAR PESSOAL, POIS ESSA PROFISSÃO ESTÁ ACABANDO COM NÓS… !!!! NINGUÉM MERECE.
Caros
Hoje ,participamos de um conselho onde a diretora questionou muitas notas vermelhas ,mesmo com atividades ,disse que o professor tem que trabalhar diferenciado com cada aluno!! Ela não está errada,eu sei!! Mas ignorou toda avaliação e quer que voltemos o conteúdo,antes queria que aquele que não usava o caderno do aluno usasse!! agora volte o conteúdo.Não são tantos alunos assim com dificuldades,mas não temos tempo em sala para nos dedicarmos,não com 45 na sala,pois enquanto dá atenção a três,outros 42 quase se matam.Sem contar os que terminam a atividade rapidinho……..Estou frustrada!! nos cobram no saresp,na escola ,querem resultados,o aluno sempre está certo ,a lei sempre do lado do aluno e nós quem socorrerá,não temos um psicólogo para nos ouvir………Estou me sentindo frustrada,impotente,depois de 10 anos acho que não sei dar aula,pois tenho 3 notas vermelhas na sala………
Professorinha
O docente ainda tem a liberdade de ensinar, assegurada pela Constituição.
Nota é número.
Certa vez, numa discussão acalorada dessas, fomos questionados sobre essa questão de nota. Então, pegamos o maço de prova e anunciamos: “as que caírem sobre a carteira terão nota dez e as que caírem no chão terão nota oito”. Jogamos o maço para cima e em seguida abrimos um novo instrumento de avaliação, chamado “postura atitudinal” e lançamos a nota.
Como em nosso planejamento existia a previsão da avaliação global, dentro dos conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais (Zabala), a direção nada pôde fazer…
E assim, resolvemos o problema das médias baixas, dentro da estrutura viciada da rede pública.
Logicamente, depois disso houve um período de desconforto com a direção, mas depois de um tempo a reflexão falou mais alto.
Os alunos fingem que não sabem o quão difícil é ficar lá na frente da classe, explicando a matéria e – muitas vezes – sendo ignorado por quarenta deles. Todos sabemos e entendemos que não é fácil mesmo. No ponto de vista de uma grande parte da classe, a escola é vista apenas como um entreterimento gratuíto, onde você se alimenta de graça e vê todos os seus amigos. E o professor, para muitos, é só um detalhe – pois, alguns professores são comparados com o lixo, ou até, tratados como lixo. Para essa grande porcentagem da classe, um dia normal na escola é assim:
Ás sete horas – alias, sempre com alguns minutos de atraso – entram na escola e vão para a sala de aula – ah, ainda têm uns ‘engraçadinhos’ que ficam passeando pela escola e precisam ser direcionados até a sala, pela diretora, estagiários e etc – O professor começa a primeira aula – e todos esses alunos ainda estão com os cadernos na mochila e parecem nem notar que já tem atéria na lousa. Então, a professora resolve saber o por quê dos mesmos não estarem com o caderno aberto copiando a matéria. – assim, pode-se saber, que vai haver uma grande discussão – E realmente, é o que acontece:
- X. Vai sentar lá do outro lado da sala.
- Não, não vou. Você não manda em mim.
- Será que eu vou ter que chamar a diretora?
- Chama – enquanto isso, há vários risos na sala de aula.
- Não responda pra mim, garoto.
- Mais foi você quem falou primeiro – e começa a resmungar nomes que eu não me atrevo a dizer aqui.
- Eu ouvi o que você falou!
- Que bom.
- Olha…
- Ah, mulher chata, acha que manda em mim.
- X. a sua situação aqui já não está muito boa!
- E daí? Eu quero sair daqui mesmo.
- Vou chamar a diretora.
- Já falei, pode chamar. Eu não vou sair daqui mesmo.
(…)
A professora discute durante uns 20 minutos com o aluno – ou seja, quase metade de uma aula foi jogada no lixo, o que acaba atrapalhando os alunos que querem estudar ou aprender alguma coisa.
E assim, todas as aulas vão acontecendo, nesse mesmo rítmo: o professor entra na sala. Perde vários minutos na organização. Pára diversas vezes pra repreender alunos que estão falando, durante a explicação. E acaba não conseguindo dar a aula desejada.
Até que quando nos aproximamos do horário do ‘recreio’, todos os alunos estão praticamente pra fora da sala, querendo sair – que é o momento que eles mais gostam, certamente.
E durante quinze minutos, a escola vira um inferno.
Depois do intervalo – os professores que me desculpem – mas, vocês sabem, que podem esquecer as três últimas aulas. Pois, todos os alunos – todos não, a maioria – já está impolvorosa para ir embora. Daí sim, fica impossível de dar aula numa sala com 30 alunos mal educados e ‘hiperativos’.
E então, depois de cinco horas, acontece o esperado por toda a classe ‘PÍIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII’ – o sinal da escola, avisando a hora de ir pra casa.
O que eu observo é que a maioria dos alunos que se comportam de uma forma inadequada na sala de aula, têm potêncial para desenvolverem um ótimo rendimento na escola. Mas, por vergonha dos seus amigos ‘fodas’ – no caso: maloqueiros, desleixados, não compromissados – eles se prendem á bagunça e a falta de responsabilidade. Eles sentem medo de serem excluídos do grupo, da turma dos ‘populares’ – que pra mim, não passam de idiotas. Todos esses alunos vivem numa utopia e não querem enxergar a realidade e, quando o professor ou outros alunos, tentam abrir os olhos dos mesmos, eles se exaltam e não aceitam de forma alguma. Enfim, nós temos que conviver com isso – por mais deprimente que seja – pois, os únicos que vão sofrer as consequencias são eles e eles estão cientes disso – ou não.
Eu sei que não são há só alunos ruins – ou que querem ser ruins – na sala de aula. Porém, são eles que, de uma certa forma, ‘dominam’ o local.
Eu, como aluna, sei como é muito complicado ser professor!
“Desisti, não adianta dar murro em ponta de faca, vai vender bala e ser feliz”
Essa fala eu e mais trocentos professores escutamos da supervisão no encontro presencial dos professores quando questionávamos até quando suportaríamos tanta indisciplina em sala de aula seguida de cobrança em cima do professor. Aí eu me pergunto se ela estava errada.
Claro que não, ela é paga pra isso, pra defender, não para concordar, ainda mais com nós professores. É por isso que não adianta se manisfestar, porque ninguém resolve nada, não adianta vir aqui, ir lá lamentar, nada vai mudar e não vai porque…
…porque somos nós que precisamos nos atualizar
…porque somos nós que não sabemos ensinar a disciplina
…porque eles estão recebendo pc e nós não sabemos lidar com essa tecnologia
…porque não temos um sindicato forte
…porque não somos unidos
porque estamos divididos em categorias com interesses diversos
…porque tem professor que fica na espreita enquanto outros vão à luta
…porque afinal de contas escolhemos uma profissão pouco valorizada quando poderíamos ter escolhido outra e agora ou assumimos e desistimos ou mudamos de profissão enquanto a idade não chega.
Infelizmente essa é a realidade educacional no estado e que se olharmos com bons olhos, está melhor do que em muitos estados.
Na verdade a gente precisa saber onde estaremos em 2012 e como estaremos e não como será provas e atribuições, se teremos ou não férias, pois mais importante que tudo isso é a nossa vida e daqueles que estão ao nosso lado, a família, afinal de contas nossos filhos precisam dos pais, só que vivos, e não somos pagos para ficar doentes por causa de seres que vagam pela escola!!!
Agora é entrar por ouvido e sair pelo outro, não há o que fazer!!!
chegamos na escola,e vamos logo rezar(ninguem gosta de rezar).depois logo pra chamada…ai a professora começa…anderson:aqi; alessandro:aqiii e etc,etc,etc…dai vamos logo gritando:fernanda..oque??? raquel:comevéiaa…nossa sala é uma bagunça…
Caros colegas,tenho que concordar com Prof Silva,sem contar que terão mudanças aí,a sala “pic” por exemplo se a escola não comportar no mesmo horário,terá que oferecer pós ou pré horário,como sempre funcionará semelhante à recup.paralela,alunos não vem,e o professor será o verdadeiro culpado pela defasagem na educação,,blablabla……..difícil……..
ah esqueci de falar não é mais sala pic tem outro nome só que eu esqueci…..
NO CORREDOR DA ESCOLA, ANTES DA PRIMEIRA AULA
Bom dia professora, antes de entrar em sala, considero necessário dar-te mais alguns informes, imprescindíveis, sobre a tua nova sala. Não permitas que N.R. saia da sala, ela já tentou abusar sexualmente de um coleguinha. Atenção para os números nove, quatorze e vinte e seis, deves colocá-los sempre separados, pois, além de conturbarem a aula, costumam brigar de forma violentíssima. O aluno F.P. tem TDAH, convém que ele corra pela sala, pois logo se cansará. O aluno M.F. estava suspenso, retorna hoje, será necessário revistar o material dele, haja vista os precedentes de que ele já trouxe facas na mochila e há ameaças, pueris ou não, de que ele irá matar V.M. J, em razão disso, esse último senta-se ao lado do professor. A aluna M.R. costuma receber entidades sobrenaturais, a outra professora fazia o sinal da cruz e dizia algumas palavras em latim, talvez um pax vobiscum resolva, bom, caso ela comece a girar na sala, já sabes. O número dezesseis costuma babar, é bom ter sempre em mãos um pano separado. Atenção especial para os gêmeos, porque são agressivos, sobretudo com os professores, qualquer coisa corres até o corredor, será necessário gritar, pois a inspetora fica no corredor de baixo. Cuidado com objetos pessoais de valor, em sala furtos acontecem frequentemente. O número trinta é L.A. Não, professora, L.A. não quer dizer que ele veio de Los Angeles, ele logo será transferido, verás que não condiz fisicamente com a turma. Outra coisa, não correr atrás de alunos; nunca deixar a sala sozinha; cautela com as posições que faz em sala, eles filmam e colocam em rede e não fiques muito tempo de costas para a sala, evite isso ao máximo. Acho que é só isso. Bom a outra professor não voltará este ano, ao que parece desconfia que seu marido seja um uxoricida e ouve vozes de alunos.
Chegamos, professora, sejas bem- vinda à quarta série A.
(Ricardo Gomes Pereira)
vejo aqui muitos relatos sobre a situação de escolas públicas… pois bem, trabalhei em uma escola particular e faço estágio em escola pública… a falta de educação extrapola qualquer limite, alunos mal-educados que têm a proteção da “diretora”, afinal, o cliente sempre tem razão… nada do que planejava dava certo, sempre interferua na metodologia, e não satisfeita, a direção ameaçou de demissão várias vezes, até que em determinado momento me demitiu… já na escola pública, há sim a bagunça, são crianças, porém, contam com uma direção atuante, que não dá razão ao aluno, lamentável isso, ouvir coisas do tipo ” eu pago seu salário” e ter que se calar, uma direção que para a qual tudo convém…. sem contar o interesse dos alunos.
sem contar que instituições privadas fazem o q não podem pra ver seus “clientes aprovados” essa foi minha primeira experiência como professor…
Caros
hoje presenciei algo,fiquei transtornada,revoltada,enfim,deixe-me contar….
Ao entrar na sala,os alunos estavam conversando e um rapaz cantando um funk(que eu detesto,fala sério),pedi atenção da sala e o rapazinho ignorou!pedi que se por favor podia para de cantar até que ele disse se eu estava incomodada.Eu disse que sim!! ele disse que os incomodados que se mudassem! eu disse que a aula era minha!!então pedi que se não quisesse para então saísse ,ele disse que a escola não era minha! se eu tinha comprado a escola…..eu me irritei e disse a ele que eu não era sua mãe!!( no sentido de tolerância) ele se irritou e disse pra tomar cuidado não podia ficar falando da vida das pessoas,se eu não tinha medo,,ai ai como ele não saiu eu me retirei,o aluno foi suspenso,e me senti entimidada até pra abrir um BO,minha PA subiu e fui ao médico,moral da história…….o professor deveria evitar o confronto…detalhe o rapazinho acabou de sair da fundação casa………gente eu precisava desabafar!Estou triste,somos manipulados a tolerar certas situações,eles(alunos) podem tudo!! nós não manter a classe sempre,estou pirando……
Final de Ano
Eu estava sentado na cadeira do ônibus, faltava pouco para chegar e acompanhava a cinzenta paisagem urbana pela janela. Ouvi a catraca e olhei, todos olham, instinto, quando o ruído da catraca anuncia um novo passageiro olhamos, talvez na busca de um amigo, medo do anjo da morte, assalto, enfim, distração. Passado um tempo, assustei-me, porque a catraca fez um terrível barulho! Era uma mulher, suponho que fosse, alta, fortíssima, em rotas indumentárias um buço que lembrava Nietzsche ou Stálin. Ela se aproximou de mim, desconfiei que não fosse uma mulher, ofegava, seus passos me davam calafrios e, o que é pior: havia um lugar vago ao meu lado! Não nego, tive, medo, receio, enfim, levantei-me para ceder os dois lugares.
Quando estava em pé, procurei não olhar diretamente para o rosto dela, senti um estranho torpor, no chão havia pó de giz e baratas, um sibilo em timbres horríveis ficava cada vez maior, surgiram mesas, os passageiros sorriam, alguns tiravam fotos e ouviam música no celular, tudo se misturava em um vômito de cãibras! Fraco, queria sair, mas meus pés estavam acorrentados, seguindo a corrente via-se o livro de ponto no final, que descia pendurado pela janela.
Um vento forte mexeu as folhas do diário. A mulher que estava em minha frente perguntou se eu não lhe daria o visto, era Afrânio Bartoldo, aluno da EJA que segurava seu caderno. Percebi que estava em sala de aula, na sapiente mesa do professor.
(Ricardo Gomes Pereira)
Professor. Esse texto que irei postar agora deve ser lido com toda a sua malícia.
Vcs sabem como o governo joga sujo com a nossa classe.
Nos culpam pela falência do ensino no país enquanto divulgam em comerciais caríssimos em horário nobre que nos pagam cinco mil reais, fora o bonus.
Será que um dia alguém vai virar governador, presidente e vai dar o valor que merecemos?
E a educação? Solução óbvia para todos os problemas sociais do país?
Será que um dia ela vai receber 10% do PIB?
Professores Vamos parar de sermos ingenuos só por um minuto?
Se quisermos mesmo uma revolução na educação de nosso país só temos um caminho. Jogar com as mesmas armas do governo e da mídia.
MANIPULAÇÃO!
Mas não essa manipulação maligna praticada pela mídia e o governo.
Não!
Imagine uma manipulação para fazer o bem para todos no país.
Vc deve estar pensando que sou louco, mas PENSE UM POUCO!!!
Porque nossa categoria é a mais fragmentada?
Porque o governo inventa categorias F L O?
Simples: Porque somos a única classe no país que possui o mesmo poder da T.V e do governo.
O poder de FORMAR OPINIÃO!
Faça as contas: Um professor tem contato com no mínimo 30 alunos por dia, que acreditam em suas palavras.
Um adolescente de 16 anos ja pode votar.
Quantos adolescentes vc ja formou professor?
Imaginem se todos esses alunos votassem em um candidato que ele indicou (sem querer claro), quando deixou escapar em uma aula a sua opinião de que esse era o melhor candidato para o país?
Agora imaginem todos os professores de um estado indicando o mesmo candidato para governador. Um candidato que sabe o poder de manipulação desses professores quando estão unidos. E que por isso antes das urnas ele sentou para saber o que esses professores queriam para apoia-lo em sua candidatura.
Ele ofertou um salário melhor e melhores condições de trabalho.
O outro candidato também ofertou isso, mas esse candidato é mais confiavel e por isso os professores que estão unidos como um escolheram ele.
Os milhões de alunos também escolheram ele e por isso ele ganhou as eleições e seus deputados também.
Ele cumpre sua parte no trato e os professores tem novamente um aumento e um melhor plano de carreira. Nas escolas os alunos comemoram as lousas digitais onde os professores podem acessar pela internet qualquer filme para ilustrar suas explicações, fora a nova verba para viagens culturais pelo Brasil. Entre outras conquistas.
Não estou falando de utopia, estou falando de MEDO.
Medo que o governo tem dos professores acordarem para a politica e como ela funciona.
Medo dos professores deixarem de serem ingenuos e perceberem que os alunos são seus aliados contra esse sistema corrupto.
Muito medo porque a mídia se compra fácil, mas uma classe de um nível intelectual elevado e que tem amor pela sua profissão é praticamente impossível comprar.
A única forma de conseguir os votos desses milhões de alunos é barganhando sempre o melhor para a educação do nosso país.
Os alunos que cresceram com uma ótima educação e se tornaram médicos, engenheiros e agora também professores (porque agora ganha o mesmo que as outras duas profissões citadas), agradecem enquanto tiram sua família da humilhação e da pobreza, mais do que isso, enquanto tiram o país da falência da saúde e da infra-estrutura em geral.
Olá Adalberto,
Em seu texto você opta por um caminho conhecido, percebe a escola como aparelho ideológico e seu caráter de manipulação ideológica, Althusser, Gramsci e Paulo Freire possuem ideias semelhantes, entretanto há alguns problemas na sua teoria, em primeiro lugar confunde indivíduo com partido, opta por escolher um indivíduo para representar os professores e deixa de lado a questão do partido, ora, não há um partido no Brasil em que nós, professores, possamos confiar!
Em segundo lugar, quem garante que nós, professores, não estaremos a ser manipulados pelo candidato? Quando ele nos prometer algo, aqui em Diadema, por exemplo, tivemos um caso interessante, o candidato a prefeito Mario Reali, prometeu aos professores que não municipalizaria escolas do Estado, investindo assim no fim das creches conveniadas, ele ganhou a eleição e o que fez, municipalizou! Os professores foram à câmara, mas não adiantou; para amenizar prometeu concurso em um ano, agora há pessoas que passaram em concurso público em Diadema que ainda nem nasceram!
Não acredito nesta via, pois o professor pode ser manipulado e errar, induzindo seus alunos ao erro. Veja o caso dos ciclos, por que não um plebiscito para saber nossa opinião? O sindicato, os representantes são escolhidos pelos professores, a presidente faz parte do CNE que entre outras, votou no ciclo de quatro anos para o fundamental II e ficou omissa durante a questão do investimento para se realizar um programa de descaracterização da cultura heterossexual com o famigerado “kit gay” será que é disso que a educação precisa. Será que escolheremos mesmo alguém certo?
Fazer o discente conhecer os programas do partido e discutir a democracia com o apoio científico das ciências exata, humanas e biológicas, se eles tiverem conteúdo para ler e analisar votarão conscientes, não podemos lutar pela manipulação e sim pela emancipação. Vou até mais longe, em minha opinião, eles não deveriam votar, pois não tem maioridade penal.
Não há partidos confiáveis, vejo um caminho na organização em busca de participação direta, com maior autonomia para as escolas; porque melhor educação e salários dignos, isso, todos prometem, mas enquanto eles prometem, nós que estamos acorrentados como Prometeu.
Professores na câmara:
http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=28067
Concurso público Diadema:
http://www.dgabc.com.br/News/5929021/sem-nascer-pessoa-passa-em-concurso-em-diadema.aspx
Meu querido Rigope.
Vc esta certo. Não podemos confiar em ninguém, mas só existe esse caminho para uma real mudança
Minha solução então seria criar um partido para a educação.
Sei que isso emplica em uma possível corrupção pelo poder, como acontece na APEOESP, visto que existem corruptos em todos os lugares, mas creio que esta é a única solução.
Não importa a disciplina que o professor trabalha com seus alunos. Temos que cuidar como escrevemos. Estou procurando como escrever no meu diário de classe as aulas de Física.
Parabéns pelo blog.
(corrigido)Vejo o problema também por outro ângulo:
A maioria dos professores parte para o magistério após uma “frustração”, alguns queriam ser psicólogos, outros advogados, médicos, outros qualquer outra coisa. O fato é que, o que não falta é professor com má vontade para fazer bem o próprio trabalho. Estes são os que colaboram decisivamente para o cansaço e derrocada daqueles que acreditam no que fazem.
Muitos professores têm o costume de ‘não se meter em encrenca’, e então só reivindicarem algum direito quando são individualmente afetados. Existem muitos problemas, mas uma coisa tem de ser considerada: É o professor quem tem de construir o espaço da sala de aula; os alunos chegam na escola sem saber para quê, e isso, é quase uma cultura da na escola pública brasileira… Não saber exatamente pra que é que a escola serve.
É dever do professor construir este espaço público,compartilhado, já que ele é o que supostamente deveria saber para que serve a Escola.
Nós vivemos novos paradigmas, será que estamos tentando acompanhar as mudanças do tempo?
Para mim um ótimo exemplo é levar o texto-cronica do Ricardo pra sala de aula, e mudar a maneira de encarar essas situações. É preciso ser um pouco palhaço, um pouco amigo, até mesmo um pouco família…
Ninguém além do professor pode erguer a educação num país; se algum tipo de r-evolução for possível, ela só poderá começar em sala de aula.
Falta um ano para eu me formar e lendo tudo isso, confesso que fiquei assustada…
Bom Dia! Sou Professor da Extinta Categoria L, fui aprovado na provinha, e por ser aluno do ultimo ano em 2011, serei um dos ultimos a terem aulas atribuídas. Gostaria de saber se até a data da atribuição posso ser incluso na lista dos formandos, já que estou com o Histórico em mãos e na minha classificação continuo como aluno de último ano? Grato!!!!
Outra dúvida. É verdade que os Professores da Extinta Categoria L, não receberão salário em Fevereiro?
Já houve discussões desse tema em comentários de dois dias atrás.
Segundo a Diretoria de São Vicente, que a meu ver é a mais competente de todas do estado de São Paulo, os professores da extinta categoria L terão férias proporcionais:
Veja comentário abixo:
professor categoria L irá receber férias? Fui dispensado, porém, tinha aulas atribuídas ininterruptas desde a criação da categoria. Grato,
DERSV Sim, proporcionais ao trabalhado.
Gostaria de saber quem é o profissional da educação dentro da escola que é responsável em avaliar,corrigir,discutir com os professores, sobre os diários de classe? E qual lei, decreto ou resolução que reafirma a resposta da primeira pergunta?
FÁBULA
O leão, grande rei da floresta, percebeu que os animais menores afastavam-se dele, mostravam medo e isso começou a prejudicar a dieta do grande rei. Chamou então seu secretário de assuntos estratégicos: a raposa, e perguntou-lhe o que se passava na floresta, qual a origem de tal temor que contrariava e prejudicava a cadeia alimentar. As raposas então revelaram que o problema estava na educação, os animais estavam conscientes demais da realidade, sapientíssimos! O leão, deveras furioso, as corujas, pedagogas da floresta, mandou convocar. Depois de ralhar e ameaçar os financiamentos de pesquisa das corujas, pediu-lhes que fizessem algo.
As corujas então resolveram mudar o método de ensino, começaram a convencer os outros animais que auxiliavam na educação de que agora deveriam aplicar métodos novos, modernos, afinal as gerações eram outras, ninguém ensina nada a ninguém, deveriam largar toda a tradição, banir métodos, valorizar o erro dos animais, flexibilizar avaliações, anoxericar currículos, valorizar o espontâneo e que cada um constrói o seu conhecimento.
Não demorou muito para os animais mudarem de atitude, começaram a deixar de lado o temor ao leão, porque não sabiam História; não se comunicavam direito, porque não respeitavam normas de linguagem; não percebiam quando alguém estranhamente sumia, porque não sabiam contar; achavam que outros animais não lhes ofereciam perigo, porque não conheciam ciências; não conseguiam correr e se esconder perante o perigo, porque não faziam Educação Física, nem Geografia, etc. O leão ficou feliz, afinal obteve de volta o fácil banquete.
Educação: um bem para todos, manipulada por poucos.
(Ricardo Gomes Pereira)
http://receitasdeportugues.wordpress.com/
- Eu não sou professora, na verdade passo bem longo disso… sou uma aluna, estou no 2° grau de uma escola publica em São Paulo na Zona Norte. Antecipadamente já peço desculpa caso vocês achem algum erro neste comentário.
Eu leio todos os comentários que vocês escrevem, anonimos, nomes incompletos e também os que se identificam. Quero dizer que vocês são herois. Todos os dias vocês entram nas salas de aula levando educação e um pouco de si mesmo para meus amigos e eu. Todos os dias vocês enfrentam obstaculos para nos ajudar.
Gostaria apenas que soubessem que são apreciados e muito. Sei que é dificil, desanimador e muito cansativo, mas gostaria de pedir que não desistissem.
Ao longo dos anos eu vi muitos professores incriveis, e também aqueles completamente cansados que dão 12 aulas ou mais por dia para ter algo no seu salario. Gosto de pensar que vi os melhores que minha escola tinha a oferecer, valorizo muito o trabalho e esforço te todos vocês.
Por isso estou escrevendo isso, entre os comentarios eu li professores que fazem o possivel para serem melhores, eu sei que o sistema não funciona e sei também o quanto fazem o possivel pra ele funcionar.
Só peço que fiquem e lutem, vi professores que mudaram a vida de muitos alunos e a minha também. Eu vi, e sei que isso existe, eu queria pedir que quando entrassem novamente em uma sala de aula, entrassem com muito orgulho de si mesmo porque vocês fazem isso, vocês salvam o nosso país todos os dias mesmo com pouquissimos recursos e todas essas dificuldades. Não parem de lutar por isso, porque mesmo se um dia vocês chegarem a conclusão de que nada deu certo, vocês poderão olhar para tras e saber que tentaram e lutaram até o fim por nós.
E por isso eu sou muito grata a vocês.
Obrigada por tudo de verdade!
Sabrina Santos Soares 2°B (Ensino Médio)
Olá Sabrina,
Admito que me emocionei ao ler seu texto.
Infelizmente não somos bem vistos pela sociedade,pelo governo e muitas vezes pelos alunos…..quem não gosta de um elogio? faz massagem no ego!!
Hoje só estou na educação por que ainda me sinto útil,não trabalho só conteúdo,mas o cotidiano,muitas vezes sofro por isso,mas prefiro conquistar meus alunos….não é ser “amiguinha” mas sim ouvinte se necessário……Um abraço e obrigada por levantar nossa auto estima….
gostaria de sentir orgulho e dizer EU SOU PROFESSORA !!!
Olá pessoal li algumas postagens e achei muitoooo bom é exatamente isso que cada um descreveu e um pouco mais no começo até rachei de rir de algumas postagens de como é uma sala de aula é realmente como escreveram!!! Hoje meu primeirooooooo dia de aula como eventual numa quarta série fiqueiii extremamente horrorizdaaa meu Deus o que é aquilo????? Nunca vi nada igual na minha vida!!! rs
Estou pretendendo trabalhar como eventual, mais sei la….. confesso estou preocupada com minhas contas pra pagar.
Faz tres anos que leciono como professora de ciencias e vi de tudo, desde a indisciplina mais rotineira ate alunos ameaçando coordenador de escola, neste ultimo caso sai pois minha segunrança vem em primeiro lugar mesmo com contas a pagar.
Gosto de ser professora, e, o dia em que cansar faço outra coisa, posso fazer aquilo que discursamos aos alunos, vou estudar um pouco e se nao estiver disposta a pagar uma outra faculdade faço outra graduaçao em uma faculdade publica, afinal como professora eu tenho que saber estudar. E se estiver disposta a gastar um pouco mais, pago uma faculdade, ou presto concurso publico em outra area.
Nao sei como se encontra cada um, se uma pessoa gosta do trabalho acho que deve continuar, mas caso contrario me parece mais interessante partir pra outra, melhor do que se tornar alguem que odeia o trabalho que faz.
O mineiro cândido
Um mineiro todos os dias ia até a mina de carvão, descia com equipamentos ultrapassados, não se protegia direito, ganhava pouco e seus patrões cobravam coisas absurdas. Era difícil retirar o carvão, eram muitos e ele um só, além disso existia outro agravante, os carvões não queriam sair dali, mas ele insistia naquela mina, todos os dias descia e voltava com o carro pesado, porém quase vazio.
Uma vez lhe perguntaram por que ele continuava ali? Procure outro emprego, vá a outra mina? E ele respondeu:
- Gosto daquilo que faço.
- E seu filho? Achas que ele seguirá tal caminho?
- Sim, ele tem um emprego parecido com o meu.
- O que ele faz?
- É professor.
(Ricardo Gomes Pereira)
Detesto piadas de professor, porque só vem daqueles que não arrumam outra coisa para fazer.
No Japão, o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor, pois segundo os japoneses, numa terra que não há professores não pode haver imperadores”.
Me mandaram embora de um trabalho formal e agora fui contratado pelo PSS Paraná, posso requerer o meu seguro desemprego?
Obrigado
O seguro desemprego é um benefício concedido pelo INSS. Antigamente, quando não havia integração entre os bancos de dados, era possível a pessoa assumir uma vaga temporária no serviço público e requerer o seguro desemprego, mesmo isso sendo ilegal, já que para o INSS não aparecia o vínculo com o Estado. Hoje, dependendo da modalidade de contrato do processo seletivo simplificado, a pessoa pode até responder administrativamente por acúmulo ilegal, e penalmente por falsidade ideológica.
Eu trabalho como agente de organização escolar há 20 anos, estou muito aborrrecida com meu trabalho, salário, etc, sendo assim gostaria de exonerar e tentar pegar aulas livres, em minha escola tem aulas livres de história, pois não gostaria de me aposentar com o salário que ganho atualmente. Agora com essas mudanças de categoria ficou mais instável, mas mesmo assim gostaria de tentar, o que vocês acham?