De acordo com os resultados do índice de desenvolvimento da educação básica (IDEB) as cinco escolas com melhores resultados no país são instituições militares.
Desde a implantação da progressão continuada na rede pública de ensino a realidade do cotidiano escolar percebida pelos professores aponta na direção de um expressivo aumento dos casos de violência e indisciplina dentro da escola.
Após onze anos de uma política educacional equivocada é fácil perceber e constatar a perda da qualidade do ensino. O que já teve um nível de respeito, hoje não passa de mais um sistema de aprovação automática, que produz muita propaganda e pouco resultado.
A necessidade do estudo para garantir a aprovação por boas notas foi substituída pela falta de perspectiva. Os alunos podem fazer o que quiserem que sua aprovação está garantida. Nem precisam freqüentar as aulas, pois a escola arruma um jeito de compensar suas faltas.
Formados em um ambiente pedagógico que não estimula o desempenho e favorece a indisciplina, tanto pela gestão das equipes de direção, quanto pela não aplicação das sanções disciplinares e procedimentos previstos em lei, esses alunos são rotulados de “aqueles que tudo podem”.
Além de desestimular o estudo essa política causa um efeito cumulativo: o aluno com defasagem de aprendizagem, ao ser aprovado pela progressão, não consegue acompanhar seus colegas e como não admite isso se manifesta com apatia, indisciplina e violência. Para agravar essa situação as Secretarias de Educação pressionam as escolas pela não aplicação das sanções disciplinares previstas no Estatuto do Criança e do Adolescente, para não causar desconforto junto à comunidade eleitoral.
Sem a percepção de um objetivo para o estudo e sem as conseqüências disciplinares para suas atitudes, muitos alunos expressam sua revolta e agressividade como violência contra professores e funcionários, já que não existe a noção de limite.
A escola se transforma em um espaço destinado apenas ao lazer e à socialização, servindo como um “crechão” que toma conta de menores de idade enquanto seus responsáveis desenvolvem atividades produtivas. São raros os pais e responsáveis que realmente percebem um significado de estudo para a escola, já que não questionam o nível de aprendizagem dos seus filhos
Nessas condições a escola ensina o pleno exercício da impunidade, fazendo com que seus alunos acreditem que não existe conseqüência para seus atos e que mesmo em situações mais graves tudo se resolve com brincadeira.
Antes dessa política, muitos dos alunos que concluíam o ensino fundamental se destacavam pela aprovação em instituições conceituadas como o Senai. Naquela época a maior parte das pessoas desempregadas no Brasil tinha mais de 30 anos de idade e estava nessa condição por ser substituída por esses jovens.
Hoje, os alunos que concluem esse ensino apresentam dificuldades em resolver as quatro operações matemáticas elementares. Muitos mal conseguem ler e entender uma frase longa, com mais de duas linhas.
Será é por acaso que a as melhores escolas do país são militares?
Por que nenhuma escola particular conceituada adota a progressão continuada?
Existe explicação para o fato de que hoje a maior parcela da população desempregada tenha entre 16 e 25 anos; todos formados por esse sistema?
Trata-se de uma geração perdida, condenada ao subemprego por não ter condições de se integrar ao mercado de trabalho competitivo. Pessoas jovens que não aprenderam muito bem a noção de regras e conseqüências para seus atos e que certamente pesarão sobre o orçamento de programas sociais do governo.
Sem comentários..
não faltou nem uma vírgula, no texto sobre Ensinado Impunidade, mas infelizmente os nossos governantes está transferindo p/ os professores toda a responsabilidade desse desastre educacional, não querem aceitar que o sistema não deu certo, e a maior burrice de todas as épocas é continuar no erro.
Que todos compreendam e digam não à essa PROGESSÃO CONTINUADA!!!!
ESSE PAÍS NÃO TEM JEITO – INJUSTIÇA SEMPRE PREVALECE
Segunda – feira, 09 de Fevereiro de 2009 12h00
Atribuição de aulas no Estado será pelo modelo antigo para garantir início do ano letivo no dia 16
Secretaria de Estado da Educação insistirá na Justiça para que professores possam ser avaliados se sabem conteúdos básicos
A Secretaria de Estado da Educação está determinando que suas Diretorias de Ensino realizem a partir de amanhã, terça-feira, 10 de fevereiro, o processo de atribuição de aulas a professores temporários pelo método antigo, utilizado em 2008: classificação por tempo de serviço e títulos. A medida tem o objetivo de garantir que as aulas comecem em 16 de fevereiro sem qualquer falta de professores.
No primeiro semestre de 2008 a Secretaria estipulou que uma prova iria se juntar ao tempo de serviço e títulos na atribuição de 2009. Esta prova avaliaria se os professores tinham conhecimento sobre a Proposta Curricular do Estado, ou seja, sobre o que deve ser ensinado em sala de aula. A prova aconteceu em 17 de dezembro, mas a Apeoesp (um dos sindicatos que representam os professores) entrou, dias depois, com pedido na Justiça e conseguiu invalidar a avaliação. Em seguida a liminar foi derrubada na Justiça, mas a Apeoesp insistiu contra a avaliação, conseguindo nova liminar em 4 de fevereiro.
Desde esta data o governo do Estado tenta reverter a decisão judicial. Como a atribuição de aulas está marcada para esta terça-feira, para que o ano letivo inicie (em 16 de fevereiro) sem qualquer falta de professores a Secretaria decidiu adotar o modelo antigo. O governo do Estado continuará a defender na Justiça a avaliação de professores, com apoio da Procuradoria Geral do Estado (PGE).
“A prova para professores temporários é parte de um grande processo, iniciado em 2007, para garantir maior qualidade do ensino. Trata-se de um conjunto de medidas, que inclui premiação por desempenho, aumento da infra-estrutura nas escolas, reforço da atividade pedagógica, reorganização do currículo e redução das faltas de professores”, afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
A classificação dos professores pelo modelo antigo (sem a prova) está disponível no site da Secretaria: http://www.educacao.sp.gov.br. A prova para os temporários teve 214 mil inscritos – 114 mil de fora da rede e 100 mil que já eram temporários em 2008. Com a medida da Apeoesp contra a avaliação de professores, agora os 114 mil de fora da rede, como não têm tempo de serviço, tendem a ficar para trás na classificação para atribuição de aulas.
“Os professores temporários têm uma importante participação na rede. É fundamental que os alunos tenham os melhores professores nas salas de aula. Mas, com a Apeoesp contra a avaliação de professores na Justiça, sem a possibilidade de reversão imediata da liminar, resolvemos utilizar o modelo antigo”, diz Maria Helena.
CAROS COLEGAS EFICIENTES , OLHA A RECOMPENSA PELA NOSSA COMPETÊNCIA.
MARILEUSE
O que faremos? Pular do barco? De toda forma, já estamos afogados em tanta papelada que nos jogam na cara…. Será que perderam até o mínimo do senso-comum?
Professora Evanilda
O que será o tal senso comum?
Quando nos deparamos com situações de desrespeito, por parte dos alunos, dos pais e do Estado, nos é dito para ter o bendito senso comum.
Senso comum é entender que em vez de escola temos institutos de assistência social? Ou será que é reconhecer na escola em período integral como uma forma de contornar o problema, retirando os alunos o máximo possível do convívio com os pais para que não aprendam coisas erradas? (o pior é que tem quem defenda essa medida…)
O único senso comum que existe é que nenhum outro setor da sociedade se preocupa com isso, e o que é pior, cada vez menos pessoas se interessam por ser professor (no sentido integral da palavra)
Hoje, os que buscam a licenciatura ou o fazem por ser o curso mais barato, ou por ser mais fácil encontrar uma colocação. Como se entrar em uma sala de aula fosse apenas questão de escrever algo na lousa para que os alunos copiem…